quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O povo pede Honestidade

Numa democracia, todos têm o direito assegurado, em Constituição inclusive, de expressar suas ideias livremente, desde que respeite as ideias alheias.

Isso jamais seria possível numa Ditadura. Então, se hoje você saí às ruas, protesta, conclama os que convergem contigo em ideias, significa que não vivemos numa Ditadura.

É até contraditório, por exemplo, o eleitor paulista eleger Alckmin, em primeiro turno (sem dar a chance de outro candidato confrontá-lo num segundo turno) com um percentual expressivo de 57,31% dos votos válidos e menos de um mês depois sair às ruas protestando com veemência contra um Governo que ele acabou de aprovar, nas urnas.

Por outro lado, o mesmo ocorreu no Governo Federal, embora tenha havido um segundo turno, a candidata governista passou. Mesmo que sua recondução ao Planalto tenha se concretizado, com uma pequena margem sobre o oposicionista, ela foi reeleita.

Numa democracia, são premissas irrefutáveis e indiscutíveis respeitar as instituições e a manifestação da maioria.

O papel da sociedade é se fazer  presente, exercendo sua cidadania, fiscalizando as ações dos governos e principalmente respeitando as instituições.

Particularmente considero que ideias reacionárias, separatistas e intervencionistas não cabem num País e numa época em que estamos mais consolidados democraticamente.

O fato do PT ter sido reconduzido ao poder não significa que o jugo será leve. Embora muitos aleguem que junho/2013 ficou pra trás, acredito que algo mudou, desde aquele dia. O Brasileiro não suporta mais ser enganado, surrupiado e envergonhado por tantos desmandos, desvios, nepotismo e arrogância.


Ou Dilma governa de fato para o Brasil nos próximos quatro anos ou, além de grandes dificuldades, inviabilizará qualquer projeto de poder que seu partido almeje. Nem mesmo Lula será capaz de manter o PT no topo, se as ações a partir de agora não forem corretas e transparentes.

Chega do Brasil obscuro. Independente do Partido que esteja no Governo, o povo pede por HONESTIDADE!

Estamos juntos nessa?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A mudança começa em nós

Serão anos duros para o PT e para Dilma.

Protestos, movimentos, forte oposição e um povo mais atento surgem para deixar claro que este governo precisará acertar mais, respeitar mais as instituições e o País.

Numa eleição que foi marcada pela mentira, desconstrução, desrespeito aos concorrentes, Dilma conseguiu, aos trancos e barrancos, a sua manutenção no poder.

Se por um lado seu governo apresentou inúmeros acertos, por outro lado, muito precisa ser feito ou pior, muito deixou de ser feito.

Fiar-se unicamente em políticas sociais e ao mesmo tempo, aparelhar a máquina pública, usurpar em todas as esferas parte do que pagamos de impostos talvez deixe de funcionar.
Serão dezesseis anos de PT, projetando mais oito, caso Lula retorne ao Poder. E Lula só voltará se tiver plena convicção de que ganhará. Ele não retornará no risco. Então, esperemos.

Não sou cegamente contra o PT, nem sou PSDB. Sou um cidadão que acredita num jeito de fazer política diferente.

Sou um cidadão que gostaria, por exemplo, de apresentar um Projeto numa Prefeitura e não precisasse ter que pagar nada além para quem aprova algo que seja de utilidade pública. Perdemos todos nós com estes pedágios criados por servidores, políticos e aproveitadores. Perdemos todos nós, com licitações de araque. Com parceiros escolhidos a dedo e a dinheiro.

Claro que existem os servidores honestos. Os que se indignam. E a estes declaro a minha admiração e respeito. Porém, em cada repartição, você encontrará o que de fato trava este País. Você encontrará aquele que finge que trabalha; aquele que rouba horas, tempo e que produz menos do que deveria. E de certa forma, isso também é uma forma de desvio.

Sem contar que ainda tem aquele que pede “uma caixinha” para liberar algo que depende dele. Ora é uma licença, um alvará, um parecer, um deferimento. É o tipo de corrupção que não aparece na mídia. É aquela em que corrupto e corruptor agem numa pequena escala. Faz parecer, para quem paga, que não se trata de nada demais. Para o que recebe, uma garantia, uma poupança para fazer aquela viagem, comprar aquele bem, ajudar nas despesas de casa.

Vamos começar a renovar este País. E o ponto de partida é a sua cidade. Fique atento. Fiscalize, cobre, denuncie e jamais se sujeite a fazer o papel do corruptor.

