segunda-feira, 16 de maio de 2011

Especialmente hoje...

Já perceberam quanto mistério encerra um viver? Desde a concepção, quando duas pessoas resolvem ou simplesmente unem-se, num ato de amor e paixão e juntos, com metade de um, metade de outro, criam uma terceira pessoa: um filho

A matemática da vida é bem diferente daquela dos homens da sala de aula. Na vida, 1 mais 1 pode ser apenas 2 mesmo. Só que também pode ser igual a 3, 4, 5 ou mais. Tudo dependerá do momento, do mistério, das combinações genéticas, da lua, do tempo, da estação, do amor...

E o mistério não se acaba por aí. Vem o período da gestação. E durante nove meses ou quase isso, ficamos ali guardadinhos, protegidos do frio, da chuva, do calor. Somos alimentados, amados e cuidados por quem está do lado de fora, nos carregando à todo canto. Recebemos carinhos e amor incondicional. Amar é isso! Carregar e amar um filho que ainda nem se conhece.

O grande dia e mistério tão grande quanto os anteriores é o nascimento. O parto. Saímos de um mundo protegido, aquecido, aconchegante para conquistar um mundo infinito. Sim! O que é o mundo comparado a nossa placenta? Só pode ser o infinito.

Nos primeiros dias de vida, ou melhor no primeiro ano de vida, aprendemos que não fazemos nada sozinhos. Aliás, demora um pouco para pedirmos o que queremos. Nossos sinais se resumem a choros, risos, caretas e olha lá. E mais um mistério se apresenta: Aquela que nos deu a vida, entende todos estes sinais. Quando não, desesperadamente tenta adivinhar os seus significados. De novo o amor se manifesta: Compreender o incompreensível.

E a vida segue. Crescemos. Aprendemos a ver o mundo de cima, quando começamos a andar. Aprendemos a caminhar. Depois ensaiamos algumas corridas e finalmente corremos e o mundo agora é mais nosso que nunca. A fala depois de um tempo faz parte de nossa vida. Podemos verbalizar sentimentos, querências, enfim, podemos tudo!

Os anos passam. Aqueles que nos trouxeram ao mundo continuam nos amando. E mesmo que isto não ocorra (sim, nem tudo é um conto de fadas) seremos sempre gratos. Afinal, sem que um dia aqueles dois se encontrassem, nem estaríamos aqui escrevendo ou lendo essa crônica da vida. 

Por isso eu vos convido não a procurar culpados por sua vida não ser exatamente como desejou ou gostaria que fosse hoje. Eu vos convido a refletir, que nossos pais têm vários papéis na nossa vida e um deles é o de nos deixar livres. Eles simplesmente não podem ser responsáveis eternamente por tudo que nos acontece. Afinal, aqui entre nós, quem de nós seguiu exatamente e em todos os momentos o que eles nos ensinaram ou pediram? Pois é! Se não seguimos as receitas deles como podemos exigir deles os resultados de nossas atitudes.

Um dia, eu e você que está aí do outro lado, resolvemos que os caminhos eram nossos e que a partir deste dia, tudo começaria e terminaria em nós. Mesmo assim, pode apostar, eles (aqueles que nos deram à vida), aqui ou no outro lado da vida, estarão sempre torcendo e vibrando por nós nas nossas conquistas. Estarão pedindo por nós, quando necessário e sempre serão quem sempre foram: A origem de nossa vida!

Especialmente hoje sou grato pelo dom da vida.

CARPE DIEM 

Um comentário:

Sonia disse...

É isso aí...
Lindas reflexões...parabens pelo seu dia, e bem dito tb, pois sem ele voce não estaria por aqui comigo...e teríamos um filho lindo!
TE AMO
Princesa da Lua

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...