quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tempos Modernos

Quem nasceu na década de 80, conheceu a internet, mais ou menos nos moldes de hoje, na sua adolescência. Já quem nasceu na década de 90, conviveu com a internet desde a infância. Os nascidos no novo século, pensam virtualmente.

No final do século XIX e início do século XX, o cinema foi a grande revolução da linguagem visual e como diria o meu amigo Luiz Biajoni, "Aprendemos a sonhar com o cinema. Os nossos sonhos tornaram-se muito mais dinâmicos  criativos após o advento do cinema". O mundo é como conhecemos graças ao cinema. Acreditem!

Pois bem. Uma nova revolução, agora na comunicação global, se processa desde o final do século passado. E se com o cinema aprendemos a ver o mundo e aprendemos a sonhar. Com o advento da web aprendemos a nos comunicar e principalmente a processar a informação de uma forma infinitamente mais dinâmica.

A forma como a nova geração encara a informação é digital. Aqueles que nasceram até a meados da década de 80 são totalmente analógicos e no fundo tentam se adaptar, com menos recursos, obviamente, a uma nova revolução global - a consolidação da internet.

Enfim, ao longo de um século, fechamos um ciclo, unindo o dinamismo do cinema (imagem) a velocidade da comunicação (web).

Muito se especula é claro. Dizem que essa nova ordem, afasta e aliena as pessoas, destrói pensamentos mais elaborados, cria leitores de manchetes. Por outro lado, aumenta o acesso à informação, amplia conceitos de liberdade e dinamiza a comunicação e as ações. Prefiro que cada um conclua por conta própria. É melhor assim.

O fato é que graças a esta nova forma de se comunicar é possível, por exemplo, escrever um cordel (Tempos Modernos) que fala um pouco sobre essa mudança (seus prós e contras), em pouco mais de duas horas, parceria de pai (Asa Branca do Ceará) e filho (Samuel Quintans), onde um dos lados está há mais de 3 mil quilômetros do outro. 

Também graças a web, conseguimos disparar eventos entre amigos reais, que se um dia foram virtuais, se tornam mais palpáveis a cada encontro, como este. 

E por fim é graças a estes tempos modernos que uniremos hoje, aqui em Campinas, no Empório Gabriel, a situação A (a parceria de um cordel) com a situação B (encontro de amigos). 

Certamente será uma grande celebração, regada a um bom papo, ao vivo e em cores, temperada  com poesia.

Sejam todos bem vindos aos Tempos Modernos.

CARPE DIEM 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Starbucks e cena chocante (do deslumbre ao desnecessário)

 Na última segunda-feira estive num shopping da cidade em que moro, próximo da hora do almoço. Primeiro uma experiência legal que foi tomar um café na Starbucks. Tudo personalizado, o café saboroso, o ambiente agradável com um aroma característico de uma cafeteria, ao fundo um bom jazz, no volume certo e pra fechar ao lado da companhia perfeita. Podemos afirmar que está é a melhor maneira para se fechar um almoço.
...
Corta!

Nova cena...

Na saída do shopping, estávamos seguindo animados, ainda pelo efeito do café e do ambiente, até o estacionamento do mesmo e uma cena nos  choca: Uma criança com uma coleira. Na verdade não era bem uma coleira. Era uma guia. Sim, como aquelas de cachorro mesmo. Só que presa numa bolsinha toda meiga

Fico boquiaberto e pra ser sincero, sem ação. Como costumo dizer, fiquei passado mesmo! Na minha cabeça, uma pergunta martelava: “Há que ponto chegamos?”

Eu já até tinha ouvido falar sobre tal situação, já lera em algum lugar e lembro-me bem de ter visto num destes filmes de comédia.  E no tal filme a situação era tratada mesmo como humor negro. Então, podemos supor que também é algo que choca até no cinema.

