terça-feira, 31 de maio de 2011

Palhaço é coisa séria!


Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que já me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político. 
Chaplin
...
No meio da praça
No meio da graça
Pula, gesticula, dá uma cambalhota
Tem gente que passa, tem gente que nota
Tem gente que ignora a hora do riso
Tem gente que zomba
Do pai do sorriso

O palhaço é preciso
No ato, e no fato
Ele busca bem n'alma
A essência do homem
Sincero, direto e verdadeiro
Como todos deveríamos ser
Ele é inteiro!

Se brinca, sorri
Se eu choro, sofri
Se cai, sente dor
Se ama, demonstra o amor
Se tem vontade, faz
Se quer algo, pega
Se sente, demonstra
Se é amigo, abraça

Agora eu pergunto
Como podem zombar do palhaço?
O Palhaço é sagrado
Não cabe em desmandos
Não cabe em asneiras
Não cabe em arruaças
Muito menos em trapaças
E se ouvir por aí 
"Palhaçada!"
Não confunda com a graça
Que o palhaço faz de graça 
Essa outra é coisa dos homens
Jamais dos palhaços
Afinal
Palhaço é simplicidade
Ingenuidade
Vem de boa matéria
Por isso não zombem
Afinal
Palhaço é coisa séria!


Bom riso
Sorrir é mesmo preciso!
....
Para meu amigo e palhaço Ronei Martins
....
...
CARPE DIEM

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Encontros


O rio um dia encontra o mar
Assim como a noite namora o luar

O crisântemo encontra o beija-flor
Assim como o sol encontra o calor

As ondas encontram o mar
Assim como a areia encaixa-se ao caminhar

As folhas alegram-se ao vento
Assim como a palavra combina com o momento

O silêncio encontra a serenidade
Assim como a luz nos traz a claridade

As folhas secas se encontram no outono
Como o sonhar combina com o sono

O sorriso se encontra com a felicidade
Assim como abraços celebram a amizade

Quantos pensamentos casam com citações
Quantas poesias celebram emoções
....
Uma homenagem ao primeiro ano de vida do grupo Pensamentos, Citações e Poesias criado por nossa amiga Luciana Dimarzio.
...
CARPE DIEM

terça-feira, 24 de maio de 2011

O amor não tem regras - O direito a diversidade


Do vídeo acima, fica o diálogo esclarecedor entre Shelly e Bill Porter, em pleno anos 80:
- Parecem mais um casal de velhos - Fala Shelly assustada
- Eles estão juntos há muito tempo - Responde um tranquilo Bill
- Que você quer dizer? Quer dizer...Não está certo. É pecado! - Espanta-se mais ainda Shelly
- Se você acha alguém para amar, acho que é uma boa coisa! - Argumenta Bill
- Não! Não acreditamos nisso. - Afirma de maneira categórica Shelly
- Deus fez todos nós Shelly! Ele não comete erros - Fecha a questão, um sábio Bill
...
Vivemos num tempo onde o preconceito não tem mais espaço. Num tempo onde a tolerância e a compreensão às multiplicidades do sentir e do se expressar se fazem cada vem mais presentes. E na verdade, desde quando somos donos do certo e do errado? Desde quando fomos promovidos a juízes do sentir alheio?

O propósito aqui não é levantar essa ou aquela bandeira. Ser isto ou aquilo. Na verdade, eu me peguei pensando outro dia o quanto alimentamos preconceitos tolos.

A história da humanidade evolui e cada vez mais rápido. Não tem mais sentido, alguns comportamentos, pensamentos e preconceitos. O Brasil mostrou isso, no ultimo 5 de maio, quando o STJ, por unanimidade, aprovou o direito da união homoafetiva. Imaginaram uma lei destas, há 50 anos? Não é muito diferente de hoje. Se alguns comemoraram, outros torceram o nariz e se perguntaram:  "Onde vamos parar?"

Na verdade, algumas reflexões cabem num tema decidido legalmente e que no fundo tem nada pouco a ver com leis e mais com o ato de sentir. Reflitam comigo: Duas pessoas que se gostam, que se respeitam, que dividem suas vidas uma com a outra, não deveriam realmente serem vistos com respeito? E tudo isso independente da raça, sexo, credo ou condição social destas pessoas?

Ok! Ok! Vamos ao preconceito: "Mas isso é errado!", "Deus não fez a gente assim!", "Vai contra a natureza!"