Daqui a dois anos renovaremos Câmaras Municipais e Prefeituras. Este será o momento de fazermos, de fato, grandes mudanças. Acompanhe desde já as biografias e ações destes que hoje estão no Legislativo. O quão relevante foram para o município. O quanto melhoraram a educação, a saúde pública, brigaram por segurança, por melhorias, pelo meio ambiente, pelos nossos impostos pagos.

Estamos juntos, nessa?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sobre a democracia, entre outras coisas

A democracia é algo encantador. É o livre arbítrio de um povo, de uma nação. É ter a liberdade de escolher este ou aquele caminho. E como o livre arbítrio que cada um tem, exige responsabilidade e respeito. Quanto mais livres formos, mais responsáveis devemos ser.

Numa democracia podemos lutar por nossos direitos, defender nossas opiniões livremente, expor o que pensamos sobre tudo. Numa democracia o seu direito só termina, quando começa o do outro. Ou seja, eu sou livre, desde que respeite o próximo.

A democracia combina com amadurecimento, com instituições sólidas e com países bem resolvidos. Não tem relação direta com paz ou com a guerra. Afinal, um País democrático, pode decidir democraticamente enfrentar belicamente outro. Engana-se quem acredita que guerras são restritos aos países com regimes de governo totalitários e opressores.

Quanto mais sólida a democracia de um país, menos poder terá seus governantes e parlamentares, porque eles também obedecem a este regime. Então, são frequentemente acompanhados por mecanismos de controles de poder. As ações destes devem respeitar a Constituição do seu país e um ou mais órgãos independentes e isentos acompanham se a Constituição e o conjunto de leis auxiliares, em várias esferas, estão sendo de fato cumpridas por seus governantes e representantes parlamentares
.
No Brasil, caminhamos cada vez mais para um amadurecimento e consolidação de nossa democracia e este amadurecimento significa que à medida que evoluímos menores são os riscos de golpes, tomada de poder de forma abrupta, estabelecimento de regimes ditatoriais.

À medida que amadurecemos como cidadãos, maior a nossa atenção em como o outro faz uso da “coisa” pública, do que pertencente à coletividade. Ficamos mais atentos em como o síndico e os demais condôminos cuidam do patrimônio em que vivemos ou trabalhamos, de como uma direção e alunos fazem uso de uma escola pública, de como uma agremiação administra os recursos e o patrimônio de seus associados e por fim de como um governo administra uma cidade, estado ou país.

Logo, por maior que seja o acirramento presente no processo eleitoral atual, podemos considerar que estamos bem mais protegidos hoje do que algumas décadas atrás. 

De certa forma, temos amplo acesso e controle dos governos, através de entidades como Ministério Público, STJ (Superior Tribunal de Justiça), os Tribunais de Contas, Polícia Federal, Organizações não Governamentais, imprensa livre, entre outros que disponibilizam informações sobre os atos dos governantes e parlamentares em exercício.

Ganhe um ou outro, o Brasil conseguirá enfrentar seus desafios e nós, brasileiros, estaremos mais presentes do que antes. Afinal, hoje somos mais críticos e mais exigentes como a qualidade do que nos entregam.

Levar a disputa eleitoral para uma guerra alarmista não contribui em nada com a democracia, pelo contrário, ao invés de os candidatos apresentarem propostas concretas e factíveis para o Brasil, perde-se tempo em ofensas vazias e promessas impossíveis. O outro problema é s polarização e agressividade que os eleitores de ambos vêm apresentando nas redes e relações sociais despertam a discórdia e alimentam uma grosseira desnecessária.

De tudo, o que mais tem sido vergonhoso e inaceitável, é a disseminação do preconceito entre “sudestinos” e nordestinos e a pregação do ódio aos menos favorecidos. Como se estes, tivessem culpa dos desmandos praticados por aqueles que ocupam o governo.

Como dito, numa democracia, a liberdade de um vai até onde começa a liberdade do outro e independente de quem seja eleito, não governará a revelia da sociedade. Estaremos como é sabido, cientes de cada ato praticado. E como livres que somos, teremos o poder, de “demitir” quem não governa com lealdade ao povo e respeito ao bem público. Assim é numa democracia.

Escolha o seu candidato democraticamente e respeite a escolha alheia e caso o vencedor não seja o seu preferido, respeite a vontade da maioria, pois este só chegou lá, graças ao desejo manifesto pela maioria.

Viva a democracia!

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