terça-feira, 30 de outubro de 2012

Halloween - A viagem do Saci aos EUA


Todo mundo sabe que Saci é danado demais da conta! Não é que o bendito do moleque de uma perna só resolveu conhecer os Estados Unidos? Pois é! Resolveu e bem resolvido!

E resolveu mais. Nada de redemoinhos, presepadas e magia. Ele iria para os “Estates” sim e do modo convencional. Com passaporte, trouxa de roupa e classe econômica, pois Saci não é um ser de muitas posses. Tudo conforme manda o figurino. Bem, quase tudo!

A confusão começou aqui no Brasil mesmo. Na hora de emitir o Passaporte. No primeiro contato com o agente, Saci percebeu que viajar do jeito certo iria dar um trabalho danado.

- Ei garoto! Aqui não pode fumar cachimbo. É proibido, meu filho!

- Seu moço! Eu sou o Saci! Não ando sem meu pito! Perco meu encanto! O senhor precisa abrir uma exceção!

- Eu entendo, senhor Saci! Mas tem uma lei nova que proíbe qualquer pessoa fumar em ambiente fechado! Se o senhor quiser, leio tudo que está escrito na tal lei!

- Então não carece eu apagar meu pito não. Eu não sou qualquer pessoa. Eu sou uma lenda! Tem alguma coisa nessa lei proibindo alguma lenda de fumar?

- Tem não, pelo que me lembro! É! Vendo assim, acho que o senhor pode ficar com seu cachimbo. Mas por favor, não abuse das baforadas. Eu posso perder meu emprego.

 - Continuando: - O senhor tem emprego fixo no Brasil?

- Tenho sim senhor! Sou lenda profissional. Protejo as florestas, os indefesos da mata e prego peças nos caçadores em nos homens malvados. Serve este?

- É! Acho que serve.

- O senhor vai para os Estados Unidos por qual razão? Turismo, trabalho, intercâmbio cultural?

- Fui convidado por minha amiga bruxa pra passar o Halloween por lá! Diz ela que é uma ótima data para pregar peça no povo! E também vou dar uma palestra sobre como dar nós em rabos de cavalos e roupas do varal! Querem ver como funciona a tecnologia do meu redemoinho também!

Depois de mais um tanto de perguntas, Saci tinha o seu primeiro passaporte e com visto tudo! Era o primeiro documento internacional de sua vida de lenda! A emoção foi tão grande que ele até chorou, quase apagando seu cachimbo com suas lágrimas.

No dia 30 de outubro, lá se foi Saci para o Aeroporto. Mais confusão a vista. Um trouxinha de roupa, com duas mudas reservas de short vermelho e gorros e algum fumo de rolo, do bom. Saci foi barrado no check in, claro!

- Meu senhor. Não pode viajar sem camisa e sua bagagem precisa ser despachada. Com esta vara segurando a trouxa não pode ir com o senhor na aeronave. Tem que ser despachada! 

- Mas dona! Aí tem duas pecinhas de roupa! Não pesa nada! O que diacho vou fazer eu com essa varinha? Faz assim! Eu quebro essa varinha e “tá resolvido”. Lá nos “Estates” deve ter uma varinha nova pra pendurar minha trouxa! 
Moça, camisa eu não uso não. Saci não pode usar camisa. Sente muito calor. Deixe Saci viajar assim mesmo! Eu só quero ver minha amiga Bruxa.Olha só! Eu já até apaguei o meu cachimbo, por que dizem que o diacho do avião cai, se tiver fumaça no danado! E eu que não quero cair lá de cima!

Depois de muita confusão no guichê, com o horário do embarque se aproximando e de tanta choradeira do Saci não houve remédio, a funcionária acabou liberando o Saci sem camisa mesmo e com sua trouxa sem a varinha.

No avião na hora da decolagem, sob os olhares dos curiosos, Saci estava na poltrona do lado da janela. Tão logo as turbinas foram acionadas e a máquina de voar começou a levantar do chão, foi aquela gritaria vindo de uma poltrona perto da janela!

