sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eu escrevo poesia

Eu escrevo poesia
Como o passarinho voa
Como pinto quando pia
Vagabundo quando à toa
Como a flor lança perfume
Como o peixe em seu cardume
Como a noite ama a lua
Como a estrela lá no céu
Faço verso assim ao léu
Pra animar vida sua

Eu escrevo poesia
Naquele antigo terreiro
Na auroridade do dia
Debaixo do cajueiro
Na cadeira que balança
Minha rima lhe alcança
Tal qual a flecha certeira
Que procura seu destino
Coração em desatino
De uma cabocla brejeira

Eu escrevo poesia
Em busca da boa rima
Em busca do novo dia
Que anuncia novo clima
Trazendo nova esperança
Sorriso de uma criança
Alegria apaixonada
Tudo cabe neste verso
O amor e seu inverso
Cabe o tudo e cabe o nada.

Eu escrevo poesia
Pra falar do bom da vida
Do sol que nos alumia
Do choro da despedida
Do sorriso da criança
Da boa nova, esperança
Da natureza em festa
Da gelada cachoeira
Da moça alegre e faceira
Numa noite de seresta.

Eu cada verso que escrevo
Eu retrato a natureza
Não sei se devo ou não devo
Incluir nele a tristeza
Semeio a simplicidade
Cultivo o amor de verdade
Nos pequenos versos meus
Por isso escrevo com calma
Aquilo que vem da alma
Com esse dom vindo de Deus

CARPE DIEM

4 comentários:

Camila Dias disse...

Samuel, que coisa linda!
Não entendi o motivo do blog está bloqueado ha algumas semanas.Mas agora sim...
Volte com com tudo, poeta!
Forte abraço.

Van *-* disse...

Sá, que bom tê-lo de volta, ainda mais com uma pérola como essa.
Você escreve poesia meu amigo pra alegrar a vida da gente, fala sobre coisas simples e belas de uma forma adorável.

Sinta-se abraçado

Luciana Dimarzio disse...

Linda poesia, Samuca! Adorei!!

Samuel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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