sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um novo tempo!


Tempo de renascer
Tempo de reinventar
Tempo de reviver
Tempo de recriar

Tempo de recomeçar
Tempo de refazer
Tempo de acreditar
Tempo de reescrever

Tempo de olhar pra frente
De agir diferente
De ter coragem
De se reerguer

Tempo de um novo ciclo
Tempo em que reciclo
Ideias, sentimentos e desejos!

Tempo de criar projetos
De descartar velhos objetos
De pensar grande
De sentir maior ainda!
De simplesmente ser!

Tempo de acreditar na sorte
De amor bem forte
De abraços, beijos e festa!

Tempo de Natureza
De apreciar a beleza
De cuidar do Planeta! 

Tempo de ser melhor
De estar melhor
De fazer o seu melhor!

Tempo de tolerância
De respeitar a infância
De ser solidário


Que venha um novo tempo!

CARPE DIEM!

O "sempre tem algo acontecendo" deseja aos seus amigos, leitores e seguidores um Ano Novo repleto de Luz, de Conquistas, de Paz, de Amor , de Desafios e de Conquistas.
Que cada um consiga os recursos necessários para sua caminhada"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Trilogia de Natal: III - Nasce uma família!


“Papai do Céu, hoje é um dia muito importante na minha vida. Queria muito que essa família que virá conhecer o Lar seja abençoada e tocada por você. Que ela goste de algum de nós, que nos ache legal e que também  sejamos feliz perto dela. Papai do Céu, eu sei que este ano vieram muitas pessoas aqui e nunca me escolheram. Alguns dos meus amigos tiveram um pouco mais sorte do que eu.Outros esperam como eu. Mas eu queria que soubesse que sempre acreditei em você e que nesta manhã tudo será diferente. Amém”

Paulo era um menino maduro, para os seus oito anos. Foi com essa oração que ele levantou de sua cama e com muita esperança de que seu sonho se realizasse. Aquela era uma manhã diferente. Seria o último dia de visitas, antes do Natal. Algumas famílias se fariam presentes no abrigo. Nem todas para procurarem um filho. Muitas eram voluntárias de Natal. Faziam as vezes de padrinhos. 

Ele mesmo tinha um casal de padrinhos muito legal. Seu Joaquim e Dona Maria, um casal de velhinhos que tinha filhos e netos que moravam em outro país. Solitários, ambos encontraram no abrigo, a alegria de compartilhar o amor que tinham. Acabaram se apegando a Paulo. Só não o adotaram por que o juizado considerou a idade deles avançada para serem pais. Mas ficaram amigos e tornaram-se padrinhos. Paulo os chamava de “Vô Quim” e “Vó Maria”. Eles gostavam de serem considerados assim. Sempre que podiam, visitavam Paulo e contavam boas histórias para o pequeno, que ficava maravilhado com tantas coisas que “Vô Quim” conhecia sobre o mundo.

“Hoje será um dia muito especial para nós. Iremos, pela última vez neste ano, conhecer um visitar um lar de crianças e desejamos Pai Amado, conhecer nosso filho nele. Sabemos que muitos abrigos, lares e instituições foram visitados este ano. Que ainda não sentimos o amor que precisamos sentir por nenhuma criança que visitamos, mas acreditamos que hoje será diferente. Por isso, esperamos Pai Amado, que saibamos discernir e sentir o nosso filho hoje. Que Assim Seja!”

Foi com essa prece que José Luiz e Maria Clara terminaram seu café da manhã. De mãos dadas e olhos fechados, era visível a emoção que tomava conta daquela mesa. Uma lágrima amorosa desceu pela face de Maria Clara. José Luiz enxugou-a com as com uma carícia suave. Enquanto sua mão deslizava pelo rosto de Maria Clara, ele disse:

- Sinto algo diferente hoje, Maria. Temos que estar sintonizados e atentos aos sinais de nosso Pai Amado. Nossa longa espera termina hoje.

- Que assim seja José. Que assim seja! –Respondeu ainda chorosa, Maria Clara.
O Lar que fora indicado pelos agentes de adoção ficava há alguns quilômetros da cidade em que viviam. Uma pequena cidade da região. Não era tão longe. A demora em chegar tinha muito mais a ver com a ansiedade deles do que com a distância geográfica que os separava do destino.

“Lar Crianças de Luz”, ambos leram na placa. Entreolharam-se e riram com nome tão sugestivo. Sim. Só poderiam ter crianças iluminadas naquele pequeno lar. Foram recebidos, na entrada da Casa, por Dona Madalena (Mãe Madá, como pediu para ser chamada), que deu as primeiras instruções e preparou o casal para a visita.

- Meus queridos, aqui é um Lar que há muito tempo abriga crianças. Temos uma proposta diferente e lidamos com crianças maiores. Aquelas que desafortunadamente, passam do “melhor tempo” para serem adotadas. Aqui, valorizamos suas qualidades, elevamos sua auto-estima e sim, vivemos como uma grande família. Essas crianças, meus queridos, já tiveram muitos dissabores e decepções, para viverem num mundo, onde o amor não seja possível.  Diria a ambos, que são crianças especiais e de luz. O nome da casa não por acaso. Fomos intuídos para escolhê-lo. Por isso, peço que sejam amorosos e tratem todos com muito amor e respeito. Se o filho de vocês estiver entre nós, saberemos.

