terça-feira, 29 de março de 2011

As noites na Lapa

Sem que se perceba
Você se envolve
Integra-se
Entrega-se
Zoada, zumbido, zueira
Zazueira, como diria Benjor
Ah! A Lapa!
É tudo o que falam
E falo mais
É tudo e mais um pouco
É noite, é notívago, é nostálgico
É abraço, sorriso e conversa fiada
Em voz alta
É samba na roda
É roda de samba
Lapa cheia de bossa ou
Bossa cheia de Lapa
Da Lapa, quem prova
De seus becos, vielas
Os amassos escondidos
As ruas antigas
As casas mais antigas
Os Arcos da Lapa
Botequins e botecos
Embalamos amantes
Inspiram os poetas
As noites infinitas
Nas ruas da Lapa


CARPE DIEM

sábado, 26 de março de 2011

Hora do Planeta 2011 - Hoje é o dia!



Vamos apagar as luzes hoje gente!
11 dicas de atividades para a hora do planeta
1. Brinque de "se eu fosse pra lua eu levaria..." (escolha um tema)
2. Conte causos
3. Acenda um vela e brinque com as sombras na parede
4. Façam adivinhas
5. Embale numa prosa boa
6. Fique em silêncio
7. Desligue o celular e tire o telefone fixo do gancho
8. Lembre de sua infância e conte pro seus filhos
9. Balance numa rede na varanda (se tiver uma varanda)
10. Faça uma caminhada se tiver um lugar por perto
11. Sente na calçada e bata papo com os vizinhos

Bem.... o dia é hoje (26/03/2011) a partir das 20:30. É só uma horinha!

CARPE DIEM

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Hora do Planeta 2011 - Pequenas atitudes, grandes resultados


Sempre achamos que o governo é quem deve fazer tudo.
Pensamos também que a culpa é do outro.
Pensamos mais: Que nada nos afeta!
Afinal, é só uma latinha de cerveja, uma sacolinha de supermercado, um papel de bala na rua, uma embalagem descartável, só...

Vamos corrigir a frase acima.
Na verdade é mais uma latinha, mais uma sacolinha, mais um papel de bala, mais uma embalagem descartável

Já imaginaram quantas coisas vão para o lixo?

Hoje vamos dar algumas dicas bem simples e fáceis de colocar em prática:
  • Use sacolas retornáveis
  • Compre cerveja com vasilhame (sai mais barato, rende mais e você ainda vai se sentir no seu boteco preferido)
  • Percorra a pé as pequenas (faz bem pra saúde)
  • Se possível, use o transporte público
  • Separe seu lixo orgânico, de lixos recicláveis
  • Lave as embalagens antes de reciclar
  • Solicite coleta seletiva no seu bairro
  • Valorize os catadores de papelão (eles fazem muito pelo planeta)
  • Use água com inteligência (será recurso raro num momento futuro)
  • Use energia elétrica com sabedoria
  • Lâmpadas econômicas são ótimas, porém procure lugares específicos que reciclam este tipo de material.
  • Lâmpadas econômicas são indicadas para ambientes em que as mesmas ficam acesas por períodos maiores. Não é interessante para banheiros ou lavabos, por exemplo.
  • Use o chuveiro na temperatura compatível com a estação do ano.
  • Cozinhe no fogo brando, após atingir a temperatura de fervura.
  • Jogar papel na rua? Nem pensar!
  • Apanhar aquele papel que está no seu caminho? Uma atitude que pode fazer diferença no próximo período de chuvas.
  • Crie um movimento para instalação de lixeiras públicas nas vias, praças e centros comerciais
  • Crie um movimento no seu condomínio para instalação da coleta seletiva

Integre-se mais!
O Planeta é seu!

CARPE DIEM 

domingo, 20 de março de 2011

Semana da Hora do Planeta 2011 - Sempre tem algo acontecendo...

