quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A dança em 3 atos - Primeiro Ato

Raul e Paula estavam especialmente ansiosos naquele dia. Também não era por menos, seria o grande dia da apresentação do número de dança do casal.

Raul, durante o café da manhã, recordava com alegria o quanto a ideia de Paula fizera bem ao casamento deles. Este ano comemorariam 10 anos juntos! Em grande estilo, com um número de tango.

Ele não conteve o riso quando se lembrou do convite de Paula, há quase um ano atrás. Na verdade, foi mais uma intimação que convite. Ela simplesmente lhe deu a notícia da seguinte forma, com certa urgência na voz, “Raul, vamos dançar!”.

Ele assustado, sorriu e lembrou que nunca mais, neste tempo todo dançaram. A última vez que dançaram algo foi no dia do casamento deles. E na verdade ele detestou tudo aquilo. Tanto protocolo. Rezava pra que essas “obrigações” terminassem para que fossem para a Lua de mel. Terminou e junto com isso, pensou ele ironicamente, a carreira de dançarino de Raul.

Nos 10 anos seguintes, colecionaram momentos felizes, outros tantos tristes, crises e sempre faltava algo que os unia mais. Depois dos filhos e da correria para se criar os filhos, a distância entre eles só fez aumentar.

Foi no meio da acomodação dos dois que Paula surgiu com essa ideia maluca. Ela argumentava que não queria mais ir às festas e ficar sentada, por ter vergonha de dançar sem saber. E assim foram os dois.

As primeiras aulas foram uma catástrofe. Eles eram, com toda certeza, o pior casal daquela turma. Eles eram tão desajeitados que viraram piada entre os colegas de turma. Todos os chamavam de cintura de aço. E diziam ter pena de Paula, de ter um cavalheiro tão desajeitado. Ela consolava Raul, com seu sorriso, que ele sempre admirava.

O tempo passou. Eles começaram a entender o ritmo, a entrar no ritmo. As palavras de incentivo da professora de dança foram muito importantes. E o melhor de tudo isso foi que conforme iam aprendendo o movimento, mais se aproximavam e mais cúmplices se tornavam.
Ele se lembrou, naqueles minutos de viagem, o primeiro dia, no meio de uma dança, em que a professora lhes pediu para olharem dentro dos olhos um do outro. Ele olhou para Paula. Ela olhou para ele. Era como se o mundo se revelasse através dos olhos dela. Por alguns segundos, ficaram paralisados, perdidos (ou encontrados) neste olhar.

Se no início ele reclamava para acompanhar Paula (atender um capricho dela, como falava inicialmente), agora ele era o primeiro a ficar pronto. Reuniões de quartas-feiras ele não aceitava. Era a noite dele e de Paula. Quando eles se uniam, se religavam.

Ele despertou desse devaneio com Paula chamando-o e lembrando-o que hoje a noite seria muito especial. Ela sorria enquanto falava e isso sempre o deixava encantado. Ele estava pronto. Eles estavam prontos.

Naquela noite, no grande teatro da cidade, os principais casais apresentaram seus números para uma grande platéia e jurados exigentes.

Raul e Paula foram os penúltimos. Ao som do tango, eles pareciam flutuar na pista. Parecia uma pessoa. Integrados e entregues totalmente um ao outro.

Com os olhos marejados, por conta da emoção de ouvir os aplausos entusiasmados vindos da plateia e de mãos dadas se entreolharam como um casal apaixonado. Estavam felizes e pouco importava se seriam os melhores. Para ambos, eles já eram os mais perfeitos dançarinos numa categoria só deles. Os dançarinos do amor. ele dizia para ela baixinho, "Conseguimos, meu amor! Conseguimos!"

Sim! Eles conseguiram e foram os melhores daquela noite. Sim! Eles foram os melhores daquele amor dançarino.

Raul e Paula, sempre que podem, estão dançando. Sentem-se livres e unidos ao mesmo, segundo eles contam aos amigos. Aliás, aos poucos, mais e mais amigos em comum participam das quartas dançantes que o casal promove, na escola de dança que um dia mudou a vida deles.

Fim do primeiro Ato!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vamos dançar?


