sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reforma Íntima



O que é na verdade reforma íntima? Poderíamos dizer que é a conquista do equilíbrio interior, o convívio harmônico com as pessoas que nos rodeia, com a sociedade, com a natureza e com a energia superior. Em poucas palavras seria: Estar em paz e equilíbrio!
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Claro que não acontece da noite para o dia. É um processo contínuo de melhoria e crescimento moral e espiritual (ou da consciência, para aqueles que não acreditam na existência do espírito).
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A primeira barreira a ser vencida, para descobrir o caminho de sua reforma é a mudança de paradigma em relação a autocrítica. Sim, é fato. Somos mais benevolentes conosco. Na maioria das vezes encontramos desculpas para os nossos deslizes. Colocamos a culpa nas circunstâncias, nas pessoas, na falta de maturidade, em qualquer coisa que seja capaz de desviar o foco de nós mesmos.
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Se somos assim com a autocrítica, o que dirá da crítica?  Atribuímos o comentário de terceiros a inveja, falta de visão, dureza de julgamento e por aí vai.
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A dica que deixo aqui é para que aceite a crítica de bom grado, internalize e reflita sobre o que a pessoa quis lhe dizer. Pode ter um fundo de verdade e no mais, quanto mais sabemos sobre como afetamos o outro, mais temos condições de melhorar. Eu sei que é chato ouvir "sermões", porém eles podem ser úteis algum dia.
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Seja menos parcial consigo. Ouça mais sua voz interior. Volte atrás se for preciso. Peça desculpas. Reveja pontos de vista. Você ganhará boas doses de humildade e tolerância com essa atitudes.
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Por fim, segue uma lista com dez dicas (Extraído do livro "Fundamentos da Reforma Íntima", Glaser, Abel, Editora Clarim), para a busca da melhoria contínua:
  1. Consciência real de quem é e de quem se pretende ser;
  2. Desenvolvimento do fator solidariedade;
  3. Desenvolvimento do fator fraternidade;
  4. Prática da caridade, em sua plenitude;
  5. Combate ao egoísmo em todas as frentes;
  6. Manter-se em permanente luta (atento aos erros);
  7. Encarar o orgulho como um defeito, buscando assim a humildade;
  8. Aceitar críticas, mesmo impertinentes, malévolas e ferinas;
  9. Crer, firmemente, no investimento do presente para o sucesso do futuro;
  10. Crer-se perfeitamente capaz de romper obstáculos, sejam eles quais forem.
É importante acima de tudo que você tenha amor verdadeiro, fé numa força ou energia superior e consciência em relação a vida que você tem hoje. Tudo o que lhe acontece, indubitavelmente tem um objetivo.Perceba o razão, por trás do fato. Ela existe.
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Acredite, seja em relação a você ou ao outro, tudo o que você faz , diz ou pensa tem influência direta com seu estado atual. 


CARPE DIEM

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Os posts mais comentados!


Olá! Ontem foi o aniversário do "Sempre tem algo acontecendo" e eu publiquei uma lista com os meus dez posts preferidos. Escolha difícil. Uma vez que para quem escreve, cada escrito tem um sabor especial. São como filhos. Ou seja, todos são especiais!

Hoje eu resolvi publicar uma lista com as 10 postagens mais comentadas, neste primeiro ano de vida do "Sempre tem algo acontecendo". Então, sem mais delongas, segue a lista:



Bem legal montar estas listas. A gente acaba revisitando coisas escritas sob certas circunstâncias. Reviver sempre é bom! Trazer coisas boas pra pertinho da gente!

Agradeço todos os comentários carinhosos, compartilhados, divididos com este que vos escreve e com todos que por aqui passeiam.

CARPE DIEM!
E até amanhã
P.S. Continuem votando na listinha aí do lado!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Primeiro Ano do blog - Tudo que acontece é festa! -


Hoje o grande acontecimento aqui é o aniversário do "sempre tem algo acontecendo". E estou bem feliz com o sucesso desse pequeno garoto. Aos poucos ele aprende a andar com as próprias pernas. Lembro do dia em que ele mal ficava sentado. Sua URL era o do criador. Hoje tem a sua própria!