E a mãe calmamente com a guia enrolada em uma das mãos e  esta presa numa bolsa de bichinho, toda fofa e  o menino deveria ter um ano e meio, dois anos, no máximo. Ela puxava o pequeno pra lá e pra cá. Ele bem mansinho (perdoe-me o trocadilho), quer dizer, bem quietinho, andando na frente dela.

Onde estamos? O que pensam estes pais de hoje? Imaginem essa criança lembrando, no futuro, que andava de coleira pelo shopping? E quando a criança dispara, será que arrasta a mãe tal qual cachorro sapeca? E ela? E quais seriam os comandos da mãe? “Menino, pare já!” “Sentado!” “Agora!” “Pare agora!”

Na hora lembramos de uma das cenas, do filme Planeta dos Macacos - A Origem, lançado agora em 2011, quando o cientista Will (James Franco)  passeia no parque, com Cesar preso numa coleira. Detalhe importante, Cesar é um símio inteligente.

Já imaginaram as mães combinando um programa para o dia seguinte:

- Você vai levar o Luis para passear? Qual é a marca da “guiazinha” dele. Fiquei curiosa! É tão bonita e discreta, nem parece coleira!

- Ah! Querida, trouxe de Miami. Se quiser posso te repassar uma para a Priscila. Ela é rosinha e vem com uma bolsa-ursinho que é uma graça! Você vai amar. Afinal, somos tão amigas!

Pois é. Esta conversa é totalmente possível de acontecer ou de estar acontecendo em algum lugar do país...

Cá entre nós...Tem algo errado com alguns pais modernos. O que serão destes filhos?

Para se inteirar mais e ver os dois lados da questão clique aqui.

...
Em tempo: Meus quatro filhos nunca precisaram de coleira e sim, todos foram pequenos e sapecas um dia.

CARPE DIEM

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A falta de Conexão.

No sobe e desce das grandes avenidas, pessoas apressadas circulam, cruzando umas com as outras. Mais parecem formigas desorientadas com suas pequenas cargas diárias indo em busca, desesperadamente, do seu formigueiro. O que as difere das formigas, neste caso, é a total falta de percepção em relação ao outro. No caminhar apressado, cada um preocupa-se consigo e embora estejam cruzando tais avenidas, encontram-se muito distantes daquele lugar.
...
Algumas pessoas pensam no que farão quando chegarem ao seu destino, outras no que fará após o expediente, outras ainda, pensam nos compromissos assumidos, nos amores perdidos, nas infelicidades diárias e assim por diante. O lugar onde elas menos estão é onde mais deveriam estar: naquela avenida específica, atravessando-a.
...
Neste sobe e desce não se desperdiça tempo com sorrisos, cumprimentos e gentilezas. Tudo é cronometrado e esbarrões, sem pedido desculpas,  acontecem com frequência. É aquele senhor de idade que é deixado para trás, aquela senhorinha andando devagar que praticamente é atropelada por outras pessoas que cruzam com ela.
...
A criança que a mãe puxa pelo braço, querendo impor um ritmo de passada que ela ainda não é capaz de acompanhar. Então, seu bracinho é puxado e ela reclama. E leva bronca.
...
Pessoas alienadas e despreparadas para o convívio, conduzem seus veículos irresponsavelmente, jogando-os sobre as pessoas apressadas e ignoram as faixas sinalizadas para a travessia de pedestres. Buzinas, reclamações, xingamentos. Ouve-se de tudo do interior do veículo. Nas ruas, pedestres praguejam ou protestam contra à falta de respeito e também revidam, com má educação, atravessando em qualquer ponto da via.
...
Nas paradas de ônibus pessoas vão para todos os lugares e  passam ônibus lotados vindos de todos os lugares, que ao pararem ficarão ainda mais lotados. É o milagre do redimensionamento do espaço. O que já está cheio, consegue-se encher mais ainda e ainda terá que ter espaço suficiente pra atender as demais paradas.
...
Passageiros veteranos e graduados em ônibus lotados sobem praticamente atropelando pessoas com menos treino e com dificuldades de locomoção. E nestas paradas acontece de tudo, cotoveladas, apertos, falta paciência e de educação. Pessoas idosas em pé e bancos reservados para elas, com pessoas jovens. O trocador do ônibus, ocupado, finge que não vê. A pessoa sentada ignora a que está em pé.
...
Neste aperto todo, cada um com seu fone no ouvido, escutando alguma coisa de sua preferência. Ruídos de todos os lados formam algo muito próximo a Torre de Babel. Também nos ônibus as pessoas se isolam com seu fones, que mais parecem “teletransportadores” de pessoas. Afinal, elas não estão mais ali. Estão na estação de rádio do celular. Alguns atendem, fazem ligações telefônicas e compartilham com os demais passageiros, as suas dificuldades, suas conquistas, suas frustrações, suas ideias e cada um, faz um julgamento particular daquela conversa toda.
...
Lixos espalhados pelas ruas, praças mal cuidadas, trânsito caótico e desrespeito humano. Falta de diálogo e interação, neste movimento caótico de uma grande cidade. A verdade é que na era da conexão, vivemos desconectados.
...
Reconecte-se!
...
CARPE DIEM!