Ouviram em silêncio, apenas assentindo com a cabeça. Logo estavam passeando pela casa. Eram vários ambientes. Oficina de Artes, Comida com arte, Sala de jogos, Briquedoteca, Biblioteca, Sala do Sono, Sala do Aprendizado e o Pátio das Brincadeiras! Naquela manhã, a movimentação no Pátio era grande. Os padrinhos estavam distribuindo presentes aos seus afilhados do coração e a criançada estava eufórica.

Numa das últimas mesas do Pátio das Brincadeiras, estavam um casal de velhinhos e um menino conversando alegremente. Ele ria e o homem contava alguma história que causava este riso no menino. Aquele garoto era um dos maiores do Pátio. Maria Clara olhou para José Antonio, que como que se pressentisse o que ela queria falar, responde:

- Amor! Combinamos que queríamos uma criança um pouco mais nova. Abrimos mão de buscarmos apenas recém nascidos, porém limitamos a idade, lembra? Como conseguiremos educar uma criança mais madura, meu anjo? Todos nos alertam que é mais desafiador, que vem com vícios de comportamento e que podem ser um problema em casa.

- Eu não disse nada José. Ele é especial. Veja como sorri. Vamos conhecê-lo. Sei que nos indicaram outra criança deste abrigo. Sei que a outra está dentro do que buscamos como “padrão de idade”. – Ela disse as palavras finais, com ênfase e José Luiz sabia que quando ela fazia isso, era para provocá-lo, em seus padrões.

À medida que conversavam, caminhavam quase instintivamente em direção ao trio animado. Mãe Madá sabia o que estava acontecendo e diminuiu o passo. Sem que percebessem deixou-os a sós. Em poucos segundos, lá estavam. Maria Clara e José Luiz, bem diante da mesa do trio. “Vô Quim” olhou para o casal e convidou-os para juntarem-se a eles:

- Meus filhos, sentem-se conosco. Há mais uma cadeira logo ali. Pegue pra sua esposa, meu filho. Juntem-se a nós e escute essa que vou contar pro Paulo. Essa é uma boa história! Desculpe-me a falta de educação. Sou Joaquim, “Vô Quim” como o Paulo me chama. Esta é minha esposa “Vó Maria” e este é Paulo, nosso neto e afilhado.

- Muito prazer – respondeu o casal em coro – Pensava que aqui era um lar de crianças que não tinham mais família por perto. Que bom que Paulo tem avós tão queridos. Ah! Que cabeça a minha. Somos Maria Clara e José Luiz – completou Maria Clara, enquanto José buscava mais uma cadeira para juntar-se ao grupo.

- Mas é Maria Clara. Somos padrinhos e avós do coração do Paulo. Desde que ele chegou aqui, que assumimos esta missão tão querida.

Paulo observava aquele casal e uma emoção diferente começou a tomar conta do seu coraçãozinho. Mal falava, observando o casal, enquanto ouvia mais uma história do seu avô. Pela primeira vez, estava desatendo. A voz de “Vo Quim” estava distante e apenas aquela mulher e aquele homem brincavam na sua mente infantil. São eles, pensou e chegou a sussurrar enquanto pensava.

- São eles o que, meu querido? – Provocou “Vó Maria”, a única a perceber o breve sussurro e já pressentindo o que se passava.

Naquela manhã, os cinco não se desgrudaram. Paulo apresentou todos os espaços. Sempre de mão dada com “Vô Quim” e falou de tudo que vivera em cada lugar. Era ele o contador de histórias naquele momento. Falou de coisas que nunca falara com ninguém. Falou de como chegou naquela casa, de quanto sofreu com seus pais que bebiam muito, de como sentia-se triste quando algum amigo chorava por sentir-se rejeitado por algum casal. Falou de como o lar era acolhedor e como Mãe Madá era generosa e brava também, quando eles aprontavam. Falara rindo sobre a braveza de Mãe Madá.

- Ah! Meu Filho! Que história linda essa sua. – Respondeu automaticamente quando Paulo concluiu toda sua história e apresentação do lar. – Você tem quantos anos Paulo?

- Ah! Tia Maria Clara! Sou bem velho! Já tenho 08 anos. – Respondeu Paulo com um riso largo no rosto
.
- Posso lhe dar um abraço, Paulo? – Disse Maria Clara, já com os braços abertos e prontos para abraçá-lo. Nem esperou resposta e envolveu o garoto em seus braços.

Ali ajoelhada, sentiu um amor incrível tomar conta do seu corpo e de seus olhos verteram lágrimas amorosas. Com Paulo envolvido em seu abraço olhou para José Luiz, que tinha os olhos marejados e como se convidado tomou parte daquele abraço. Agora em três chorosos num abraço. Paulo sem entender muito a razão, começou a sentir seus olhos molhados e começou a abraçar mais forte Maria Clara, enquanto chorava silenciosamente. Em pé, “Vô Quim” e “Vó Maria” abraçaram-se, enquanto observavam aquela cena tão bela e nem precisaram trocar palavras. Paulo tinha um lar, finalmente.

- Filho querido! Vamos para casa? Você concorda José? Você está sentindo isso? – Disse Maria Clara, emocionada e com voz de súplica.

- Paulo, meu querido, você quer ser nosso filho? Quer conhecer nossa casa? – Falou José Luiz, dirigindo-se a Paulo. Claro que ele já concordava com Maria Clara. Queria saber se Paulo os queria como pais.

O abraço de Paulo serviu como uma resposta positiva. Alguns dias se passaram. Período de adaptação, visitas da Assistente Social, burocracias, controles e muitas expectativas.

