sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ECOnsciência Urbana

São Paulo finalmente entra de vez na luta contra as sacolas plásticas. Desde o dia 25 de janeiro de 2012, está em vigor a Campanha pelo fim das sacolas nos estabelecimentos comerciais.

Alguns Estados estão na frente de São Paulo, há algum tempo, como é o caso de Minas Gerais, por exemplo. A verdade é que nunca é tarde para se tomar uma atitude. 

As reações das pessoas são as mais variadas possíveis. Algumas ficaram super felizes, por que já vinham praticando o desuso das famosas sacolinhas. Outros aderiram numa boa. Outros reclamam muito. Outros ainda usam desculpas esfarrapadas para tentar invalidar a iniciativa. 

Coisas do tipo: 
  • Como se isso fosse resolver;
  • Deve ter interesse político por trás;
  • Isso coisa dos ecochatos de plantão;
  • E por aí vai!
O fato é que, de certa forma, uma atitude isolada não resolve todo o problema. Agora, se juntos adotarmos algumas práticas mais inteligentes em relação ao nosso meio urbano, muitos serão os benefícios. Desde a incidência de menos enchentes até a limpeza mais eficiente das nossas cidades. 

Tirar os lixos das ruas e dos aterros sanitários traz inúmeros benefícios e principalmente melhora a qualidade de vida de todos nós.

Chegou o momento de sermos mais colaborativos e participativos na nossa comunidade. 

É hora de ECOnciência Urbana!

Comece se informando como funciona, aí na sua comunidade:
  • A coleta seletiva
  • As estações de reciclagens
  • As cooperativas de catadores
  • etc.
Um pouco por dia. Cada um fazendo sua parte. Acho que dá

CARPE DIEM

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cativar é criar laços

O essencial é invisível aos olhos.


Existem acontecimentos que nos emocionam não pela grandiosidade e sim pela simplicidade, pela forma singela como acontecem. Muitas vezes, um cartão, um abraço, um sorriso sincero ou uma palavra amiga tem a capacidade de mudar a nossa vida. Tudo dado de graça. A alegria e a paz que carregamos, graças aos pequenos acontecimentos são sim, invisíveis aos olhos.

Ontem, dia 24 de janeiro de 2012, por volta das 17 horas e 50 minutos (sim, as pessoas grandes gostam de números e datas como referência para que os fatos se tornem oficiais e registrados) encontramos uma pessoa muito especial. Eu diria que encontramos um privilegiado. Afinal, ele é nada mais, nada menos que sobrinho neto de Antoine de Saint-Exupéry, autor de uma obra fantasticamente cheia de belos ensinamentos, o livro infantil (?) "O Pequeno Príncipe".

Graças a uma exposição que acontece num grande shopping aqui de nossa cidade (Campinas/SP) recebemos a visita de Olivier d'Agay, presidente da Sucession Saint-Exupéry, responsável pelos direitos mundiais da obra.

A exposição, os eventos paralelos à exposição, os objetos baseados na obra, a visita de Olivier, o carinho de Luana e Renato (responsáveis pelos direitos do Pequeno Príncipe no Brasil), enfim, tudo isso pode ser registrado visualmente. Estavam todos lá, com certeza! dezenas e dezenas de pessoas tiraram fotos, levaram lembranças e ouviram o bom francês Olivier.

Agora, o que cada um sente, o que sentimos, o que senti ao cumprimentar e abraçar aquele francês, especialmente abençoado e carismático só é possível se ver bem com o coração mesmo. 

Conheço centenas de pessoas que se conhecem graças a esta obra. Uma comunidade no orkut, um grupo do facebook mantém as palavras do Pequeno Príncipe e sua raposa sempre vivas no coração de cada um. 

Naquele abraço e naquela foto, todos estavam comigo, os mais de 300 membros de um e os quase 500 de outra (sim, as pessoas grandes gostam de números). Por isso, meus cativos, saibam que aquele abraço, foi dado, por cada um de vocês. Foram centenas de cliques, num único clique.

Foi um momento tão curto, porém eternizado aqui dentro, onde guardo o que realmente é essencial.

Merci, Olivier!

CARPE DIEM

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eu escrevo poesia

Eu escrevo poesia
Como o passarinho voa
Como pinto quando pia
Vagabundo quando à toa
Como a flor lança perfume
Como o peixe em seu cardume
Como a noite ama a lua
Como a estrela lá no céu
Faço verso assim ao léu
Pra animar vida sua

Eu escrevo poesia
Naquele antigo terreiro
Na auroridade do dia
Debaixo do cajueiro
Na cadeira que balança
Minha rima lhe alcança
Tal qual a flecha certeira
Que procura seu destino
Coração em desatino
De uma cabocla brejeira

Eu escrevo poesia
Em busca da boa rima
Em busca do novo dia
Que anuncia novo clima
Trazendo nova esperança
Sorriso de uma criança
Alegria apaixonada
Tudo cabe neste verso
O amor e seu inverso
Cabe o tudo e cabe o nada.

Eu escrevo poesia
Pra falar do bom da vida
Do sol que nos alumia
Do choro da despedida
Do sorriso da criança
Da boa nova, esperança
Da natureza em festa
Da gelada cachoeira
Da moça alegre e faceira
Numa noite de seresta.

Eu cada verso que escrevo
Eu retrato a natureza
Não sei se devo ou não devo
Incluir nele a tristeza
Semeio a simplicidade
Cultivo o amor de verdade
Nos pequenos versos meus
Por isso escrevo com calma
Aquilo que vem da alma
Com esse dom vindo de Deus

CARPE DIEM

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

BBB12 - O que esperar da Globo?