Se a poesia se expressa através das palavras
A dança é a sua manifestação física
A dança está para o homem, como voar está para as aves
Dançar poderia ser o sinônimo de liberdade. Afinal, a dança liberta!
Se você nunca dançou, sinto muito, ainda não sabe muito de viver
A dança começa antes da dança. Começa no coração do dançarino.
A dança aproxima e envolve tal qual um beijo.
Na dor dance! Algo de extraordinário acontecerá!
Pense na dança como algo inerente do seu ser
Movimentar os pés, as mãos e o corpo libertam a mente
Experimente uma dança a dois
Arrisque um passo novo
Voe e dance!

Vamos dançar?

CARPE DIEM

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O menino que cultivava sonhos




 As cadeiras voavam e, por isso, além de pernas, tinham asas
Certa vez ele falou com uma lagartixa que lhe explicara tudo sobre como ficar grudado no teto.
 Formigas de manhã são mais mal humoradas
 Ele gostava de ver a lua na companhia do seu crisântemo de estimação
 A água do riacho em que nadava cismava em lhe fazer cócegas
 Possuía uma folha tão pequena que enganava pela idade que tinha
 Aquele sapato cismava em andar na cabeça
 O lixo sempre reclamava quando ele jogava comida fora
 Não gosta de pêras. Elas gemiam quando ele as mordia
 Pisar em ovos sempre foi uma coisa comum pra ele
 No momento ele acredita mais nas paredes, que nas portas
 Ele sempre cismava quando via aquela pomba que falava chinês
 Uma taturana lhe confidenciara que não gostava dos homens por causa deste apelido
 Ele descobriu depois que fora por causa de um tatu, que comera toda sua família
 Nas manhãs de sol ele preferia tomar banho naquela cachoeira que subia com grande força
 No fim de tarde ele perguntava muitas coisas para as raízes das árvores.
 Ele já presenciou a incrível batalha do caramujo com um louva-deus selvagem. 

O caramujo conseguiu fugir a tempo!
 Ele dormia sempre no galo daquela roseira. Pena que era muito alto
 Ele já caiu no sono. Levantou-se com uma dor no ombro, fruto da queda
 Um dia ele correu tanto do Pé de vento que foi parar onde Judas perdeu as botas.
 Ele tinha uma janela que a cada vez que abria, encontrava uma paisagem nova
 Ele não gostava de cometas. Falam pelos cotovelos!
 Nuvem é bom no café da manhã
 O urubu está na lista de seus melhores amigos
 Aquela vassoura cismava em almoçar mais cedo
 Ele não largava a chave que abria pensamentos
 Sempre fique atento aos liquidificadores. Eles adoram voar por aí e são muito estabanados.
 Aos domingos ele empinava chaminés. Fazia desenhos incríveis de fumaça
 Aquele travesseiro adorava ir à escola com ele. Sempre fora bom de matemática!

 A mãe dele ultimamente cismou com seu elefante. Reclamava que andava muito quieto
 Quem ria por ultimo sempre provocava risos nos que riam primeiro.
 Ele guarda num lugar seguro aquela calculadora que somava bolhas de sabão
 Certa vez ele foi ao espaço e voltou numa bolha bem pequenininha. No começo ele ficou surpreso. Só bem depois entendeu tudo!
Pra ir à escola ele preferia o caminho que andava por ele. Era bem mais rápido!
 Uma vez ele se perdeu na floresta. A sorte dele foi que um jequitibá começou a gritou bem alto e logo apareceram as lontras guerreiras que lhe indicaram o caminho de casa.
 As formigas são mais bem humoradas nos fins de tarde. Adoram dançar. Ele sempre achou graça na dança delas.
Um dia, o sol antes de se por, falou pra ele parar de rir da cara dele. Pediu desculpas, porém não se conteve. O sol resolveu rir também.
Embaixo da mesa a maçã tem outro gosto.
 Preguiça boa é aquela que fala baixinho e devagar. Dá um sono!
 No meio do sonho ele sempre tomava notas dos acontecimentos normais, como por exemplo, beber água num copo
Aquele travesseiro adorava ir à escola com ele. Sempre fora bom de matemática!

CARPE DIEM

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bom dia Sol!