A alegria que Paulo sentiu a ver-se em seu próprio quarto, ou na mesa de café com seus pais, ou no quintal brincando com seus novos amigos e primos não caberia em papel ou tela alguma. Era dele. Estava dentro dele. José, Maria e Paulo finalmente tinham uma família.

E foram gratos por isso.

CARPE DIEM

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Trilogia de Natal: II - Sonho compartilhado


Naquela noite, José Luiz e Maria Clara, mal dormiram. A ansiedade de ambos era evidente. O dia havia sido de grande emoção, afinal, ligaram do Departamento de Adoção, convidando-os para conhecerem um Lar de crianças. Uma vez, liberados para o processo, estavam prontos e aptos a buscarem o filho que tanto sonhavam.

À noite, os dois lembraram os anos que tentaram ter um filho, a vontade enorme de Maria Clara em ser mãe e os sonhos de José Luiz em ter um menino. A ansiedade era tanta que falavam quase ao mesmo tempo:

- Meu Deus, é amanhã! Será que vou encontraremos o nosso filho? Será que ele vai ser fã de futebol! Sempre quis ter um parceiro para assistir aos jogos! – Fala José Luiz

- Não vejo a hora de ter mais alguém na nossa mesa. De levá-lo à escola! Será que ele será estudioso? Será que ele ficará feliz em sermos seus pais? – Continuava apressadamente Maria Clara

- Que ideia Clara! Claro que ele será feliz conosco. Ele terá um lar! A pergunta é outra. Será que seremos bons pais? Estamos mesmo prontos? – Devolve José Luiz

- Estamos sim, amor. Vamos dormir. Amanhã será um dia importante. Para nós três. Seja lá quem for ele. – Sentencia Maria Clara.

Alguns segundos de silêncio, ambos abraçados na cama, quando o falatório recomeça. Ambos divagavam sobre quase tudo. Sobre como seria ele, como reagiria, quais eram suas preferências e tantas outras indagações que o acompanhavam desde sempre.

José Luiz e Maria Clara formavam um casal especial. Casados há 15 anos, sonhavam com um filho. Alimentaram o sonho de serem pais biológicos até os 10 anos de casados e só então viram na adoção uma oportunidade de realizarem o grande sonho. 

Da decisão até o grande dia, foram longos 5 anos de busca. À medida que o tempo passava e que eles amadureciam, as exigências foram se transformando. Inicialmente buscaram recém nascidos e com características físicas próximas às deles. Em vão. A concorrência era enorme e a disponibilidade não atendia a demanda de futuros pais.

Um dia, chegaram à conclusão que, se realmente desejassem serem pais, não deveriam escolher o filho que viria. Afinal, se fosse um filho biológico, eles teriam chance de escolha? Eles escolheriam o sexo, as condições físicas e de saúde do bebê?Claro que não! Então assim seria. A partir de agora, estaria abertos e disponíveis para o filho que lhes fosse reservado.

Acompanhados pela assistência social e pelo núcleo de psicologia do departamento de adoção, sentiam-se mais seguros a cada dia e o aval dos especialistas os encorajava ainda mais.

Fazia algum tempo que frequentavam palestras, participavam de fóruns de discussão, liam livros e estavam convencidos da carência que existia de pais para crianças mais maduras. Eram praticamente esquecidas e ignoradas nos lares e abrigos.

Naquela noite, ambos recordaram tudo isso. Repassaram os passos de uma busca que vinha de muito tempo.  No coração de cada um deles, um sentimento que praticamente se traduzia em certeza: 

Aquela busca estava chegando ao fim. Eles encontrariam seu filho, pela manhã.

Naquela noite, foi este sentimento que embalou o sono de ambos.

CARPE DIEM

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Trilogia de Natal: I - Nasce um sonho

Paulo acordara agitado mais uma noite. Tinha sido assim nos seus últimos 4 ou 5 anos, nestes dias que antecediam ao Natal. Inexplicavelmente, ele sentia saudade de uma família que nunca teve. Ou pelo menos se teve, não se lembrava.

Com seus quase 8 anos, vivendo num lar para crianças, suas chances de ter uma nova família, segundo o pouco que sabia, eram quase zero.

Paulo chegara ao lar, aos dois anos de idade, vítima da violência alcoolizada de seus pais. Era um menino esperto e trazia no olhar um brilho especial. Em poucos dias cativou a todos no abrigo, com seu jeito sorridente e otimista. De vez em quando era pego pensativo num canto de parede ou em sua caminha. Mas era uma criança! E esta introspecção durava apenas alguns minutos.

Os anos se passaram. Paulo cumpria novos ciclos, novos rituais. Bolos, festinhas internas, abraços dos colegas de adoção, dos monitores, das cozinheiras e de todos que ali compartilhavam com ele, da mesma esperança. Ter um lar! Não que ali não fosse um lar. Era sim e com muito mais amor do que quando ele vivia na casa dele. Nunca mais tomara uma surra. Nunca mais fora xingado de inútil, de cruz ou de atraso de vida. Tudo era muito bom, porém faltava-lhe alguém para chamar de mãe, de pai, de irmão. Faltava-lhe avós! Faltava-lhe espaço.

Por muitas vezes, Paulo viu casais chegando no abrigo e logo percebeu que ser um bebê, de pele clara e sorridente facilitava muito encontrar um lar. Percebeu que quanto mais novinho e mais perfeitinho, mais rápido iria para casa. Aliás, ficava impressionado como estas crianças eram disputadas. Parecia aquelas taças dos campeonatos de futebol, que ele assistia na TV. Todo mundo queria!

