quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vaga-lumes e outros lampejos


Dos meus tempo de menino 
Recordo-me dos vaga-lumes
Encantava-me a dança das luzes entre os galhos das árvores

Recordo-me das brincadeiras no terreiro
Das fogueiras de São João
Das histórias do meu avô

Recordo-me das brincadeiras na rua em frente de casa
Das arapucas que fazíamos para pegar passarinhos
(depois soltávamos)
Dos carros de boi feitos da palma
(quem é da caatinga saberá bem o que é palma)
Os bodes circulando pelas ruas, em dia de feira

Os cantadores de repente
As brincadeiras de rimas com meu pai
Os jogos de tabuleiro
Cuscuz com leite

Do meu tempo de menino
Procuro esquecer as surras levadas
Os dias em que ficava só em casa
Aquela cacharrel lilás que usava nos dias frios
Aquela calça também lilás feita de uma roupa desmanchada de minha mãe

Procuro esquecer o abandono do meu pai
As tristezas (e lágrimas) de minha mãe
As noites mal dormidas
A morte de meu avô
A falta de registro de como eu era nos meus tempos de menino


Procuro esquecer a doença que me abateu
A violência com meu corpo
A falta de piedade com minhas dores
A demora em caminhar

A morte de minha irmã mais velha, ainda menina
A falta de ter uma foto dela
Ou minha

Do meu tempo de menino
Recordo-me mesmo 
é do brilho dos vaga-lumes
Entre os galhos das árvores

Do meu tempo de menino
Trago coisas que procuro esquecer
Trago também lembranças
E os vaga-lumes
Que cismam em brilhar
nos galhos que povoam
minhas lembranças 

CARPE DIEM

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O poeta e suas palavras

Era uma vez um poeta. Não era um daqueles poetas famosos. Daqueles que escrevem poemas inesquecíveis e emocionantes. Era um poeta comum. Gostava dos seus próprios versos. Do som das sílabas que construía e divertia-se com a graça que a rima fazia. Se tinha uma coisa que esse poeta gostava era do ritmo que a métrica oferecia as suas linhas singelas. Era uma vez um poeta.

Tudo ia muito bem... Até que um dia, algo estranho aconteceu. Estranho não! Incrível! Aquele poeta, por descuido havia se perdido de suas palavras. De repente ele se vira só. Sem elas!

Atônito ele procurava em todos os cantos de sua casa. Procurou refazer o caminho que fizera. Passo por passo. Nem sinal das palavras. Se bem que no começo ele até sentiu-se aliviado. Afinal, as vezes, as palavras o sufocava. Exatamente! Eram tantas palavras que invadiam seus pensamentos, todas afoitas para serem grafadas num papel qualquer que até lhe causa desespero. 
E quando as palavras resolviam exibir-se? Lá ia poeta desesperado atrás de um pedaço de papel. Pedaços de guardanapos, papel toalha, cantinho de jornal, rascunho, tecido. Qualquer coisa servia para a palavra se expressar.

Nem queira Imaginar como o poeta ficava quando ele não encontrava recursos  para expor as palavras rebeldes. Elas ficavam ecoando na cabeça dele. Zanzando de lá para cá. Até que se acalmavam. Demorava. Fato!

Foi assim, sem mais nem menos, entre palavras expressas e palavras sufocadas que tudo se perdeu. As palavras resolveram deixar aquele poeta. Não me pergunte se a decisão tomada havia sido para sempre. Não saberia explicar. A verdade é que o poeta estava desnorteado.

Era doloroso sentir emoções que não tinham mais palavras para traduzi-las. Desejos perderam completamente o sentido. Ele até percebia a beleza das flores, das pessoas, dos bichos soltos, dos pássaros no ar. Só que tudo para ele era sem nome. Sabia o que era, mas não conseguia expressar um nada.

O poeta procurou deixar de perceber as coisas ao seu redor. Poderia ser uma saída. Se ele nada sentisse, nada visse, por nada se interessasse, poderia ser que as palavras não fizessem tanta falta assim. Deu certo uma vez, duas, na terceira vez o desespero voltava com mais força.

Foi numa noite que o milagre aconteceu. Lá estava o poeta, noite enluarada, céu estrelado. No fundo, ele nem tinha mais esperança de rever suas palavras. Mirando a lua cheia relembrava dos versos que havia feito pra ela, certa vez. Uma lágrima teimou em escapar dos seus olhos. Escorreu por sua face. Saudade de suas palavras. Saudade do quanto elas emocionavam quando registradas por ele. Sem ser modesto ele sabia o quanto tinha o dom de combinar a palavra certa com o sentimento correspondente. Encaixe perfeito. Palavras....

