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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sol de Outono (Ou Estação Camaleão)


...
O Sol de outono é assim
Entra faceiro pela janela
O vento acompanha seus primeiros raios
Um frescor anuncia o inverno que ronda a estação
O calor do dia nos informa que o verão ainda se faz presente
O Outono é a Estação Camaleão
Flerta com o frio e com o calor
No início da manhã
Pessoas nas ruas, com suas blusas, encolhem-se nos passeios
Mais a tardinha
As blusas são esquecidas, em algum canto
O calor marca presença
E a vida se faz mais iluminada
Só a noitinha é que a gente relembra
Que estamos sim no outono
Estação serena
Estação amena
Outono
...
CARPE DIEM

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pantanal (Mãe Natureza)


Banho de rio
Trilha nas matas
Lavo o meu cansaço
Nas frias cascatas

Luz do amanhecer
E a tarde dourada
No céu, nuvens de algodão
E o voo da passarada

Estrelas da noite
E a luz dos vagalumes
E canta uma cigarra
Como é o seu costume

O canto do Aracuã 
Feliz da vida
Anuncia que o dia agora vai raiar
Na Terra querida

De dia,  Sol  brilha lá no céu
À noite, a Lua bem faceira,
Mãe natureza, nossa mãe!
Mãe da beleza verdadeira

É no Pantanal
Que lavo minh'alma
E minha canseira
Numa cachoeira

CARPE DIEM

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Quanto vale uma vida?

Doutor, com todo respeito,
Falo com Vossa Excelência
Já que por nós foi eleito
Responda com paciência
Nosso humilde manifesto
Nestes versos de protesto
Por nossa gente querida
Que vive tão insegura
Fale de forma segura
Quanto vale uma vida?

Em casa ou no apartamento
O cidadão se preocupa
Sair de casa é um tormento
Pois o medo se ocupa
De torná-lo inseguro
Imaginem no futuro
Com a violência atrevida?
O doutor que se defende
Será mesmo que entende
Quanto vale uma vida?

Assassinato e chacina
Latrocínio, roubo e furto,
É pior do que imagina
É mais do que simples surto
Fruto da ineficiência
Sei que o Doutor tem ciência
De cada vida perdida
Que também puxa o gatilho
Pra mãe que perdeu o filho
Quanto vale uma vida?

No trânsito morre gente
Tal qual em guerra civil
O poder público ausente
No nosso grande Brasil 
Cria Leis que não se aplica
Ao rico que reivindica
Que tal não seja seguida
Seja franco e verdadeiro
Pra o senhor que tem dinheiro
Quanto vale uma vida?

Nesse país do “jeitinho”
Que na base da propina
Tira o “legal” do caminho
Quem tem poder determina
Quando errado vira certo
Responda se for esperto
Se a lei for esquecida
E o irregular aprovado
Quando alguém é subornado
Quanto vale uma vida?

Quando a verba é desviada
Falta escola e segurança
Se a educação não é dada
Aprenderá a criança?
Policial sem recurso
Como mudará o curso
Numa guerra já perdida?
São perguntas sem respostas
Pra você que vira as costas
Quanto vale uma vida?

Tanta ganância do homem
O desrespeito com o outro
Os recursos que consomem
Repercute sempre noutro
Mata-se por coisa à toa
A violência que ecoa
É um beco sem saída!
Vamos por fim a maldade
Responda com seriedade
Quanto vale uma vida?

Você que ganhou o pleito
Que exerce seu mandato
Entenda que foi eleito
Pra ser honesto e sensato
Pra cuidar do que é nosso
Meu discurso agora engrosso
Mexo na sua ferida
Como dorme toda noite?
Minha pergunta é açoite!
Quanto vale uma vida?

Que esse Cordel pela paz
Sensibilize o Congresso
Que um verso seja capaz
De barrar o retrocesso
O corrupto cassado
Corruptor condenado
Cumprindo a pena devida
O doutor em sua mesa
Saberá sim, com certeza,
Quanto vale uma vida!
CARPE DIEM

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Grande Mentor


Lá de dentro ele via o mundo
Guardado em si mesmo
Libertava-se pelo olhar
Seus olhos iam muito além do horizonte
De sua boca saiam palavras
Palavras nem sempre são sons
Através dele, descobrimos que palavras são gestos
Movimentos
De seus dedos vertiam conselhos
Ensinamentos
Como se fossem dedos de um grande mago
Que ao invés de raios
Criavam palavras!