Naquela noite, em que ele acordara atordoado pelo sonho de ter um pai, segurando sua mão, contemplando uma linda paisagem ele resolveu fazer um pedido. Apenas um. Não queria brinquedos, festas, Papai Noel ou coisa que o valha. Ele queria apenas uma coisa: Uma família!
"Papai do Céu! Meu nome é Paulo. Tenho quase 8 anos. O que vou lhe pedir eu sei que é quase impossível. Mas como sempre a Dona Veridiana diz que pra você nada é impossível, resolvi pedir neste Natal, uma família de presente. Eu prometo, Papai do Céu, ser um bom filho, ajudar nas tarefas de casa, ser amoroso com minha nova mamãe e serei grato a esta família que me acolher, dando o meu melhor e farei tudo para não dar trabalho para ninguém. Por isso, peço com todo minha força, me ajude a realizar este pedido e meu maior sonho. Amém!"

Como que envolvido por uma força bondosa, Paulo sentiu-se abraçado, tão logo terminou sua oração e voltou a deitar-se. Aos poucos o sono tranquilo tomou conta de seu corpinho esperançoso.

O resto da noite, em que dormiu, foi povoado por imagens belas, de sua família futura e sonhada. Viu-se brincando, passeando e abraçando sua mamãe. No seu sonho, ela era morena clara, pele bonita, cabelos negros e brilhosos e uns olhos, que mais pareciam os seus. No seu colo, ele deitado, sentia as mãos dela brincando nos seus cabelos, num cafuné gostoso e tranquilizador. No colo dela ele se viu adormecido. Foi neste colo que ele despertou logo cedo, ao toque do sino do abrigo e da presença amorosa da monitora Júlia, que sempre era a primeira pessoa que via, perto de sua cama.

- Bom dia, Paulo! Que cara boa! Estava num sonho bom, não é mesmo? - Disse Júlia, com voz suave e amorosa.

Paulo não respondeu. Apenas sorriu, ainda entorpecido pelo sonho bom...

CARPE DIEM

sábado, 3 de novembro de 2012

Avatar: A experiência

Era um dia como qualquer outro para quase todos que viviam naquele mundo. Cada um cuidando de sua vida, de seus afazeres, de seus sonhos. O sol despontava iluminado, lá no horizonte. Nuvens brancas enfeitavam o céu azulado. Pássaros cantavam envolvendo os que passeavam pelas ruas. Apesar de ser mais um dia na vida daqueles que viviam regidos pelo mesmo tempo, algo estava diferente para um deles. Para alguém muito especial para nós.

Se antes repousava inerte, limitado em seu leito, hoje ele se viu, depois de algum tempo, caminhando por entre os ipês carregados por flores multicoloridas. Num certo momento experimentou uma corrida rápida. Talvez para sentir o ar entrando com mais potência pulmões adentro.

Após alguns metros, numa praça, ele avistou uma bela flor, entre um punhado de ervas rasteiras. Certamente que aquela flor se destacava. Sua cor alaranjada brilhante era o que tornava o cenário mais belo. Agachou-se (a sensação de agachar-se foi uma das mais incríveis de se provar, depois de tanto tempo) e tocou as pétalas daquela flor. Controlou seu instinto de arrancá-la e preferiu apenas sorver o perfume suave que vinha de sua direção.

Os olhos mapearam toda a praça e o cenário o deixou feliz. Crianças brincando com suas mães. Um vendedor de frutas passou ao seu lado. Sua voz saiu clara e segura quando o chamou:

- Ei! Seu moço! Que frutas você tem nesta cesta?

- São doces morangos, senhor! Aceita um? – respondeu sorridente o moço da cesta.

- Deixe-me provar um! Há quanto tempo não provo fruta alguma! – Falou ao mesmo tempo em que sua mão direita pegava um morango vermelho e brilhante e levava até sua boca.

Sentiu-se entorpecido, por um segundo. A sensação de provar uma fruta tão doce e saborosa foi indescritível. Como que por encanto, os sabores de tantos alimentos povoaram suas lembranças. O café da tarde acompanhado de deliciosos pães. As refeições simples de cada dia. O sabor de um beijo!

Queria sentir mais. Queria provar da sensação de um abraço. Ao seu lado, um senhor passava. Ele dirigiu-se até ele e com um sorriso no rosto abriu os braços e claro que a outra pessoa entendeu aquele sinal de entrega. Também abriu os braços e enlaçaram-se num abraço fraterno. Certamente que os transeuntes ficaram intrigados. Afinal, nos tempos de hoje, não se é tão comum abraços fraternos, fora de datas especificas. Aquele dia era um dia comum, como qualquer outro. Não cabiam abraços assim, sem razão!

Mal sabiam eles, o que sentiu quando abraçou aquele homem bondoso. Era como que de suas mãos, saíssem luzes amorosas e como se tivesse sido envolvido pela paz. Mal sabiam eles, que aquele dia jamais seria um dia como qualquer outro, para ele.

Naquele dia, caminhar teve outro significado. Assemelhou-se ao bater de asas dos pássaros. Expressar-se através das palavras foi como encontrar a liberdade e sentir sabores, cheiros e o toque foi como adentrar o paraíso. Naquele dia pequenos movimentos, gestos, sentidos significaram muito para ele. Significaram a certeza de que viver valia à pena!

