segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quem cala consente.


Consentir é permitir, é concordar, estar de acordo com, abrir mão de opinião e decisão própria, é confiar decisão sua à terceiros, ou seja, é terceirizar a decisão para outro.

Uma criança por exemplo sempre terá como primeira opção consentir as decisões aos pais. Afinal, ela não tem todos os elementos para decidir algo relevante.

Um adolescente também, embora mais independentes, dependem dos pais para tomarem certas decisões e por isso consentem. Porém nem sempre, silenciam.

Um adulto pode consentir por que o argumento alheio é melhor ou a pessoa que indicou a decisão é "perita" ou experiente para tal.
Agora, e quando já adultos, silenciamos por apatia? Por preguiça? Por falta de atitude? 

E quando calamos apenas para não se "estressar"? Apenas para deixar as coisas como estão? Apenas para "deixar pra lá"? Apenas... Apenas...

Creio que seria legal deixar um lembre aqui: O silêncio pode não ser ouvido pelo outro, porém você sempre ouvirá o seu silêncio e algo me diz que alguns "silêncios" precisariam e muito serem ouvidos. E não apenas por você. Por que chega um momento, que é tanto barulho aí dentro, que você pode não suportar mais. E...?

E aí eu te pergunto:
Até que ponto devemos silenciar? 
Até que ponto silenciar é respeito ou justamente o contrário?
Até que pontos devemos agir como pequenos rebeldes sem causa alguma? 
Até que ponto devemos optar pela terceirização de nossa vida, apenas para não ter que ser incomodado?
Até que ponto devemos nos calar, olhando o outro como se fosse coisa alguma?

Silenciar é mais fácil para quem acha que as pessoas que a amam querem apenas "incomodar".
E como diria os silenciosos de plantão:
"Deixa eu!"

Deixa eu pra que mesmo?

Enquanto isso a vida passa.

CARPE DIEM

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amar - A moda da vez!


Eu prefiro ser mais otimista com o ser humano. Escolho acreditar ainda nos valores familiares, das amizades, da coletividade, ao invés de me conformar com os alarmantes discursos individualistas, do tipo, "eu prefiro viver só."

Não é porque meus pais vivem separados que vou deixar de crer que ambos são importantes na minha vida. Não é porque, as vezes, as familias se desentendem, que não vou me esforçar para o entendimento. Não é por que um pai ou uma mãe abandona um filho ou uma filha, que vou acreditar que o mundo está perdido e que este filho sofrerá para sempre. Não! Me recuso.

Tenho provas suficientes de que uma mãe pode criar seus filhos sozinha e com o apoio da família e dos próprios filhos transmitir valores para estes.

Tenho prova suficientes que os filhos podem amar pais que nunca viram e perdoá-los um dia, ao revê-los.

E o amor, no final das contas, é o grande mestre regulador disto tudo.

Uma pessoa que se isola, dentro de si mesma, atenta contra o amor. Por que ele só funciona para nós, quando distribuímos, compartilhamos, sorrimos e choramos juntos.

É bom ter manias? É bom ter momentos de introspecção? É bom termos o nosso "cantinho" e o "nosso jeito que todos devem aceitar"? 
Sim. É bom todos estes estereótipos que criamos para justificar a nossa falta de paciência com o próximo e com o trabalho que dá, manter relações.

Mas nada se compara a visão de ver uma família celebrando conquistas e mudanças de fases na vida dos seus. E por acreditar em tudo isso, eu ainda choro emocionado, quando vejo que as famílias são possíveis.

Que irmãs podem declarar amor mútuo publicamente. Que mães choram emocionadas com o crescer dos filhos. Que avós, tios, primos e amigos se reúnem só para celebrar algo importante para uma pessoa. Por que no fundo aquele momento é importante para todos. Isto é o amor.

Então, entre o discurso simplista, temperado com falta de atitude e a crença no amor, temperado com atitude e entrega, eu fico com a segunda opção.