Agora, querem saber mesmo o que é errado? É alguém julgar a outra sem saber de verdade o que se passa dentro desta pessoa. Querem saber o que poderia desagradar a Deus, se ele fosse como os extremistas pensam? É nos ver julgando uns aos outros enquanto ele nos pede para que amemos uns aos outros, como ele nos amou, indistintamente. Querem saber o que vai contra a natureza? É querermos controlar os sentimentos e as manifestações alheias.

Como disse anteriormente, a ideia aqui não é levantar nehuma bandeira e sim a de refletirmos sobre o amor e todas as suas formas possíveis de manifestação. Eu, particularmente, fiquei feliz em ver meu país um pouco mais tolerante, pelo menos legalmente falando. Não estava sendo justo ver pessoas que se amam de verdade terem direitos negados. 

Por fim, em nome do amor legalizado, pleno e de direito. Independente das escolhas de cada um, deixo um trecho desta música, baseada na "I Carta aos Corintios, capítulo 13":

"Ainda se eu falasse a língua dos homens
Se eu falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria

É só o amor, é só o amor!
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente raiva, ou se envaidece."

Trecho da música Monte Castelo, da Legião Urbana
...
CARPE DIEM

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que nos espera na próxima esquina?

Uma sensação estranha nos invade
Aquele frio na espinha
Uma mistura de medo e ansiedade
Sentimos uma vontade de desistir
Há momentos que preferimos que tudo permaneça como está
E na ilusão de termos o controle
Caminhamos acomodados
Aceitamos calados
O que nos vem
O que nos é dado!

Só que a vida, de uma forma ou de outra
Nos leva a decidir ou simplesmente decide por nós
Pode ser...
Aquele trabalho que você não sente mais prazer em fazê-lo
Aquela pessoa que você sente que não combina mais contigo
Aquela casa que você sente algo estranho quando retorna
O curso da faculdade que você tem certeza que não é pra você
Sentimentos mal resolvidos
Atitudes que lhe desagrada
Pode ser...
Qualquer coisa mesmo!
Simples ou complexa
Pessoal ou profissional
Familiar ou não
Pode ser algo seu. Só seu!
...
No fundo tudo isso tem a ver com mudança
E claro que fugimos dela enquanto conseguirmos
Claro que fingimos que não é conosco
Só que a mudança é como uma próxima esquina
Numa cidade desconhecida
Jamais saberemos o que nos espera
Sem antes chegar até ela.
.....
As surpresas podem ser maravilhosas
Um lindo café
Um ipê florido
Uma praça arborizada
Pessoas felizes
Luz
Alegria
....
Na esquina da sua vida, onde vocês está quase chegando
Certamente você encontrará
Pessoas melhores
Desafios incríveis
Novas alegrias
Energias renovadas
Sucesso e  muita realização
....
Para que isso se torne real
Comece acreditando
Faça realmente que tudo seja o que deseja
Afinal
Você já sabe, porém não custa relembrá-lo:
"Tudo começa e termina em você!"
....
Eu quero virar a esquina hoje e você?
...
CARPE DIEM

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Filhos do coração

Todos estamos aqui por alguma razão
Todos viemos da mesma forma
Todos um dia, pela primeira vez, vimos a luz do sol ou sentimos o ar em nossa face
Todos fazemos parte do mesmo mundo

Nem todos tiveram as mesmas oportunidades
Nem todos tiveram acesso aos mesmos recursos
Nem todos conseguiram sonhar
Nem todos tiveram a chance de viver num lar

Alguns tiveram uma vida tranquila
Alguns estavam no lugar certo, na hora certa
Alguns receberam abraços por toda a vida
Alguns tiveram mãe, pai, enfim, uma família

Outros se perderam no caminho
Outros sonharam com uma vida melhor
Outros rezaram noite após noite
Outros enfrentaram o vento, nas madrugadas, como açoite

Poucos tiveram um lar afetivo
Poucos receberam carinho, amor e abrigo
Poucos puderam realizar seus sonhos mais simples
Poucos puderam ter um lar, um pai, uma mãe, uma cama, um irmão, uma irmã

São estes que são capazes de mudarem vidas
São estes que nos emocionam com tanto amor guardado, pronto pra ser nosso
São estes que são gratos
São estes que eternizam a palavra amor

São especiais, são únicos, escolhidos, desejados
Para pais do coração
só existem 
Filhos do coração

CARPE DIEM


Saiba mais sobre adoção, clicando aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Especialmente hoje...