Depois de vivenciar tudo isso ele se sentia pronto para voltar ao seu leito. Seguir o seu destino e voltar à sua inércia temporária. Por que chegaria o dia em que ele seria assim, livre! Para sempre! 

Ele estava vivo!

CARPE DIEM

Dedicado ao nosso querido mestre Avatar!

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações deVishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Halloween - A viagem do Saci aos EUA


Todo mundo sabe que Saci é danado demais da conta! Não é que o bendito do moleque de uma perna só resolveu conhecer os Estados Unidos? Pois é! Resolveu e bem resolvido!

E resolveu mais. Nada de redemoinhos, presepadas e magia. Ele iria para os “Estates” sim e do modo convencional. Com passaporte, trouxa de roupa e classe econômica, pois Saci não é um ser de muitas posses. Tudo conforme manda o figurino. Bem, quase tudo!

A confusão começou aqui no Brasil mesmo. Na hora de emitir o Passaporte. No primeiro contato com o agente, Saci percebeu que viajar do jeito certo iria dar um trabalho danado.

- Ei garoto! Aqui não pode fumar cachimbo. É proibido, meu filho!

- Seu moço! Eu sou o Saci! Não ando sem meu pito! Perco meu encanto! O senhor precisa abrir uma exceção!

- Eu entendo, senhor Saci! Mas tem uma lei nova que proíbe qualquer pessoa fumar em ambiente fechado! Se o senhor quiser, leio tudo que está escrito na tal lei!

- Então não carece eu apagar meu pito não. Eu não sou qualquer pessoa. Eu sou uma lenda! Tem alguma coisa nessa lei proibindo alguma lenda de fumar?

- Tem não, pelo que me lembro! É! Vendo assim, acho que o senhor pode ficar com seu cachimbo. Mas por favor, não abuse das baforadas. Eu posso perder meu emprego.

 - Continuando: - O senhor tem emprego fixo no Brasil?

- Tenho sim senhor! Sou lenda profissional. Protejo as florestas, os indefesos da mata e prego peças nos caçadores em nos homens malvados. Serve este?

- É! Acho que serve.

- O senhor vai para os Estados Unidos por qual razão? Turismo, trabalho, intercâmbio cultural?

- Fui convidado por minha amiga bruxa pra passar o Halloween por lá! Diz ela que é uma ótima data para pregar peça no povo! E também vou dar uma palestra sobre como dar nós em rabos de cavalos e roupas do varal! Querem ver como funciona a tecnologia do meu redemoinho também!

Depois de mais um tanto de perguntas, Saci tinha o seu primeiro passaporte e com visto tudo! Era o primeiro documento internacional de sua vida de lenda! A emoção foi tão grande que ele até chorou, quase apagando seu cachimbo com suas lágrimas.

No dia 30 de outubro, lá se foi Saci para o Aeroporto. Mais confusão a vista. Um trouxinha de roupa, com duas mudas reservas de short vermelho e gorros e algum fumo de rolo, do bom. Saci foi barrado no check in, claro!

- Meu senhor. Não pode viajar sem camisa e sua bagagem precisa ser despachada. Com esta vara segurando a trouxa não pode ir com o senhor na aeronave. Tem que ser despachada! 

- Mas dona! Aí tem duas pecinhas de roupa! Não pesa nada! O que diacho vou fazer eu com essa varinha? Faz assim! Eu quebro essa varinha e “tá resolvido”. Lá nos “Estates” deve ter uma varinha nova pra pendurar minha trouxa! 
Moça, camisa eu não uso não. Saci não pode usar camisa. Sente muito calor. Deixe Saci viajar assim mesmo! Eu só quero ver minha amiga Bruxa.Olha só! Eu já até apaguei o meu cachimbo, por que dizem que o diacho do avião cai, se tiver fumaça no danado! E eu que não quero cair lá de cima!

Depois de muita confusão no guichê, com o horário do embarque se aproximando e de tanta choradeira do Saci não houve remédio, a funcionária acabou liberando o Saci sem camisa mesmo e com sua trouxa sem a varinha.

No avião na hora da decolagem, sob os olhares dos curiosos, Saci estava na poltrona do lado da janela. Tão logo as turbinas foram acionadas e a máquina de voar começou a levantar do chão, foi aquela gritaria vindo de uma poltrona perto da janela!

- Valei-me Caipora! Valei-me Curupira! Salve Boitatá! Esse bicho vai cair! Credo e cruz! E o povo ainda tem medo do Saci! Esse bichão no céu sim, bota medo! Socoooooooooorro! Socoooooooorro!
- Meu senhor! Queira manter a calma. Assim o senhor assusta os demais passageiros. Fique tranqüilo. O avião é um transporte seguro. Vou buscar uma água para acalma-lo, combinado? – Disse a simpática comissária.

- Traga com açúcar, moça! Com bastante açúcar!

Passado o susto inicial e mais acostumado com a viagem, Saci agora era a atração do voo. A criançada o cercou, pedindo autógrafos (que tiveram que explicar pra ele o que significava) e todos queriam saber como ele fazia tantos truques. Um menino perguntou por que ele ao invés de avião, não viajava no seu redemoinho. Ele respondeu que queria ser gente por um dia.

Chegando lá, dona Bruxa tava animada esperando-o com sua vassoura, para levá-lo ao local do encontro das lendas americanas e para os preparativos da festa. Ele conheceu o Lobisomem americano, o Vampiro, o Frankenstein e outros monstros de todo o mundo que adoravam marcar presença no Haloween americano.