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro - 10 anos depois...


Há dez anos atrás filhos, irmãos, pais e mães saíram para trabalhar e não voltaram
Enquanto isso:

Filhos brincavam normalmente em casa
Esposas esperavam
Pais ansiosos sofriam
Deus ficou abismado com o que fazem em seu nome
11 de setembro de 2001 - um dia para esquecer... ou para sempre ser lembrado.

Quantos heróis anônimos nasceram da solidariedade, da fragilidade humana. Apesar da intolerância religiosa, Deus se fez presente neste dia, amparando os sobreviventes e consolando aqueles que perderam pessoas queridas.

Lembro-me que neste dia eu estava voando pelo Brasil, trabalhando, quando chegou a notícia inacreditável de que um atentado estava sendo concretizado em solo americano. Perplexos eles. Perplexos o mundo inteiro. A pergunta que me fazia era de como alguém poderia arquitetar algo assim e mais, dizer que era em nome de Deus.

E peço licença ao islã e outras religiões fundamentalistas para falar da intolerância. Em primeiro lugar, saibam que respeito muito a religiosidade e a fé de cada um. Todos têm o direito de acreditarem naquilo que conforta-os.

Ninguém tem direito de tirar a vida de outrem, em nome disso. Ninguém tem direito de tirar a vida de um pai e aplacar os sonhos de um filho que ficou em casa. Esse Deus, dos radicais, tenho certeza que não é o mesmo Deus descrito no Alcorão ou no Velho Testamento.

Ninguém tem direito de humilhar, extirpar a honra de alguém, apedrejar uma pecadora(?), como se alguém fosse o guardião da retidão, da honestidade e da ausência de pecado (pra quem acredita nele). Somos todos aprendizes aqui e ninguém tem o direito de apontar este ou aquele.

Neste dia, lembremos bem do que somos capazes, quando ficamos cegos pela vingança, pelo ódio e pela intolerância.

Lembremos o quanto somos capazes de ser generosos para salvar a vida de semelhantes.
Lembremos o quanto podemos fazer um mundo melhor
Lembremos de cada uma das vítimas, familiares e voluntários que vivenciaram aquele 11 de setembro.

Oremos....

CARPE DIEM  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Retalhos da Menina Rosa (ou Conto das cores)

Era uma vez uma menina rosa, que tal qual sua pele, achava que a vida sempre seria dessa cor e desta forma, andava toda serelepe pelas alamedas de sua cidade encantada.

Vivia num conto também da cor da sua pele e para ela tudo se resumia a esta cor. Até o seu céu, quando despertava, ficava cor de rosa!

Um dia ela conheceu alguém, que se não era pintor, no mínimo tinha o dom de deixar pra ela, tudo na cor que ela mais gostava e isso a fazia muito feliz. Assim, os dias cor de rosa seguiam bem tranquilos. Realmente era uma vida perfeita.