E o poeta, depois de muito tempo expressa o que sentia naquele instante, diante da Lua cheia. Lá estava ela. como que servindo de testemunha daquele reencontro apaixonado: O poeta e suas palavras

Poesia é saudade transformada pela palavra
É desejo de expor o que se sente
É transformar o racional em sentimento
É expressar-se além da própria palavra

Poesia é traduzir o que não entende
É encontrar a palavra que comove
É alquimia da rima encantada
É a viagem infinita pela vida

Poesia depende da palavra
Que depende do dom de um poeta
Que transpira palavra por palavra

Como a  lua combina com a noite
E o pássaro é mais belo em pleno céu
A poesia ganha vida finalmente
Quando o poeta encontra-se com as palavras

E foram felizes para sempre: O poeta e suas palavras

CARPE DIEM


domingo, 8 de julho de 2012

Nas cordas da viola

João Ormond, Paulo Simões, Cláudio Lacerda e Jesus (ao fundo)
SESC Campinas - Projeto "Nas Cordas da Viola - 30/06/12"
Nas cordas da viola
A saudade matadeira
A lua na noite fria
Prateada e faceira

Nas cordas da viola
O rio segue em seu leito
Cachoeira lava a alma
Coração bate no peito

Nas cordas da viola
Violeiros das histórias
Do amores escondidos
Da vida e suas memórias

Nas cordas da viola
O matuto ganha vida
A natureza é mais nobre
E a tristeza é esquecida

Nas cordas da viola
Dama espera na janela
O boêmio e a serenata
Entoada só pra ela

Nas cordas da viola
Tudo é encanto e magia
E o som de uma viola
É amor que contagia

E só nas cordas da viola
Que o sertanejo sonhador
Encontra a mulher amada
E aplaca do peito, a dor!

Só as cordas da viola
Se casa com o violeiro
Pois de todos os amores
Esse é mais que verdadeiro

"Homenagem aos grandes violeiros deste país. Ao meu amigo João Ormond"


CARPE DIEM

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Que tal reciclar comportamentos e ideias?

Hoje em dia só se fala em reciclagem, reaproveitamento e a busca por novas formas de usar algo "descartável". Aos poucos a população se acostuma com esse novo jeito de usufruir das coisas do Planeta. Estamos longe ainda. Porém, estamos nos mexendo. Tem muita gente agindo diferente! Ponto pra humanidade.

Agora, aqui entre nós. Vamos falar de um outro tipo de reciclagem. Vamos falar sobre nossos descartáveis internos. E olha que tem gente que acumula esses tais lixos a tal ponto que não se consegue agregar mais nada.

Por exemplo, você pode descartar aquele mau humor e em troca adquirir uma boa dose de felicidade gratuita. Imagine você se livrando daquele ar ranzinza e adquirindo boa vontade com o próximo. Seria legal, não é mesmo?

Ah! Você é do tipo que cultiva acidez, sarcasmo e ironia das boas? Olha que tudo isso, em doses exageradas atacam o fígado e o coração. Que tal você customizar isso tudo e transformar em leveza e alto astral. Para casos mais agudos, oferecemos paciência e persistência de brinde!

Você é danado pra guardar mágoa, alimentar aborrecimentos e agir por impulso? Recicle já! Na troca você leva capacidade de perdoar e compreender o outro. Para que se livre dos aborrecimentos, um dose de serenidade.

Agora se você é do tipo que se acha o injustiçado, o perseguido, o coitado dos coitados, seu caso é mais sério. É necessário ir numa central especial de reciclagem. Procure alimentar mais sua fé, sua autoconfiança e força de vontade em superar limites.

Se você acha que o mundo gira ao seu redor e que todos precisam servi-lo e claro, admira-lo, adorá-lo, idolatrá-lo sugiro que comece a ver as pessoas como elas merecem ser vistas e consuma doses cavalares de humildade, resignação, amor ao próximo e doação.

Você perceberá que após se livrar de alguns lixos totalmente descartáveis, novos sentimentos e comportamentos começam a surgir. E você ficará mais leve e mais pronto pra vida!
É isso aí! Recicle-se!

CARPE DIEM

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Houve um tempo...

Houve um tempo em que...
Um homem descia do carro e ia até o outro lado abrir a porta para sua dama (sim, a mulher que  o acompanhava era uma dama);
Neste mesmo tempo, as damas aguardavam pacientemente que isso acontecesse e agradeciam a delicadeza;

Houve um tempo em que os filhos respeitavam os pais e sabiam que mesmo quando contrariados, o amor por eles era incondicional;
Neste mesmo tempo, os pais transmitiam valores importantes a estes mesmos filhos;

Houve um tempo em que netos admiravam seus avós e estar com eles, era um acontecimento;
Neste mesmo tempo, os avós eram apenas avós e muitos deles excelentes contadores de histórias que enriqueciam a formação destes netos;