Saci tava que não se aguentava de alegria. Todos o tratando como se fosse uma estrela. Um diacho de um negrinho de uma perna só, fazendo tanto sucesso, pensava  enquanto ria das monstruosidades.

- Saci, e verdade que até criaram um dia pra você, lá no Brasil? - Perguntou, o Vampiro todo curioso

- É sim! Dia 31 de outubro. O mesmo dia do Haloween americano. Sabia que minha traquinagens uma hora daria o que falar! - Respondeu matreiramente o Saci. 

- Mas seu Vampiro, o senhor é mais assustador pela televisão lá do Sítio, que as vezes, espio. E o senhor Frank até que é simpático! Dona Bruxa, como alguém pode chamar a senhora de má? Tão hospitaleira, com esse sopão neste caldeirão.

Todos riam das piadas do Saci.

Naquele ano, o Halloween americano foi diferente de todos! Entre monstros e mitos    que fizeram suas travessuras daquela noite, tinha um negrinho, de gorrinho vermelho, cachimbo e de uma perna só, muito do animado, fazendo redemoinhos, pregando peças e dando boas gargalhadas! Foi uma festa!

Ficou tudo combinado! No ano seguinte a nova galera do Saci viria para o Brasil, para juntos se divertirem, no Dia do Saci e no nosso Haloween!

E viva o Saci! E viva o Halloween e toda a fantasia presente no imaginário de cada um!

CARPE DIEM

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia do Livro: Leve-me com você


A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê
Malba Tahan

Trecho do livro "Leve-me com você - As aventuras de um livro viajante", de Paul Desalmand, Editora Octavo:

"...O sonho: quando o livreiro nos elogia, introduz um pouco de humanidade no comércio. O livro não é um produto como os outros, isso já se disse e repetiu, mas livraria também não é um comércio como os outros, pelo menos uma livraria digna do nome. O que mais se aproxima dela é uma mercearia antiga. Ou o farmacêutico de outrora, que conhecendo todo mundo, era quase um personagem ilustre em seu bairro. Cria-se uma rede de relações. As pessoas precisam de produtos, e mais ainda, de calor humano

Por isso, atualmente, uma livraria que junte a modernidade técnica e as práticas de outrora, com um livreiro que conhece e ama os livros e os clientes, tem futuro; pelo menos nos bairros onde os habitantes dispõem de certo conforto..."

Este livro conta as aventuras e desventuras de um livro, narrada na primeira pessoa. Ou seja, o próprio.

Resolvi extrair este pequeno trecho para ilustrar o quão importante é um livro para o crescimento de uma pessoa e da sociedade como um todo.

O livro tem a capacidade de nos transportar para novas realidades. Nos esclarece. Nos ensina. E seu autor é o mestre de cerimônias deste mundo impar. Como um bom anfitrião, nos apresenta o seu universo de uma forma que nos sintamos a vontade. Parte da narrativa.

Quem, quando criança, não sonhou ou se imaginou como um dos personagens das histórias infantis? Quem, quando adulto, não se envolveu numa trama? Ora como investigador, como herói, como vilão ou mesmo como vítima. Frutos da mágica do livro.

Hoje, faço-lhe um convite especial: Leia um livro. Viaje nele e com ele. Se perca e se encontre entre as palavras. Seja o protagonista de sua história.
Aos escritores amigos e desconhecidos deixo aqui minha gratidão, por tornar nossas realidades mais amenas e mais cheias de vida.

CARPE DIEM



sábado, 27 de outubro de 2012

Serviço público de qualidade, sim!

Em tempos de mensalão, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, desvio de verba, pagamento de propina e outras barbaridades do gênero, o funcionalismo público anda meio em baixa, na opinião pública.

Há também rótulos bem menos graves, como corpo mole, falta de interesse em atender bem, acomodação na função, desconhecimento da função, falta de empatia, operação padrão que também perseguem a classe dos trabalhadores públicos.

Com tanta corrente contrária, imaginar que exista bom funcionalismo virou até utopia. Pois bem. Existe! E existem ótimos funcionários públicos!

Existem aqueles que estudaram muito para exercerem a função, se dedicaram em concursos públicos, e quando aprovados, não apenas ganharam um emprego público, realizaram um sonho, um ideal de vida. São estes que saem cedo de casa, atendem a população com atenção, cumprem seu dever com maestria e retornam para seus lares com a boa sensação do dever cumprido.

O Brasil está conhecendo uma nova geração. Diferente daquela viciada em molezas como fazer parte de um cabideiro empregatício. São jovens talentos que querem passar a limpo suas carreiras e funções até então estigmatizadas pelo desserviço prestado.

São funcionários do INSS, de bancos públicos, das Polícias Militar, Civil e Federal, dos órgãos reguladores, das áreas da educação e saúde e por aí vai.

Utopia. Você que me lê, acha que pirei, né? Negativo! Eu fui "vítima" (risos) de excelentes atendimentos. Um deles na ANVISA aqui de Campinas, de uma profissional de descendência italiana. Seu nome: Dra. Tosca de Lucca (antes que pense em alguma piada, o nome dela se lê Tósca, com acentuação aguda no A). Outro, no Poupa Tempo. Peço desculpas por não ter guardado o nome da atendente.

O que haiva em comum em ambas? A boa vontade e o interesse verdadeiro em cumprir sua atividade. Atitude que deveria ser uma regra. Jamais exceção.

Quis falar destas duas figuras por duas razões. Uma, para através delas, parabenizar todo bom funcionário público que existe neste país e a segunda razão, é para reforçar minha fé nas pessoas deste país. Existem sim, pessoas que fazem a diferença.