Eu agradeço todos aqueles que sempre me acompanharam. Alguns, desde o comecinho. Sempre comentando os posts. Vou abrir um parentêses para a falar sobre a importância dos comentários para um blogueiro. E acreditem, não tem nada a ver com vaidade.

O comentário para o blogueiro funciona como um termomêtro sobre aquilo que ele escreve. É legal saber que o assunto proposto ajudou alguém a tomar uma decisão ou simplesmente arrancou boas risadas! O comentário tem essa força. Ele nos guia a seguir em determinadas direções. Ele nos anima a escrever mais. Nos inspira.

Por isso agradeço carinhosamente a cada comentário postado no blog.

Agradeço a Deus, pela inspiração. Agradeço a minha família, pelo apoio. Agradeço aos meus amigos conquistados aqui e aqueles que convivem comigo pelo incentivo. E fico feliz por saber que tenho leitores do sul, do sudeste, centro-oeste, do norte e do nordeste. É a magia da conexão!

E o meu presente para quem sempre aparece por aqui é o TOP TEN do Sempre tem algo acontecendo, na opinião deste que vos escreve:
Se você não leu ainda alguns destes, aproveite agora. Se já leu, releia!
Ah! E vote aí do ladinho no que você mais gostou.

CARPE DIEM
Muito obrigado a todos os que fazem com que as coisas aconteçam por aqui!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vamos brincar?

Ok! tudo hoje é high-tech! A gente brinca sem sair de casa! É possivel jogar com pessoas do mundo inteiro (em rede). Divertir-se com o último lançamento de algum fabricante de jogo eletrônico e assim passar horas dentro de casa, em frente a TV, da tela do computador e agora claro, nas telas dos celulares ultra-modernos. Pasmem! Eles até fazem uma simples ligação telefônica!
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Agora, eu vos convido a uma viagem mais interessante que tudo que está escrito no parágrafo anterior.
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Experimente convidar seus amigos para algumas brincadeiras de rua. Brincadeiras de crianças que eram de um tempo em que o único recurso que tinham era o convívio sadio. A maior alegria era pedir para mãe ou para o pai, deixarem os amigos virem brincar no quintal de casa, ou mesmo na rua em frente. Legal mesmo era que eles deixavam. Outras vezes era você quem ia na casa daquela amiga legal ou daquele amigo super gente boa.
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E claro que tinham as brincadeiras especiais.
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Queimada era muito bom. A galera sempre se divertia e o bom é que é um jogo misto. Futebol para os meninos sempre era divertido. Empinar pipa, jogar pião, bola de gude.
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As meninas adoravam jogar STOP ou Joquei-Pow em algumas regiões.
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Agora uma brincadeira super legal e fácil de realizar no quintal de sua casa, na área de lazer de seu prédio, na garagem, na rua em frente de casa, tenha você a idade que tiver é pular corda.
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Pular corda é uma atividade super divertida. Sem contar que faz bem pra saúde. E vc pde pular sozinho. Pode se desafiar. Pode pular junto com alguém. Enfim, você se liberta quando pula corda.
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É como se você voasse por alguns milésimos de segundo. Se você tiver cabelos compridos será legal vê-los ao vento. Se você for mais ágil, será legal aumentar a velocidade dos "batedores de corda". Os mais abusados entram com a corda em movimento e os batedores batendo em sentido contrário. Claro que sempre têm os super desafios. E no caso de pular-corda é o "foguinho". A corda batida na maior velocidade possível, pelos batedores e você pulando rapidinho. Cuidado! Velocidade não é força. Cansou é só parar! E dar boas risadas.
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Ei! O que você está esperando aí? Vai ficar parado? Corre! Chama alguns amigos para relembrarem aquelas brincadeiras e você que já tem filhos, convide-os. Eles vão adorar! Aposto e ganho!
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CARPE DIEM!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Crianças de hoje!

