quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sobre a democracia, entre outras coisas

A democracia é algo encantador. É o livre arbítrio de um povo, de uma nação. É ter a liberdade de escolher este ou aquele caminho. E como o livre arbítrio que cada um tem, exige responsabilidade e respeito. Quanto mais livres formos, mais responsáveis devemos ser.

Numa democracia podemos lutar por nossos direitos, defender nossas opiniões livremente, expor o que pensamos sobre tudo. Numa democracia o seu direito só termina, quando começa o do outro. Ou seja, eu sou livre, desde que respeite o próximo.

A democracia combina com amadurecimento, com instituições sólidas e com países bem resolvidos. Não tem relação direta com paz ou com a guerra. Afinal, um País democrático, pode decidir democraticamente enfrentar belicamente outro. Engana-se quem acredita que guerras são restritos aos países com regimes de governo totalitários e opressores.

Quanto mais sólida a democracia de um país, menos poder terá seus governantes e parlamentares, porque eles também obedecem a este regime. Então, são frequentemente acompanhados por mecanismos de controles de poder. As ações destes devem respeitar a Constituição do seu país e um ou mais órgãos independentes e isentos acompanham se a Constituição e o conjunto de leis auxiliares, em várias esferas, estão sendo de fato cumpridas por seus governantes e representantes parlamentares
.
No Brasil, caminhamos cada vez mais para um amadurecimento e consolidação de nossa democracia e este amadurecimento significa que à medida que evoluímos menores são os riscos de golpes, tomada de poder de forma abrupta, estabelecimento de regimes ditatoriais.

À medida que amadurecemos como cidadãos, maior a nossa atenção em como o outro faz uso da “coisa” pública, do que pertencente à coletividade. Ficamos mais atentos em como o síndico e os demais condôminos cuidam do patrimônio em que vivemos ou trabalhamos, de como uma direção e alunos fazem uso de uma escola pública, de como uma agremiação administra os recursos e o patrimônio de seus associados e por fim de como um governo administra uma cidade, estado ou país.

Logo, por maior que seja o acirramento presente no processo eleitoral atual, podemos considerar que estamos bem mais protegidos hoje do que algumas décadas atrás. 

De certa forma, temos amplo acesso e controle dos governos, através de entidades como Ministério Público, STJ (Superior Tribunal de Justiça), os Tribunais de Contas, Polícia Federal, Organizações não Governamentais, imprensa livre, entre outros que disponibilizam informações sobre os atos dos governantes e parlamentares em exercício.

Ganhe um ou outro, o Brasil conseguirá enfrentar seus desafios e nós, brasileiros, estaremos mais presentes do que antes. Afinal, hoje somos mais críticos e mais exigentes como a qualidade do que nos entregam.

Levar a disputa eleitoral para uma guerra alarmista não contribui em nada com a democracia, pelo contrário, ao invés de os candidatos apresentarem propostas concretas e factíveis para o Brasil, perde-se tempo em ofensas vazias e promessas impossíveis. O outro problema é s polarização e agressividade que os eleitores de ambos vêm apresentando nas redes e relações sociais despertam a discórdia e alimentam uma grosseira desnecessária.

De tudo, o que mais tem sido vergonhoso e inaceitável, é a disseminação do preconceito entre “sudestinos” e nordestinos e a pregação do ódio aos menos favorecidos. Como se estes, tivessem culpa dos desmandos praticados por aqueles que ocupam o governo.

Como dito, numa democracia, a liberdade de um vai até onde começa a liberdade do outro e independente de quem seja eleito, não governará a revelia da sociedade. Estaremos como é sabido, cientes de cada ato praticado. E como livres que somos, teremos o poder, de “demitir” quem não governa com lealdade ao povo e respeito ao bem público. Assim é numa democracia.

Escolha o seu candidato democraticamente e respeite a escolha alheia e caso o vencedor não seja o seu preferido, respeite a vontade da maioria, pois este só chegou lá, graças ao desejo manifesto pela maioria.

Viva a democracia!

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