Durante essa semana (entre 20 e 26 de março de 2011), como aconteceu nos últimos anos,  falaremos no "Sempre tem algo acontecendo" sobre algumas questões ambientais. Afinal, somos todos responsáveis por nossa moradia.

Descobriremos que podemos fazer muitas coisas juntos, se individualmente fizermos a nossa parte. Para cada dia, ao invés de uma foto, traremos um tema musical ligado à postagem.

Sejam bem vindos a "Terceira Semana da Hora do Planeta 2011"!

Tema de hoje: Terra - O Planeta Água!


Calma! Não falaremos de números, índices, de estatísticas, de dados científicos, de nada disso. Falaremos de situações ligadas ao nosso dia-a-dia e quem tem a participação direta desse recurso precioso, chamado Água;

Imagine seu dia com 24 horas e faça uma viagem por este dia, lembrando da participação da água no mesmo. Preparado? Então, vem comigo!

6:30 - O relógio desperta e você abre seus olhos, ainda embaçados de sono
6:40 - A boca seca e aquela sensação estranha de quem acorda, te convida ir ao banheiro
6:45 - Você abre a torneira e a água corre abundante, enquanto coloca seu creme dental na escova, e calmamente escova seus dentes. O barulho da água corrente acaba distraindo-o. Você faz alguns bochechos, lava o rosto, depois a escola de dente e após quase 10 minutos, fecha a torneira.
6:53 - Você usa o banheiro e aperta a descarga com vontade. Pra ter certeza que o vaso sanitário ficará limpinho você aperta a válvula de descarga mais uma vez.
6:55 - Você entra num banho, para despertar de vez. Abre o chuveiro no máximo e aproveita água quentinha correndo pelo corpo. Nossa! Como o tempo passa rápido! 20 minutos foram embora rapidinho. Finalmente você encerra seu banho, em que pensou em todos os seus problemas e tarefas daquele dia.
7:15 - Água no fogo, coador com pó de café e mesa posta. Aquele cheirinho bom da água fervente entrando em contato com o pó de café te convida. Você bebe rapidinho uma xícara de café e o restante da garrafa, como a casa ficará vazia, provavelmente será jogado fora, na volta pra casa. Afinal, café antigo, ninguém merece!
7:20 - Você se veste rapidinho, toma um copo com água, aproveita pra abastecer as garrafas de água que você deixa na geladeira e segue para seu trabalho, com seu automóvel.
7:30 - Uma parada no posto de gasolina para abastecer e o frentista pede para verificar o óleo e a água. Ele informa: A água está baixa, quer que complete? Você afirma que sim.
8:30 - Depois de muito trânsito você chega a empresa e já repõe sua garrafinha de água, para não levantar toda hora. Afinal, você tem muitas coisas para serem feitas.
....
Até a hora do almoço,  o dia transcorre normal, com idas ao banheiro, várias garrafinhas de água abastecidas, cafés passados e tomados, chega a hora do almoço, você comerá arroz, feijão, carne refogada, saladas e tudo que estiver disponível no restaurante (sim, todos esses alimentos utilizaram agua para serem ou lavados ou cozidos).

Após o almoço, higiene bucal e no período da recomeça tudo, reposição da água da garrafinha, ou simplesmente as levantadas até o bebedouro da empresa para saciar a sede, cafezinhos, sucos e finalmente chega a hora de ir pra casa.

No trajeto de volta você se lembra que seu carro está meio sujo, precisando dar uma lavada. Você agenda mentalmente para levá-lo no próximo sábado, para dar aquele trato, que ele merece. Será aquela super ducha!

Você chega em casa.