Houve um tempo em que a pressa era inimiga da perfeição e que a refeição era sagrada;
Neste mesmo tempo, as pessoas se cumprimentavam e era uma honra receber amigos ou familiares em sua casa;

Houve um tempo em que professores eram respeitados e admirados por seus alunos e pela sociedade
Neste mesmo tempo, professores buscavam o máximo de informação e se pautavam na ética para educar aqueles que lhes eram confiados;

Houve um tempo em que as famílias faziam suas refeiçoes principais sempre unidas;
Neste mesmo tempo os pais faziam questão de estar com seus filhos após o jantar para falarem todos sobre o dia de cada um;

Houve um tempo que ter um vizinho era uma benção;
Neste mesmo tempo, vizinhas recorriam com suas xícaras atrás de um punhado de açúcar, farinha de trigo ou fermento, para fazer aquele bolo, que seria compartilhado depois... 

Houve um tempo...
Ou seria, houveram pessoas, que num tempo...

O mundo pode ser bem melhor, acredite e faça você, o seu tempo!

CARPE DIEM





quarta-feira, 11 de abril de 2012

Meu amigo Raul


Na última terça-feira, 10 de abril de 2012, aqui Theatro Municipal de Paulínia tive a alegria de assistir a uma peça em homenagem ao grande viajante, cantor, ator e compositor Raul Seixas.

Silvio Passos, fundador do fã-clube oficial do grande Raul participou bem das cenas, fazendo o papel dele mesmo, contanto um pouco sobre as peripécias de Raulzito. Além dele, uma banda de apoio perfeita e um Dylan Seixas que mais parecia Raul reencarnado. Se fechássemos os olhos, jurávamos estar ouvindo o próprio Raul, ali no palco. Dylan incorporou o jeitão Raul de cantar e se apresentar. Bravo!

Claro que esta postagem não é apenas para elogiar a iniciativa do diretor da peça (Ton Crivelaro) e nem Silvio e sua trupe. Nada disso. Tem algo mais significante para compartilhar aqui, nestas linhas, neste espaço.

Essa peça me transportou lá para as bandas da segunda metade da década de 80 e início dos anos 90. Naquela época, eu meio adolescente, meio adulto, numa fase onde estamos repletos de sonhos, problemas (?) e muita gana para viver.

Lembrei-me dos finais de semana com os grandes amigos. Popeye (amigo inseparável), Gil (o chato, que no fundo servia mais como elogio do que zoeira), Isaias (Zazá), Alemão, Agemeu (ex Pica-Pau), Marquinhos, Fernando e tantos outros. 

Era uma galera boa demais. Fãs do bom e velho rock'n' roll. Nos reuníamos para ouvir nossos bolachões (discos de vinis) em alto e bom som (e bota em alto e bom som nisso!). Tudo regado a cerveja barata (sim! tomávamos Kayser e Bavária e naquele tempo ambas já eram horríveis), vinho de terceira, caipirinha de quarta ou qualquer coisa que desse um grau e que fosse acessível aos nossos pobres bolsos.

Nossas mães sofriam com a barulheira que fazíamos. Destaque para os pais do Gil, dona Terezinha, mãe do Fernando, Dona Oscarlina, mãe do Popeye e a grande Dona Cleusa, minha mãe. Todas suportavam bravamente a galera que um levava para a casa do outro e ainda dava corda (até certo ponto!).

De todos, eu era o mais doente pelo Raul. Jaqueta, calça, bandana, coleção completa em vinil, poster espalhado pelo quarto e tudo quanto era badulaque hippie sobre Raul. Era super fã mesmo. Sabia as letras das músicas mais escondidas do Raul. Gitã, Ouro de Tolo, Maluco Beleza, nem eram ouvidas. Música da moda. Qualquer um conhecia. Fã é assim mesmo. Gosta de ser diferente.

Quando saia um disco novo era uma alegria sem fim. Lembro de comprar Metro Linha 743, quase dois anos depois de lançado. Eram discos que não se achava fácil. Ninguém vendia. A censura proibia a venda, recolhia a toda hora. Era uma loucura. 

Mas a cada disco encontrado, fosse raro, fosse lançamento sempre era uma festa e passava dias namorando a capa, os encartes, o vinil. Um cuidado danado para não riscá-los e nem estragar capa e encartes. 

Hoje tudo é mais fácil. Entra-se no Google, digita-se o nome do cantor, banda ou música que deseja e lá está tudo. Pronto para ser copiado em ótima qualidade (sic) para quem não tem ouvido treinado pelo bom e velho vinil. MP3 é bom para ouvir em fone de ouvido, em som de carro sem recurso ou num computador. Experimente ouvir um MP3 em aparelhagem de verdade. Meu Deus! É só distorção e falta e qualidade. Mas é o que temos hoje. E é fácil se acostumar com algumas coisas sem qualidade. Arquivo em MP3 é uma delas.