Vamos combinar que ser indiferente a um carinho de alguém que nos ama, não está mesmo com nada. Um namorado ou uma namorada que se recusa ser amoroso e carinhoso numa relação é pra lá de egoísmo. Um pai que deixa de ser carinhoso e atencioso com seu filho é uma falta de prática amorosa daquelas. Filhos que acham que seus pais são máquinas de produzir desejos é no mínimo deprimente. Está na hora de amar e fazer papel de ridículo.

Sugiro que os adultos tomem algumas lições com as crianças, que são tão simples em amar e sabem que não tem nada de ridículo abraçar na frente de pessoas estranhas, cantar aquela musiquinha que aprendeu na escola para o papai e para a mamãe, no meio de um restaurante lotado (enquanto o incompetente do pai está preocupado em não passar vergonha e pede para que ele se cale ou cante baixo...) e por aí vai.

Venho percebendo que isolar-se e impor essa falta de vontade de conviver e se expor aos que nos rodeia está totalmente "démodé". 

É isso aí! Vamos entrar na moda, meus queridos!

CARPE DIEM

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Medo de quê?

Tem uma música do Renato Teixeira, chamada "Medo de quê" que diz:

"Os caminhos todos temos mesmo um dia que passar
O sentido desta vida é ir em frente, caminhar
O amor é uma flor que nasce em qualquer lugar
E essa flor um dia a gente colhe."
...
E a vida é assim mesmo. Tudo acontece de forma natural. Cada pessoa tem uma determinada importância na nossa vida. Uma razão de existir. E os caminhos? Bem. Os caminhos estarão sempre a nossa disposição. Poderemos seguir pelo caminho da direita, da esquerda, caminho que está a nossa frente, retroceder. E a única certeza é que fica é que temos que seguir.

Numa outra estrofe ele fala o seguinte:

"O destino rola solto feito bola de bilhar
O futuro nunca dorme, seu trabalho é te puxar
Você pode ser caipira, não lhe custa, é só tentar
A razão é sua, escolha como usar."

Pois é. O destino sempre seguirá. E o futuro, o crescimento, o amadurecimento existe para isso, para nos puxar. E todos nós temos recursos suficientes para seguir em frente. Sempre!

E olha que interessante a vida. Para cada fase de nossa vida, temos recursos e condições suficientes para seguir em frente. Existiu um tempo que cada um de nós fomos crianças. E neste tempo fazíamos coisas de crianças, como crianças. Quando nos tornamos adolescentes, pensávamos como adolescentes e fazíamos coisas de adolescentes. Talvez, alguns ainda o sejam. E tem um momento que nos tornamos adultos. E temos recursos de adultos, responsabilidades de adultos e agimos como adultos.

Na fase adulta é onde ocorre um grande engano de quem entra nela ou de quem não se dá conta que ela chegou. A grande maioria das pessoas confunde ser adulto com deixar de ter leveza. Você pode ser adulto e ter um espírito jovial, ter mente aberta, ter hábitos saudáveis. Você não perdeu nada, nesta transição. Na verdade, você ganhou!

Ganhou maior mobilidade, visão, experiência. Nesta fase que se iniciam as conquistas. O respeito aumenta, a confiança aumenta e as pessoas nos enxergam de forma diferente. Com respeito.

O início da fase adulta é a fase do plantio. É quando nos sacrificamos um pouco para ter dias melhores lá na frente. Estudamos, trabalhamos, namoramos, aprendemos. Tudo acontece nesta fase. E se tem uma coisa que não existe atalho, é o aprendizado. Não dá pra se pular fase, como num videogame. Tem que vencer. Uma por uma. Até chegar no futuro que você escolheu.

Escolheu ter amigos verdadeiros? Construa relações sólidas.
Escolheu ser um profissional de sucesso? Estude com dedicação.
Escolheu ter uma família? Seja leal e presente em suas relações de namoro. Uma destas relações darão origem a sua própria família.
Escolheu ser independente? Trabalhe com afinco, economize e seja responsável por seus atos. Ganhe credibilidade.
Escolheu ser nada? Bem. Aí não tem jeito. Por que nada nunca ninguém pode ser. Lembra? A vida te puxa, o futuro te impulsiona e você desperta.

