terça-feira, 24 de maio de 2011

O amor não tem regras - O direito a diversidade


Do vídeo acima, fica o diálogo esclarecedor entre Shelly e Bill Porter, em pleno anos 80:
- Parecem mais um casal de velhos - Fala Shelly assustada
- Eles estão juntos há muito tempo - Responde um tranquilo Bill
- Que você quer dizer? Quer dizer...Não está certo. É pecado! - Espanta-se mais ainda Shelly
- Se você acha alguém para amar, acho que é uma boa coisa! - Argumenta Bill
- Não! Não acreditamos nisso. - Afirma de maneira categórica Shelly
- Deus fez todos nós Shelly! Ele não comete erros - Fecha a questão, um sábio Bill
...
Vivemos num tempo onde o preconceito não tem mais espaço. Num tempo onde a tolerância e a compreensão às multiplicidades do sentir e do se expressar se fazem cada vem mais presentes. E na verdade, desde quando somos donos do certo e do errado? Desde quando fomos promovidos a juízes do sentir alheio?

O propósito aqui não é levantar essa ou aquela bandeira. Ser isto ou aquilo. Na verdade, eu me peguei pensando outro dia o quanto alimentamos preconceitos tolos.

A história da humanidade evolui e cada vez mais rápido. Não tem mais sentido, alguns comportamentos, pensamentos e preconceitos. O Brasil mostrou isso, no ultimo 5 de maio, quando o STJ, por unanimidade, aprovou o direito da união homoafetiva. Imaginaram uma lei destas, há 50 anos? Não é muito diferente de hoje. Se alguns comemoraram, outros torceram o nariz e se perguntaram:  "Onde vamos parar?"

Na verdade, algumas reflexões cabem num tema decidido legalmente e que no fundo tem nada pouco a ver com leis e mais com o ato de sentir. Reflitam comigo: Duas pessoas que se gostam, que se respeitam, que dividem suas vidas uma com a outra, não deveriam realmente serem vistos com respeito? E tudo isso independente da raça, sexo, credo ou condição social destas pessoas?

Ok! Ok! Vamos ao preconceito: "Mas isso é errado!", "Deus não fez a gente assim!", "Vai contra a natureza!"

Agora, querem saber mesmo o que é errado? É alguém julgar a outra sem saber de verdade o que se passa dentro desta pessoa. Querem saber o que poderia desagradar a Deus, se ele fosse como os extremistas pensam? É nos ver julgando uns aos outros enquanto ele nos pede para que amemos uns aos outros, como ele nos amou, indistintamente. Querem saber o que vai contra a natureza? É querermos controlar os sentimentos e as manifestações alheias.

Como disse anteriormente, a ideia aqui não é levantar nehuma bandeira e sim a de refletirmos sobre o amor e todas as suas formas possíveis de manifestação. Eu, particularmente, fiquei feliz em ver meu país um pouco mais tolerante, pelo menos legalmente falando. Não estava sendo justo ver pessoas que se amam de verdade terem direitos negados. 

Por fim, em nome do amor legalizado, pleno e de direito. Independente das escolhas de cada um, deixo um trecho desta música, baseada na "I Carta aos Corintios, capítulo 13":

"Ainda se eu falasse a língua dos homens
Se eu falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria

É só o amor, é só o amor!
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente raiva, ou se envaidece."

Trecho da música Monte Castelo, da Legião Urbana
...
CARPE DIEM

2 comentários:

Glynett disse...

União homoafetiva, a Glynett apoia!

Naty disse...

Acho ridículo quando as pessoas falam que é contra a natureza.
E daí? Aliás, elas podem estar erradas.
Mim apoia!

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