sábado, 13 de agosto de 2011

Síndrome das Datas Comemorativas (SDC)

Aniversário de nascimento, de casamento, dos filhos, dos pais. Dia dos pais, das mães, dos avós, das crianças. Páscoa, Natal, Ano Novo. Dia do amigo, da secretária, da mulher, do médico, do advogado, do arquiteto e por aí vai...Haja calendário!

Antes que pensem que eu não curto datas comemorativas, quero deixar claro que eu as adoro. Quem não gosta de receber um abraço de feliz aniversário? Uma mensagem? Uma ligação? Uma festa surpresa? Quem?

Quem não gosta de ver a família reunida na Páscoa, Natal e no Ano Novo. Trocar presentes, abraços e beijos? Quem?

Qual mãe não gosta de receber um abraço do filho no dia delas? Mesmo sendo uma data comercial e tudo mais... 

Qual pai não gosta de receber um abraço dos filhos no dia que escolheram pra ser dele? 

A secretária adora ser lembrada. Ganhar flores no seu dia, do mesmo chefe que lhe ignora os outros dias do ano... Isso quando não é um daqueles diretores grosseirões que vemos por aí.

Só que tem um fato curioso nestas datas. Existem pessoas que só se lembram das pessoas homenageadas nas respectivas, apenas neste dia. Sei lá, eu acho isso tudo muito estranho. Não consigo me envolver com algo assim.

Um ano sem falar com a outra pessoa. No dia do aniversário liga rapidinho. Um outro fica o ano inteiro ignorando a outra e aí aparece no Natal ou na Páscoa ou em qualquer uma destas datas. Fica meses sem falar com o pai ou a mãe e no dia das mães ou dos pais vai lá abraça-los e dizer que os ama. Isso quando não dá um presente caro, pra dar uma compensada. E não estou falando de distância física não. Por que, nos dias de hoje, com tanta ferramente de comunicação disponível é praticamente impossível ficar sem falar com alguém.

Eu penso assim. As datas são legais. Agora, para comemorá-las são necessários alguns rituais. Algum contexto mínimo. Não é a mesma coisa você receber um abraço de quem está tudo bem comparado em receber um abraço de quem até ontem te ignorava. Sei lá. Isso soa estranho. 

E aqueles que sofrem da Síndrome das Datas Comemorativas (SDC) se comportam como se tivessem recebido anistia por sua ausência. Naquele dia, por ser uma data comemorativa vale tudo. E vale mesmo!  Só que tem um detalhe. Depois da data comemorativa tudo volta como era antes. É uma mudança que vale por 24 horas ou pelo tempo em que ficarem juntos.

SDC tem cura. Basta você ser mais atencioso com as pessoas que estão a sua volta. Seja mais atencioso com sua secretária, com o profissional que trabalha contigo, com sua mãe ou seu pai, sua esposa ou seu marido, com seus filhos, com seus avós, irmãos. Participe mais da vida deles e se faça presente, mesmo quando ausente fisicamente. Você perceberá que encontrá-los ou reencontrá-los estas datas ficará muito mais interessante e será muito mais festivo e verdadeiro.

Invista mais tempo nos relacionamentos. Pode ser que chegue um dia que você reencontra alguém e ao invés de abraçá-lo naturalmente, você diz:

- Eu te amo...como é mesmo o seu nome? Ah! Lembrei...Eu te amo tio Augusto! (Cabeça a minha, como fui esquecer do fanfarrão do tio Augusto). 

É isso! Tudo começa e termina em você. Pense nisso.

CARPE DIEM



2 comentários:

blog. da Tereza Maria disse...

Olá,
estou conhecendo seu blog e me tornando seguidora.
Realmente na nossa sociedade capitalista tudo gira em torno do consumo. Quando na verdade o melhor presente é o abraço, o carinho , o AMOR...E isso deve ser feito todos os dias.
Belo blog, retornarei sempre.
Sinta-se convidado a conhecer meu espaço poético, será um prazer.
Beijo na alma!
Saudações Poéticas!

Luks Vieira disse...

Realmente este SDC é contagioso..rs.
Att.,
Luks

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