quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Muitas histórias neste quintal

Casa em que nasci no Sitio Anjiquinho
Uma volta às origens. Reencontrar a casa em que vivi os meus primeiro anos de vida, no sítio em que foi as terras do meu avô, pisar naquele chão de terra batida novamente me fez reviver um turbilhão de emoções antigas.
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Lembrança das lendas e causos contados por meu avô no terreiro (quintal para os paulistas), das corridas pela caatinga atrás dos cabritos, bodes e cabras, da comida feito no fogão à lenha e tantas outras coisas sentidas e vividas nesta casinha branca.

Asa Branca do Ceará e Carilhos da Prata
O caminho entre a cidade e a zona rural da cidade. As pequenas vilas, casinhas antigas e muita estrada de chão. Sem contar na simplicidade das pessoas. Como é bom gente do interior. O sertanejo não muda o que tem de melhor, mesmo com esse progresso todo. Que alegria foi reviver tudo isso.

Rever as cantorias dos repentistas afiados, provar dos tira-gostos comuns ao nordestino como por exemplo a galinha, costela de boi ou carne de bode ao molho, com cuscuz. Nada de  fritas ou bolinhos disso ou daquilo. Um peixe frito (uma piaba lá, um lambari aqui) também é bom. Queijo de coalho por todo canto. Cachaça pra quem gosta. Risos e brincadeiras para todos.
Vegetação típica da caatinga
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É mesmo uma pena que Cordel Encantado não passa um décimo disso tudo. Que desperdício de tempo, dinheiro e esforço de tantas pessoas que trabalham nessa novela. Como faz falta, numa equipe, um bom pesquisador ou historiador para auxilar quem escreve e dirige uma trama com esta temática especificamente. Porém isso serve para qualquer trama regional.
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Construção típica e a serra ao fundo
Deixando as coisas pequenas e desagradáveis de lado, cada segundo neste lugar foi especial. Comentava com alguns amigos, inclusive, que independente do tempo que estamos fora da nossa terra de origem, quando voltamos, tudo que nos pertence volta junto. E nada melhor que estar na terra da gente. Com as pessoas que nos entendem e que mesmo com a falta de prática nos costumes, no sotaque, na vivência, funciona como andar de bicicleta, para quem sabe. Não se desaprende a ser o que o que sempre fomos.

Viver tudo isso intensamente me fez muito bem e me fez resgatar alguns valores esquecidos aqui, por conta da correria, da cidade grande.
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Engraçado e triste que foi ao pisar em Campinas, a primeira pessoa que encontrei, foi um motorista de táxi, que tentei ajudá-lo, para que não voltasse vazio de uma corrida ao Aeroporto e o cidadão foi tão ganancioso que foi incapaz de negociar com justiça. Vale o que está no taxímetro (não o valor acordado comigo antes de entrar em seu carro). O que não se faz por dez reais a mais, nesta vida.  Bom pra ele. Melhor pra mim.
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Eu continuo sendo quem sempre fui. Eu trago comigo os valores que aprendi e se antes pra mim as pessoas já estavam em primeiro lugar. Hoje elas estão muito mais. 

Muitas histórias ainda pra contar...
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CARPE DIEM

Um comentário:

Borboleta! disse...

Fala sério esse nosso lugar além de abençoado é lindo né...Adorei o post.Xeros.

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