19:30 - Direto para o banho. O dia foi duro! Nada que 30 minutos de água correndo pelo corpo. Ótimo para relaxar!
20:00 - Você finalmente desliga o chuveiro.
20:30 - Enquanto se troca, sente o cheirinho bom de roupa lavada naquela máquina que faz várias trocas de água, só pra deixar suas roupas justamente assim, cheirosas e limpíssimas.
20:40 - Mesa posta. Comida feita na hora. A salada foi lavada com bastante água, o feijão e o arroz, cozidos com água. Um suco de maracujá com água na mesa. Bem, tudo ali de alguma forma teve a participação dela, da água.
21:00 - Higiene bucal, torneira ligada. Você adora esse barulhinho! 
Aliás, você percebeu que já faz quase um mês que aquela torneira fica pingando a noite inteira. Caramba! Você precisa mandar trocar aquela tal borrachinha que custa quinze centavos. Por que ninguém merece dormir com barulho de pinga-pinga!
21:10 - Você sai da mesa. Pensa na cerveja que tomará na sexta, com sua galera. Pedirá aquela de sempre, que tem um sabor ótimo, por que é produzida naquela daquela cidade, onde todos dizem que tem a melhor água para cerveja que existe. É isso! Vai tomar todas!
21:30 - A pia está cheia de louça. Você adora limpeza. Lava tudo e com bastante água. Abre a torneira no máximo para tirar o excesso de sujeira dos pratos e talheres e enquanto esfrega e ensaboa tudinho deixa  a torneira ligada pra levar tudo embora. Já emenda com o enxague. Ótimo. 30 minutos depois de torneira ligada você termina. Até que foi rapidinho!
 23:00 - Leva seu copo com água pra colocar  ao lado da sua cama.

Boa noite!

Pode ser até que durante a madrugada você tenha o hábito de ir ao banheiro, apertar a válvula de descarga após o uso ou ainda dar um pulinho na cozinha, beber mais água...enfim..pode ser.

Agora imagine vários dias, como este acima, sem uma gota de água disponível?

Bem...é isso que ocorrerá num dia próximo se você não fizer a sua parte, como por exemplo economizar água na hora do banho, da escovação, aproveitar água da chuva para lavar seu carro e quando necessário. 

É isso que acontecerá se você não utilizar com inteligência o seu bem mais precioso. Percebe, como tudo depende da água pra existir ou para ser transformado ou produzido?

Esse post deu até sede! Ainda bem que na torneira tem bastante água!

CARPE DIEM

terça-feira, 15 de março de 2011

Desculpe-me!

Por que é tão difícil pedir desculpas para alguém?
Quantas vezes você olhou para alguma pessoa que você fez algo indevido e pediu desculpas?
Melhor. Essa pessoa era próxima? 
Seja sincero. Você pede desculpas por bobeiras. Por esbarrar em alguém. Por derrubar algo. Por esquecer de um compromisso. Agora desculpa, desculpa mesmo será que você pede?

A verdade é que quanto mais próximos somos de alguém, mais temos dificuldades em pedir desculpas.
É mais ou menos como agradecer
É mais ou menos como dizer "eu  te amo"
É mais ou menos como dizer "sinto muito"
A proximidade muitas vezes afasta. Nos condiciona a deduzir que o outro é adivinho.

Logo, se dizer coisas boas já é difícil, imagine um "desculpe-me". Esse pra sair só se for uma situação muito crítica.

As pessoas, quando mascaram os "desculpe-me", na verdade estão vestidas com as vestes do orgulho e do egoísmo. Para o orgulhoso reconhecer uma falha, um erro, é um sacrifício enorme. E a grande novidade é que nós, moradores da Terra, somos na verdade todos orgulhosos. Se fôssemos humildes na essência nem estaríamos mais aqui.Estaríamos muito bem, num lugar especialmente reservados para os não orgulhosos.

E o orgulhoso não se acha errado. Se acha na sua razão. Para o orgulhoso tudo é empecilho. O tempo, o trânsito, a falta de tempo e aí ele deixa que as coisas caduquem. Que as pessoas finalmente esqueçam e passem por cima. Por que as pessoas que amam, sempre passam por cima. Que bom!