Deixemos as divagações sobre arquivos e facilidades e voltemos às memórias.

Naquela época a luta pelas "Diretas Já" estava cada vez mais intensa e nossa turma participou disso tudo. Fomos românticos e revolucionários. Até acreditamos no PT e sua trupe. Íamos aos comícios paramentados de bandeiras, camisetas, botons e tudo mais que tínhamos a nossa disposição. Ouvíamos Raul, Taiguara, Geraldo Vandré, Caetano Velos e todos os demais rebeldes de nossa época.

Bons tempos aqueles. Saudade boa. Confesso que foi muito bom, durante uma hora e meia estar ali presente, porém, olhando lá atrás, sentado numa mesa de um boteco qualquer ou num quintal de um de nós, reunidos, ouvindo tudo aquilo e apenas vivendo.

Quem de nós não tem momentos especiais guardados. De vez em quando faz bem trazê-los à tona. Experimentem!

Vá! E grite ao mundo que você está certo!

CARPE DIEM

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mente aberta e corpo livre

Radicalismo é limitar possibilidades. Eu me lembro quando mais jovem, eu era radical em alguns aspectos. Por exemplo, adorava rock. Nada demais, pois várias pessoas adoram rock. Só que, como radical que era, apenas o rock servia. Todo o resto era lixo. Aliás, mais que lixo, pois nem merecia ser revirado.

Lembro que fui radical também no campo da política. Apenas o PT e o socialismo eram válidos. Os demais partidos, sistemas de governo e teorias de pensamento que divergiam do socialismo serviam apenas para iludir o povo.

Devo ter sido radical em outras coisas, que nem me lembro agora. Em coisas menores, como macarrão não combina com feijão, ou leite só fica bom com café e por aí seguia.

Por que falo disso hoje. Por que estamos no carnaval. Uma festa popular, pagã (?) e que como qualquer outra manifestação sofre interferência econômica, política, cultural, etc. Em vários lugares do país, seja para movimentar os milhares de blocos ou as grandes escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo é necessário o envolvimento de uma comunidade, de pessoas que acreditam num sonho, numa festa, nas pessoas que dirigem o bloco ou a escola.

Nesta época temos aqueles que não gostam de carnaval e temos aqueles que odeiam, por que preferem outra coisa. É uma aversão meio sem explicação. Como gosto de A, não posso gostar de  B. Afinal, como pode uma pessoa de bom gosto(?) gostar de uma festa popular. Uma bagunça!

Eu aprendi, com o passar dos anos, que você pode sim, musicalmente falando, apreciar uma moda de viola autêntica, um bom show de rock, uma apresentação de música clássica, um espetáculo de MPB ou de algum astro POP e manter suas convicções. Você pode perfeitamente ler livros mais densos e se divertir com Paulo Coelho. Mal não lhe fará! Pode até acrescentar algo na sua vida, essa diversificação.

Foi assim, que aos poucos comecei a perceber que nosso mundo é bem mais rico quando a mente está livre pra aprender e conhecer o que temos a nossa disposição.

Continuo ouvindo rock, adoro, pesquiso e aprecio a MPB, tem horas que cai bem uma moda de viola. Em alguns domingos de sol, um samba de raiz anima meu  dia. Um bom reggae eleva o astral. Nesta época do ano, bom mesmo é participar de um carnaval de rua ou no clube de sua cidade. Quem sabe até sair na avenida ou num bloco?

Não importa o que você curte. O que importa é quem você é. E quanto mais você se permite conhecer, degustar, provar, testar coisas novas, mais você tem a oferecer amanhã.

Eu era radical com molhos brancos....Descobri que são bons...

E viva o Carnaval!

CARPE DIEM

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A mão que bate é a mesma que afaga: Diga não a palmada!

Imagine uma criança que tenha entre 3 a 5 anos de idade. Você, papai ou mamãe, ou ambos, são a única referência do mundinho deles. Claro, tem a tia da escola, tem o vovô e a vovó, as titias e os titios e até os priminhos mais velhos. Todos eles! Mas você, papai ou mamãe, ou ambos são os heróis do pequeno ou pequena.

Nesta idade, com um certo discernimento, a criança sabe um pouco melhor o que quer, compreende o que é receber atenção e sabe bem os benefícios dela. Percebe também que se aprontar algumas vezes, os pais a percebe mais. Percebe que se for carinhosa e dengosa com eles, também recebe mais atenção. Assim, entre aprontar e fazer dengos ela conquista  a atenção dos seu pais.

Uma criança entre 3 e 5 anos tem uma altura média de 90 a 110 centímetros e pesa entre 15 e 19 quilos, respectivamente. Traçando um paralelo entre a altura e peso de um adulto em relação a uma criança de  4 anos, por exemplo, é como se, no seu caso, um adulto com 1,70 cm, pesando cerca de 70 quilos, se relacionasse com uma outra pessoa que tivesse 2,90 e mais de 200 quilos.