Criança é tudo igual!
Criança é fogo!
Criança tem cada uma!
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Quem nunca disse ou no mínimo ouviu uma das frases acima?
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As crianças de hoje são especiais e por várias razões! Talvez isso nos faça imaginar que algumas vezes, elas são fogo, outras aprontam cada uma e por fim até achamos que são todas iguais mesmo!
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Vivemos um tempo diferente, inclusive. Se por um lado temos informação sobrando no ciberespaço, por outro lado temos qualidade de menos, nas tais informações. Além de informações, sobram estímulos visuais e sonoros. São jogos eletrônicos e virtuais. São realidades eletrônicas e virtuais.Tudo muito moderno, dinâmico, e muito além daquilo que tínhamos quando crianças, há 30 anos atrás.
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As crianças deveriam então ser mais frias e mais distantes da realidade atual. Deveriam ser menos preocupadas com o agora e com o futuro. Grande engano!
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A criança que habita o Planeta Terra atualmente é especial. É uma criança que veio predestinada a mudar o curso da história deste Planeta. Está preocupada com as questões sociais e ambientais. Com a preservação dos recursos, da fauna e da flora. Preocupa-se com os rios, com o ciclo da vida. Preocupa-se com os rumos que estão dando ao nosso Planeta.
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Observe bem, como as crianças de sua família agem. Observe o que desenham, como falam e o que falam. Quem nunca foi pego de surpresa, com uma advertência mirim, onde o pequeno ou a pequena dizia: "Papai, isso não pode. Vai poluir a cidade. Não pode jogar lixo na rua."
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As crianças de hoje se interessam por bichos. Por coisas simples. Se interessam pela vida. 
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E qual é o nosso papel nessa mudança na ordem do Planeta? Somos meros coadjuvantes? Não!!!!!
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O papel do adulto de hoje é preparar, encorajar, dar subsídios a criança de hoje, que cada um tem ao seu lado, sob sua responsabilidade, para que ela possa cumprir sua tarefa transformadora.  Será papel dessa criança entregar uma nova Terra para a humanidade que virá depois dela. Ela mesma usufruirá parte deste esforço.
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Caberá a nós, adultos de hoje, conduzir nossas crianças para seu papel primordial de preservação da nossa espécie. Por isso, comece hoje mesmo. De que maneira? Simples demais!
  • Estimule seus netos, filhos, sobrinhos a conhecerem mais sobre a história da própria família;
  • Valorize jogos e brincadeiras que estimulem o relacionamento e o convívio;
  • Limite o uso do computador e de jogos eletrônicos (principalmente os solitários);
  • Ensine-os a valorizar a vida (mesmo a vida dos insetos);
  • Explique sobre a importância de cada ser vivo, neste planeta;
  • Dê bons exemplos, tanto de comportamento, quanto de linguagem;
  • Crie práticas de reciclagem de lixo em sua casa. Coloque os pequenos para gerenciar essa tarefa;
  • Trate bem os mais velhos, os vizinhos, as pessoas com quem convive. Estimule-os para que façam o mesmo;
  • Corrija desvios. Seja firme, porém amoroso.
  • Bater resolve? Tenho lá minhas dúvidas. Presidiários seriam santos, então, pelo tanto que apanham ou apanharam, quando crianças.
  • Ensine seus pequenos a serem solidários, amorosos e respeitosos com a sociedade em que vive.
  • Seja digno ou digna da responsabilidade que lhe foi confiada: Seus filhos!

CARPE DIEM

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O conto do homem que nunca existiu