De seu sorriso nascia a coragem
De sua gana pela vida
Lutávamos todos

Aprendemos que viver é fundamental
E que não se pode perder tempo
Com pequenos problemas
Quando somos capazes 
De enfrentarmos
Grandes desafios!

Vez ou outra era visto passeando pelos sonhos
Percorrendo jardins, praças e vilarejos
Algumas vezes só
Outras vezes acompanhado
O sono era seu passaporte para um mundo maior

Aprendemos que limite é um mero detalhe
Que quando queremos mesmo
Tudo é possível
Até viajar
Sem sair do lugar!

Da sua presença surgia a paz
De seu olhar, nascia a compreensão
No seu coração pulsava o amor
De seu sorriso
Nascia o abraço!

CARPE DIEM

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um novo tempo!


Tempo de renascer
Tempo de reinventar
Tempo de reviver
Tempo de recriar

Tempo de recomeçar
Tempo de refazer
Tempo de acreditar
Tempo de reescrever

Tempo de olhar pra frente
De agir diferente
De ter coragem
De se reerguer

Tempo de um novo ciclo
Tempo em que reciclo
Ideias, sentimentos e desejos!

Tempo de criar projetos
De descartar velhos objetos
De pensar grande
De sentir maior ainda!
De simplesmente ser!

Tempo de acreditar na sorte
De amor bem forte
De abraços, beijos e festa!

Tempo de Natureza
De apreciar a beleza
De cuidar do Planeta! 

Tempo de ser melhor
De estar melhor
De fazer o seu melhor!

Tempo de tolerância
De respeitar a infância
De ser solidário


Que venha um novo tempo!

CARPE DIEM!

O "sempre tem algo acontecendo" deseja aos seus amigos, leitores e seguidores um Ano Novo repleto de Luz, de Conquistas, de Paz, de Amor , de Desafios e de Conquistas.
Que cada um consiga os recursos necessários para sua caminhada"

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ao mestre com carinho

Soneto
Ao Mestre com carinho

Na primeira leitura de uma criança
Os mistérios e os sonhos encantados
Descortina-se o saber com confiança
Quando alunos se sentem encorajados

No ensino vislumbro a esperança
De meninos aos  montes educados
Afinal, na palavra a grande herança
Transmitida por mestres dedicados

Guardião do saber e da  virtude
Nos ensina com exemplo e atitude
Uma bússola que indica o caminho

No ensino ele encontra a plenitude
Companheiro da nossa juventude
Um abraço ao mestre  com carinho

Um abraço de gratidão a cada professor deste país, que com muita dedicação enfrenta as dificuldades econômicas, estruturais e comportamentais. São eles, que enfrentam salas sem condições físicas e alunos descomprometidos, muitas vezes.

CARPE DIEM! 

domingo, 19 de agosto de 2012

Um tanto assim de saudade

A saudade é uma estrada
Que tem flor e tem espinho
Pode ser dura ou  bela
Cada um  faz seu caminho
Seguimos sempre adiante
Mesmo que esteja distante
Lembramos do nosso ninho

A lembrança é como unguento
Pra curar ferida nova
É olhar velho retrato
É amor que se renova
É caminhar no passado
Carta  em papel amassado
Saudade que se  comprova

A saudade só nos prova
A nossa antiga existência
Um velho banco de praça
Um tempo de inocência
Estrada de chão batido
Um amor adormecido
No fundo da  consciência

CARPE DIEM

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O menino meio ave


Gavião Real -  Harpy Eagle (Harpia harpyja) na Serra das Araras (MT)
Ao meu amigo Ricardo Casarin, o menino meio ave