Já perceberam quanto mistério encerra um viver? Desde a concepção, quando duas pessoas resolvem ou simplesmente unem-se, num ato de amor e paixão e juntos, com metade de um, metade de outro, criam uma terceira pessoa: um filho

A matemática da vida é bem diferente daquela dos homens da sala de aula. Na vida, 1 mais 1 pode ser apenas 2 mesmo. Só que também pode ser igual a 3, 4, 5 ou mais. Tudo dependerá do momento, do mistério, das combinações genéticas, da lua, do tempo, da estação, do amor...

E o mistério não se acaba por aí. Vem o período da gestação. E durante nove meses ou quase isso, ficamos ali guardadinhos, protegidos do frio, da chuva, do calor. Somos alimentados, amados e cuidados por quem está do lado de fora, nos carregando à todo canto. Recebemos carinhos e amor incondicional. Amar é isso! Carregar e amar um filho que ainda nem se conhece.

O grande dia e mistério tão grande quanto os anteriores é o nascimento. O parto. Saímos de um mundo protegido, aquecido, aconchegante para conquistar um mundo infinito. Sim! O que é o mundo comparado a nossa placenta? Só pode ser o infinito.

Nos primeiros dias de vida, ou melhor no primeiro ano de vida, aprendemos que não fazemos nada sozinhos. Aliás, demora um pouco para pedirmos o que queremos. Nossos sinais se resumem a choros, risos, caretas e olha lá. E mais um mistério se apresenta: Aquela que nos deu a vida, entende todos estes sinais. Quando não, desesperadamente tenta adivinhar os seus significados. De novo o amor se manifesta: Compreender o incompreensível.

E a vida segue. Crescemos. Aprendemos a ver o mundo de cima, quando começamos a andar. Aprendemos a caminhar. Depois ensaiamos algumas corridas e finalmente corremos e o mundo agora é mais nosso que nunca. A fala depois de um tempo faz parte de nossa vida. Podemos verbalizar sentimentos, querências, enfim, podemos tudo!

Os anos passam. Aqueles que nos trouxeram ao mundo continuam nos amando. E mesmo que isto não ocorra (sim, nem tudo é um conto de fadas) seremos sempre gratos. Afinal, sem que um dia aqueles dois se encontrassem, nem estaríamos aqui escrevendo ou lendo essa crônica da vida. 

Por isso eu vos convido não a procurar culpados por sua vida não ser exatamente como desejou ou gostaria que fosse hoje. Eu vos convido a refletir, que nossos pais têm vários papéis na nossa vida e um deles é o de nos deixar livres. Eles simplesmente não podem ser responsáveis eternamente por tudo que nos acontece. Afinal, aqui entre nós, quem de nós seguiu exatamente e em todos os momentos o que eles nos ensinaram ou pediram? Pois é! Se não seguimos as receitas deles como podemos exigir deles os resultados de nossas atitudes.

Um dia, eu e você que está aí do outro lado, resolvemos que os caminhos eram nossos e que a partir deste dia, tudo começaria e terminaria em nós. Mesmo assim, pode apostar, eles (aqueles que nos deram à vida), aqui ou no outro lado da vida, estarão sempre torcendo e vibrando por nós nas nossas conquistas. Estarão pedindo por nós, quando necessário e sempre serão quem sempre foram: A origem de nossa vida!

Especialmente hoje sou grato pelo dom da vida.

CARPE DIEM 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sexta-feira 13 - Um conto.

Tinha algo estranho no ar. Ele sentia isso. Ele ia ter que fazer uma entrega justamente naquele dia, uma sexta-feira e ainda por cima dia 13. Era demais pra ele. Demais mesmo!

Normalmente ele se programava ao máximo para estes dias. Evitava sair da cidade. Mais ainda, evitava sair de casa. Ficava bem quieto, no canto dele. E ficava mais cismado ainda quando a data coincidia com uma noite de lua cheia. 

Joaquim era o sétimo filho de uma família numerosa. Só homens. Treze no total. Apenas oito permaneciam vivos. Ele era grudado ao caçula. dois anos mais velho apenas e resolveu sair de casa logo cedo. A vida na roça não era pra ele. De lá ele trouxe apenas o amor da mãe, a dureza do pai e as crendices e rezas que aprendera com a avó Quitéria.

