terça-feira, 20 de setembro de 2011

Starbucks e cena chocante (do deslumbre ao desnecessário)

 Na última segunda-feira estive num shopping da cidade em que moro, próximo da hora do almoço. Primeiro uma experiência legal que foi tomar um café na Starbucks. Tudo personalizado, o café saboroso, o ambiente agradável com um aroma característico de uma cafeteria, ao fundo um bom jazz, no volume certo e pra fechar ao lado da companhia perfeita. Podemos afirmar que está é a melhor maneira para se fechar um almoço.
...
Corta!

Nova cena...

Na saída do shopping, estávamos seguindo animados, ainda pelo efeito do café e do ambiente, até o estacionamento do mesmo e uma cena nos  choca: Uma criança com uma coleira. Na verdade não era bem uma coleira. Era uma guia. Sim, como aquelas de cachorro mesmo. Só que presa numa bolsinha toda meiga

Fico boquiaberto e pra ser sincero, sem ação. Como costumo dizer, fiquei passado mesmo! Na minha cabeça, uma pergunta martelava: “Há que ponto chegamos?”

Eu já até tinha ouvido falar sobre tal situação, já lera em algum lugar e lembro-me bem de ter visto num destes filmes de comédia.  E no tal filme a situação era tratada mesmo como humor negro. Então, podemos supor que também é algo que choca até no cinema.

E a mãe calmamente com a guia enrolada em uma das mãos e  esta presa numa bolsa de bichinho, toda fofa e  o menino deveria ter um ano e meio, dois anos, no máximo. Ela puxava o pequeno pra lá e pra cá. Ele bem mansinho (perdoe-me o trocadilho), quer dizer, bem quietinho, andando na frente dela.

Onde estamos? O que pensam estes pais de hoje? Imaginem essa criança lembrando, no futuro, que andava de coleira pelo shopping? E quando a criança dispara, será que arrasta a mãe tal qual cachorro sapeca? E ela? E quais seriam os comandos da mãe? “Menino, pare já!” “Sentado!” “Agora!” “Pare agora!”

Na hora lembramos de uma das cenas, do filme Planeta dos Macacos - A Origem, lançado agora em 2011, quando o cientista Will (James Franco)  passeia no parque, com Cesar preso numa coleira. Detalhe importante, Cesar é um símio inteligente.

Já imaginaram as mães combinando um programa para o dia seguinte:

- Você vai levar o Luis para passear? Qual é a marca da “guiazinha” dele. Fiquei curiosa! É tão bonita e discreta, nem parece coleira!

- Ah! Querida, trouxe de Miami. Se quiser posso te repassar uma para a Priscila. Ela é rosinha e vem com uma bolsa-ursinho que é uma graça! Você vai amar. Afinal, somos tão amigas!

Pois é. Esta conversa é totalmente possível de acontecer ou de estar acontecendo em algum lugar do país...

Cá entre nós...Tem algo errado com alguns pais modernos. O que serão destes filhos?

Para se inteirar mais e ver os dois lados da questão clique aqui.

...
Em tempo: Meus quatro filhos nunca precisaram de coleira e sim, todos foram pequenos e sapecas um dia.

CARPE DIEM

2 comentários:

Sandy disse...

Quando eu vi a cena, lembrei de O Planeta dos Macacos também. Não sei se as pessoas perderam de vez a noção das coisas. Ou se foi o senso do ridículo. É bem isso que você escreveu, tenho medo do que será dessa criança mais tarde. E pior, com essa lembrança pra contar.

Samuel disse...

Pois é, Sandy! E lendo algumas reportagens tem um zilhão de pais que não só acha a ideia o máximo, como também faz uso dela na boa.

Alguns já no segundo filho encoleirado.

Assim caminha a humanidade.

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