- Valei-me Caipora! Valei-me Curupira! Salve Boitatá! Esse bicho vai cair! Credo e cruz! E o povo ainda tem medo do Saci! Esse bichão no céu sim, bota medo! Socoooooooooorro! Socoooooooorro!
- Meu senhor! Queira manter a calma. Assim o senhor assusta os demais passageiros. Fique tranqüilo. O avião é um transporte seguro. Vou buscar uma água para acalma-lo, combinado? – Disse a simpática comissária.

- Traga com açúcar, moça! Com bastante açúcar!

Passado o susto inicial e mais acostumado com a viagem, Saci agora era a atração do voo. A criançada o cercou, pedindo autógrafos (que tiveram que explicar pra ele o que significava) e todos queriam saber como ele fazia tantos truques. Um menino perguntou por que ele ao invés de avião, não viajava no seu redemoinho. Ele respondeu que queria ser gente por um dia.

Chegando lá, dona Bruxa tava animada esperando-o com sua vassoura, para levá-lo ao local do encontro das lendas americanas e para os preparativos da festa. Ele conheceu o Lobisomem americano, o Vampiro, o Frankenstein e outros monstros de todo o mundo que adoravam marcar presença no Haloween americano.

Saci tava que não se aguentava de alegria. Todos o tratando como se fosse uma estrela. Um diacho de um negrinho de uma perna só, fazendo tanto sucesso, pensava  enquanto ria das monstruosidades.

- Saci, e verdade que até criaram um dia pra você, lá no Brasil? - Perguntou, o Vampiro todo curioso

- É sim! Dia 31 de outubro. O mesmo dia do Haloween americano. Sabia que minha traquinagens uma hora daria o que falar! - Respondeu matreiramente o Saci. 

- Mas seu Vampiro, o senhor é mais assustador pela televisão lá do Sítio, que as vezes, espio. E o senhor Frank até que é simpático! Dona Bruxa, como alguém pode chamar a senhora de má? Tão hospitaleira, com esse sopão neste caldeirão.

Todos riam das piadas do Saci.

Naquele ano, o Halloween americano foi diferente de todos! Entre monstros e mitos    que fizeram suas travessuras daquela noite, tinha um negrinho, de gorrinho vermelho, cachimbo e de uma perna só, muito do animado, fazendo redemoinhos, pregando peças e dando boas gargalhadas! Foi uma festa!

Ficou tudo combinado! No ano seguinte a nova galera do Saci viria para o Brasil, para juntos se divertirem, no Dia do Saci e no nosso Haloween!

E viva o Saci! E viva o Halloween e toda a fantasia presente no imaginário de cada um!

CARPE DIEM

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia do Livro: Leve-me com você


A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê
Malba Tahan

Trecho do livro "Leve-me com você - As aventuras de um livro viajante", de Paul Desalmand, Editora Octavo:

"...O sonho: quando o livreiro nos elogia, introduz um pouco de humanidade no comércio. O livro não é um produto como os outros, isso já se disse e repetiu, mas livraria também não é um comércio como os outros, pelo menos uma livraria digna do nome. O que mais se aproxima dela é uma mercearia antiga. Ou o farmacêutico de outrora, que conhecendo todo mundo, era quase um personagem ilustre em seu bairro. Cria-se uma rede de relações. As pessoas precisam de produtos, e mais ainda, de calor humano

Por isso, atualmente, uma livraria que junte a modernidade técnica e as práticas de outrora, com um livreiro que conhece e ama os livros e os clientes, tem futuro; pelo menos nos bairros onde os habitantes dispõem de certo conforto..."

Este livro conta as aventuras e desventuras de um livro, narrada na primeira pessoa. Ou seja, o próprio.

Resolvi extrair este pequeno trecho para ilustrar o quão importante é um livro para o crescimento de uma pessoa e da sociedade como um todo.