Imagine esse gigante de 2,90 metros e com mais de 200 quilos apontando um dedo enorme pra você, proferindo ameaças num tom de voz agressivo e numa velocidade que você não pudesse distinguir muito bem o que estava sendo dito. Imagine mais! Agora esse gigante de quase três metros (pra você se situar, essa pessoa seria quase a altura do teto do seu quarto) com sua enorme mão, envolve sua orelha e dá-lhe um torcida, enquanto o levanta para o alto. Você se ergue nas pontas dos dedos dos pés, tentando amenizar a dor do puxão.

O gigante varia a maneira de castigar. De vez em quando você apronta um pouco mais, ele com sua mão gigante ora belisca o seu braço, ora desfere umas palmadas no seu bumbum. Quando aquela mão grande resolve fazer um carinho nos seus cabelos, você acaba lembrando que ela também faz as outras coisas. Isso lhe deixa um tanto quanto receoso.

Outra mania do gigante é a de gritar contigo, às vezes, ameaçando tirar isso ou aquilo de você, caso não se comporte, como ele deseja. Os gritos nem são o maior problema. O pior é você ser obrigado a ficar com o pescoço torto, olhando pra cima, lá no teto do seu quarto, para entender e ouvir bem o que ele pede. Você ainda pensa, consigo: "Se ele pelo menos se abaixasse e falasse um pouco mais baixo e devagar, pra eu entender o que ele quer de mim!"

Uma criança de 0 a 7 anos está formando sua base de crenças e valores. Está construindo  e lapidando sua personalidade e ele será o adulto que você for capaz de moldar. Um filho é o resultado das experiências transmitidas por seus pais. Ele pode vir a ser um adulto generoso, seguro, justo, honesto e feliz. Ele poderá vir a ser também um adulto inseguro, prepotente, violento, desonesto, infeliz. Tudo depende dos pais.

Olhando esse gigante de 2,90 metros, fazendo e agindo com você da forma exemplificada neste texto, você pai, você mãe, consegue ter uma ideia de como seu filho se sente? Quando ao invés do diálogo você escolhe a violência física ou moral para educá-lo?

Diga não a palmada. Diga não aos gritos! Você também já foi criança um dia. Lembre-se disso. E jamais se lamente quando um filho agredi-lo. Talvez tenha sido a maneira que ele considerou mais eficiente para chamar sua atenção.

Como diria o poeta: "A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva."


CARPE DIEM

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Viva com intensidade

Imagine o Sol economizando energia para só para durar mais alguns milhões de anos. A nascente de um rio que de vez em quando deixa de verter suas águas, só pra não faltar amanhã. Uma rosa que abre apenas metade do seu botão, pra prolongar sua vida um pouco mais. Formigas que deixam de carregar suas folhas, abelhas que deixam de produzir mel...

A natureza jamais agiria assim. Afinal ela é obra divina. E como obra divina que é, cumpre o que lhe é determinado. A Natureza é intensa, sem economias. Não poupa nas essências, nas cores, nas manifestações, na sua beleza. Não economiza. A natureza nos dá o que é determinado para tudo que tem vida: Intensidade.

Homens e mulheres também fazem parte da natureza. Também são obras divinas e como ela recebem de Deus o maior dom que poderia receber: A Vida!

O fato de estarmos aqui, neste planeta, de termos nossa inteligência, de podermos nos comunicar, produzir, sentir, demonstrar jã são motivos de sobra para sermos gratos e intensos, todos os dias de nossa existência.

A vida nos pede intensidade! Apenas isso.

Conheço homens e mulheres que são comedidos em comemorações. Seja por que conquistaram uma nova oportunidade de trabalho, seja por que receberam um belo presente dos céus. Tentam racionalizar acontecimentos incrivelmente mágicos. Tentam enquadrar ações da natureza em suas leituras triviais que fazem da vida.

"Calma gente! Isso é só um emprego". 
"Também não é para tanto!" 
"Temos que agir com responsabilidade!" 
"Temos que ser sensatos!" 
"É uma boa notícia! Porém temos que ser ponderados!"

Frases como estas diminuem a grande dádiva que é viver e reduzem o presente que recebemos do alto, em mero acontecimento racional. Transformam a mágica da vida em mero acontecimento banal.

Conheço homens e mulheres que preservam ao máximo suas rotinas, suas posturas em nome do que chamam "equilíbrio". Eu chamo isso de meio quente, meio frio ou de mais ou menos.
Quem vive mais ou menos jamais compreenderá o que a vida pede, em certos momentos: Ela pede intensidade. Quebra de paradigmas e sim, pede para que desçamos do pedestal em que insistimos nos colocar. A vida nos pede sorrisos francos, vibração e lágrimas emocionadas.