Vem com seus raios que transformam tudo em volta
As cores tornam-se mais vívidas ao seu toque
A água cintilante reflete sua margem, ganha vida!
Bichos se espreguiçam à sua chegada
Pássaros cantam saudando o nascimento diário
Poesia de todos os cantos...

As árvores esticam seus galhos como se quisessem colher a luz
O vento remexe com a paisagem das folhas caídas
Nuvem criam formas e dão formas ao céu azulino

Na cidade grande, praças, alamedas ganham vida
Contraste entre o construído e o criado
Entre o humano e o divino

O sol que chega com sua luz todos os dias
Bom dia! Nos fala o Sol, docemente
Aquece alma, corações, esperanças
E nos convida a colher o dia
A aproveitar a alegria de viver intensamente
Nos convida a amar a vida, as pessoas 
A esquecer um pouco da corrida diária, das diferenças 
De dores que ficaram no passado e nada têm a ver com o presente

Por isso, eu lhe convido especialmente no dia de hoje:

CARPE DIEM

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Lembranças dos fins de semana com Bruce Lee

Quando eu era menino eu adorava o final de semana. 
Era quando se podia acordar mais tarde.
Era dia de sair de casa
Algumas vezes dá uma volta
Ir num parque
Ir à praia
Ir na casa de amigos da família ou de parentes
Casa de parentes era legal.
Criança gosta de casa de tio e de avô
Por que lá sempre tem outras crianças que também vão
Primos do seu tamanho
Primos maiores que você quer imitar.


Eu era o primo mais velho
Então meu espelho sempre foram meus tios
Principalmente os caçulas da família.
Brincávamos de tudo
Empinar pipas, polícia e ladrão, pega pega,
e por aí a gente seguia.


Pais bravos por que sempre voltávamos pingando de suor
Criança não sente calor igual adulto
Criança corre mais ainda no calor
Aí derrete!


A grande alegria, minha e de meus tios caçulas, era levar a sério os treinamentos de Bruce Lee
Um deles conseguiu uns livros que se comprava pelos correios
Foi uma festa!
E tentávamos copiar os golpes dos livros
Éramos em quatro discípulos
Eu e meus três tios mais novos.


Bruce Lee era nosso ídolo!
Nós éramos cópias de Bruce Lee!


O treinamento foi deixado de lado aos poucos
Os livros foram aposentados
Nunca nos tornamos shao lin
Ficaram apenas as risadas e a lembrança das inúmeras quedas!


Tempos idos!


CARPE DIEM

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poema das descobertas inúteis (e de coisas que ainda não sei ao certo)

Outro dia eu estava com tanta sede
Fui correndo beber água e tropecei
A dor foi tanta, que perdi a sede
Descobri que além da água
Tropeção também mata a sede
Por experiência própria
Escolha beber água
...
Correr de costas bem rápido
Dá uma sensação de voar
Dói apenas quando você cai
Descobri que voar pode doer
Descobri também por que os pássaros
preferem voar para frente
Pássaro exímio é o beija-flor
Que voa de fasto
...
No meio do barulho
Gritar pedindo silêncio
Aumenta o som do barulho
Melhor seria pedir barulho
Será que assim fariam silêncio?
...
Descobri que a gente 
só para de esquecer uma coisa
Quando se lembra dela
Lembrei disso agora...
...
Existem palavras que tranquilizam
Harmonia, carinho, paz, serenidade
Existem palavras que metem medo
Furúnculo, colostro, miséria
E pensar que não passam de letras juntas.
...
Quando menino eu ouvia ainda na escola
Ou da boca dos parentes
Que alguém tinha descoberto o Brasil
Eu ficava na cama, antes do sono chegar
Imaginando o tamanho do lençol...
...
Eu descobri outro dia
Que quando você tenta muito parar de pensar
O pensamento vem mais depressa
O melhor é fingir que nem liga pro pensamento
Ele vai embora.
...
Eu tenho provas concretas
que a morte não existe
todos os dias eu como algo
pra matar a fome
Ela renasce igualzinha no dia seguinte
Pra mim isso é prova incontestável.
...
Eu descobri
que andar em círculos
é o caminho mais longo
pra se chegar onde você já está.
...
Eu descobri
Que existem coisas sem pé e nem cabeça
É sabido que elas não pensam nada
E nem saem do lugar.
Talvez isso explique muitas coisas que não entendemos.