Eu fico impressionado com a capacidade que a Rede Globo tem de confundir as pessoas. Criar suas próprias verdades. Mudá-las, se for preciso, para manter sua dianteira no mercado. Nada demais. Uma empresa vive de resultados. E a Globo é uma empresa. A questão é que esta emissora é uma empresa, que tem como missão comunicar, transmitir informações, tendências e valores.

Um de seus programas de sucesso, que todos os anos, ocupa um espaço em sua grade é o Big Brother Brasil. Está na décima segunda edição. A edição atual apresenta números mais modestos que as edições anteriores, apesar das mudanças que começaram a ocorrer há um certo tempo. Uma delas é mudar o perfil dos participantes: O mínimo de pessoas comuns possível, no que diz a apresentação física, claro. Afinal, tudo é um gigantesco comercial de cerveja. Homens sarados e mulheres com corpos esculturais desfilando com o mínimo de roupa possível.

Cada um assiste o que quer. Fato!

Particularmente não me atrai esse tipo de programa. Porém, como todo brasileiro, não pude deixar de tomar conhecimento de um fato ocorrido no programa, na madrugada de sábado. Um vídeo que circula ainda, apesar do acordo da emissora com um portal de vídeo, com cenas de uma suposta relação sexual entre dois participantes. Até aí nada demais, afinal, depois de uma das tantas festas regadas a muita bebida, música e clima natural(?) de romance, muitos casais acabam se formando. Seja apenas para trocar um beijo, para engatarem um sincero (?) romance ou apenas ficar mesmo. Por uma noite.

Assisti ao tal vídeo, com cerca de sete minutos. E o que aparece neste vídeo é uma cena intrigante. Um casal que inicia algumas carícias, uma mulher que apaga do nada, devido ao alto volume de bebida e energético tomado durante toda a noite e um moço que continua suas investidas apesar do corpo inerte na cama. Tudo isso sob os famosos edredons da tal casa.

Não vou entrar no mérito do que aconteceu ou pode ter acontecido. Só eles sabem e quem estava filmando. A questão aqui é outra. Bem diferente do que rolou entre estes dois. A questão é que tipo de emissora deixa algo assim acontecer. Algo me diz que na dúvida, deve-se intervir. Vamos ver como essa vergonha toda se desenha:

  • Sábado - Festa, bebida, mulheres e homens fisicamente interessantes e interessados, estímulo, confinamento (coisa de circo), madrugada a dentro e o clima mais quente possível.
  • Domingo durante o dia - No dia seguinte, uma participante com dúvida sobre o que rolou e um outro afirmando que não rolou absolutamente nada. Internautas, que ficam 24 ligados (?) denunciam a tal cena. A emissora chama a participante e faz a única pergunta que não se obtém um "Sim", segundo aprendi quando criança: "Você está dormindo?". Ora, s e aconteceu algo com aquela moça, enquanto ela estava apagada, como ela se lembraria? Será que mostraram toda a gravação pra ela? Ou a confundiram mais?Não sabemos. O fato é que a emissora subestimou, mais uma vez, o poder da internet .
  • Domingo à noite - Enquanto os protestos pipocavam nas redes sociais, a poderosa, abria seu programa, com seu âncora pensador e filósofo, com a seguinte pérola: "O amor é lindo!" E apesar da cena ser, no mínimo, duvidosa, nem se pronunciou sobre o caso.
  • Segunda pela manhã - Polícia acionada (interessante que nenhum dos familiares da moça se manifestou), depoimentos tomados e mudança de comportamento da moça. De desconfiada, a feliz.
  • Segunda à noite - O âncora-pensador-filósofo solta um comunicado oficial, e evasivo sobre a exclusão do participante envolvido no caso, por quebra de conduta. Engraçado que o amor era lindo, na noite anterior, segundo o próprio apresentador.
Eu sinto vergonha por essa moça, por este rapaz, por todos aqueles que passam por um programa destes. Pessoas que se sujeitam a situações vexatórias em troca da possibilidade de ganhar uma alta quantia, a oportunidade de aparecer numa revista masculina ou obter um período de fama, após a saída do programa. As famílias destes dois não merecem isso.

O pior é que deturparam uma máxima: As imagens não mentem. Nesta emissora é o único lugar onde as imagens não mostram o que mostram. 

Bem! Todos trabalham duro e fazem apenas sua obrigação. Eu pergunto, diretamente para aqueles que estavam no controle das filmagens daquela madrugada. Com inúmeros ângulos da mesma cena, à sua disposição:

- Se fosse a filha, a esposa, a irmã de um de vocês, na dúvida, vocês continuariam achando que não foi nada demais e deixariam esta cena seguir em frente?

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sair de cena

Em alguns momentos na vida precisamos sair de cena. Faz bem. Seja para realinhar as ideias antigas, seja para buscar novas ideias. Em algumas datas esse realinhamento é quase coletivo, como numa virada de um ano para o outro. Ou numa noite de Natal, para aqueles que congregam da mesma crença. Então, por natureza, vivemos acostumados aos ciclos.

Sair de cena muitas vezes é importante para se enxergar uma situação com maior isenção. 

Sair de cena também é importante para compreender um pouco mais de nós mesmos e do outro.

A escrita, para mim, é uma extensão da minha vida. Eu sou fascinado pela palavra e pelos significados que ela adquire a medida que a manipulamos. Encaixa-se uma palavra aqui, outra ali e uma frase nasce, com toda sua magia e encanto. 

Por isso saí de cena, por um período, a palavra me fascinava tanto, que quase me perdi dentro dela. Hoje estou aqui. A palavra também. Que sejamos felizes...

Até o próximo fim de um ciclo...

É bom estar de volta... sempre é bom!

CARPE DIEM 
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