Aquele menino era meio mato, meio árvore
Era quase todo bicho

Na verdade ele gostava de ter asas
Voava paradinho no chão
Da sua lente descortinava cores
Do seus olhos vertia pios e cantos
Da sua boca brotava o silêncio
Muitas vezes ele foi confundido com o chão
Outras vezes foi visto misturado as raízes das árvores
Pessoa pra ele era bicho estranho
Preferia o esgueirar da onça
O bater de asas do Gavião Real
A molecagem dos macacos
De barulho preferia o da queda da cachoeira
Um dia pensaram que ele era leito
Depois concluíram que ele era margem
Desafio bom era subir serra
Descida parecia algo fácil, mas castigava os joelhos

"Pés de mato" enraízam quando demoram por lá
Bom seria levar um tiquinho de mata fechada para manter-se vivo
Um canto de passarinho
As penas do seu penar

Aquele menino, era meio mato, meio árvore
Era quase ave

CARPE DIEM

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Entre uma viagem e outra

Avião voa, mas não bate asas
Aeroporto é um porto sem água
No céu não tem estrada, mas tem congestionamento
Avião é um encurtador de distâncias
O perto, com turbulência, parece não chegar nunca
Passageiro novo vê até assombração
Engraçada mesmo, é a lista de prioridades no embarque
Daqui há pouco, o voo só tem prioritários
E quando o trajeto do  embarque a aeronave é feito de ônibus
O que embarcou prioritariamente no ônibus, embarcará por ultimo no avião?
No fim todos viajam!
Prioridade não deveria ser para quem  realmente precisa?
Turbulência  é  buraco na estrada do céu
Lá de cima a terra é verde e azul
Tem passageiro que não gosta de prosa
Outros gostam até demais
Falta criatividade no serviço de bordo
Os sotaques das comissárias de bordo são uma atração à parte
Entre uma viagem e outra
Da pra descobrir muita coisa!

CARPE DIEM




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bons ventos do Tocantins

Cachoeira da Roncadeira (Taquaruçu/TO)
Tocantins do Capim Dourado
Dos rios que abraçam a terra
Do artesanato bem trabalhado
Do povo que aqui encerra
De índios mortos em guerra
Dos quilombolas guerreiros
Das cantigas encantadas
Moças de saias rodadas
Dos caboclos catireiros

Tocantins da plana Palmas
Ao incrível Jalapão
Dos causos com suas almas
Da terra que dá o pão
Dos Krahôs e os Karajás
Tocantinense da paz
De Genésio Tocantins
Á Juraildes da Cruz
Do céu claro e sua luz
Do extremo Araguatins

Genésio Tocantins, a Karajá Narubia Werreria e Samuel Quintans
Tocantins das cachoeiras
Das matas e do cerrado
Estrelas namoradeiras
Da Lua do apaixonado
Do calor, da ventania
De uma terra de magia
Dos tambores encantados
Da beleza de um povo
Das tradições e do novo
Dos segredos bem guardados

CARPE DIEM

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cozinhar é como viajar...


Eu gosto de cozinhar. É como uma viagem para mim. E tal qual uma viagem, o melhor é o trajeto. A preparação dos ingredientes, dos temperos. Os aromas. A cebola tem seu cheiro realçado ao ser cortada. Isso também ocorre com a salsinha, a cebolinha, o pimentão, o coentro e tantos outros. 


Enquanto preparo tudo, viajo. Ora em silêncio, ora ao som de uma moda de algum violeiro. Já cozinhei ao som do João Ormond, do Oswaldinho Viana, Zé Paulo Medeiros, Almir, Renato Teixeira, Paulo Simões e por aí segue.

De vez em quando, deixo ali do  meu lado, uma dose de uma cachaça mineira. Vou degustando ao longo da viagem. Na medida certa, pra não perder o ponto.

E ao longo do preparo percebo a transformação dos ingredientes, como eles se comportam quando reunidos e o aroma que invade a cozinha, a casa. Comida boa...

Eu admiro quem tem técnica e conhecimento suficiente pra cozinhar. Tenho amigos que cozinham como profissionais. Tenho amigos que são profissionais da cozinha. Eu não. Eu cozinho da mesma forma que escrevo. Instintivamente. Poeticamente (pra mim). 