CARPE DIEM

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Noites de Luar



Em noites de luar é demais...


Namorar
Uma viagem noturna, pois se torna mais acompanhada
Sentir-se criança, imaginando como será lá
Contar causos, numa grande roda
Sussurar coisas no ouvido da pessoa amada
Quando acompanhadas de estrelas, parecem mágicas
Fazer uma caminhada gostosa
Sentir o vento batendo no rosto
Escrever poesia
Lembrar de coisas boas
Pensar em pessoas queridas que estão distantes
Sonhar acordado
Deitar numa rede, na varanda
Ouvir uma moda de viola
Cantar com os amigos
Acampar no mato
Tomar banho de cachoeira
Nadar no mar
Sentir a brisa
Comer uma pizza num deck qualquer
Prosear
Ouvir o som do vento nas árvores
Sentar-se numa varanda
Ouvir uma boa música para os ouvidos
 Acender um incenso de sândalo
Ler um bom livro
Melhor: Apreciar Manoel de Barros
Contar estrelas
Lembrar que isso pode fazer com que nasçam verrugas no seu dedo
Rir deste pensamento em seguida
Como é incrível viver, em noites de luar
Imaginar como foi que tudo isso que está no céu foi feito
Deixar tristezas de lado
Lembrar que no outro dia cedinho, começa um novo dia! Nova chance de recomeçar!
Perder o sono, olhando o céu
Ficar em silêncio, ouvindo o som das batidas do coração
Fazer planos inspirados
Lembrar dos tempos de criança
Lembrar das histórias do vovô e do carinho da vovó
Sentir-se parte de tudo isso.


CARPE DIEM

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sob os nossos pés...

Sob os nossos pés
Marcas dos caminhos que já passamos
Caminhos de chão batido
Caminhos de pedra

Sob os nossos pés
Fundo de riacho
Pés molhados
Refresco que revigora

Sob os nossos pés
Histórias antigas
Lendas e causos
Lembranças

Sob os nossos pés
Ponto de partida
Linha de chegada
Festança

Sob os nossos pés
Flores do campo
Folhas secas
Barulhos

Sob os nossos pés
Ondas do mar quebrando
Areia molhada
O mundo!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quem cala consente.


Consentir é permitir, é concordar, estar de acordo com, abrir mão de opinião e decisão própria, é confiar decisão sua à terceiros, ou seja, é terceirizar a decisão para outro.

Uma criança por exemplo sempre terá como primeira opção consentir as decisões aos pais. Afinal, ela não tem todos os elementos para decidir algo relevante.

Um adolescente também, embora mais independentes, dependem dos pais para tomarem certas decisões e por isso consentem. Porém nem sempre, silenciam.

Um adulto pode consentir por que o argumento alheio é melhor ou a pessoa que indicou a decisão é "perita" ou experiente para tal.
Agora, e quando já adultos, silenciamos por apatia? Por preguiça? Por falta de atitude? 

E quando calamos apenas para não se "estressar"? Apenas para deixar as coisas como estão? Apenas para "deixar pra lá"? Apenas... Apenas...

Creio que seria legal deixar um lembre aqui: O silêncio pode não ser ouvido pelo outro, porém você sempre ouvirá o seu silêncio e algo me diz que alguns "silêncios" precisariam e muito serem ouvidos. E não apenas por você. Por que chega um momento, que é tanto barulho aí dentro, que você pode não suportar mais. E...?

E aí eu te pergunto:
Até que ponto devemos silenciar? 
Até que ponto silenciar é respeito ou justamente o contrário?
Até que pontos devemos agir como pequenos rebeldes sem causa alguma? 
Até que ponto devemos optar pela terceirização de nossa vida, apenas para não ter que ser incomodado?
Até que ponto devemos nos calar, olhando o outro como se fosse coisa alguma?

Silenciar é mais fácil para quem acha que as pessoas que a amam querem apenas "incomodar".
E como diria os silenciosos de plantão:
"Deixa eu!"

Deixa eu pra que mesmo?

Enquanto isso a vida passa.

CARPE DIEM

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amar - A moda da vez!