Na cidade era conhecido como Joaquim benzedor ou Nhô Joaquim, como as crianças o chamavam. 

Como ele mesmo gostava de dizer, nas horas vagas ele tinha um comércio de "vendê bestera" pro povo. De agulha a colher de pedreiro, passando por comida a granel e no atacado, ele tinha de tudo. Queria achar uma coisa na cidade, era lá, no Armazém "Gai de Arruda e Pimenta" (era assim mesmo que estava escrito a palavra galho, na placa do seu armazém). 

Joaquim abria o Armazém até de domingo, como costumava dizer. Mas tinha uns dias em que ele não abria de jeito nenhum. Sexta-fera Santa, Páscoa, Tiradentes, Dia de Nossa Senhora, Dia de "Padim Cícero", Dia de Cosme e Damião e Sexta-feira 13. Podia chover canivete, que ele não abria estes dias.

As coisas se complicaram pra Joaquim quando ele resolveu colocar telefone no local. Aí danou-se tudo. Por que o povo fazia pedido por telefone. E foi isso que aconteceu. Uma família importante da cidade vizinha ia receber um povo da capital e fez um pedido grande pra Joaquim. E o fazendeiro só comprava as coisas com ele, até para os empregados. Bem que Joaquim, na sua simplicidade tentou argumentar com o fazendeiro:

- Meu patrão, o senhor sabe que não lhe nego nada! E o fazendeiro foi logo dizendo assim:

- Joaquim, nem me venha com essa bestagem de sexta-feira 13. Quero minhas coisas aqui, por que vou ter cantoria na fazenda e vem um povo da capital. E não é das capital daqui não. É de São Paulo, visse? Se tu não me entregar essas coisas até amanhã a noite eu mesmo vou aí e acerto as contas contigo. Nem mando meus homens.

Sem remédio pra situação ele se viu preocupado na hora de sair de casa. Já tinha acordado esquisito. Botou as coisas na caminhonete velha e foi-se embora pra cidade vizinha. Era umas três da tarde quando saiu. Planejava está de volta antes de escurecer. Fez umas rezas, colocou uma cruz e alho no painel do carro, em caso de necessidade e seguiu viagem.

Não tinha andado nem meia hora de estrada quando ouviu um barulho alto vindo lá de fora. Gelou na hora! O carro perde o controle e ele percebe que seu pneu dianteiro furou. Ele começa a rezar e desce pra trocar o pneu. Seu estepe está bem velho e com muito esforço e com seu macaco velho ele consegue depois de quase uma hora trocar o pneu do carro. Suado e com medo ele coloca o pneu furado e planeja já passar por um borracharia pra arrumar o pneu na estrada. Seguiu devagar até a fazenda pra ver se avistava alguma aberta. Nada!

Lá pelas 18 horas, depois dos atropelos, ele chega na fazenda. Faz a entrega. O fazendeiro lhe paga a quantia devida e convida pra ficar. Ele agradece e diz que precisa chegar logo em casa. Era sexta-feira 13 e ele nem deveria ter saído. Na saída o fazendeiro ainda brinca com ele:
- Joaquim, cuidado com o lobisomen, homem! - Dá uma gargalhada e vai pra dentro da casa grande.

Joaquim não acha graça nenhuma naquilo. Na estradinha de terra, tudo deserto. A noite já caindo, a lua cheia, bonita, dá o ar da graça. E ele arrepia-se. Neste mesmo instante, outro barulho vindo lá de fora! "Meu Senhor Jesus", pensou na hora. "Outro pneu. Tudo menos isso!"

Era mesmo. Agora estava perdido. Há uma hora da fazenda e a uma hora de casa. Isso de carro. Ele não sabia se descia ou se ficava encolhido no carro até amanhecer. Não! Precisava achar alguém. A estrada principal estava mais ou menos perto. Iria tentar uma carona. Saiu do carro. E começou a caminhada. O tempo passa. Ele, a lanterna, a trança de alho na mão, os amuletos todos e as rezas na cabeça. Qualquer barulho era um aperreio na cabeça de Joaquim.

