quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pai (a outra asa dos filhos)

"O acendedor de lampião"
Uma de minhas filhas faz balé há algum tempo já. Há quase cinco anos. Hoje ela tem doze. Quando ainda pequena ela falava em ser bailarina. Eu e a mãe dela adiamos por um ou dois anos esse sonho dela por que não tínhamos certeza. Até que sentimos que seu desejo era mesmo real. Nada como alimentar os sonhos dos filhos. Fato!

Hoje eu me recordo da emoção de vê-la no primeiro espetáculo da vida dela. Teatro cheio, vários bailarinos e coreografias. Ela pequenina ainda. Menina. Ler seu nome na programação do espetáculo foi inexplicável. Sim! Minha filha naquela noite se tornaria uma artista.

Ela faria parte da coreografia “Pirilampo”, dentro do espetáculo. Outras pequenas fizeram parte deste número. Os números de outras bailarinas se sucediam por alguns minutos que pareceram horas. Finalmente ao vê-la, meus olhos brilhavam marejados de uma lágrima especial. Aquela de realização. Vocês conhecem, não é mesmo?

Linda e graciosa. Séria e compenetrada nos seus passos e evolução. O número das pequenas transcorreu de forma perfeita. Ela estava lá, como outras pequenas filhas de tantos outros pais emocionados. O Teatro ao final do espetáculo aplaudiu de pé.

Em 2010, ela faz parte do espetáculo “O Pequeno Príncipe”. Emocionante. Agora, ela está mais acostumada com os palcos, com a rotina exaustiva de ensaios e com a disciplina que é necessária para ser uma bailarina. Está mudando de fase na academia. Provavelmente no próximo ano fará ponta e com certeza os desafios serão redobrados.

Ela tem outro sonho, acalentado há outros dois ou três anos. Quer ser jogadora de futebol. Ela simplesmente é fascinada por futebol. Conhece tudo sobre os campeonatos. Torce, vibra, reclama e eu, como pai, preciso segurar a onda dela um pouco, senão ela extrapola na torcida.

Este outro sonho nós começaremos a realizá-lo hoje. Talvez enquanto vocês estejam lendo esta postagem, estejamos lá, noutra Academia, agora a de Futebol, vendo nossa pequena (que não é mais tão pequena assim) dando mais um passo rumo a outro sonho. O mais legal é que ela começará a treinar no time do coração dela. Será ela, um dia, uma bailarina profissional? Ou uma jogadora profissional? Isso pouco importa, na verdade.

Seja como bailarina, seja como jogadora de futebol, o importante é que ela seja feliz e que corra sempre atrás dos seus sonhos.

Como diria Xangai, um cantor baiano, em música e letra de Maciel Melo, outro cantor nordestino, só que este é da Paraíba, sobre os voos dos filhos:

“Podem voar, que eu sou a outra asa de vocês.”

CARPE DIEM 

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