Certo dia, ela recebeu uma noticia um tanto quanto cinza e as coisas para ela foram escurecendo, escurecendo e as nuvens ficaram bem negras, como carvão. Uma tempestade anunciada bem no fundo dos seus olhos, que aos poucos ficaram turvos e como chuva, num céu cinzento,  lágrimas transparentes e salgadas mancharam seu rosto com várias cores. Afinal, sempre que acordava coloria sua pele rosa, para ficar ainda mais iluminada.

Ela descobriu, que para uma menina cor de rosa a vida reservara algumas peças multicoloridas. Seu pintor encantado, na verdade, não era só seu. Ela descobrira, de forma nada cor de rosa, que seus pincéis, sua paleta, seu cavalete, suas telas e molduras eram de todas e não somente dela. Seu sonho, que era da cor da sua pele, de uma hora para outra se transformou num pesadelo, que transitava entre o roxo  e o grafite. Pela primeira vez, ela descobria que traição tinha cor. E não era aquela que ela mais gostava, com toda certeza.

Naquele dia de céu azulado para nós e rosa para ela, sua vida foi passando como um filme bem diante dos seus olhos, como num cinema antigo, em preto e branco. Numa esquina qualquer, em frente a um prédio antigo, de fachada bege, misturada à sujeira do tempo, ela chorou, gritou e só foi reconhecida por uma único detalhe, seu rosto continuava rosa! Um tanto avermelhado, é fato. Mas ainda lembrava aquela menina de pele rosada e isso era muito bom! 

Sob aquela nuvem negra ainda existia uma menina e ela continuava cor de rosa.

Num belo dia aquela menina voltará a ser rosa e sua vida também. Com certeza ela voltará a acreditar no amor e provavelmente ela comece a apreciar novas cores... 

Inspirado em fato real relatado por Sun Moretti.

CARPE DIEM

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Desejos

Hoje eu desejo o simples.
O canto dos pássaros
O vento no meu rosto
O sorriso de criança
Desejo saltar este muro
que me atrapalha a visão
Desejo encontrar o que me falta
Desejo pertencer aos que me ama
Desejo poder sonhar
E mais que contar os meus sonhos
Eu desejo compartilhar
Dividir
E fazer com que se apaixonem
Por este meu desejo

No fundo eu desejo ser grato
Pelas pessoas
Por todos nós
Por tudo isso!

E que essa inquietude se transforme em paz
E que finalmente eu descanse
Nos braços da mãe generosa
chamada vida!

CARPE DIEM 

sábado, 3 de setembro de 2011

Por do Sol e os sinais da natureza

Por do sol no sertão - Monteiro/PB
No final de tarde, quando a mata se prepara para recolher-se, chamando seus habitantes nativos para casa, o por do sol é o sinal escolhido para essa missão. E seja lá quem viva nela, de insetos aos homens, todos sem exceção, uma vez que a escolheram como lar devem atender ao chamado. Ao mesmo tempo, os estrangeiros da mata começam a bater em retirada, procurando seus lugares de origem.

Na mata, permanecem apenas aqueles autorizados por ela. É assim que deve ser, assim que sempre foi e assim que sempre será.

Enquanto nós, homens, alteramos o nosso ritmo a natureza continua imutável. Por mais que interfiramos no seu equilíbrio, dentro dela, no seu íntimo ela continua sendo a natureza que sempre foi.

Quando o sol começa a se esconder atrás das serras, dourando vales, cerrados e caatingas, um balé de aves no céu, voltando aos seus ninhos começa a se desenhar. No solo, barulhos de pegadas de pequenos e grandes bichos seguindo rumo às suas tocas. Insetos noturnos começam a surgir, ora iluminando a mata, como os vaga-lumes, ora cortando o silêncio com o som dos seus barulhos, como as cigarras, grilos e tantos bichinhos barulhentos.

As corujas, os morcegos e alguns predadores de hábito noturno saem de seus esconderijos e de sua pasmaceira diária para finalmente explorar a noite das matas, atrás do alimento.