Lavar a louça é como se cada prato, panela, talher, fosse banhado por uma cachoeira, que a transforma e a prepara para o uso novamente. Tem horas que penso que seria legal cozinhar tal qual um profissional. Depois eu mudo de ideia. Prefiro assim. No meu caso, funciona melhor. Sem preocupação com o corte certo ou com a combinação mais combinada. 

Por que ingrediente é como a palavra. Você coloca ela na frase e ela vai se transmutando. E como a palavra também não aprova desmandos e violência.

Cozinhar pra mim é homenagear. E me alegro em reproduzir pratos que aprendo ao longo das viagens. De vez em quando faço o frango caramelado ou arroz preto do meu amigo Fernando. Outra hora faço o carreteiro do tio Valdinho. Faço o “baião-de-dois” da minha mãe. Hoje fiz o frango da minha avó Quitéria. Cheirinho bom de comida de avó! 

As vezes cismo com a comida de um restaurante e tento reproduzir. Aconteceu isso com alguns pratos que aprendi em Belo Horizonte, como o arroz com alho e bacon e o fígado com jiló. Bom demais da conta, sô!

E os pratos não saem iguais aos originais, creio eu. Por que saem como eu escrevo. Como eu os vejo. Como eu os imagino. 

Eu gosto de cozinhar... É como uma viagem pra mim!

CARPE DIEM

Vaga-lumes e outros lampejos


Dos meus tempo de menino 
Recordo-me dos vaga-lumes
Encantava-me a dança das luzes entre os galhos das árvores

Recordo-me das brincadeiras no terreiro
Das fogueiras de São João
Das histórias do meu avô

Recordo-me das brincadeiras na rua em frente de casa
Das arapucas que fazíamos para pegar passarinhos
(depois soltávamos)
Dos carros de boi feitos da palma
(quem é da caatinga saberá bem o que é palma)
Os bodes circulando pelas ruas, em dia de feira

Os cantadores de repente
As brincadeiras de rimas com meu pai
Os jogos de tabuleiro
Cuscuz com leite

Do meu tempo de menino
Procuro esquecer as surras levadas
Os dias em que ficava só em casa
Aquela cacharrel lilás que usava nos dias frios
Aquela calça também lilás feita de uma roupa desmanchada de minha mãe

Procuro esquecer o abandono do meu pai
As tristezas (e lágrimas) de minha mãe
As noites mal dormidas
A morte de meu avô
A falta de registro de como eu era nos meus tempos de menino


Procuro esquecer a doença que me abateu
A violência com meu corpo
A falta de piedade com minhas dores
A demora em caminhar

A morte de minha irmã mais velha, ainda menina
A falta de ter uma foto dela
Ou minha

Do meu tempo de menino
Recordo-me mesmo 
é do brilho dos vaga-lumes
Entre os galhos das árvores

Do meu tempo de menino
Trago coisas que procuro esquecer
Trago também lembranças
E os vaga-lumes
Que cismam em brilhar
nos galhos que povoam
minhas lembranças 

CARPE DIEM

domingo, 8 de julho de 2012

Nas cordas da viola

João Ormond, Paulo Simões, Cláudio Lacerda e Jesus (ao fundo)
SESC Campinas - Projeto "Nas Cordas da Viola - 30/06/12"
Nas cordas da viola
A saudade matadeira
A lua na noite fria
Prateada e faceira

Nas cordas da viola
O rio segue em seu leito
Cachoeira lava a alma
Coração bate no peito

Nas cordas da viola
Violeiros das histórias
Do amores escondidos
Da vida e suas memórias

Nas cordas da viola
O matuto ganha vida
A natureza é mais nobre
E a tristeza é esquecida

Nas cordas da viola
Dama espera na janela
O boêmio e a serenata
Entoada só pra ela

Nas cordas da viola
Tudo é encanto e magia
E o som de uma viola
É amor que contagia

E só nas cordas da viola
Que o sertanejo sonhador
Encontra a mulher amada
E aplaca do peito, a dor!