Se você teve boas experiências comente aqui ou na nossa página do FB. Se suas experiências não foram tão boas assim, deixe passar e acredite, existem pessoas especiais, para prestar um bom serviço. Pra falar mal, basta todo o mundo!

Bom final de semana!

CARPE DIEM!


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Alguém para dividir os sonhos


"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade."

Raul Seixas


Nada melhor do que ter alguém para dividir os sonhos. Eu penso muito nisso.

Tem gente que pensa que os sonhos são exclusividades das crianças, dos apaixonados e dos poetas. Equívoco total! Todas as pessoas têm sonhos guardados dentro de si. Elas até tentam mudar a nomenclatura. Uns preferem chamar de objetivos, outros de metas, outras de desejos. No fundo todos falam do bom e maravilhoso sonho. Idealização de algo possível ou considerado impossível por muitos.

Você pode sonhar com aquela viagem distante, para um lugar especial e significativo pra você. Caso você vá só, realiza o sonho prático. Agora o sonho real só é realizado quando você compartilha com alguém. Quando você vê aquela paisagem ou monumento e diz "Fulano! Lembra o que eu disse? Não é maravilhoso?" ou "Que bom que você está vendo o que estou vendo"Isto sim, é realizar um sonho!

Você pode sonhar com aquele apartamento, a casa de campo, um carro novo, um novo trabalho, um projeto aprovado. Qualquer coisa vira sonho e se realiza, se corremos atrás. A materialização do sonho, porém, só ocorre quando você compartilha. Pode ser com um amigo, um parente querido, seu parceiro ou parceira de jornada, seus filhos...

O sonho junto é muito mais real. O sonho solitário é uma vitória solitária. Precisamos do outro e somos parte do outro. Não digo de uma dependência patológica, passional. Digo de uma necessidade de estar junto. De conviver, de fazer parte de algo maior que seu mundo.

Como escritor, poeta e sonhador nato, eu sonho muito. Viajo muito nos pensamentos e nas ideias. Alguns até pensam que não sei ser prático. Ledo engano. Sou muito prático e realista. Apenas, tive a honra de ter o "dom de sonhar".

Se você me perguntar se prefiro sonhar só ou acompanhado, eu respondo: "Prefiro sonhar junto. É muito melhor!"

Posso te pedir uma coisa? Sonhe mais. Compartilhe mais. Procure alguém para dividir os seus sonhos! Dará outro norte às suas viagens!

CARPE DIEM

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

TOP BLOG 2012 - Somos finalistas!


O "Sempre tem algo Acontecendo", graças aos nossos seguidores e leitores, cresceu e apareceu! Pela primeira vez, , desde que o Prêmio TOP BLOG foi criado, estamos entre os "TOP100" 2012 da categoria Notícia e Cotidiano. Lembramos que participam desta categoria, blogs de famosos globais, alguns de jornalismo entre outras personalidades importantes do cenário cultural. Ou seja, realmente é um grande feito!

Agradeço os votos recebidos até agora e mais uma vez peço carinhosamente seu apoio.

Na segunda fase, que vai até o dia 10/11/2012, os votos são zerados e uma nova votação virtual se inicia. Para que nos ajude a ganhar o Prêmio de melhor Blog 2012, basta que vote no link abaixo ou no ícone do TOPBLOG que aparece do lado direito da nossa página.

Link de votação TOPBLOG 2012:

Eu acredito que seja possível e você?

Caso goste do "Sempre tem algo Acontecendo" peço que divulgue este post o máximo que puder, bem como o evento criado no facebook, especialmente pra votação:


Agradeço o carinho

CARPE DIEM

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Salto!

Novidade
De repente, tudo é novo

De novo

Pessoas

Lugares
Tudo surge diferente, de repente
Vida em movimento
Movimento!
Reinvento o viver
Passo
Repasso
a vida
Salto
Alguém
Algo
Está pronto

Pra me amparar!


Carpe Diem!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ao mestre com carinho

Soneto
Ao Mestre com carinho

Na primeira leitura de uma criança
Os mistérios e os sonhos encantados
Descortina-se o saber com confiança
Quando alunos se sentem encorajados

No ensino vislumbro a esperança
De meninos aos  montes educados
Afinal, na palavra a grande herança
Transmitida por mestres dedicados

Guardião do saber e da  virtude
Nos ensina com exemplo e atitude
Uma bússola que indica o caminho

No ensino ele encontra a plenitude
Companheiro da nossa juventude
Um abraço ao mestre  com carinho

Um abraço de gratidão a cada professor deste país, que com muita dedicação enfrenta as dificuldades econômicas, estruturais e comportamentais. São eles, que enfrentam salas sem condições físicas e alunos descomprometidos, muitas vezes.

CARPE DIEM! 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Interesse - O primeiro passo

Mudar de casa, trabalho. Encarar um relacionamento do zero. Começar algo novo. Fazer algo diferente. Reinventar-se!

Pensar sobre estas coisas dá um certo frio na barriga, não é mesmo?

Somos por natureza, ligado à rotina. Ela, de certa forma, nos traz segurança. Nos orienta quando estamos no caminho certo. Logo, quando somos convidados a mudar algo em nossa rotina sentimos medo. Temos receio do que nos espera. Nada mais natural!

Existem mudanças que ocorrem contra as nossas expectativas e vontade. Já outras, escolhemos. Em ambas, convivemos com a incerteza de como será este novo.

