sexta-feira, 29 de março de 2013

Saudade, simplesmente saudade...


Saudade. Saudade de encontrá-lo em sua sala. 

De ser recebido com seu sorriso expressivo e expansivo.
Do seu olhar amoroso e bondoso.
Saudade dos seus conselhos silenciosos e tão cheios de palavras.
Saudade dele, que com um dos dedos formava letra por letra, de onde brotavam, palavras que aqueciam e envolviam o nosso coração.
Saudade de sua presença. Aquela presença de pai que ele sabia bem como ser.
Dele aprendi a ser mais humano. Ser mais paciente. Ser mais grato pelas dificuldades e desafios que aparecem.
Dele aprendi a ser caridoso e humilde.
Ainda que não tenha tido a capacidade de exercitar tanto aprendizado. A lição foi dada.
Dele ficou o amor, a paciência, a resignação e resiliência.
Ficou a plenitude da coragem e da fé incondicional no Pai maior.

Hoje, bateu a saudade amorosa.

Um tempo atrás, quando era possível, compartilhávamos um bom café da tarde. Um café paciente e demorado. Um café regado a boas palavras e bom companhia.

Um tempo atrás, compartilhávamos uma torcida pelo Guga, no tênis. Não que fossemos fãs e conhecedores de tênis. Éramos conhecedores do compartilhar mesmo. Poderia ser um partida de rugbi, de futebol, de hoquei. Pouco importava. Compartilhar era a melhor viagem.

Outro dia, segurava em sua mão. Como um filho segura na mão de um pai. E ele, humilde e amoroso, apertava a minha. Como um pai que aperta a mão de um filho. Como que dizendo: "Estou aqui. Sei que está comigo. Estou contigo."

Saudade deste homem que tanto nos ensinou. Que nos deum a real dimensão do que é crer e lutar. Do que aceitar e confiar.

Hoje foi assim. Lá fora o tempo corria e seguia o seu curso. Aqui dentro, ele estava vivo, transformado em saudade.

Bom que estás conosco. Bom que está bem.

Que sua janela, na noite de hoje, receba um lindo girassol, simbolizando o meu amor por você. O nosso amor, gratidão e eterno respeito por sua história e ensinamentos.

Durma bem, meu bem! Durma bem, pai presente.

CARPE DIEM

3 comentários:

Lu Narbot disse...

QUE LINDO TEXTO! COMOVEU-ME, POIS EM MIM TAMBÉM BROTA A SAUDADE DE MEU PAI.

Van *-* disse...

Muito lindo Sá!!Saudade nem sempre machuca, pois sabemos que a separação é provisória e aqueles que amamos não morrem "apenas partem mais cedo". Um grande abraço

Ingrid disse...

saudade é eterna..
lindo escrito.
abraço.

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