Eu conheço homens e mulheres que um dia entenderão que a vida pede um pouco mais deles. E que a vida é como uma comédia, quando se perde o "time" da piada, ninguém mais ri, por que já perdeu a graça. 

Eu conheço homens e mulheres que acreditam que errado mesmo é ser intenso. É se posicionar, sendo contra e mostrar-se indignado com tanta apatia para uma vida só.

Pois é! A Vida nos pede intensidade. E em troca ela nos presenteia com sua mágica, todos os dias.Não viemos até este planeta para sermos mais ou menos. Viemos pra cá, para sermos felizes!

Que possamos cumprir nosso destino! E como diria o poeta: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz!"

CARPE DIEM

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Recomeçar - Uma questão de maturidade

Começar algo novo sempre é bom. Tem aquela coisa do mistério, da novidade, do desafio. Um certo arrepio percorre a coluna e um friozinho marca presença no nosso estômago.

Geralmente estamos mais entregue no começo. Estamos mais dispostos e motivados. Começar é uma viagem de tirar o fôlego.

Agora eu pergunto a você, que está aí do outro lado, lendo estas linhas:

O que é recomeçar? O que é necessário para que um recomeço seja feliz?

Recomeço é lidar com algo que já conhecemos e que pode ter sido bom ou não. Recomeço tem a ver com rever antigos paradigmas. Antigos sentimentos. Comportamentos viciados. Recomeçar é lidar com perguntas do tipo:

Será que agora vai dar certo? Será que devo? Será que não vou sofrer mais ou de novo? Será que não será tudo igual ou pior do que já era?

E estas questões podem ser em relação a um trabalho, a uma relação amorosa, a uma amizade, a uma atividade física, enfim. Recomeçar  é sempre revisitar aquilo que já conhecemos um dia.

Por isso, eu diria que recomeçar é uma questão de maturidade. É preciso estar pronto. É necessário estar mais disposto e disponível do que quando estamos para começar. Por que, à primeira vista, recomeçar não nos remete a nada de novo. É mais do mesmo, só que do zero... recomeçando! Falando assim, parece até pior do que o que já vivemos ou vimos. Acredite. Parece, mas não é.

Recomeçar faz parte da vida. Todos os dias recomeçamos. Os dias recomeçam sempre após fecharmos o dia anterior. As semanas recomeçam, os meses, os anos. Recomeçar é abrir  antigos ciclos, com nova visão, nova atitude. É renovar-se. É buscar dentro de si, um novo caminho, uma nova motivação, para fazer coisas já conhecidas.

Acredite mais na vida. Acredite e esteja mais pronto para um acontecimento natural, tão importante quanto as estreias. Esteja pronta para as Reestreias, onde você sempre será o protagonista.

Que venham os recomeços. Que estejamos sempre prontos e maduros para a vida!

CARPE DIEM

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ECOnsciência Urbana

São Paulo finalmente entra de vez na luta contra as sacolas plásticas. Desde o dia 25 de janeiro de 2012, está em vigor a Campanha pelo fim das sacolas nos estabelecimentos comerciais.

Alguns Estados estão na frente de São Paulo, há algum tempo, como é o caso de Minas Gerais, por exemplo. A verdade é que nunca é tarde para se tomar uma atitude. 

As reações das pessoas são as mais variadas possíveis. Algumas ficaram super felizes, por que já vinham praticando o desuso das famosas sacolinhas. Outros aderiram numa boa. Outros reclamam muito. Outros ainda usam desculpas esfarrapadas para tentar invalidar a iniciativa. 

Coisas do tipo: 
  • Como se isso fosse resolver;
  • Deve ter interesse político por trás;
  • Isso coisa dos ecochatos de plantão;
  • E por aí vai!
O fato é que, de certa forma, uma atitude isolada não resolve todo o problema. Agora, se juntos adotarmos algumas práticas mais inteligentes em relação ao nosso meio urbano, muitos serão os benefícios. Desde a incidência de menos enchentes até a limpeza mais eficiente das nossas cidades. 

Tirar os lixos das ruas e dos aterros sanitários traz inúmeros benefícios e principalmente melhora a qualidade de vida de todos nós.

Chegou o momento de sermos mais colaborativos e participativos na nossa comunidade. 

É hora de ECOnciência Urbana!

Comece se informando como funciona, aí na sua comunidade:
  • A coleta seletiva
  • As estações de reciclagens
  • As cooperativas de catadores
  • etc.
Um pouco por dia. Cada um fazendo sua parte. Acho que dá

CARPE DIEM

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cativar é criar laços

O essencial é invisível aos olhos.


