Relacionamento sempre será algo muito desafiador. Manter um relacionamento depende de vários fatores, na verdade. Depende de afinidade, de interesse mútuo, de tempo, de dedicação, de amor mesmo.
Existem vários níveis de relacionamentos. Eles podem envolver amigos, familiares distantes ou próximos, colegas de trabalho, casais, animais, enfim, estamos nos relacionando o tempo todo e com graus diferentes de envolvimento.
Independente do nível ou do grau de envolvimento exigido, todos os relacionamentos são importantes, respeitando os seus contextos e todos exigem de nós, relacionados, uma dose de iniciativa e uma dedicação específica.
O que me fez refletir sobre este tema foi justamente a constatação de que tem muitas pessoas acomodadas em seus relacionamentos. Se antigamente se visitava um amigo, hoje no máximo, se passa um "scrap" ou faz-se um "comentário". Isso quando este contato não é coletivo. Praticamente um "spam" para amigos. Alguns conseguem no máximo mandar uma mensagem padrão, encontrada na internet e envia para "todos" (?) os seus mais queridos amigos. Realmente é mais prático. Talvez seja melhor que o silêncio. Agora, não seria algo frio e padronizado de mais? Amigos são padronizados mesmo? Bem! Sei lá. Sou antigo demais.
Muito bem, inventaram o celular e todas as suas funcionalidades e aquelas que não enviam mensagens pelas redes sociais, enviam os tais torpedos pelo celular. Tudo bem que torpedo, segundo o dicionários significa um tipo de bomba. No Brasil também significa o envio daqueles "antigos bilhetinhos" de cantada no bar ou seja lá onde se estivesse.
No fundo isso facilita a vida, acomoda as pessoas e aos poucos reduzem-se as iniciativas para que os relacionamentos fluam.
Amigos vivem sem tempo. Filhos desaparecem das vistas dos pais. Namorados economizam na presença e investem nos elogios virtuais e por aí vai.
A vida de pais separados nesta nova era da apatia interpessoal reduziu-se a torpedos, mensagens e olhe lá. Por que ninguém quer sair de sua rotina. Onde já se viu, um filho ter que se dá ao trabalho de parar tudo o que está fazendo, pra ver um pai ou uma mãe que por decisão própria resolveu viver longe dele. Não dá!
Será que este pai ou esta mãe não entende que a vida anda muito corrida? Que o amor deve ser subentendido? Que se o filho está aí no mundo, não foi ele quem quis assim e logo quem o colocou no mundo que trate de resolver isto, alimentando, garantindo moradia e subsídio para que ele enfim voe e deixe de dar satisfações para estes desavisados que o trouxeram à vida?
Se com os filhos, muitas vezes, as coisas funcionam assim, deixo pra vocês deduzirem, como vão os relacionamentos entre irmãos, tios, primos e por aí vai. Estes têm menos tempo ainda e as desculpas funcionam melhor, por que aí sim, cada um tem sua vida.
E esta falta de iniciativa se resume a esta expressão: "Cada um tem sua vida!"
Pessoas que ignoram seus relacionamentos justificam esta falta de iniciativa nesta expressão. E faz com que elas toquem seus dias numa boa, sem se darem conta que aos poucos os relacionamentos se perdem, se deterioram, se tornam mais frios e que terá um momento, lá adiante, quando estas pessoas construirem seus próprios relacionamentos, tudo o que foi esquecido e perdido, fará todo o sentido. Muitas vezes esta descoberta acontece em tempo. Outras não. Bem... Mas isso é uma outra conversa!
Relacione-se. Tome a iniciativa algumas vezes. Pode fazer a diferença!
CARPE DIEM