Lá pelas tantas ele sente uma dor aguda na cabeça. Cai no chão. Desmaia. Nos segundos que antecederam ao desmaio ele ainda pensou: "Meu Padim Ciço, não me deixe morrer!". Ele não deixou.

Não sabe como ele amanhece o dia na porta de casa, com as roupas rasgadas, sujo de barro e com manchas de sangue de animal no corpo. Teria sido atacado por algum bicho. Mas não tinha ferimentos. O sangue não era dele, com certeza. Procurou a caminhonete. Não achou. Como ele tinha chegado aí, a pé e como ele acordou do desmaio sem se lembrar de nada?

Abriu o comércio dele no sábado. Cismado. O primeiro cliente chega. Seu Antonio. E já chega com notícia fresca.

- Joaquim do céu! Ainda bem que tu fica em casa em sexta-feira 13. Acredita que teve uma onda de ataque de alguma fera ontem pela noite. A danada da fera levou umas 3 ovelha de Zé de Lino e uns 4 bodes de Afonso de Belarmino. Sem contar que quase atacou a filha de um deles. A conversa que anda por aí é que foi Lobisomem. Tu acredita nisso?

Joaquim baixa os olhos. Sabe bem por que evita sair de casa nestas noites e apenas diz:

- Isso é besteira desse povo. E Lobisomem lá existe, rapaz!
...
CARPE DIEM

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Você é do tamanho dos seus sonhos

Parafraseando Pessoa:
"Navegar é preciso. Sonhar não é preciso"


 Experimente viajar um pouco e lembre-se daquelas vezes em que sonhou acordado. Aquela viagem incrível que você tanto desejou. Aquela nova cidade em que você gostaria de viver. Aquela pessoa que acelerava o seu coração. E siga nesta linha enquanto se lembrar destes momentos e desejos, mais conhecidos como sonhos. Você perceberá o quanto somos melhores quando sonhamos.

Existem pessoas que não admitem sonhar. Outras que são desencorajadas a aproveitarem seus sonhos, ou seja, são intimadas a permanecerem no mundo real(?). Como podemos ser capazes de abri mãos de nossos sonhos, de viajarmos naquilo que nos faz feliz. Impossível!

Além do mais, o sonho nada mais é do que uma motivação para atingirmos o que queremos de verdade e que muitas vezes abafamos, por medo, por insegurança, por falta de tempo. E quando abrimos mão do sonho, abrimos mão da realização.

Sonhar não tem nada a ver com imaturidade, irresponsabilidade ou falta de objetividade. Sonhar tem a ver com despertar o melhor de nós. Sonhar tem a ver com acreditar naquilo que é impossível para muitos.

Sonhar é o primeiro passo para o mundo ideal. O nosso verdadeiro real! Porque a conquista começa dentro de nós. E quando esta força cresce o suficiente, transforma-se em sonho, que transmuta-se em realização.

Não existe sonho pequeno, médio ou grande. Existem sonhos que são exatamente do seu tamanho. Os sonhos se adequam aos seus paradigmas, crenças e valores. Os sonhos são seus. Por isso, jamais permita que alguém lhe diga o que deve ou não sonhar. Apenas sonhe.

Por fim eu he convido a perseguir seu sonho. A criar condições de realizar este sonho mágico. Este sonho que nasceu e por isso pertence a você. 

Vamos lá! Acredite! Você é do tamanho dos seus sonhos!

CARPE DIEM

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe


Quando dentro de ti fui fecundado
Nove meses, eu sei, me carregaste
Ao nascer, tão contente tu ficaste!
Sei que sempre por ti eu fui amado

Meu amor nunca foi nem comparado
Com aquele que tu me dedicaste
Para o meu bem comigo tu brigaste
Te agradeço. Oh, mãe, muito obrigado!

Sei que és muito simples e amorosa
És alegre, às vezes, és chorosa
Por teus filhos, tu lutas até o fim!

Não me importa, se és nova ou és idosa
Dentre todas as flores, tu és minha rosa
A mais bela que há no meu jardim!
....
Este soneto foi uma homenagem especial à minha mãe querida, guerreira, amorosa e presente em nossas vidas, mesmo à distância.

Dedico também a Sô, mãe do Pedro (nosso filho caçula), uma mãe que é um presente. Sempre com seu sorriso acolhedor.

Desejo às mães que seguem o "Sempre tem algo acontecendo" um dia especial e de muito amor.

CARPE DIEM

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