O por do sol é o divisor destes hábitos. O por do sol é o divisor da rotina dos moradores da mata.

Aqui na cidade, insistimos em ignorar a sabedoria da natureza. Deixamos inclusive de perceber que o por do sol  existe. Trancados em nossos escritórios, resolvendo coisas imprescindíveis, insolúveis e inadiáveis. Não voltamos mais para os nossos ninhos, nos jogamos na noite como corujas e predadores. Queremos ser seres do dia e da noite. A natureza sabe que isso não faz bem. Nós ainda não.

A natureza vive nos ensinando pequenas e valiosas lições. Quiçá aprendamos algo com o por do sol.

Aliás! Hoje o dia por aqui está super ensolarado! Certamente teremos um belo por do sol no final de tarde... E por aí como o dia amanheceu?

CARPE DIEM

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Muitas histórias neste quintal

Casa em que nasci no Sitio Anjiquinho
Uma volta às origens. Reencontrar a casa em que vivi os meus primeiro anos de vida, no sítio em que foi as terras do meu avô, pisar naquele chão de terra batida novamente me fez reviver um turbilhão de emoções antigas.
...
Lembrança das lendas e causos contados por meu avô no terreiro (quintal para os paulistas), das corridas pela caatinga atrás dos cabritos, bodes e cabras, da comida feito no fogão à lenha e tantas outras coisas sentidas e vividas nesta casinha branca.

Asa Branca do Ceará e Carilhos da Prata
O caminho entre a cidade e a zona rural da cidade. As pequenas vilas, casinhas antigas e muita estrada de chão. Sem contar na simplicidade das pessoas. Como é bom gente do interior. O sertanejo não muda o que tem de melhor, mesmo com esse progresso todo. Que alegria foi reviver tudo isso.

Rever as cantorias dos repentistas afiados, provar dos tira-gostos comuns ao nordestino como por exemplo a galinha, costela de boi ou carne de bode ao molho, com cuscuz. Nada de  fritas ou bolinhos disso ou daquilo. Um peixe frito (uma piaba lá, um lambari aqui) também é bom. Queijo de coalho por todo canto. Cachaça pra quem gosta. Risos e brincadeiras para todos.
Vegetação típica da caatinga
...
É mesmo uma pena que Cordel Encantado não passa um décimo disso tudo. Que desperdício de tempo, dinheiro e esforço de tantas pessoas que trabalham nessa novela. Como faz falta, numa equipe, um bom pesquisador ou historiador para auxilar quem escreve e dirige uma trama com esta temática especificamente. Porém isso serve para qualquer trama regional.
...
Construção típica e a serra ao fundo
Deixando as coisas pequenas e desagradáveis de lado, cada segundo neste lugar foi especial. Comentava com alguns amigos, inclusive, que independente do tempo que estamos fora da nossa terra de origem, quando voltamos, tudo que nos pertence volta junto. E nada melhor que estar na terra da gente. Com as pessoas que nos entendem e que mesmo com a falta de prática nos costumes, no sotaque, na vivência, funciona como andar de bicicleta, para quem sabe. Não se desaprende a ser o que o que sempre fomos.

Viver tudo isso intensamente me fez muito bem e me fez resgatar alguns valores esquecidos aqui, por conta da correria, da cidade grande.
...
Engraçado e triste que foi ao pisar em Campinas, a primeira pessoa que encontrei, foi um motorista de táxi, que tentei ajudá-lo, para que não voltasse vazio de uma corrida ao Aeroporto e o cidadão foi tão ganancioso que foi incapaz de negociar com justiça. Vale o que está no taxímetro (não o valor acordado comigo antes de entrar em seu carro). O que não se faz por dez reais a mais, nesta vida.  Bom pra ele. Melhor pra mim.
...
Eu continuo sendo quem sempre fui. Eu trago comigo os valores que aprendi e se antes pra mim as pessoas já estavam em primeiro lugar. Hoje elas estão muito mais. 

Muitas histórias ainda pra contar...
...
CARPE DIEM
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...