Eu prefiro ser mais otimista com o ser humano. Escolho acreditar ainda nos valores familiares, das amizades, da coletividade, ao invés de me conformar com os alarmantes discursos individualistas, do tipo, "eu prefiro viver só."

Não é porque meus pais vivem separados que vou deixar de crer que ambos são importantes na minha vida. Não é porque, as vezes, as familias se desentendem, que não vou me esforçar para o entendimento. Não é por que um pai ou uma mãe abandona um filho ou uma filha, que vou acreditar que o mundo está perdido e que este filho sofrerá para sempre. Não! Me recuso.

Tenho provas suficientes de que uma mãe pode criar seus filhos sozinha e com o apoio da família e dos próprios filhos transmitir valores para estes.

Tenho prova suficientes que os filhos podem amar pais que nunca viram e perdoá-los um dia, ao revê-los.

E o amor, no final das contas, é o grande mestre regulador disto tudo.

Uma pessoa que se isola, dentro de si mesma, atenta contra o amor. Por que ele só funciona para nós, quando distribuímos, compartilhamos, sorrimos e choramos juntos.

É bom ter manias? É bom ter momentos de introspecção? É bom termos o nosso "cantinho" e o "nosso jeito que todos devem aceitar"? 
Sim. É bom todos estes estereótipos que criamos para justificar a nossa falta de paciência com o próximo e com o trabalho que dá, manter relações.

Mas nada se compara a visão de ver uma família celebrando conquistas e mudanças de fases na vida dos seus. E por acreditar em tudo isso, eu ainda choro emocionado, quando vejo que as famílias são possíveis.

Que irmãs podem declarar amor mútuo publicamente. Que mães choram emocionadas com o crescer dos filhos. Que avós, tios, primos e amigos se reúnem só para celebrar algo importante para uma pessoa. Por que no fundo aquele momento é importante para todos. Isto é o amor.

Então, entre o discurso simplista, temperado com falta de atitude e a crença no amor, temperado com atitude e entrega, eu fico com a segunda opção.

Vamos combinar que ser indiferente a um carinho de alguém que nos ama, não está mesmo com nada. Um namorado ou uma namorada que se recusa ser amoroso e carinhoso numa relação é pra lá de egoísmo. Um pai que deixa de ser carinhoso e atencioso com seu filho é uma falta de prática amorosa daquelas. Filhos que acham que seus pais são máquinas de produzir desejos é no mínimo deprimente. Está na hora de amar e fazer papel de ridículo.

Sugiro que os adultos tomem algumas lições com as crianças, que são tão simples em amar e sabem que não tem nada de ridículo abraçar na frente de pessoas estranhas, cantar aquela musiquinha que aprendeu na escola para o papai e para a mamãe, no meio de um restaurante lotado (enquanto o incompetente do pai está preocupado em não passar vergonha e pede para que ele se cale ou cante baixo...) e por aí vai.

Venho percebendo que isolar-se e impor essa falta de vontade de conviver e se expor aos que nos rodeia está totalmente "démodé". 

É isso aí! Vamos entrar na moda, meus queridos!

CARPE DIEM

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Medo de quê?

Tem uma música do Renato Teixeira, chamada "Medo de quê" que diz:

"Os caminhos todos temos mesmo um dia que passar
O sentido desta vida é ir em frente, caminhar
O amor é uma flor que nasce em qualquer lugar
E essa flor um dia a gente colhe."
...
E a vida é assim mesmo. Tudo acontece de forma natural. Cada pessoa tem uma determinada importância na nossa vida. Uma razão de existir. E os caminhos? Bem. Os caminhos estarão sempre a nossa disposição. Poderemos seguir pelo caminho da direita, da esquerda, caminho que está a nossa frente, retroceder. E a única certeza é que fica é que temos que seguir.

Numa outra estrofe ele fala o seguinte:

"O destino rola solto feito bola de bilhar
O futuro nunca dorme, seu trabalho é te puxar
Você pode ser caipira, não lhe custa, é só tentar
A razão é sua, escolha como usar."

Pois é. O destino sempre seguirá. E o futuro, o crescimento, o amadurecimento existe para isso, para nos puxar. E todos nós temos recursos suficientes para seguir em frente. Sempre!