Era uma vez um homem.
Era uma vez um tempo.
Este homem passou por aqui e sem muito alarde, nada fez.
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Ele também pouco contribuiu com o próximo e consigo mesmo. Logo, tratava-se de um ser nada egocêntrico, tampouco orgulhoso e arrogante. Ele era apenas um homem.
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Seu brilho era ilusório e nada o diferenciava de coisa qualquer. Era um elemento, disfarçado na paisagem. 
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E passava os dias, apenas contando-os. Um após o outro. E cada dia que terminava era sempre um dia a menos para existir. Claro que essa constatação só acontecia quando se lembrava de contar, porque memória não era lá o seu forte.Muito menos compromisso com algo.
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O amanhã pra ele era tão parecido com o ontem ou talvez com o hoje. Ele nunca esperava coisa alguma e por isso nada acontecia. Talvez até acontecesse. É bem provável que ele era que nem notava.Também era certo que notado, ele também não era.
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Era uma vez um homem que de tão insignificante dava impressão de que nem era homem. Poderia ser uma coisa qualquer. Talvez não passasse de um sopro.Bem imperceptível, diga-se de passagem. 
...
Acredita-se que este homem nasceu, viveu e cresceu neste planeta e foi-se embora dele sem deixar rastros. 
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Acredita-se também que talvez ele nunca tenha mesmo existido.
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Parece estranho mesmo. A verdade é que este conto fala sobre um homem que nunca existiu.
...
CARPE DIEM
Exista!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Era uma vez...


Ouvir essas palavras em um início de conversa traz tantas sensações, não é mesmo? Quando alguém começa uma história com essas palavrinhas mágicas é como se tudo fosse permitido, a partir dali.
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Nossas defesas são desarmadas e quando gostamos de uma boa história, nos preparamos para ouvir com toda atenção do mundo a narrativa daquela pessoa. Somos envolvidos pela magia das histórias encantadas, das lendas, dos causos, da prosa simples. E por falar nisso...
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Era uma vez, num reino muito distante, num cantinho de uma parede qualquer, uma vassoura de palha. Claro que não se tratava de uma vassoura de palha qualquer. Era a respeitadíssima  Vassourina. Famosa pelo cuidado e esmero com que mantinha sempre impecável o chão pelo qual passava.
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Contava com a ajuda da sua filha Pazina, a delicada pá, que carinhosamente e cuidadosamente recolhia e transportava em seu corpo todo o resultado da limpeza de mamãe Vassourina.
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A família de Vassourina e Pazina se completava totalmente com o grande e honrado Lixário, um nobre cesto de lixo, onde eram recolhidos e guardados, até o transporte final, todo os detritos recolhidos por Pazina e Vassourina.
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Tratava-se de uma família feliz e admirada naquele reino por todos os outros. Dona Janelina sempre de prosa com com Dona Portanália ressaltava o quanto eles se completavam. E isso era tão difícil e raro de encontrar naquele reino e exemplificavam:
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- Vejam o  Sr. Bacionildo! Ele e a Dona Tornerilda nunca entram em acordo. Ora ele sai antes e deixa a pobrezinha jorrando água à toa, ora é ela que derrama tanta água que transborda o coitado!


- E olha que a tarefa daquela família nem é das melhores! Ficar limpando a sujeira que as pessoas deixam por aí! - Lembra bem, Dona Janelina.
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- Também a vida deles é fácil. Quase nem tem tanta sujeira assim! Eu que sofro, com tanto entra e sai. De noite estou até com dor nas dobradiças! - retrucou com certa inveja a Dona Portanália.
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E um dia resolveram testar a união e paciência daquela família. Era uma tarde outono em que ventava muito.  Milhares de pequenas folhas espalhadas pelo campo formavam pequenos redemoinhos bailarinos. Dona Portánalia sugeriu:
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- Ei amiga! Vamos nos manter abertas durante essa ventania. Vai ser aquela bagunça por aqui. Certamente eles perderão a paciência! 
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Assim foi feito. Logo as salas e demais cômodos estavam repletos de folhas secas e poeira trazidas pelo vento.
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Dona Vassourina logo começou pacientemente seu trabalho, com toda dedicação e paciência de sempre. Aos poucos as salas foram sendo limpas. Logo perceberam que ela não desanimava e perceberam ainda que sempre estavam por perto, o Sr. Lixário e  Pazina.
...
Ambos ficavam acompanhando e encorajando Vassourina na sua tarefa. Cantavam músicas que a estimulava a trabalhar contente. Diziam que ela estava indo muito bem e que ficasse tranquila, pois os dois estavam ali, prontos para recolher e armazenar todo o resultado de seu trabalho.
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E sempre que tinha uma grande pilha de folhas, Pazina pedia a mãe que descansasse um pouco e observasse como ela era ágil no recolher de folhas e como o papai era forte e espaçoso.
...
Foram horas de trabalho duro. Dona Janelina e Dona Portánalia envergonhadas por terem provocado aquela bagunça toda e ao mesmo tempo admiradas com a maneira como aquela família encarava a dificuldade, aos poucos aprendia uma lição.
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Ao final do trabalho, embora cansados da jornada árdua, deram um grande abraço fraterno e agradeceram por terem uns aos outros. Agradeceram aos céus por terem capacidades diferentes, que quando juntas eram capazes de fazerem por completo suas tarefas. Cada um sozinho, de nada servia. porém unidos eram responsáveis por toda limpeza do reino.
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Dona Vassourina olhou nos olhos de Pazina e disse:
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- Muitos acham que somos os piores do reino, que vivemos na sujeira. Isso não é verdade minha filha. Eu, você e seu pai no fundo somos os grandes guardiões da higiene de todo o reino. Trabalhamos todos os dias para ressaltar o que cada ambiente tem de mais belo. Tornamos a vida das pessoas que aqui vivem e de todos os nossos amigos mais brilhante!
...
- Minha filha, somos aquilo que acreditamos ser! Somos aquilo que desejamos e fazemos ao outro. Lembre-se disso! - finalizou papai Lixário.
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E todos daquela família continuaram sendo admirados e claro que foram felizes para sempre!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Viver... e não ter a vergonha de ser feliz!