E quando na fase adulta nos comportamos como eternos adolescentes e não escolhemos nada? Alguém escolherá para nós. E isto não é nada agradável. É muito estranho ter pessoas escolhendo o nosso caminho. Sendo que nós que vamos trilhá-lo.

E como diria Raul Seixas: "É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro."


CARPE DIEM

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Será?

Vivemos fazendo planos. Supondo coisas. Criando expectativas. Sobre praticamente tudo. E desta forma trazemos para nós criamos situações que ora nos fazem felizes, ora nos deixa apreensivos, sem que absolutamente nada tivesse realmente acontecido.

Podemos chamar as preocupações e expectativas que nunca se concretizaram de:
  • Preocupações desnecessárias ou
  • Falsas expectativas
Quando começamos a querer antecipar acontecimentos, afim de prever o que acontecerá em seguida, começamos a vivenciar, a partir do nosso cérebro, alterações em nosso organismo e emoções que alteram todo o sistema para aquele estado projetado.

É mais ou menos assim:
Imagine que você terá uma prova importante no dia seguinte e acredita que não está preparado o suficiente. Pensar numa situação dessa desencadeia em você insegurança, por que na sua visão, a preparação foi insuficiente e desta forma, é claro que você só poderá ir mal na tal prova e ainda mais, terá que contar com a sorte.

Toda essa suposição levará você a imaginar algo que não aconteceu e que pode nem acontecer, "você ir mal na tal prova". Essa projeção fará com que seu corpo e mente funcionem como uma pessoa que foi mal numa prova (observe que a prova ainda não aconteceu) desde o dia anterior e certamente você terá grandes possibilidades de ir mal nesta prova, por conta desta preparação do organismo para que você fracasse. Afinal, você encarará todas as questões como difíceis, desde o início da prova.

Agora poderia acontecer o contrário? Poderia. Você não se preparar adequadamente e ter excesso de confiança na tal prova e claro que você poderá ir mal também. Só que esta possibilidade é menor, por que certamente você contará com um fator que todos chamam de sorte, mas que na verdade não tem a ver com a tal sorte. Tem a ver com a disposição de fazer dar certo e assim, você enxerga todas as questões com um olhar positivo, confiante.

O que uma prova tem a ver com tudo isso? Tudo e nada.

Viver, estudar, trabalhar, conviver com pessoas novas, descobrir novas possibilidades, enfrentar novos desafios, namorar, terminar um namoro, casar, ter filhos, enfim, essas são nossas provas diárias. E podemos fazê-las confiando que estamos preparados para todas e desta forma, entrar de cabeça em cada um delas ou temer o que acontecerá amanhã.

E surgem dúvidas como, "Será que ela ou ele gosta de mim?", "Será que estou bonito ou bonita?", "Será que consigo ir bem na entrevista?", "Será que estou preparado para ser pai ou mãe?", "Será que deveria ter dito o que disse?", "Será que ele/ela entendeu o que eu disse?", 'Será que entro de cabeça?", "Será... ?", "Será... ?", "Será... ?" etc etc etc.

Estas dúvidas elucidam algo? Não! Elas apenas nos colocam mais dúvidas na cabeça e nos alimentam com inseguranças, medos, desconfianças, ente outros sentimentos.

Bem, é importante sempre seguir em frente. Na vida jamais economize. Experimente novas situações, aproveite, entregue-se. O que terá a perder? AS vezes com tanto medo de ouvir um "NÃO" deixamos de escutar um delicioso e maravilhoso "SIM". E tudo por que? Preocupações e expectativas.

E o mais interessante é que quando deixamos de tentar algo ou de fazer algo, também temos um "NÃO". A inércia leva ao nada. Percebem aqui a peça que a vida nos prega? 
Deixar de fazer algo para se conseguir algo é igual a um sonoro "NÃO" da vida. Só que um "NÃO" de nós para nós mesmos.
Tentar fazer algo, ir em frente é igual ao risco de receber um "SIM" da vida. 
Resumindo, todos nós temos o nosso "NÃO" para o que queremos. O risco que corremos quando tentamos é o de ganhar um "SIM"!