Só as cordas da viola
Se casa com o violeiro
Pois de todos os amores
Esse é mais que verdadeiro

"Homenagem aos grandes violeiros deste país. Ao meu amigo João Ormond"


CARPE DIEM

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eu escrevo poesia

Eu escrevo poesia
Como o passarinho voa
Como pinto quando pia
Vagabundo quando à toa
Como a flor lança perfume
Como o peixe em seu cardume
Como a noite ama a lua
Como a estrela lá no céu
Faço verso assim ao léu
Pra animar vida sua

Eu escrevo poesia
Naquele antigo terreiro
Na auroridade do dia
Debaixo do cajueiro
Na cadeira que balança
Minha rima lhe alcança
Tal qual a flecha certeira
Que procura seu destino
Coração em desatino
De uma cabocla brejeira

Eu escrevo poesia
Em busca da boa rima
Em busca do novo dia
Que anuncia novo clima
Trazendo nova esperança
Sorriso de uma criança
Alegria apaixonada
Tudo cabe neste verso
O amor e seu inverso
Cabe o tudo e cabe o nada.

Eu escrevo poesia
Pra falar do bom da vida
Do sol que nos alumia
Do choro da despedida
Do sorriso da criança
Da boa nova, esperança
Da natureza em festa
Da gelada cachoeira
Da moça alegre e faceira
Numa noite de seresta.

Eu cada verso que escrevo
Eu retrato a natureza
Não sei se devo ou não devo
Incluir nele a tristeza
Semeio a simplicidade
Cultivo o amor de verdade
Nos pequenos versos meus
Por isso escrevo com calma
Aquilo que vem da alma
Com esse dom vindo de Deus

CARPE DIEM

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tempos Modernos

Quem nasceu na década de 80, conheceu a internet, mais ou menos nos moldes de hoje, na sua adolescência. Já quem nasceu na década de 90, conviveu com a internet desde a infância. Os nascidos no novo século, pensam virtualmente.

No final do século XIX e início do século XX, o cinema foi a grande revolução da linguagem visual e como diria o meu amigo Luiz Biajoni, "Aprendemos a sonhar com o cinema. Os nossos sonhos tornaram-se muito mais dinâmicos  criativos após o advento do cinema". O mundo é como conhecemos graças ao cinema. Acreditem!

Pois bem. Uma nova revolução, agora na comunicação global, se processa desde o final do século passado. E se com o cinema aprendemos a ver o mundo e aprendemos a sonhar. Com o advento da web aprendemos a nos comunicar e principalmente a processar a informação de uma forma infinitamente mais dinâmica.

A forma como a nova geração encara a informação é digital. Aqueles que nasceram até a meados da década de 80 são totalmente analógicos e no fundo tentam se adaptar, com menos recursos, obviamente, a uma nova revolução global - a consolidação da internet.

Enfim, ao longo de um século, fechamos um ciclo, unindo o dinamismo do cinema (imagem) a velocidade da comunicação (web).

Muito se especula é claro. Dizem que essa nova ordem, afasta e aliena as pessoas, destrói pensamentos mais elaborados, cria leitores de manchetes. Por outro lado, aumenta o acesso à informação, amplia conceitos de liberdade e dinamiza a comunicação e as ações. Prefiro que cada um conclua por conta própria. É melhor assim.

O fato é que graças a esta nova forma de se comunicar é possível, por exemplo, escrever um cordel (Tempos Modernos) que fala um pouco sobre essa mudança (seus prós e contras), em pouco mais de duas horas, parceria de pai (Asa Branca do Ceará) e filho (Samuel Quintans), onde um dos lados está há mais de 3 mil quilômetros do outro. 

Também graças a web, conseguimos disparar eventos entre amigos reais, que se um dia foram virtuais, se tornam mais palpáveis a cada encontro, como este. 

E por fim é graças a estes tempos modernos que uniremos hoje, aqui em Campinas, no Empório Gabriel, a situação A (a parceria de um cordel) com a situação B (encontro de amigos). 

Certamente será uma grande celebração, regada a um bom papo, ao vivo e em cores, temperada  com poesia.

Sejam todos bem vindos aos Tempos Modernos.

CARPE DIEM 

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