O dia 18 de dezembro do ano de 1990, foi um dia inesquecível. Aliás, foi uma madrugada inesquecível. Ela dava sinais que estava prontinha pra chegar e que chegaria há qualquer momento. Ansiosos, madrugada a dentro, mal dormimos. Os primeiros raios de sol anunciava que logo estaríamos os três juntos.
E no meio do dia, sol a pino, chega a tão esperada pessoinha. Nascia nosso girassol.
Enquanto lá dentro todos se ocupavam dos preparativos e da própria chegada, um solitário agitado caminhava de um lado para o outro, querendo desesperadamente notícias.
E os segundos tornavam-se minutos; minutos tornavam-se horas; horas então, uma eternidade.
Qual não foi a explosão de alegria quando a notícia chegou até ele. Nasceu! Linda! (Claro que não restava dúvidas quanto a isso, naquele dia, naquela espera). E como sempre dizem as avós, "o importante é que venha com saúde". E veio. Bela e saudável.
Naquele dia, ele estava só e foi assim que ele tomou contato com ela pela primeira vez. Separados por um vidro, ela com suas roupas de menina, ele com sua cara de bobo. Pegá-la no colo foi algo indescritível. Nascia ali um girassol, que iluminaria a vida de todos para sempre.
Talvez esse momento solitário, esse desejo de tê-la e vê-la bem, explica o cuidado com que cuida, rega, encaminha, direciona as pétalas do girassol, que um dia chegou e mudou pra sempre a sua vida.
Um pouco mais de vinte anos depois, ela está no seu esplendor. Correndo atrás dos dias. Responsabilidades. Futura jornalista? Bem... O tempo dirá! Deixemos isso com a vida. Para um pai, basta que ela seja filha!
"Um pai vale mais do que uma centena de mestres-escola"
George Herbert
CARPE DIEM


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