Pode parecer confuso. Mas ambos sabemos, bem no fundo, sobre o que estou falando.

Vamos dizer mais "SIM" para a vida!

CARPE DIEM

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre nossas cabeças...


Sobre nossas cabeças o céu
O entardecer nos convida ao abraço
Ao afago

Sobre nossas cabeças o fim de tarde
Avermelhando o céu
Um convite aos olhos que se impressionam
Com a mágica visão da natureza

Sobre nossas cabeças as nuvens
Com suas formas diversas
Um convite a imaginação
Que vagueia pelo espaço

Sobre nossas cabeças as estrelas
Pequenas luzes
Vagalumes intergalácticos
Viagem espacial
Especial

Sobre nossas cabeças o luar
Clareia céu
Convida os românticos para o mundo encantado dos poetas
A lua dos enamorados
Dos viajantes
Dos retirantes

Sobre nossas cabeças as idéias
Os sonhos
Os desejos
A certeza de que tudo é possível
Basta aceitar o convite da vida
E de fato, querer...

Sobre nossas cabeças uma frase
Deveria fazer morada
“Eu quero. Eu sou. Eu posso”
É a vida que nos convida a viver!

CARPE DIEM

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Viver e o voo em bando


Quando estamos prontos para executar nossos primeiros voos solos? Será que existe uma regra? Eu creio que não. Depende de cada um.
Depende do momento. Depende do apoio que tivemos.

Agora que tal observarmos os especialistas em voos. Sim. Eles mesmos! Os pássaros! Normalmente eles voam em bandos, ou no mínimo em pares. Os pássaros migratórios voam em formação V, por que esta formação facilita a movimentação deles no ar, protege os mais velhos e os mais novos e estimula percorrer grandes distâncias.

Viver tem um pouco de voo solitário, outro tanto de voo em bando. As grandes resoluções, os grandes acontecimentos são como os períodos de migração dos pássaros, ora em busca de calor, ora em busca de alimento suficiente para todos. Quanto mais apoiados estivermos, em melhor condições chegaremos ao nosso destino.

Uma coisa é certa, sempre será bom ter alguém com quem contar nas horas difíceis. Melhor ainda ter alguém com quem compartilhar nossas pequenas alegrias diárias. 

"Viver, é um eterno bater de asas, rumo aos nossos sonhos, num céu repleto de possibilidades."

CARPE DIEM

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A vida é como cidade desconhecida...


Você já parou pra pensar que a vida é como andar numa cidade desconhecida? Ainda não? Então vem comigo!
...
Quando chegamos numa cidade que nunca fomos, tudo é novo, tudo é diferente. As ruas, as paisagens, as pessoas apressadas ou calmas. E não sabemos ao certo o que encontraremos na próxima esquina. 
...
Se estamos de carro, mantemos atenção redobrada no trânsito, nos cruzamentos, nos acessos, no que indicam as sinalizações. Somos mais prudentes.
...
Se estamos a pé, nos informamos, percebemos o movimento da cidade, ficamos mais atentos ao comportamento das pessoas.
...
E a vida também não é assim? Você por mais que planeje, não saberá ao certo, como serão os dias que virão, como serão os minutos seguintes. Uma surpresa o aguarda, a cada momento.
...
E a cada vivência observamos o que nos aconteceu e tentamos imaginar qual será a próxima surpresa.
...
O que o faz ir até uma cidade desconhecida? Um compromisso? Curiosidade para conhecer algo por lá? Outra razão qualquer? Não importa! Uma coisa com certeza o deixará mais seguro, para movimentar nesta cidade: Uma referência, um endereço, um local de destino final.
...
Com um endereço na mão, você pode pedir uma informação e descobrir como chega a determinado local.
...
O que é o endereço na vida? O norte da vida? Bem, eu diria que são os nossos objetivos, a nossa missão. Se você tem um objetivo ou uma missão estabelecida, você certamente seguira na vida, os caminhos que o levam, ou melhor, que o guiam até esse "endereço" escolhido.
...
Então, tenha sempre a mão um destino, um endereço, um objetivo...
...
Viver ou andar numa cidade desconhecida será muito mais agradável pra você...acredite!