Existem acontecimentos que nos emocionam não pela grandiosidade e sim pela simplicidade, pela forma singela como acontecem. Muitas vezes, um cartão, um abraço, um sorriso sincero ou uma palavra amiga tem a capacidade de mudar a nossa vida. Tudo dado de graça. A alegria e a paz que carregamos, graças aos pequenos acontecimentos são sim, invisíveis aos olhos.

Ontem, dia 24 de janeiro de 2012, por volta das 17 horas e 50 minutos (sim, as pessoas grandes gostam de números e datas como referência para que os fatos se tornem oficiais e registrados) encontramos uma pessoa muito especial. Eu diria que encontramos um privilegiado. Afinal, ele é nada mais, nada menos que sobrinho neto de Antoine de Saint-Exupéry, autor de uma obra fantasticamente cheia de belos ensinamentos, o livro infantil (?) "O Pequeno Príncipe".

Graças a uma exposição que acontece num grande shopping aqui de nossa cidade (Campinas/SP) recebemos a visita de Olivier d'Agay, presidente da Sucession Saint-Exupéry, responsável pelos direitos mundiais da obra.

A exposição, os eventos paralelos à exposição, os objetos baseados na obra, a visita de Olivier, o carinho de Luana e Renato (responsáveis pelos direitos do Pequeno Príncipe no Brasil), enfim, tudo isso pode ser registrado visualmente. Estavam todos lá, com certeza! dezenas e dezenas de pessoas tiraram fotos, levaram lembranças e ouviram o bom francês Olivier.

Agora, o que cada um sente, o que sentimos, o que senti ao cumprimentar e abraçar aquele francês, especialmente abençoado e carismático só é possível se ver bem com o coração mesmo. 

Conheço centenas de pessoas que se conhecem graças a esta obra. Uma comunidade no orkut, um grupo do facebook mantém as palavras do Pequeno Príncipe e sua raposa sempre vivas no coração de cada um. 

Naquele abraço e naquela foto, todos estavam comigo, os mais de 300 membros de um e os quase 500 de outra (sim, as pessoas grandes gostam de números). Por isso, meus cativos, saibam que aquele abraço, foi dado, por cada um de vocês. Foram centenas de cliques, num único clique.

Foi um momento tão curto, porém eternizado aqui dentro, onde guardo o que realmente é essencial.

Merci, Olivier!

CARPE DIEM

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eu escrevo poesia

Eu escrevo poesia
Como o passarinho voa
Como pinto quando pia
Vagabundo quando à toa
Como a flor lança perfume
Como o peixe em seu cardume
Como a noite ama a lua
Como a estrela lá no céu
Faço verso assim ao léu
Pra animar vida sua

Eu escrevo poesia
Naquele antigo terreiro
Na auroridade do dia
Debaixo do cajueiro
Na cadeira que balança
Minha rima lhe alcança
Tal qual a flecha certeira
Que procura seu destino
Coração em desatino
De uma cabocla brejeira

Eu escrevo poesia
Em busca da boa rima
Em busca do novo dia
Que anuncia novo clima
Trazendo nova esperança
Sorriso de uma criança
Alegria apaixonada
Tudo cabe neste verso
O amor e seu inverso
Cabe o tudo e cabe o nada.

Eu escrevo poesia
Pra falar do bom da vida
Do sol que nos alumia
Do choro da despedida
Do sorriso da criança
Da boa nova, esperança
Da natureza em festa
Da gelada cachoeira
Da moça alegre e faceira
Numa noite de seresta.

Eu cada verso que escrevo
Eu retrato a natureza
Não sei se devo ou não devo
Incluir nele a tristeza
Semeio a simplicidade
Cultivo o amor de verdade
Nos pequenos versos meus
Por isso escrevo com calma
Aquilo que vem da alma
Com esse dom vindo de Deus

CARPE DIEM

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

BBB12 - O que esperar da Globo?

Eu fico impressionado com a capacidade que a Rede Globo tem de confundir as pessoas. Criar suas próprias verdades. Mudá-las, se for preciso, para manter sua dianteira no mercado. Nada demais. Uma empresa vive de resultados. E a Globo é uma empresa. A questão é que esta emissora é uma empresa, que tem como missão comunicar, transmitir informações, tendências e valores.

Um de seus programas de sucesso, que todos os anos, ocupa um espaço em sua grade é o Big Brother Brasil. Está na décima segunda edição. A edição atual apresenta números mais modestos que as edições anteriores, apesar das mudanças que começaram a ocorrer há um certo tempo. Uma delas é mudar o perfil dos participantes: O mínimo de pessoas comuns possível, no que diz a apresentação física, claro. Afinal, tudo é um gigantesco comercial de cerveja. Homens sarados e mulheres com corpos esculturais desfilando com o mínimo de roupa possível.

Cada um assiste o que quer. Fato!