As pessoas que amam são como crianças. Ou sejam sempre desculpam sem que estes peçam desculpas. Elas deixam pra lá. Os orgulhosos não se dão conta disso. Ou dão e preferem que seja assim.  

domingo, 13 de março de 2011

O Sentido das palavras


Fazer-se entender. Tarefa desafiadora, uma vez que depende do seu interlocutor se mostrar disposto a entendê-lo. Eu até já tratei sobre esse tema no post  "O mistério das palavras". 

Chego a conclusão, depois de algum tempo, que sim, somos responsáveis pela comunicação, e que não, não somos responsáveis sozinhos. Não há mágica e nem técnica que faça uma pessoa que quer ouvir uma coisa e ouve outra. Ela tentará traduzir aquelas palavras para o mais próximo possível de seu paradigma anterior.

Paradigma é a maneira como enxergamos e entendemos fatos, pessoas e situações, baseadas em experiências vivenciadas ou adquiridas anteriormente. Ou seja, nos comportamos e agimos, segundo um padrão conhecido, mesmo diante de situações novas.

Um exemplo, uma criança quer assistir determinado desenho e você diz NÃO. Ela tentará traduzir aquele não ouvido num SIM que se adeque à sua vontade.Com adultos funcionam da mesma forma.

Se você diz, algo positivo e sincero pra alguém, que já tem um certo preconceito ou rejeição ao que você fala, será transformado naquilo que seja mais próximo do que ela esperava. Vamos há dois exemplos de um diálogo assim:

[A] diz:
"Agradeço por ter lido, por ter arrumado um tempinho na sua agenda (Coitada! deve estar mesmo se matando,né? Mas já está acabando essa correria sua) e agradeço pelo feedback. Fico feliz por tudo está bem por estes lados."
[B] interpreta:
"Eu realmente ( "coitada" ! ) estou me matando. Acordo cedo vou pra academia, loja, curso, loja de novo, tenho minha casa pra cuidar,... Não foi desculpa não. Minha vida anda mesmo muito corrida ( Não curto muito o tom de ironia dos seus e-mails )."

Aqui, embora [A] se mostre de antemão consciente que [B] está cheio de obrigações, este interpreta como uma ironia total citar essa correria real que enfrenta. No fundo não há nada de irônico nesta frase. Existe sim, uma predisposição de [B] acreditar que tudo que [A] diz contém ironia, logo isso também só pode ser um comentário irônico, jamais sincero.

[A] diz:
"Eu te amo, viu? Brigadão mesmo. Seu e-mail está tão bem escrito. Tão carinhoso."
[B] interpreta:
E meu e-mail ' tão bem escrito'  não teve a mínima intenção de te chatear. Respondi porque você me perguntou.

Neste outro pedaço do diálogo, [B] deduz que [A] de novo está sendo irônico, quando este na verdade elogia sua redação e o carinho percebido por este na sua resposta.O preconceito fica mais evidente ainda, com o "tão bem escrito" entre aspas, pra reforçar que percebeu(?) a ironia de [A].

A intenção de analisarmos esses dois trechos de um diálogo não tem nada a ver com julgar quem está certo e quem está errado. Até por que ambos estão certos. Basearam-se nos seus respectivos paradigmas.

[A] certamente já foi irônico em algumas ocasiões (mas não em todas e nem sempre) e [B] deduziu que [A] será sempre irônico quando fizer qualquer comentário positivo ou elogioso. Ponto final. O que [A] precisa fazer de um próxima vez é explicitar literalmente que naquele momento ele não está sendo irônico e [B] se disponibilizar a mudar seu paradigma um pouco.

Por essas e por outras que o diálogo entre duas pessoas é um grande desafio. Muitas vezes procuramos sentidos escondidos nas palavras ditas por outros.Julgamos emoções, atitudes, deduzimos pensamentos, opiniões, e por aí vai.

Na verdade o objetivo deste post é fazer com que cada um de nós fiquemos mais atentos ao que ouvimos e estejamos dispostos e disponíveis a sermos mais tolerantes e menos preconceituosos com o próximo. 