E olha que interessante a vida. Para cada fase de nossa vida, temos recursos e condições suficientes para seguir em frente. Existiu um tempo que cada um de nós fomos crianças. E neste tempo fazíamos coisas de crianças, como crianças. Quando nos tornamos adolescentes, pensávamos como adolescentes e fazíamos coisas de adolescentes. Talvez, alguns ainda o sejam. E tem um momento que nos tornamos adultos. E temos recursos de adultos, responsabilidades de adultos e agimos como adultos.

Na fase adulta é onde ocorre um grande engano de quem entra nela ou de quem não se dá conta que ela chegou. A grande maioria das pessoas confunde ser adulto com deixar de ter leveza. Você pode ser adulto e ter um espírito jovial, ter mente aberta, ter hábitos saudáveis. Você não perdeu nada, nesta transição. Na verdade, você ganhou!

Ganhou maior mobilidade, visão, experiência. Nesta fase que se iniciam as conquistas. O respeito aumenta, a confiança aumenta e as pessoas nos enxergam de forma diferente. Com respeito.

O início da fase adulta é a fase do plantio. É quando nos sacrificamos um pouco para ter dias melhores lá na frente. Estudamos, trabalhamos, namoramos, aprendemos. Tudo acontece nesta fase. E se tem uma coisa que não existe atalho, é o aprendizado. Não dá pra se pular fase, como num videogame. Tem que vencer. Uma por uma. Até chegar no futuro que você escolheu.

Escolheu ter amigos verdadeiros? Construa relações sólidas.
Escolheu ser um profissional de sucesso? Estude com dedicação.
Escolheu ter uma família? Seja leal e presente em suas relações de namoro. Uma destas relações darão origem a sua própria família.
Escolheu ser independente? Trabalhe com afinco, economize e seja responsável por seus atos. Ganhe credibilidade.
Escolheu ser nada? Bem. Aí não tem jeito. Por que nada nunca ninguém pode ser. Lembra? A vida te puxa, o futuro te impulsiona e você desperta.

E quando na fase adulta nos comportamos como eternos adolescentes e não escolhemos nada? Alguém escolherá para nós. E isto não é nada agradável. É muito estranho ter pessoas escolhendo o nosso caminho. Sendo que nós que vamos trilhá-lo.

E como diria Raul Seixas: "É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro."


CARPE DIEM

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Será?

Vivemos fazendo planos. Supondo coisas. Criando expectativas. Sobre praticamente tudo. E desta forma trazemos para nós criamos situações que ora nos fazem felizes, ora nos deixa apreensivos, sem que absolutamente nada tivesse realmente acontecido.

Podemos chamar as preocupações e expectativas que nunca se concretizaram de:
  • Preocupações desnecessárias ou
  • Falsas expectativas
Quando começamos a querer antecipar acontecimentos, afim de prever o que acontecerá em seguida, começamos a vivenciar, a partir do nosso cérebro, alterações em nosso organismo e emoções que alteram todo o sistema para aquele estado projetado.

É mais ou menos assim:
Imagine que você terá uma prova importante no dia seguinte e acredita que não está preparado o suficiente. Pensar numa situação dessa desencadeia em você insegurança, por que na sua visão, a preparação foi insuficiente e desta forma, é claro que você só poderá ir mal na tal prova e ainda mais, terá que contar com a sorte.

Toda essa suposição levará você a imaginar algo que não aconteceu e que pode nem acontecer, "você ir mal na tal prova". Essa projeção fará com que seu corpo e mente funcionem como uma pessoa que foi mal numa prova (observe que a prova ainda não aconteceu) desde o dia anterior e certamente você terá grandes possibilidades de ir mal nesta prova, por conta desta preparação do organismo para que você fracasse. Afinal, você encarará todas as questões como difíceis, desde o início da prova.

Agora poderia acontecer o contrário? Poderia. Você não se preparar adequadamente e ter excesso de confiança na tal prova e claro que você poderá ir mal também. Só que esta possibilidade é menor, por que certamente você contará com um fator que todos chamam de sorte, mas que na verdade não tem a ver com a tal sorte. Tem a ver com a disposição de fazer dar certo e assim, você enxerga todas as questões com um olhar positivo, confiante.

O que uma prova tem a ver com tudo isso? Tudo e nada.