Particularmente não me atrai esse tipo de programa. Porém, como todo brasileiro, não pude deixar de tomar conhecimento de um fato ocorrido no programa, na madrugada de sábado. Um vídeo que circula ainda, apesar do acordo da emissora com um portal de vídeo, com cenas de uma suposta relação sexual entre dois participantes. Até aí nada demais, afinal, depois de uma das tantas festas regadas a muita bebida, música e clima natural(?) de romance, muitos casais acabam se formando. Seja apenas para trocar um beijo, para engatarem um sincero (?) romance ou apenas ficar mesmo. Por uma noite.

Assisti ao tal vídeo, com cerca de sete minutos. E o que aparece neste vídeo é uma cena intrigante. Um casal que inicia algumas carícias, uma mulher que apaga do nada, devido ao alto volume de bebida e energético tomado durante toda a noite e um moço que continua suas investidas apesar do corpo inerte na cama. Tudo isso sob os famosos edredons da tal casa.

Não vou entrar no mérito do que aconteceu ou pode ter acontecido. Só eles sabem e quem estava filmando. A questão aqui é outra. Bem diferente do que rolou entre estes dois. A questão é que tipo de emissora deixa algo assim acontecer. Algo me diz que na dúvida, deve-se intervir. Vamos ver como essa vergonha toda se desenha:

  • Sábado - Festa, bebida, mulheres e homens fisicamente interessantes e interessados, estímulo, confinamento (coisa de circo), madrugada a dentro e o clima mais quente possível.
  • Domingo durante o dia - No dia seguinte, uma participante com dúvida sobre o que rolou e um outro afirmando que não rolou absolutamente nada. Internautas, que ficam 24 ligados (?) denunciam a tal cena. A emissora chama a participante e faz a única pergunta que não se obtém um "Sim", segundo aprendi quando criança: "Você está dormindo?". Ora, s e aconteceu algo com aquela moça, enquanto ela estava apagada, como ela se lembraria? Será que mostraram toda a gravação pra ela? Ou a confundiram mais?Não sabemos. O fato é que a emissora subestimou, mais uma vez, o poder da internet .
  • Domingo à noite - Enquanto os protestos pipocavam nas redes sociais, a poderosa, abria seu programa, com seu âncora pensador e filósofo, com a seguinte pérola: "O amor é lindo!" E apesar da cena ser, no mínimo, duvidosa, nem se pronunciou sobre o caso.
  • Segunda pela manhã - Polícia acionada (interessante que nenhum dos familiares da moça se manifestou), depoimentos tomados e mudança de comportamento da moça. De desconfiada, a feliz.
  • Segunda à noite - O âncora-pensador-filósofo solta um comunicado oficial, e evasivo sobre a exclusão do participante envolvido no caso, por quebra de conduta. Engraçado que o amor era lindo, na noite anterior, segundo o próprio apresentador.
Eu sinto vergonha por essa moça, por este rapaz, por todos aqueles que passam por um programa destes. Pessoas que se sujeitam a situações vexatórias em troca da possibilidade de ganhar uma alta quantia, a oportunidade de aparecer numa revista masculina ou obter um período de fama, após a saída do programa. As famílias destes dois não merecem isso.

O pior é que deturparam uma máxima: As imagens não mentem. Nesta emissora é o único lugar onde as imagens não mostram o que mostram. 

Bem! Todos trabalham duro e fazem apenas sua obrigação. Eu pergunto, diretamente para aqueles que estavam no controle das filmagens daquela madrugada. Com inúmeros ângulos da mesma cena, à sua disposição:

- Se fosse a filha, a esposa, a irmã de um de vocês, na dúvida, vocês continuariam achando que não foi nada demais e deixariam esta cena seguir em frente?

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sair de cena

Em alguns momentos na vida precisamos sair de cena. Faz bem. Seja para realinhar as ideias antigas, seja para buscar novas ideias. Em algumas datas esse realinhamento é quase coletivo, como numa virada de um ano para o outro. Ou numa noite de Natal, para aqueles que congregam da mesma crença. Então, por natureza, vivemos acostumados aos ciclos.

Sair de cena muitas vezes é importante para se enxergar uma situação com maior isenção. 

Sair de cena também é importante para compreender um pouco mais de nós mesmos e do outro.

A escrita, para mim, é uma extensão da minha vida. Eu sou fascinado pela palavra e pelos significados que ela adquire a medida que a manipulamos. Encaixa-se uma palavra aqui, outra ali e uma frase nasce, com toda sua magia e encanto. 

Por isso saí de cena, por um período, a palavra me fascinava tanto, que quase me perdi dentro dela. Hoje estou aqui. A palavra também. Que sejamos felizes...

Até o próximo fim de um ciclo...

É bom estar de volta... sempre é bom!

CARPE DIEM 
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