quinta-feira, 9 de março de 2017

Facebook City (ou um dia nas ruas do Facebook)

Alguém mais tem percebido o quanto as pessoas estão "guerrilheiras" nas redes sociais? Especialmente no Facebook, criado pelo Sr. Zuckerberg? Discute-se por praticamente tudo neste canal. Se uma pessoa gosta de ler romance, por exemplo, aparecerão dezenas de outras no perfil da romântica ou romântico, rotulando-o de "Alienado ou Alienada". Se o cidadão gosta de café, reclamarão e dirão que ele deve gostar de leite. E por ai vai. Isso me deu uma ideia. Uma forma didática de explicar, o quão grave tem sido este comportamento. E aqui começa a bela história sobre  um lugar conhecido como "Facebook City".

Era uma vez uma cidade. Que começou pequenininha, pequenininha. Como todo lugar novo, ainda não tinha uma cara definida e à medida que a população foi aumentando, aumentando, a cidade foi ganhando corpo, incorporando costumes e comportamentos.

Como toda cidade,à medida que mais e mais pessoas passaram a morar lá, foram sendo criadas comunidades e bairros (grupos), heróis e personalidades foram surgindo, além de empresas importantes (páginas). E as pessoas foram se agrupando por características, preferências e etc. Haviam bairros da periferia, da nata da sociedade (sic) e de todas as vertentes possíveis. E a cidade foi crescendo mais e mais. E o mundo foi mudando...

A sociedade foi se transformando, as pessoas foram ficando mais incomodadas com o pensamento alheio, as discordâncias aumentaram e tudo isso fazia com que cada uma delas se sentissem na obrigação de ditar regras umas às outras. Claro, que o resultado não poderia ser outro. Confusões. Brigas. Intrigas. Ofensas. Cerceamento da liberdade alheia e a situação, devido à tantas polarizações , só poderia piorar. Mais e mais!

O fato era que, as pessoas não sabiam muito bem, como deveriam se comportar nesta nova forma de cidade. Por que era uma cidade diferente daquelas que conheciam. Não haviam construções físicas, ruas nomeadas,  pessoas "ao vivo e em cores" circulando. Tudo acontecia no mundo virtual. Numa outra dimensão. E esta confusão toda, fez com que um aprendiz procurasse o Grande Sábio, que vivia, entre as dimensões.

- Grande Sábio - começou o aprendiz - como faremos para que as pessoas se respeitem mais na Facebook City? Como faremos para que a convivência venha ser mais harmônica e civilizada?

- Meu caro aprendiz, imagine que esta cidade virtual, fosse capaz de se materializar e transformar-se numa cidade real, como àquelas em que vivemos, nesta dimensão. Imagine que cada grupo fosse como um bairro nosso, que cada página, fosse alguma personalidade que admiramos, onde vivemos. Imagine que cada perfil, fosse uma casa, que ao invés de numeração, constasse o nome do dono ou da dona da casa em sua porta. Como você acha que deveria ser a abordagem de um vizinho, na sua visão?

- Deveria pedir licença ao dono da casa, Grande Sábio? -
Respondeu, hesitando, em tom de pergunta, o Aprendiz.

- Isso mesmo, dedicado Aprendiz. Assim como nesta dimensão, as casas ficam em espaços públicos, conhecidos como ruas e que formam outros espaços públicos maiores, denominados bairros, cidades e assim por diante. Porém, da porta para dentro, o espaço é privado. É a casa daquelas pessoas. Lá elas têm seus hábitos, seus comportamentos, compartilham seus sonhos, ideias, sentimentos e tantas outras coisas.

- Nesta casa, o dono convida e permite que entre quem ele deseja conhecer mais, conviver mais, enfim. com quem ele deseja estabelecer uma relação mais próxima. Ao convidado, cabe aceitar ou não este convite. Porém, uma vez lá dentro, como nos ensina os bons modos, deve ser educado, deve respeitar os espaços, as pessoas que lá convivem, os demais convidados.

- Nesta casa, cujo ao invés de número, consta um nome identificando-a, é de bom grado que a paz impere. - Concluiu o Grande Sábio.

- E quando um convidado discorda do dono da casa, mesmo sem ter construído certa intimidade ou é mais ofensivo, justamente por ser mais íntimo. Como se resolve? - Pergunta o Aprendiz.

- Meu caro aprendiz, nesta dimensão é aceitável uma pessoa entrar na casa de outra e agredi-la, gratuitamente, simplesmente por não concordar com ela? Abrir a porta daquela casa e entrar quebrando tudo? Muitas vezes, durante o sono ou momento de descanso desta pessoa?

O Aprendiz apenas acena que não com a cabeça, e o Grande Sábio continua:

- Exatamente. Então, assim como nesta dimensão, o visitante de determinada casa, deve entender que cada pessoa pensa de uma forma e se existem divergências impossíveis de serem revertidas, cabe a este, não visitar mais esta casa. Não tem sentido, estar num lugar, onde não nos sentimos bem ou de acordo. E mais. Se existe uma necessidade de confrontação, não é educado e nem de bom tom agredir o dono ou dona da casa, em seu espaço. Convide-o para sua casa  (perfil) e se ele aceitar, empreenda um debate neste ambiente, que talvez esteja mais acostumado à contendas do que a casa do outro. Ainda, pode-se debater em particular (inbox), evitando assim, expor este ou aquele, esta ou aquela.
- Resumindo, meu caro aprendiz! Tudo é uma questão de amor, educação e respeito.

O aprendiz ficou muito mais leve, após os ensinos do Grande Sábio e prometeu que iria transmitir este conhecimento à todo quele que precisasse. Que permitiria que qualquer um que fosse, também o fizesse. E assim. Um dia, todos teriam o conhecimento de como conviver na Facebook City, uma cidade que cresceria e cresceria. E que, se não se fizesse algo agora, tornaria-se insustentável, o convívio.

CARPE DIEM!

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