Como já perguntou um dia, o saudoso poeta Gonzaguinha
"E a vida o que é, diga lá meu irmão?"
...
Eu pergunto o mesmo pra você: O que é a vida, na sua opinião? E essa pergunta eu respondo aqui, por mim, com meus botões, enquanto digito esse post.
...
A vida é algo tão impressionante e maravilhoso que até fica difícil definir em poucas palavras.
...
Afinal a vida é uma combinação de belezas.
A vida é a chegada de cada estação do ano.
É florescer, frutificar, alimentar, saciar!
...
É o orvalho refletindo a luz do sol, nas manhãs de primavera
São as folhas das árvores, cor de bronze caídas num relva verde, de uma tarde qualquer de outono
É o cinza nas manhãs de sereno do inverno
As tardes douradas de verão
...
É o rio que mansamente segue em seu leito
O branco véu da cachoeira dos seus sonhos
As corredeiras com seus peixes guerreiros
Que nadam na contramão
Numa prova de instinto e amor a vida
...
É canto do pássaro em sua janela
É a revoada de milhares de pássaros no Pantanal
É beleza e imensidão do mar celeste
O colorido dos corais
...
A vida é tudo isso e mais um pouco
A vida é simplicidade
É o abraço de pai
É o amor de mãe
É o sorriso do filho
...
É o causo do amigo
Histórias que nos fazem rir
Aquelas bem fantásticas
Que nos juram ser verdadeiras
Que juramos acreditar
...
A vida é bem menos ainda
É viver um dia por vez
Viver bem a nossa vida
A vida é aprender com o passado
Sentir saudade do que vivemos
É acreditar no futuro
Sem antecipá-lo com preocupações desnecessárias
...
Planos?
São ótimos! Quando sabemos exatamente o que eles são para nós:
Apenas planos!
Pois quando transformamos planos em algo obsessivo
Que precisa se realizar a qualquer custo
Deixamos de viver!
E viver
jamais será
deixar de viver!
...
Por isso eu vos convido a mudar de plano
A adiar um plano
A aceitar o plano alheio
A descuidar um pouco do plano
Por que viver vai muito além disso!
Liberte-se!
E não tenha vergonha
de ser
feliz!


CARPE DIEM!