Sim. As pessoas podem mesmo desejarem o nosso bem. Sim. Pode ser sincero aquele elogio. Sim. Pode ser de verdade aquela preocupação. Diga sim a tolerância e abertura de ideias!

CARPE DIEM



quinta-feira, 10 de março de 2011

Paladar de criança (ou sobre café com pão doce)

Hoje eu lembrei dos meus tempos de criança. Fui a padaria comprar uns pãezinhos e vi um pão doce todo bonito, recém saído do forno, com aquele cheirinho característico de pão fresquinho. Hummmm! Bom demais.

Na hora me veio a memória, os meus tempos de criança, quando eu tinha meus sete ou oito anos e minha irmã tinha seis. Íamos os dois com a minha mãe, comprar pães na padaria, perto de casa. 

Sempre pedíamos pães doces e quando chegávamos em casa, minha mãe preparava um café fresquinho e a mesa ficava toda bonita com pão francês, pão doce, leite, manteiga, ovos mexidos. Às vezes, minha mãe estava inspirada e fazia um bolo de fubá ou só de trigo mesmo. Tudo era uma delícia.

O que mais gostávamos, claro, era do pão doce. Como era gostoso aquele pão, daquela padaria da infância. Acredito que quando criança temos um paladar diferente, por que nunca mais os pães doces foram iguais aqueles. Os bolos de trigo eram maravilhosos.

Bons tempos aquele! 

Na verdade até hoje cultivo o hábito de tomar um café da tarde ou da noite, com mesa posta, simples, porém gostoso. É nostálgico. É familiar!

Bom café pra vocês!

CARPE DIEM

quarta-feira, 9 de março de 2011

A vida é bela!



vida é bela
Como diria a minha amiga Clarabela!
Que adorava um barco à vela
Sempre que podia assistia a sua novela
Se a mocinha chorava, logo sentia pena dela
Chorava às vezes quando revia Cinderela
De todas as músicas, amava Aquarela
No cinema, riu e chorou com Lisbela
No final da tarde, esperava na janela
Com os olhos na estrada
De onde surgiria um príncipe
Que se casaria com ela
E faria sua vida
Ainda mais bela!

CARPE DIEM

terça-feira, 8 de março de 2011

Aprendizes da reforma íntima



Há algum tempo sentia a necessidade de falar sobre reforma íntima. Falar sobre a necessidade que nós temos de estarmos bem conosco, com o próximo e com o Plano Espiritual. 

Por mais que o "Sempre tem algo acontecendo" seja plural, nunca me sentia a vontade para falar de temas estritamente espirituais. Na verdade, procuro sempre abordar por aqui, no "Sempre", acontecimentos do dia-a-dia, situações, lugares, pessoas que muitas vezes passam por nós, sem que as percebamos.

Por isso criei um novo cantinho chamado Reforma Íntima, voltado para estas questões espirituais e por que não morais. No Reforma teremos alguns colaboradores convidados, para que os pontos de vistas sejam também diversos e a nossa intenção lá não é a de entregar uma receita pronta para o crescimento espiritual e sim juntos, aprendermos como melhorarmos mais a cada dia.

No fundo somos todos aprendizes em constante reforma interna. Melhorar não é bom apenas para nós mesmos. É bom também para aqueles que nos amam e nos rodeiam.

Será uma grande alegria tê-los por lá. Sigam-nos! Comentem e assim seremos capazes de começarmos uma melhoria no mundo em que vivemos. 

Afinal, um mundo melhor começa dentro de cada um de nós!

Espero vocês por lá!

Para acessar e conferir, clique neste link http://suareformaintima.blogspot.com/.

CARPE DIEM 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Pais e Filhos - companheiros de jornada


Pensar que uma vida se origina de outras duas pessoas é um acontecimento mágico. Exatamente assim. Para que a vida se faça é necessário que duas pessoas estejam dispostas para que uma terceira desfrute desse dom que é viver.