O livro tem a capacidade de nos transportar para novas realidades. Nos esclarece. Nos ensina. E seu autor é o mestre de cerimônias deste mundo impar. Como um bom anfitrião, nos apresenta o seu universo de uma forma que nos sintamos a vontade. Parte da narrativa.

Quem, quando criança, não sonhou ou se imaginou como um dos personagens das histórias infantis? Quem, quando adulto, não se envolveu numa trama? Ora como investigador, como herói, como vilão ou mesmo como vítima. Frutos da mágica do livro.

Hoje, faço-lhe um convite especial: Leia um livro. Viaje nele e com ele. Se perca e se encontre entre as palavras. Seja o protagonista de sua história.
Aos escritores amigos e desconhecidos deixo aqui minha gratidão, por tornar nossas realidades mais amenas e mais cheias de vida.

CARPE DIEM



sábado, 27 de outubro de 2012

Serviço público de qualidade, sim!

Em tempos de mensalão, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, desvio de verba, pagamento de propina e outras barbaridades do gênero, o funcionalismo público anda meio em baixa, na opinião pública.

Há também rótulos bem menos graves, como corpo mole, falta de interesse em atender bem, acomodação na função, desconhecimento da função, falta de empatia, operação padrão que também perseguem a classe dos trabalhadores públicos.

Com tanta corrente contrária, imaginar que exista bom funcionalismo virou até utopia. Pois bem. Existe! E existem ótimos funcionários públicos!

Existem aqueles que estudaram muito para exercerem a função, se dedicaram em concursos públicos, e quando aprovados, não apenas ganharam um emprego público, realizaram um sonho, um ideal de vida. São estes que saem cedo de casa, atendem a população com atenção, cumprem seu dever com maestria e retornam para seus lares com a boa sensação do dever cumprido.

O Brasil está conhecendo uma nova geração. Diferente daquela viciada em molezas como fazer parte de um cabideiro empregatício. São jovens talentos que querem passar a limpo suas carreiras e funções até então estigmatizadas pelo desserviço prestado.

São funcionários do INSS, de bancos públicos, das Polícias Militar, Civil e Federal, dos órgãos reguladores, das áreas da educação e saúde e por aí vai.

Utopia. Você que me lê, acha que pirei, né? Negativo! Eu fui "vítima" (risos) de excelentes atendimentos. Um deles na ANVISA aqui de Campinas, de uma profissional de descendência italiana. Seu nome: Dra. Tosca de Lucca (antes que pense em alguma piada, o nome dela se lê Tósca, com acentuação aguda no A). Outro, no Poupa Tempo. Peço desculpas por não ter guardado o nome da atendente.

O que haiva em comum em ambas? A boa vontade e o interesse verdadeiro em cumprir sua atividade. Atitude que deveria ser uma regra. Jamais exceção.

Quis falar destas duas figuras por duas razões. Uma, para através delas, parabenizar todo bom funcionário público que existe neste país e a segunda razão, é para reforçar minha fé nas pessoas deste país. Existem sim, pessoas que fazem a diferença.

Se você teve boas experiências comente aqui ou na nossa página do FB. Se suas experiências não foram tão boas assim, deixe passar e acredite, existem pessoas especiais, para prestar um bom serviço. Pra falar mal, basta todo o mundo!

Bom final de semana!

CARPE DIEM!


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Alguém para dividir os sonhos


"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade."

Raul Seixas


Nada melhor do que ter alguém para dividir os sonhos. Eu penso muito nisso.

Tem gente que pensa que os sonhos são exclusividades das crianças, dos apaixonados e dos poetas. Equívoco total! Todas as pessoas têm sonhos guardados dentro de si. Elas até tentam mudar a nomenclatura. Uns preferem chamar de objetivos, outros de metas, outras de desejos. No fundo todos falam do bom e maravilhoso sonho. Idealização de algo possível ou considerado impossível por muitos.