CARPE DIEM

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sarau Poético


Poesia

Enquanto o mundo nos pede pressa
A poesia nos pede calma
Enquanto as pessoas nos cobram urgência
A poesia repousa o nosso coração
Enquanto a economia gira, 
A poesia vagueia
Enquanto o tempo não para
A poesia para o tempo
Enquanto chove lá fora
A poesia celebra a chuva
Enquanto a noite cai de mansinho
A poesia ilumina o céu com estrelas
Enquanto alguém perde uma paixão
A poesia celebra o amor
Enquanto a distância separa
A poesia aproxima
Enquanto a realidade desilude
A poesia mostra o sonho possível
Enquanto procuramos problemas
A poesia nos entrega poemas..

Ah! A poesia...

CARPE DIEM
...
Por falar em poesia, que tal você e seus amigos organizarem um Sarau Poético? Vocês podem recitar os seus poetas preferidos, os seus próprios poemas ou de seus amigos. Pode ser na casa de um de vocês ou num café que aceite esta proposta. É importante ter um espaço legal, onde as pessoas possam ficar bem acomodadas. Um vinho? Cai muito bem pra acompanhar. Se a turma for bem ligada, pode ser um chá ou café também.

O mais importante é deixar a timidez de lado e emprestar sua voz e interpretação às poesias preferidas.

Muito bem... Vá agora mesmo procurar aqueles poemas escondidos, aqueles livros perdidos, pesquise na internet por poesia do seu autor preferido, reúna a galera e divirta-se. Quem nunca passou por essa experiência ficará bem surpreso com o quanto faz bem para a mente e pra alma. 

Poesia para todos!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Recomeçar


Certamente trata-se de um grande desafio, recomeçar depois de grandes perdas. Não apenas as perdas materiais, também as perdas de pessoas queridas. E quando nos deparamos com notícias de grandes tragédias, sejam aqui no Brasil ou em qualquer parte do mundo, nos deparamos muitas vezes, com nossas limitações.

Reclamamos quando perdemos um táxi que não parou ao nosso sinal ou quando aquela pessoa se atrasa para um compromisso conosco. Reclamamos por que a comida não estava ao nosso gosto ou que o café estava frio demais.

E quando perdemos nossos objetos queridos ou quando uma roupa não nos serve mais? Quando perdemos dinheiro em algum investimento ou quando emprestamos algo e a pessoa não nos devolve? 

Quando amamos e não somos correspondidos na mesma intensidade ou quando nem tudo acontece como gostaríamos que fosse. 

No fundo, em qualquer destas situações, estamos falando de perdas. E em todas, de alguma forma nos exige coragem para recomeçar. Seja o simples recomeço de chamar um novo táxi ou recomeçar a vida depois de um tragédia. Para cada contexto essas duas coisas tão dispares têm suas  devidas importâncias.

Porém, aprendemos com as grandes perdas, o quanto somos pequenos quando reclamamos ou nos negamos a recomeçar, por tão pouco.

Sempre haverá um momento em que somos obrigados a recomeçar. Sempre!

Que as famílias que vivenciaram grandes perdas encontrem equilíbrio, coragem e fé para recomeçarem suas vidas. E que nós, possamos aprender com estas famílias.

CARPE DIEM 


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Manoel de Barros - fragmentos

...
"O que não sei fazer desmancho em frases"
 "Eu fiz o nada aparecer"
 "Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira"
 "Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário"
 "Tem mais presença em mim o que me falta"
 "Não saio de dentro de mim nem pra pescar"
 "O meu amanhecer vai ser de noite"
 "Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma"
"Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada;
 mas quando não desejo contar nada, faço poesia"
"Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria"
... 
"... Escrever nem uma coisa
 Nem outra
 A fim de dizer todas
 Ou, pelo menos, nenhumas.
 Assim,
 Ao poeta faz bem
 Desexplicar
 Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes..."

CARPE DIEM

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Disponibilizar-se!