As relações entre pais e filhos começam nesta decisão. Por mais que um filho não tenha sido planejado, o ato que o gerou, mesmo que acidentalmente, aconteceu somente por que duas pessoas se dispuseram a vivenciar aquele momento.

Meses de espera, cuidados, dúvidas, medos, ansiedade etc. Cada dia que passa o momento se torna inevitável e todas as sensações multiplicam-se dentro dos pais daquele filho que está para chegar. 
...
Chega o grande dia. Como será ele ou ela? Correrá tudo bem? Com quem parecerá? A frase que impera no coração de ambos: "O importante é que venha com saúde."

Os filhos nascem de suas mães. Vale lembrar que o ser humano, de todos que habitam na terra, são os mais dependentes dos pais, por mais tempo. Meses de dependência total. Anos de dependência em alto nível. Tempos úteis para formar laços. Para fortalecer laços.

Quanto mais avançamos no tempo, mais frágeis tornam-se essas relações e o interessante é que a dependência aumenta a medida que as relações se enfraquecem. Talvez por que na época em que as relações eram estreitas, os filhos seguiam mais seus pais. Estes eram mais ouvidos, mesmo quando discordavam de suas palavras.

A medida que os filhos buscam mais cedo, seguirem sozinhos, ainda imaturos, a tendência é que se tornem cidadãos incompletos, que muitas vezes esquecem o valor das palavras daqueles que lhe deram o direito à vida. Que os conduziram até onde lhes foi permitido.

Especialmente para quem está hoje com mais de 40 ou 50 anos. Lembre-se do dia em que você questionou seus pais. Quebrou alguma regra. Lembre do dia em que seu pai ou sua mãe lhe pediu pra sentar e ouvir o que tinha pra lhe falar. Talvez uma bronca. Talvez um conselho. Sinceramente, qual foi sua atitude?

Nem precisa responder, por que a resposta é evidente para nós desta faixa etária. Você calou e ouviu. Talvez você nem tenha concordado. Talvez você tenha ficado revoltado internamente. Mas você silenciou, ouviu e tentou colocar em prática o que lhe foi dito. Era assim, ser filho antes destes tempos atuais. Havia mais que respeito. Havia reverência por aqueles que davam um duro danado para nos manter íntegros e com melhores condições de vida do que eles próprios. Nossos pais, podiam ser bravos, ranzinzas, teimosos, mas no fundo eram os nossos heróis.

Sem generalizações e sem extremismos. Por que existem sim, exceções. Os tempos são outros. Nós resolvemos fazer tudo melhor. Novos métodos de criação. Proximidade no lugar de posicionamento. Amizade no lugar de liderança firme. Nivelamos por baixo, como se diz na gíria futebolística, quando um time com maior qualidade técnica joga tão mal quanto aquele que tem menor qualidade.

Pensamos conosco que seria tão complicado fazê-los entender que a nossa experiência contava muito. "Vamos deixar de ser arrogantes. Eles podem ter opiniões e seguirem como quiserem. Quem somos nós? Donos da verdade?" 

Pois éramos. Abrimos mão de um direito que tínhamos. O direito de formar os nossos filhos adequadamente. Abrimos mão de formarmos cidadãos que deveriam respeitar os mais velhos, as mulheres, as pessoas com algum tipo de limitação, a natureza, a sociedade, o direito do próximo. 

Ao invés disto preferimos que a falsa liberdade imperasse (sim, liberdade sem informação e responsabilidade, é falsa) e desta forma somos pais de cidadãos que se julgam superiores a tudo. Superiores a nós mesmos, que lhes demos a vida. Criamos pessoas que tripudiam em tristezas alheias, que desconhecem palavras como "por favor", "obrigado", "sinto muito", "desculpe-me". Pessoas que chamam seus pais de você e pelos seus nomes próprios.

