sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A chegada em grande estilo

O meu caçula, hoje com quase sete anos, chegou em grande estilo. Eu, mais que satisfeito com meus três filhos, decidia junto com minha querida (que não tinha nenhum filho ainda) termos um filho em comum. Embora eu já fosse pai, não seria justo negar o direito de ela ser mãe. E vamos combinar, é uma super experiência!

E assim programamos e tivemos essa figura aí do lado. Eu que fui pai novo, me tornava pai mais uma vez, numa idade digamos, um pouco mais normal, para os dias de hoje. Aos trinta e quatro anos. E ele chegou chegando! Ligado na tomada. Bem humorado. Comédia pura.

Foi um grande acerto. Ter um filho sempre é um acerto. Acreditem. Mesmo que ele chegue sem programação. Na verdade tudo é programado. Nós é que não sabemos. Afinal, acreditamos que só pode acontecer aquilo que está no nosso controle. A vida não é assim.

Ele adora música. Pode ter sido por influência do pai ou por instinto mesmo. O fato é que ele adora música. Faz aulas de violão e canto. Já gravou, junto com seu professor de música algumas coisas. Está evoluindo, a gente percebe. E ele é confiante e determinado. 

Aos cinco anos, no final do ano, ele subiu num palco sozinho, com seu violão, pra tocar "Bate o sino". Pensávamos que ele não daria conta do recado e até falamos pra ele que tudo bem. 

Que nada! Ele levanta do nosso lado assim que o professor dele o chama no palco e foi lá. Mandou bem. Todos os outros alunos e familiares adoraram a façanha dele. O menor de uma turma.

No fim das contas, iluminou a nossa casa, se tornou xodó das tias, dos avós e dos manos mais velhos. Faz com que nossos dias nunca caia numa rotina. Espirituoso, bem humorado, companheiro e muitas vezes, maduro. Esse é o nosso pequeno!

Acontecimentos como estes, seja um filho crescendo, realizando seus sonhos, aprendendo com a vida ou seja  um simples sorriso no meio de uma brincadeira é que tornam especiais a vida de um pai.

A verdade é que pouco importa se somos pais prematuros ou tardios. O que importa mesmo é o amor que temos por nossos filhos e o apoio familiar que recebemos, em ambas situações.

Aos pais jovens diria que não se desesperem. Os filhos crescem sim e por mais que pareça que vocês não são capazes, cuidem do pequeno juntos. Mesmo que não vivam juntos. Pai não abra mão deste momento, só por causa de uma balada. Mãe, permita que o pai acompanhe o pequeno crescer. Ninguém é obrigado a conviver com que não se ama. Mas é obrigado sim a respeitar o direito desta criança. E ela tem direito a um pai e uma mãe. Quando concebido não participou de nada. Veio apenas, por que dois quiseram... Sem saber, mas quiseram.

Aos pais destes pais jovens, além da bronca padrão, acusações e indignação de praxe deem também apoio. A criança virá ou já veio. Não há como voltar ao passado, mas há como garantir um presente especial para este pequeno ser. Por isso, ame seus filhos, para que ele aprenda a amar os filhos dele.


CARPE DIEM 

Um comentário:

Mayara Anias disse...

Foi uma linda declaração de amor!
Parabéns pela família Sá, sua galera é linda!
Seu pequeno é iluminado e só pelas fotos percebemos isso...

Beijokas e pipokas de chocolate!

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