.
Você pode esconder-se no seu mundo particular
Você pode preferir enxergar apenas o que lhe interessa
Você pode até acreditar que todos são imperfeitos
Você pode se negar a aprender mais com a vida
Você pode ignorar os valores das pessoas
Ou você pode disponibilizar-se
...
Você pode enxergar apenas o lado negativo das coisas
Você pode negar aqueles que a rodeia
Você pode se unir apenas às pessoas superficiais
Você pode simplesmente acreditar que sabe tudo
Você pode negar-se a aprender mais com as pessoas
Você pode ignorar os seus próprios valores
Ou você pode disponibilizar-se
...
Você pode negar seus sentimentos aos outros
Você pode agir com indiferença
Você pode sentir desprezo pelo próximo
Você pode ter uma descrença no futuro
Você pode negar o seu passado
Ou você pode disponibilizar-se
...
Você pode fingir ser um personagem
Você pode acreditar-se perfeito
Você pode ser frio e indiferente com o próximo
Você pode acreditar que todos devem servi-lo
Sem que pra isso você precise demonstrar gratidão
Ou você pode disponibilizar-se
...
Disponibilizar-se é deixar que a vida lhe guie
É aceitar, sem preconceitos, as pessoas como elas são
É agradecer, é estar e é mostrar-se vivo
Disponibilizar-se é ser humilde
É acreditar que sempre aprendemos
Que sempre podemos crescer
Na solidariedade
Na entrega
No respeito.
...
Disponibilizar-se é abrir mão de falsas certezas
É perceber que todos são iguais e diferentes ao mesmo tempo
É aceitar ser complementado, continuado...
...
Disponibilizar-se é olhar nos olhos
Com alegria
E é sim
dizer
Muito obrigado!

CARPE DIEM

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Elvis & Madona (Uma novela Lilás)

Li numa tacada só! Ou melhor, li em 48 horas!
...
Fazia um tempão que não lia um livro tão simples, direto, dinâmico e atraente como este. Fico mais feliz ainda, por que quem me proporcionou essa euforia toda foi um grande amigo meu.
...
Elvis & Madona é um livro sobre pessoas comuns (ou incomuns?) e ao mesmo tempo sofisticadas. Não são personagens medíocres. Isso não. São refinadas, sutis, com sacadas e tiradas que impressionam. Tudo muito bem costurado pelo bom humor e eu diria até romantismo(?) do Biajoni.
...
Sinceramente eu não conhecia essa faceta romântica do Bia. Sem cair no melodrama barato ele consegue ser poético, num cenário onde isso seria praticamente impossível. 
...
Tudo acontece em Copacabana. Este livro também. E numa Copacabana de hoje, que lembra aquela de ontem. Dos anos 80. Talvez final dos 70. Pois é! Tudo acontece em Copacabana e até mesmo uma história atual  com aquela cara de submundo clássico de tempos idos. Talvez daí, venha a pitada de romantismo do Bia. Deste cenário e das características singulares deste romance. Um travesti (ou seria um traveco?) e uma lésbica (ou seria uma sapata?) juntas (ou seria juntos?). Madona (ele ou ela?) e Elvis (ela ou ele?). Não importa. Leia e você entenderá que isso será o menos importante nesta narrativa dinâmica.

O Biajoni é jornalista, ligado ao cinema e à imagem e escreve visualmente. Fica evidente que seu estilo está mais próximo dos roteiros de cinema do que da literatura padrão. Cortes, enquadramento, preocupação com cenário, fotografia, diálogos dinâmicos. tudo isso está em Elvis & Madona.
...
Um fato curioso para que você sinta mais vontade de ler esse romance inusitado. Ele é baseado num filme. Sim! Num filme homônimo de Marcelo Laffitte. Previsto para ser lançado entre janeiro e  fevereiro de 2011.  Esse modelo de adaptação ocorre com certa frequência no cinema americano, no Brasil é a primeira vez. Vanguarda. Estamos tratando de dois vanguardistas, Laffitte e Biajoni.
...
Leiam o livro e depois assistam ao filme!