E aí você me pergunta:  "O que faz o novo dar certo? ". Eu respondo: "Interesse!"

Quando temos interesse verdadeiro pelas coisas, por algo novo, por transformações tudo se encaixa e se resolve. A mudança começa com uma boa dose de interesse. Fé interior ajuda muito. Fé em si mesmo e numa força maior que rege o universo.

Com interesse nós neutralizamos os "sabotadores internos" de mudança. Sabe, aquele pensamento negativo? Aquela insegurança? Aquela falta de vontade de começar o novo? Pois é! São os tais "sabotadores internos" de mudança.

Com interesse estudamos mais, mudamos hábitos, criamos vínculos com pessoas que possam nos ajudar, aprendemos algo novo, enfim, nos movimentamos.

Com interesse aquele projeto que estava engavetado vira realidade.

Para começar algo novo, talvez você precise de muitas coisas, talvez você tenha muitas desculpas (sabotadores internos). É provável que uma barreira enorme se forme entre você e o novo. Só você sabe! Agora, de uma coisa eu tenho certeza. Por mais que você precise dos mais variados recursos internos e externos, algo sempre será essencial na sua transformação: O interesse!

Sendo assim, que tal se interessar um pouco mais por seus sonhos e objetivos e colocá-los em prática! Fica a dica!

CARPE DIEM

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A vida se renova


É vida que se renova
É alegria que se celebra
Brilho de mãe
Do ventre a luz da vida
Mulher, mãe e guardiã do sopro divino
Benção transformadora
Do ventre a luz que brilha
Olhos que reconhecem o novo mundo
Mãos tateando o corpo daquela que a carregou
Boca que saboreia o mel maternal
Sorvendo o alimento que sustenta a vida
No mundo todos estão à sua espera
O novo amanhece sempre!
No pai, o porto seguro
Se a mãe carrega, o pai espera
Se a mãe traz à vida, o pai conduz
Se a mãe é o alimento, o pai é o acolhimento 
É vida que se renova
E o novo?
Amanhece sempre!
E do novo, nasce uma nova história
E do novo, nasce a luz!

CARPE DIEM

sábado, 8 de setembro de 2012

O Guardião da Luz!


Chegou num final de manhã de setembro.
O céu azulado deixava claro que quem chegava trazia uma mensagem de alegria
O sol nasceu diferente. Intenso e cheio de vida.
Seus raios penetraram todas as casas, todas as frestas como que anunciando:
- Ele chegou!
Naquele dia, todos comemoraram
Pessoas se aglomeravam nas avenidas de todo o País
Soldados marchavam festivamente
Crianças com seus bumbos, tambores e pratos
Coreografias desenrolavam-se pelas avenidas
Autoridades discursavam enaltecendo a Nação
E numa só voz se ouvia:
- Ele chegou!
Os mais próximos abraçavam-se fraternalmente
Lágrimas escorriam pelas faces
Lágrimas doces de alegria!
Ele estava lá!
Dizem que nasceu sorrindo. Crianças choram
Ele sorriu!
Parecia entender bem a sua missão de vida
Seria o Guardião da Luz um dia!
Seus olhos entregavam o brilho que trazia dentro de si!
Ser um Guardião da Luz significava proteger bravamente a alegria, o sorriso, a vida e o alto astral
Os anos se passaram e sua missão sempre bem realizada
Como que por mágica, ele renovava a esperança e dava força para aqueles que já haviam pensado em desistir da vida
Ele ajudou a buscar mais três vidas. Encorajou com sua presença
Ele estava presente quando mais uma pessoa estava prestes a se juntar à sua jornada: 
A menina, logo chegaria!
Dizem, que naquele 07 de setembro, tudo parou pra ele. Eu acredito!
E você?

CARPE DIEM

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Quando o novo bate à sua porta

Toc! Toc!

- Quem é? – pergunta você, curioso!

- É o novo, querendo entrar! – Responde uma voz que vem lá de fora

- Seja bem vindo! – Responde você , com certo medo

A vida é assim. Quando você menos espera, o novo bate à sua porta. Você fica naquele misto de deixo ou não deixo entrar. O que será que vem junto com o novo? 

Desafios, riscos, alegrias, incertezas e uma boa dose de medo. Um turbilhão de sensações o acompanha com a chegada do novo. O melhor mesmo é estarmos sempre preparados. Quando estamos acomodados, devidamente relaxados em nossa rotina, sentimo-nos seguro. Afinal, basta fazer o que sempre fizemos, estar onde sempre estivemos e pronto. Nada de mal nos acontecerá. Correto?

Ledo engano. Paradigmas nos cegam. Hábitos envelhecidos nos levam juntos e quando menos percebemos, ficamos para trás. 

“Então, tenho que mudar a toda hora?” - Me pergunta você. 

“Quando necessário, sim!” - Respondo eu.

“E quando eu devo atender ao chamado do novo. Quando devo abrir a porta?”  - Me pergunta mais uma vez.

“Quando você sentir que está pronto. Interessante que você nunca saberá. Porém, sempre sentirá” - Respondo finalmente.

Evite que o medo lhe domine. Que a mesmice lhe deixe acomodado e que a vida passe ao seu lado, sem que você embarque de cabeça, nela.

O novo bateu à minha porta. Eu abri. Seguro totalmente? Claro que não! E isso é muito bom! Segurança demais, atrapalha.

Que o novo seja sempre bem recebido por cada um de vocês!

CARPE DIEM
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