P.S.   - Estar com vocês me faz tremendamente feliz!
P.S.2 - Ah! Hoje eu não tinha o menor PLANO de escrever aqui!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Indignação


Hoje eu preciso desabafar! Uma dor me invade. A dor da impotência diante dos fatos. Da constatação real do quanto nos omitimos. Sim! Todos nós, em algum momento, fingimos que certas coisas não são conosco. Não podemos resolver tudo e nem ajudar a todos! Bem, peço licença para explicar-me melhor.
...
Há algum tempo nossa família convive com uma doença poderosissíma chamada ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Trata-se de uma doença neuro-muscular, que compromete o sistema muscular e tem como característica central o fato de ser degenerativa e progressiva. Ou seja, uma vez a doença desenvolvida, a tendência natural é que ela evolua e leve o paciente ao óbito. É uma doença de difícil diagnóstico, pois se confunde com várias outras e principalmente com problemas ligados à ortopedia.
...
Poucos médicos conhecem essa doença e menos ainda conseguem e se interessam em lidar com ELA. Na verdade, poucos se interessam em trabalhar com doenças irreversíveis. Afinal, o papel do médico é salvar vidas e não encontrar maneiras de apenas adiar a morte. Sim. A ELA não te cura. É fato!
...
Pois é. Por outro lado, muito se tem feito, através de pesquisas e do trabalho incansável da ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), do Hospital São Paulo, da USP e tantos profissionais ligados ao estudo da doença.
...
Com um tratamento adequado e com medidas tomadas logo após o diagnóstico, consegue-se prolongar a qualidade de vida do paciente e dos familiares. Por que essa doença afeta a todos que convivem com o paciente. A estrutura da casa é alterada e muitas adaptações são necessárias.
...
Por conta disso tudo, resolvi empreender, junto com um grupo de voluntários e amigos, na criação de uma associação regional, com o objetivo de esclarecer a população e auxiliar os pacientes, familiares, cuidadores e profissionais que interagem com a ELA.
...
A teoria é uma coisa e a prática é outra. Lutamos muito, corremos daqui e dali, tentando fazer o nosso melhor e é nesse ponto que hoje me sinto indignado, com lágrimas nos olhos.
...
A ELA é uma doença que age rápido, se você não cria uma condição mais favorável para o paciente. É necessário, na maioria das vezes um atendimento domiciliar (home-care) e agora me respondam, vocês acham que os planos de saúde facilitam para conceder esse direito ao paciente, seu conveniado? É claro que não!
...
Vocês acreditam que os governos municipais, estaduais e federal facilitam o acesso ao remédio de alto custo, necessário para o prolongamento da vida do paciente, bem como o do equipamento necessário para auxiliar no sistema de ventilação respiratório, inclusive, com direito previsto em lei?
...
Vocês acreditam que os hospitais públicos se interessam e mais, priorizam o atendimento aos pacientes, que chegam aos seus leitos, na grande maioria dos casos, com insuficiência respiratória e ou pneumonia aguda?
...
Claro que não. Os convênios se esquivam. Os governos se desculpam e jogam a responsabilidade para outro departamento, os hospitais dão desculpas que não têm estrutura e o paciente?
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Tem que entrar na justiça, pra fazer valer um direito dele. Junto aos planos de saúde e governos em geral. Isso mesmo. Pra essas pessoas é mais vantajoso uma briga judicial com um paciente. Afinal ele pode vir a óbito antes do resultado.
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Bem, nos hospitais o que vale são as estatísticas. Quantos foram e quantos sobreviveram. 
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Agora, experimentem perguntar sobre estatística para alguém que perdeu um familiar ou um amigo. Pra eles a perda não foi de "zero, alguma coisa, por cento". Não para eles! A perda é total.
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Nestes dois últimos finais de semana, eu perdi duas pessoas que tentávamos ajudar. Tentávamos com todas as nossas forças. E perdemos. 
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Em ambos os casos, os planos médicos se negaram pelas vias normais, prestar um atendimento domiciliar (estávamos montando os processos judiciais destas pessoas).
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Em ambos os casos, faltou um atendimento adequado, por parte dos hospitais públicos. Em um deles, (pasmem!) a paciente ficou num corredor de emergência e o médico teve a infelicidade minutos antes do óbito,  de dizer que a pessoa estava muito bem e até receberia alta. 
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Imagine esse médico, depois desses tais minutos, dando a notícia aos familiares. Imaginem a família dessa pessoa que faleceu. O mais triste é que tal fato ocorreu num hospital referência, inclusive no campo neuro-muscular. Se nem os profissionais de uma emergência, de um hospital referência sabem lidar com a doença, imaginem como será  nos hospitais que nunca ouviram falar nessa tal de ELA?
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Imaginem quantos casos acontecem dessa maneira, nos corredores dos hospitais.
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Minha indignação é com essas pessoas (não com aqueles profissionais e médicos que sempre dão o seu máximo pela vida, sem recursos, sem descanso, muitas vezes) que atendem de maneira simplista, que orientam seus funcionários a negarem o direito ao seu associado (no caso dos planos particulares de saúde), que num órgão público de saúde, atende o seu usuário (que inclusive paga seu salário) de maneira desleixada, muitas vezes reclamando das filas, das pessoas. Eu já passei por isso. Nós já passamos por isso.
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Sim. Nós tivemos que brigar na justiça, contra um plano de saúde, para conseguir nosso direito. Tivemos que brigar nos hospitais para ter um atendimento digno. Tivemos que brigar com governos para conseguir o que era nosso por direito.
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Desculpem. Mas hoje eu choro por essas duas pessoas queridas que perdemos. E sabemos bem por que perdemos. Aqueles que se negaram em cumprir suas atribuições também sabem.
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Ah! Eu falei no início deste post, que ELA era uma doença poderosissíma. E é mesmo. Só não é mais poderosa que o poder do AMOR! Isso não! 
...
Para saber mais sobre ELA acesse: www.abrela.org.br ou www.tudosobreela.com.br


