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domingo, 27 de setembro de 2009

O que mais importa?


Em cada fase de nossa vida valorizamos certas coisas e situações, por exemplo:


Quando somos bebês, o mais importante para nós é em primeiro lugar ter nossas necessidades fisiológicas (fome e sede) atendidas. Nessa fase também é importante que tenhamos o nosso porto seguro por perto, a nossa mãe, que ainda nem sabemos o nome, mas sabemos bem como chamá-la. Basta um choro e lá está ela do nosso lado! E aos poucos aprendemos a retribuir tanta dedicação da mamãe, ora com um olhar, ora com um sorriso.


Um pouco maiores, porém ainda crianças, começamos a valorizar nossos brinquedos. Nossas primeiras "posses". Nesta fase aprendemos muito sobre o ato de "TER". Nos chateamos se um coleguinha ou irmãozinho pega nossos brinquedos. Aqui entra o nosso primeiro aprendizado. Desapegar-se daquele brinquedo preferido. Mesmo com lágrimas nos olhos e a sensação de perda, que para nós crianças mais parece com um grande monstro, aprendemos. Ou não! Depende de quem aprendermos sobre o desapego? Depende de como papai e mamãe nos educa enquanto crianças. 


Ah! Nesta fase da vida, os pais também são importantíssimos para nós e temos medo também de perdê-los


Agora somos adolescentes e começamos a nos importar com o que vestimos, com quem andamos, com aquela menina ou aquele menino que queremos do nosso lado. O medo nos domina. Queremos, mas não sabemos como empreender uma conquista. O que importa nessa fase é fazer parte de algum grupo, é ser aceito. É a fase mais comum da grande integração ou da introspecção total. Do isolamento. Nossos pais, nessa fase, perdem a aquela aura de importância e de porto seguro. Nesta fase, há quem sinta até vergonha do pai ou da mãe. Afinal, eles são tão "velhos"! Como entender nossa cabeça?


Crescemos, nos tornamos jovens e logo chegamos a idade adulta. Nos importamos com nossos estudos, com nossas coisas (posses) de novo, como lá atrás enquanto crianças. Nossos brinquedos de hoje são outros. É o carro novo, o som novo, o novo videogame, o novo computador ou Notebook, aquela câmera digital de última geração, nosso super celular, com mais de mil recursos. Tem uma fase que ainda descuidamos de nossos pais. Aqui, no início da fase adulta, já com o nosso trabalho, estudando, podendo e tendo tudo(?) quem precisaria de pais? Sabemos tudo! Resolvemos tudo!


Chega um dia, em que viramos pais, como nossos pais. Os filhos chegam e repetem todo o ciclo e percebemos que tudo que mais importa, em nossa vida, são os nossos filhos. 


Que se dane se perdemos o nosso carro num acidente bobo. O mais importante é que nossos filhos estão bem! Ah! Nosso filho aprontou aquela confusão, quebrando mil coisas! A primeira coisa que se passa pela nossa cabeça, naquele milésimo de segundo é: " Será que ninguém se machucou?", "Será que está tudo bem?"


O alívio vem, em meio a qualquer confusão, quando você vê seu filho ou sua filha ali, sem nenhum arranhão. É como se nada mais importasse, quando se é pai e mãe.


Por isso, eu lhe pergunto: O que mais importa, pra você, no dia de hoje? Em que fase você se encontra? Por que no fundo, independente de nossa idade, podemos agir como bebês, crianças mais crescidas, adolescentes, jovens, adultos ou pais. Tudo é uma questão de amadurecimento e cultivo do amor.


Olhe a sua volta! Abrace aquele que você ama. Reconheça o esforço e o amor de seus pais. Abrace seus filhos e peça aos céus ou a quem quer que seja (conforme sua crença) que eles estejam sempre protegidos e aprendam sempre as melhores coisas da vida.


Coisas são coisas! Nada disso lhe acrescenta valor, no momento em que se deixa esse plano terreno. Independente da sua crença, mesmo que você creia que não existe um "Deus", uma coisa é comum à todos nós. quando partimos (ou morremos, como preferir) ninguém leva nada material daqui.