Você pode sonhar com aquela viagem distante, para um lugar especial e significativo pra você. Caso você vá só, realiza o sonho prático. Agora o sonho real só é realizado quando você compartilha com alguém. Quando você vê aquela paisagem ou monumento e diz "Fulano! Lembra o que eu disse? Não é maravilhoso?" ou "Que bom que você está vendo o que estou vendo"Isto sim, é realizar um sonho!

Você pode sonhar com aquele apartamento, a casa de campo, um carro novo, um novo trabalho, um projeto aprovado. Qualquer coisa vira sonho e se realiza, se corremos atrás. A materialização do sonho, porém, só ocorre quando você compartilha. Pode ser com um amigo, um parente querido, seu parceiro ou parceira de jornada, seus filhos...

O sonho junto é muito mais real. O sonho solitário é uma vitória solitária. Precisamos do outro e somos parte do outro. Não digo de uma dependência patológica, passional. Digo de uma necessidade de estar junto. De conviver, de fazer parte de algo maior que seu mundo.

Como escritor, poeta e sonhador nato, eu sonho muito. Viajo muito nos pensamentos e nas ideias. Alguns até pensam que não sei ser prático. Ledo engano. Sou muito prático e realista. Apenas, tive a honra de ter o "dom de sonhar".

Se você me perguntar se prefiro sonhar só ou acompanhado, eu respondo: "Prefiro sonhar junto. É muito melhor!"

Posso te pedir uma coisa? Sonhe mais. Compartilhe mais. Procure alguém para dividir os seus sonhos! Dará outro norte às suas viagens!

CARPE DIEM

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

TOP BLOG 2012 - Somos finalistas!


O "Sempre tem algo Acontecendo", graças aos nossos seguidores e leitores, cresceu e apareceu! Pela primeira vez, , desde que o Prêmio TOP BLOG foi criado, estamos entre os "TOP100" 2012 da categoria Notícia e Cotidiano. Lembramos que participam desta categoria, blogs de famosos globais, alguns de jornalismo entre outras personalidades importantes do cenário cultural. Ou seja, realmente é um grande feito!

Agradeço os votos recebidos até agora e mais uma vez peço carinhosamente seu apoio.

Na segunda fase, que vai até o dia 10/11/2012, os votos são zerados e uma nova votação virtual se inicia. Para que nos ajude a ganhar o Prêmio de melhor Blog 2012, basta que vote no link abaixo ou no ícone do TOPBLOG que aparece do lado direito da nossa página.

Link de votação TOPBLOG 2012:

Eu acredito que seja possível e você?

Caso goste do "Sempre tem algo Acontecendo" peço que divulgue este post o máximo que puder, bem como o evento criado no facebook, especialmente pra votação:


Agradeço o carinho

CARPE DIEM

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Salto!

Novidade
De repente, tudo é novo

De novo

Pessoas

Lugares
Tudo surge diferente, de repente
Vida em movimento
Movimento!
Reinvento o viver
Passo
Repasso
a vida
Salto
Alguém
Algo
Está pronto

Pra me amparar!


Carpe Diem!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ao mestre com carinho

Soneto
Ao Mestre com carinho

Na primeira leitura de uma criança
Os mistérios e os sonhos encantados
Descortina-se o saber com confiança
Quando alunos se sentem encorajados

No ensino vislumbro a esperança
De meninos aos  montes educados
Afinal, na palavra a grande herança
Transmitida por mestres dedicados

Guardião do saber e da  virtude
Nos ensina com exemplo e atitude
Uma bússola que indica o caminho

No ensino ele encontra a plenitude
Companheiro da nossa juventude
Um abraço ao mestre  com carinho

Um abraço de gratidão a cada professor deste país, que com muita dedicação enfrenta as dificuldades econômicas, estruturais e comportamentais. São eles, que enfrentam salas sem condições físicas e alunos descomprometidos, muitas vezes.

CARPE DIEM! 
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