CARPE DIEM

domingo, 27 de setembro de 2009

O que mais importa?


Em cada fase de nossa vida valorizamos certas coisas e situações, por exemplo:


Quando somos bebês, o mais importante para nós é em primeiro lugar ter nossas necessidades fisiológicas (fome e sede) atendidas. Nessa fase também é importante que tenhamos o nosso porto seguro por perto, a nossa mãe, que ainda nem sabemos o nome, mas sabemos bem como chamá-la. Basta um choro e lá está ela do nosso lado! E aos poucos aprendemos a retribuir tanta dedicação da mamãe, ora com um olhar, ora com um sorriso.


Um pouco maiores, porém ainda crianças, começamos a valorizar nossos brinquedos. Nossas primeiras "posses". Nesta fase aprendemos muito sobre o ato de "TER". Nos chateamos se um coleguinha ou irmãozinho pega nossos brinquedos. Aqui entra o nosso primeiro aprendizado. Desapegar-se daquele brinquedo preferido. Mesmo com lágrimas nos olhos e a sensação de perda, que para nós crianças mais parece com um grande monstro, aprendemos. Ou não! Depende de quem aprendermos sobre o desapego? Depende de como papai e mamãe nos educa enquanto crianças. 


Ah! Nesta fase da vida, os pais também são importantíssimos para nós e temos medo também de perdê-los


Agora somos adolescentes e começamos a nos importar com o que vestimos, com quem andamos, com aquela menina ou aquele menino que queremos do nosso lado. O medo nos domina. Queremos, mas não sabemos como empreender uma conquista. O que importa nessa fase é fazer parte de algum grupo, é ser aceito. É a fase mais comum da grande integração ou da introspecção total. Do isolamento. Nossos pais, nessa fase, perdem a aquela aura de importância e de porto seguro. Nesta fase, há quem sinta até vergonha do pai ou da mãe. Afinal, eles são tão "velhos"! Como entender nossa cabeça?


Crescemos, nos tornamos jovens e logo chegamos a idade adulta. Nos importamos com nossos estudos, com nossas coisas (posses) de novo, como lá atrás enquanto crianças. Nossos brinquedos de hoje são outros. É o carro novo, o som novo, o novo videogame, o novo computador ou Notebook, aquela câmera digital de última geração, nosso super celular, com mais de mil recursos. Tem uma fase que ainda descuidamos de nossos pais. Aqui, no início da fase adulta, já com o nosso trabalho, estudando, podendo e tendo tudo(?) quem precisaria de pais? Sabemos tudo! Resolvemos tudo!