E sempre seremos aquilo que deixamos, como legado. Nossas lições e nossas atitudes!


O que mais importa?


CARPE DIEM

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Apego


Segundo o Aurélio, apego, do verbo apegar significa inclinação afetuosa, afeição

O apego está ligado diretamente ao materialismo. Você se sempre se apega a algo, alguém ou a alguma ideia.
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Tem uma expressão que uso, que no fundo não tem nada de sabedoria. É mais uma brincadeira proposital, que diz o seguinte:
"Tudo que é demais, é muito!"
  
E com o apego não é diferente. Afeiçoar-se a alguma pessoa de maneira exagerada não fará bem, nem a você e nem a outra pessoa.
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Da mesma maneira que apegar-se ao seu carro, sua casa, suas coisas, roupas, ou qualquer item material de maneira incondicional também lhe trará sérios problemas.
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Esse asunto me chamou a atenção esses dias, durante algumas noticias sobre enchentes, tragédias anunciadas e outros fatos de risco à vida, espalhados pelo mundo.
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Algumas pessoas, com a intenção de defender suas posses (provavelmente suas últimas posses) arriscam a própria vida, para não perderem nada. O mais triste é que algumas perdem a vida mesmo, com essa intenção e o resultado final qual é? A pessoa fica sem as coisas e sem a oportunidade de seguir em frente. É o fim.
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Onde quero chegar com essa conversa?
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Quero lhe fazer um convite a reflexão:
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Imagine quem você é (refaça mentalmente sua trajetória até a leitura desse post). De onde vem. Como nasceu. Como cresceu. Dificuldades que passou. Coisas que valorizou ao longo dessa trajetória. Coisas que deixou de valorizar. Pessoas que foram importantes pra você e outras que ainda são. Analise tudo isso.
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Perceba quantas coisas você se apegou de tal maneira, a ponto de sacrificar uma amizade, uma pessoa, uma oportunidade. Quantas ideias você defendeu, mesmo que isso custasse perder o apoio de alguém importante pra você. Quantas pessoas você deixou de considerar, em detrimentos de outas. Quantas coisas você deixou de aproveitar, só por que a coisa mais importante pra você era ter um bem de maior valor financeiro.
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Perceba quantas vezes você se negou doar aquela roupa que você gosta tanto e, embora não a use mais, ela é especial. E esse exemplo serve para objetos, roupas, ideias, pessoas. Sim, pessoas!
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Aquele namoro ou casamento que já terminou e você deseja a pessoa sempre presa a você. Os filhos que crescem. As pessoas queridas que partem para outro plano.
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Quanto mais apegados nos mostramos, mais sofremos. A tranquilidade, a serenidade e a paz só é alcançada quando percebemos que todos os bens, pessoas, e situações conquistados ou vivencidos aqui são apenas meios e jamais serão fins.
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Um automóvel é apenas um meio de nos transportar do ponto A ao ponto B. Apenas isso. Ele não é a razão de nossa existência.
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Uma roupa é apenas um meio de nos proteger e nos "enfeitar". Não é a nossa essência.
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O dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho é apenas um meio de suprir nossas necessidades e nos proporcionar conforto. Não é a única coisa que existe no mundo.
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Uma pessoa querida é apenas um meio de nos proporcionar companhia e não a unica razão de nossa felicidade.
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Tudo que temos ao nosso redor é importante e não é errado amar, ter bens, dinheiro. De maneira alguma. Pelo contrário. É nosso direito e saudável.
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Errado é considerarmos tudo isso mais importante do que nós mesmos. Mais importantes que o bem comum. Mais importantes que as amizades que você conquista. Mais importantes que sua própria vida.
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Agora que sabemos que tudo que é demais é muito. Que tal ir naquele ármario, quarto ou despensa onde você guarda um montão de coisas, que você nem sabe mais pra que serve e fazer uma boa ação?
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Presentei um amigo, um parente com  aquela roupa que essa pessoa sempre gostou de ver em você. Procure uma instituição aí mesmo, na sua cidade e leve essas coisas lá! Você fará muita gente feliz e perceberá que quem ficará feliz mesmo, com essa atitude é VOCÊ!
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CARPE DIEM!
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