CARPE DIEM

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dama gentil (ou a Livraria Quixote)

Um passeio após o almoço... despretensioso
Ela me convida a entrar
Tal qual uma dama gentil
Ou uma mãe carinhosa
Com café e bolo de milho na mesa
Aroma de carinho e aconchego
Aceito o convite, é claro!
Miúda, romântica, viva!
Conheço o pai da moça (ou seria o marido? ou tutor?)
Não importa o grau de parentesco, pois a semelhança entrega o laço
Gentil, tal qual a filha (ou seria a esposa? a tutelada?)
Procuro o óbvio
Surpreende-me com o máximo
Léxico!
Conhecendo o pai é que se conhece a cria, pensei
E claro que ela, a dama, era amável, gentil e generosa
O pai (ou marido...) tinha por nome o sobrenome
A filha (ou esposa...) tinha nome forte, clássico, sonhador, másculo até...
Quixote
Mas sabíamos, o pai (ou seria marido...) e eu
Que se tratava de uma dama gentil

CARPE DIEM

Uma homenagem a Livraria Dom Quixote, na Savassi, onde encontrei um cantinho de cultura e bom gosto.
Belo Horizonte, 10/01/2011


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Poema Circular



Acontecer
Fazer de conta mesmo
Que tudo conta
Que tudo basta
Que tudo passa
Que tudo vai
Que tudo chega
Chega tudo
Que vai tudo
Que passa tudo
Que basta tudo
Que conta tudo
Que mesmo conta
De fazer 
acontecer

CARPE DIEM

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

10 dicas para mudar o ritmo

E não é que já estamos caminhando para a segunda semana do novo ano? Como passa tudo tão depressa! 

Peraí! Passa depressa mesmo ou nós que aceleramos tudo?

Podemos transformar o nosso ritmo. As nossas expectativas. Controlar nossa ansiedade. 

Por isso, que tal exercitarmos aproveitar melhor o que a vida nos entrega? Então, pensando nisso, seguem 10 dicas para quem quer viver com mais atenção à vida:

  1. Viva o momento presente. Beba café saboreando tudo do café, o aroma, o sabor. Caminhe vivendo a caminhada. Evite que pensamentos diferentes do que estiver fazendo invada sua mente. Agradeça-os e peça que vá embora.
  2. Aprenda com as pessoas que o rodeia. Cada ser tem um papel em nossa vida. Perceba todas elas. Comece a prestar mais atenção.
  3. Evite palavras negativas. Elas são poderosas. Pelo contrário. Use palavras positivas na sua vida, do tipo "Eu vou conseguir!", "Eu posso!", "Eu vou!"
  4. Exercite os sentidos. Olhe com os olhos. Use seu olfato. Ouça o som dos pássaros. Toque com cuidado. Sinta as coisas nas suas mãos. Faça tudo com atenção. Você redescobrirá muitas delas.
  5. Abrace mais. O abraço é uma maneira de trocarmos energias. De entregamos o nosso melhor e receber o melhor do outro. Agora dê aquele abraço que envolve. Nada de abraço econômico.
  6. Aceite as surpresas da vida. Saia da rotina quando a vida lhe convidar a isto. Comece a aproveitar mais o que de novo lhe aparecer. O medo é uma proteção importante. Porém viver com medo não nos faz crescer.
  7. Cultive bons pensamentos. Toda vez que você se pegar com um pensamento negativo ou depreciativo sobre algo ou alguém, mude de sintonia. Vibre boas energias pra essa situação ou pessoa. Fará bem a ambos.
  8. Sinta saudade. Acredite! É bom! Nada de saudade triste. Saudade de coisas boas. Reviva-as na memória. Saudade é uma maneira de ser feliz de novo!
  9. Festeje pequenas conquistas. Tudo é válido. Mesmo coisas rotineiras. Valorize suas pequenas conquistas.
  10. Seja delicado e gentil com as pessoas. Isso faz toda a diferença nas relações humanas. Perceba o caixa do supermercado, o empacotador, o flanelinha, o segurança do banco, o atendente. Todos são pessoas e se você sorrir pra eles, receberá um sorriso. Se você agradecê-los, eles retribuirão com um sorriso. Isso fará com que circule boas energias à sua volta.
Bem é isso!

CARPE DIEM

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