Chega um dia, em que viramos pais, como nossos pais. Os filhos chegam e repetem todo o ciclo e percebemos que tudo que mais importa, em nossa vida, são os nossos filhos. 


Que se dane se perdemos o nosso carro num acidente bobo. O mais importante é que nossos filhos estão bem! Ah! Nosso filho aprontou aquela confusão, quebrando mil coisas! A primeira coisa que se passa pela nossa cabeça, naquele milésimo de segundo é: " Será que ninguém se machucou?", "Será que está tudo bem?"


O alívio vem, em meio a qualquer confusão, quando você vê seu filho ou sua filha ali, sem nenhum arranhão. É como se nada mais importasse, quando se é pai e mãe.


Por isso, eu lhe pergunto: O que mais importa, pra você, no dia de hoje? Em que fase você se encontra? Por que no fundo, independente de nossa idade, podemos agir como bebês, crianças mais crescidas, adolescentes, jovens, adultos ou pais. Tudo é uma questão de amadurecimento e cultivo do amor.


Olhe a sua volta! Abrace aquele que você ama. Reconheça o esforço e o amor de seus pais. Abrace seus filhos e peça aos céus ou a quem quer que seja (conforme sua crença) que eles estejam sempre protegidos e aprendam sempre as melhores coisas da vida.


Coisas são coisas! Nada disso lhe acrescenta valor, no momento em que se deixa esse plano terreno. Independente da sua crença, mesmo que você creia que não existe um "Deus", uma coisa é comum à todos nós. quando partimos (ou morremos, como preferir) ninguém leva nada material daqui.


E sempre seremos aquilo que deixamos, como legado. Nossas lições e nossas atitudes!


O que mais importa?


CARPE DIEM

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Primavera chegou!




A primavera floriu! A cidade fica tão mais bela nessa estação! As flores dão um colorido especial aos jardins, calçadas, bosques e praças.
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Adoro praças floridas! A primavera deixa um perfume no ar. Uma delicadeza especial.
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Experimente ir até um jardim ou praça florida logo pela manhã. Quão belo é o brilho da flor orvalhada... Espelhos minúsculos que refletem a vida!
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Na primavera, amar é mais fácil e mais prazeroso!
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As pessoas sorriem mais! Estão abertas, talvez influenciadas pelo desabrochar das flores. É isso! Os corações estão desabrochados e prontos ao amor, carinho e fraternidade.
...
Começa então a primavera da alma! Nossa essência também pede que sintam o nosso perfume. A nossa bondade. A nossa beleza! Somos todos “flores humanas”, num mundo primaveril!
...

Tem uma música do Geraldo Azevedo que combina com essa estação. Chama-se Sabor Colorido e ela fala assim:

Mel... Eu quero mel
Quero mel de toda flor 
Da rosa, rosa, rosa amarela, encarnada 
Branca como cravo, lírio e jasmim 
Eu quero mel pra mim 
Mel...Você quer mel? 
Quero mel de toda flor
DA margarida, sempre-viva, viva!
Gira, gira, girassol 
Se te dou mel pode pintar perigo 
E logo aqui no meu quintal 
Cuidado, pode pintar formiga, viu? 
Mel...Eu quero mel 
Quero mel de toda flor 
Colorido sabor... 
Do mel de toda flor 
Antes que o passarinho aventureiro 
Que beija um beijo, doce sabor
Sabor colorido 
Mel...Eu quero mel 
Da assussena, violeta, flor de lís 
Flor de lótus, flor de cactus 
Flor do pé de buriti 
Dália, papoula, crisântemo 
Sonho maneiro, sereno, fulô do mandacaru 
Fulô do marmeleiro, fulô de catingueira 
Fulô de laranjeira, fulô de jatobá 
Das imburanas, baraúnas, pé de cana 
Xique-xique, mel da cana, cana do canavial 
Vem me dar um mel, que eu quero melambuzar 
Mel...Eu quero mel 
Quero mel de toda flor 
Antes que um passarinho aventureiro 
Que beija um beijo, doce sabor
Sabor Colorido


CARPE DIEM
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