quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Mude o mundo! (Começando a ler um texto além do seu título)

1986! Foi o ano em que, pela primeira vez, me interessei pela política. Naquele tempo a gente estudava um pouco sobre cidadania, patriotismo, organização política (mesmo de forma restrita) nas aulas de OSPB (Organização Social e Política do Brasil). O regime militar tinha chegado ao fim, um ano ano antes. E um movimento, chamado "Diretas Já" tinha tomado conta do Brasil, nos anos finais da Ditadura (1983/1984).

Naquela época, as transformações políticas no Brasil eram contínuas, sob um governo instalado por uma eleição indireta, onde o presidente eleito Tancredo Neves vem à óbito e seu vice, José Sarney assume em seu lugar. Que retomada emocionante da democracia. Nos próximos anos viriam a Constituinte, a preparação para a primeira eleição direta, pós regime militar.

Voltando ao ano de 1986. Como havia falado, foi aos 16 anos que comecei a me interessar pela política. Um partido fundado no início dos anos 80, começava a aparecer com mais força, no cenário nacional. Com propostas democraticamente inclusivas e com bandeiras ousadas para aquela época, como por exemplo, a igualdade social, o acesso do povo ao poder, a distribuição de renda, a democratização do ensino e das instituições, a busca de um Estado que fosse do povo, pelo povo e para o povo e tantas outras ideias revolucionárias para um período pós-regime militar. Neste tempo, havia uma figura carismática. Luis Inácio Lula da Silva. E assim, como milhões de brasileiros, acreditei que a mudança poderia acontecer, de fato. e ainda jovem, decidi que ajudaria o meu País nesta mudança. Daquele 1986 até a realização do objetivo traçado por nós, crédulos da mudança, foram 16 anos (eu já tinha 32 anos, nesta época) de espera. O ano em que Lula chegou, pela primeira vez ao Governo Federal.

No primeiro governo, percebi que a mudança tinha lá, seu preço. Eu também não tinha mais 16 anos e aquele moço que havia feito parte do movimento jovem, também não era mais o mesmo. A verdade é que vieram outros governos ou do mesmo homem ou na mesma linha. Com muitos acertos sociais e tantos outros erros institucionais.

Estamos num novo tempo. O ano é de 2016. São 30 anos que me separam daquele ano de 1986. O que mudou? O que temos hoje? O que aprendi neste tempo todo?

Que a mudança começa em cada um de nós. Não existem salvadores da pátria. Não existem fórmulas mágicas. O que existe, de fato, é o cidadão buscando e realizando a mudança. O que temos é um Brasil, assolado pela corrupção, desvio de verbas, instituições ineficientes, máquina pública abarrotada de comissionados e gastos desnecessários, regalias, desperdício e muita falta de fé das pessoas em tudo isso.

E a mudança começa agora. Na nossa cidade. Na sua cidade. Começou, quando você tomou coragem em ler este texto, além do seu título. De ler uma matéria, além da sua manchete. De se informar de verdade e não se entupir de informação inútil e fragmentada.

Se a gente quer um mundo melhor, saiba que ele começa na mudança comportamental de cada um de nós. Na preservação dos recursos naturais (que são findos), no melhor aproveitamento dos que forem industrializados (que resultam de recursos naturais), na economia sustentável, no compartilhamento dos recursos, no respeito à natureza.

Se a gente quiser mudar o mundo, não dá pra confiar esta missão a um salvador da pátria, a um super-herói, destes do cinema. Será necessário tomar atitude. Será necessário, votar certo, acompanhar a pessoa que você votou ou aquele que ganhou o direito de nos representar. Isso mesmo! Um eleito (seja por nós ou por outros) é um representante da nossa vontade num cargo público.

Se a gente quiser mudar mesmo, será preciso parar de furar fila, de parar em vaga reservada, de dar um jeitinho, de colar na prova, de pedir um benefício, de desrespeitar horários, de dar uma caixinha para o guarda não nos multar, por que cometemos uma infração (sempre pequena, quando se trata de nós).

Enfim, pra mudar o mundo, sugiro, que comece a mudança, por você! Afinal, você é o responsável por estarmos nesta situação. Você? Sim. Você!

Ah! E também, eu, ele, aquele outro, aquela outra, ela, eu, você, nós...

CARPE DIEM






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