"Você não viu que a Vanda não chegou, Júlio?!" A tal da Vanda no caso é mãe da menina. Júlio é o pai.

Claro que não tem nada demais os filhos tratarem seus pais pelos nomes e por você. Tem a ver a maneira como isso soa em muitas casas. Como se desdobra essa mudança pequena nos tratamentos familiares.

Nossos pais estavam tão errados? Éramos filhos tão subservientes assim?  Pensemos nisso.

Algo nos diz que está na hora de sermos realmente pais. E de nossos filhos assumirem seus postos: De filhos.

CARPE DIEM 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cozinhar pode ser uma viagem

Eu aprendi a gostar de cozinhar. Aos poucos. Sem a pretensão de ser um expert do fogão, um chef famoso ou coisa assim. Ao contrário, o que me levou pra cozinha foi justamente a leveza, a viagem que fazemos quando combinamos elementos.

Claro que admiro e respeito os grandes chefs, os alquimistas e artistas da cozinha. Só que é diferente. Tem a ver com o dia-a-dia deles. Neste caso tem a ver com atividade profissional. Mesmo que seja por prazer, envolve um tanto de obrigação.

A cozinha é lugar pra você viajar. Inventar. Ser você representado num prato. Numa novidade.

Eu gosto de cozinhar com tempo. Sou avesso aos temperos prontos. Não tem muita graça colocar uma porção de pó que te diz que ali tem dezenas de especiarias trituradíssimas,co uma porção de conservantes, estabilizantes, aromatizantes e tantos outros antes. Sei lá. Acho isso muito estranho!

Vamos combinar! Uma refoga com alho e cebola de verdade é muito melhor que um tal de caldo disso ou daquilo. Sem contar que você pode acrescentar outros elementos naturais, se for do seu paladar. Aquele cheirinho bom invadindo a casa. Bom demais.

A cozinha pode ser uma viagem, quando você resolve se entregar aos aromas, cores e texturas dos elementos. Uma prosa com os amigos, enquanto cozinha. Um brinde a vida.

Experimente, qualquer dia, quebrar sua rotina e transformar o ato de cozinhar, num ritual de celebrar a vida, a amizade, o seu dia!

Ah! Se você acha que não leva jeito pra cozinhar,  experimente dividir o fogão com a esposa, com a namorada, com a mãe, com uma amiga...enfim, com quem quiser! Na cozinha pode nascer uma nova paixão. Você pode se apaixonar pela beleza da transformação dos elementos. Dos alimentos.

Você pode criar o seu ritual. Eu adoro cozinhar sem pressa, organizar o que vou usar, ouvir uma música de fundo (amo cozinhar com música). Se algum amigo estiver em casa, é muito bom convidá-lo para uma prosa, enquanto preparo os ingredientes.

Muito bem! Cozinhar pode mesmo ser uma viagem! Que tal preparar a sua, qualquer final de semana destes? Agora é contigo!

CARPE DIEM

terça-feira, 1 de março de 2011

Terapia no fogão



Óleo, cebola e alho
Cheiro de refoga no ar
Chiadinho no fundo da panela
Mexe com uma colher de pau
Aprecia a paisagem na janela
Deliciar-se com o perfume dos temperos

Cheiro verde, batatas e mais cebola
Pimentão verde, vermelho e amarelo
O sol clareia o céu, deixa-o mais belo
A mistura na panela dá o tom
Cheiros, cores, sabores
Enfeitiçar-se com as cores dos temperos

Prosa, cachaça e causo alegre
Lembranças de tempos mais antigos
Sonhos, novos planos de aventura
Cheiros, temperos, calor da quentura
Inebriar-se na amizade e seus temperos

Mesa posta, casa cheia de alegria
Colheres, conchas e panelas
O cheiro de comida voa pelas janelas
Enfeitiça os vizinhos e os que passam
Lá na mesa, brindes, sorrisos e garfos ágeis
Terapia no fogão dos meus temperos


CARPE DIEM
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