Viver, estudar, trabalhar, conviver com pessoas novas, descobrir novas possibilidades, enfrentar novos desafios, namorar, terminar um namoro, casar, ter filhos, enfim, essas são nossas provas diárias. E podemos fazê-las confiando que estamos preparados para todas e desta forma, entrar de cabeça em cada um delas ou temer o que acontecerá amanhã.

E surgem dúvidas como, "Será que ela ou ele gosta de mim?", "Será que estou bonito ou bonita?", "Será que consigo ir bem na entrevista?", "Será que estou preparado para ser pai ou mãe?", "Será que deveria ter dito o que disse?", "Será que ele/ela entendeu o que eu disse?", 'Será que entro de cabeça?", "Será... ?", "Será... ?", "Será... ?" etc etc etc.

Estas dúvidas elucidam algo? Não! Elas apenas nos colocam mais dúvidas na cabeça e nos alimentam com inseguranças, medos, desconfianças, ente outros sentimentos.

Bem, é importante sempre seguir em frente. Na vida jamais economize. Experimente novas situações, aproveite, entregue-se. O que terá a perder? AS vezes com tanto medo de ouvir um "NÃO" deixamos de escutar um delicioso e maravilhoso "SIM". E tudo por que? Preocupações e expectativas.

E o mais interessante é que quando deixamos de tentar algo ou de fazer algo, também temos um "NÃO". A inércia leva ao nada. Percebem aqui a peça que a vida nos prega? 
Deixar de fazer algo para se conseguir algo é igual a um sonoro "NÃO" da vida. Só que um "NÃO" de nós para nós mesmos.
Tentar fazer algo, ir em frente é igual ao risco de receber um "SIM" da vida. 
Resumindo, todos nós temos o nosso "NÃO" para o que queremos. O risco que corremos quando tentamos é o de ganhar um "SIM"!

Pode parecer confuso. Mas ambos sabemos, bem no fundo, sobre o que estou falando.

Vamos dizer mais "SIM" para a vida!

CARPE DIEM

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre nossas cabeças...


Sobre nossas cabeças o céu
O entardecer nos convida ao abraço
Ao afago

Sobre nossas cabeças o fim de tarde
Avermelhando o céu
Um convite aos olhos que se impressionam
Com a mágica visão da natureza

Sobre nossas cabeças as nuvens
Com suas formas diversas
Um convite a imaginação
Que vagueia pelo espaço

Sobre nossas cabeças as estrelas
Pequenas luzes
Vagalumes intergalácticos
Viagem espacial
Especial

Sobre nossas cabeças o luar
Clareia céu
Convida os românticos para o mundo encantado dos poetas
A lua dos enamorados
Dos viajantes
Dos retirantes

Sobre nossas cabeças as idéias
Os sonhos
Os desejos
A certeza de que tudo é possível
Basta aceitar o convite da vida
E de fato, querer...

Sobre nossas cabeças uma frase
Deveria fazer morada
“Eu quero. Eu sou. Eu posso”
É a vida que nos convida a viver!

CARPE DIEM

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Viver e o voo em bando


Quando estamos prontos para executar nossos primeiros voos solos? Será que existe uma regra? Eu creio que não. Depende de cada um.
Depende do momento. Depende do apoio que tivemos.

Agora que tal observarmos os especialistas em voos. Sim. Eles mesmos! Os pássaros! Normalmente eles voam em bandos, ou no mínimo em pares. Os pássaros migratórios voam em formação V, por que esta formação facilita a movimentação deles no ar, protege os mais velhos e os mais novos e estimula percorrer grandes distâncias.

Viver tem um pouco de voo solitário, outro tanto de voo em bando. As grandes resoluções, os grandes acontecimentos são como os períodos de migração dos pássaros, ora em busca de calor, ora em busca de alimento suficiente para todos. Quanto mais apoiados estivermos, em melhor condições chegaremos ao nosso destino.

Uma coisa é certa, sempre será bom ter alguém com quem contar nas horas difíceis. Melhor ainda ter alguém com quem compartilhar nossas pequenas alegrias diárias. 

"Viver, é um eterno bater de asas, rumo aos nossos sonhos, num céu repleto de possibilidades."

CARPE DIEM
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