segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aventuras de Criança


É muito legal você poder ter histórias pra contar. Melhor ainda é vivenciá-las pela primeira vez. Quem aqui se lembra da primeira fogueira, da primeira trilha, do primeiro acampamento, da primeira vez que viajou numa estrada de chão batido ou numa daquelas viagens sob uma chuva torrencial?

Tente trazer a sua mente, a primeira vez que viu um arco-íris com suas cores nítidas ou um por do sol onde o sol deixa o horizonte totalmente alaranjado. Quem se lembra daquela lua gigante no céu, amarelada ou bem branquinha, como se fosse uma grande bola de leite?

Ter histórias pra contar é isso. É transformar suas experiências em palavras, em gestos e muita emoção.

Vivemos um tempo de muita aceleração, objetividade e superficialidade. Nossas crianças estão crescendo neste novo tempo. Dependem de nós para continuarem a valorizar suas primeiras aventuras. Posso dizer com conhecimento de causa que, para uma criança, nada substitui a emoção de uma vivencia natural e simples. Não há jogo eletrônico, nem recurso ou ferramenta tecnológica que seja capaz de substituir a emoção que uma criança sente, por exemplo, ao ver uma fogueira pela primeira vez.

Para ela, participar do processo de criar o fogo, alimentá-lo, vê-lo crescer, iluminando tudo à sua volta é pura magia. Sem contar o ritual de todos em volta, contando histórias, sentindo o calor gostoso, vendo as faíscas alaranjadas, tal qual vagalumes feitos de brasa, brilhando e desaparecendo no céu escuro.

Na sua cabeça, perguntas pipocam. Algumas são externadas outras ficam lá, no cantinho do mistério e da fantasia. Quanto tempo durará este fogo? Será que se chover forte ela apaga? Pra onde vão as faíscas que saem dela?

Tudo isso acontece, enquanto de olhos fascinados pelo fogo e ouvidos bem abertos para ouvir as histórias dos adultos, a criança viaja, no mundo encantado da primeira experiência.

Você pode-me dizer que existem muitas viagens legais para lugares urbanos, parques modernos, resorts de primeira classe e eu acredito que haja mesmo. Agora o que eu posso lhe dizer é que nada, nada mesmo, substitui a magia de uma experiência simples que é conviver como o Natural. 

Por mais urbano que você tenha tornado seu filho, de todas as viagens da vida dele, a que ele sempre se lembrará, será aquela em que ele fez com um tio, com seus avós ou com você mesmo, para conhecer aquela cachoeira, fazer aquela trilha, pernoitar num acampamento montado com a ajuda dele.

Ter histórias pra contar é isso. É reviver o simples. O Natural.

CARPE DIEM

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