terça-feira, 19 de abril de 2011

Todo dia era dia de índio!


Hoje é um dia especial. Dia do Índio, no calendário do povo "civilizado".

Além da bela canção de Almir Sater (Serra de Mracajú), deixo aqui humildes versos de gratidão e de reconhecimento às mazelas que causamos  ao nosso povo irmão.

São tantas as tribos, 
São tantos os povos
São tantas as histórias
São tão poucas as lembranças
Sabedoria da natureza
Cura que vem das plantas
Sede se mata nos rios
O vento nos faz recordar
De tempos que deixamos pra trás
De irmãos que fecundavam a terra
De filhos que nasciam dela
Em nossas veias correm o sangue
Dos Terenas,  dos Cadiuéus, dos Canindés, dos Aicanãs
Dos Guaranis, dos Xingus, dos Pataxós, dos Aranãs
Corre o sangue de centenas e centenas de outros povos
E se nossa memória cisma em esquecê-los
Nosso espírito os carrega em sua essência
Neste dia no calendário civilizado
Lembramos dos atos covardes praticados
Por outros de nós "civilizados"
Contra nossos irmão selvagens
Selvagem não vem de ignorantes
Vem de selva
Vem da natureza
Vem de sabedoria dos ventos, das águas, da terra e do ar
Vem de respeito ao curso da vida
Vem da vida em si!
Vem daquilo que éramos antes.
E se hoje somos "inteligentes" e nada selvagens
Poderíamos aprender um pouco com nossos irmãos
Cuidando e zelando pelos recursos naturais
Respeitando as hierarquias da vida
Reverenciando os mais velhos, ao invés de ignorá-los
Abraçar mais as nossas mães
Respeitar de verdade os nossos pais
Dar ouvidos aos nossos avós
Sim!
Hoje, para nós, é Dia do Índio.
Mas houve um tempo
Antes de nós
Em que todos os dias
Eram dias dedicados aos índios!
Perdoe-nos irmãos. Perdoe-nos!

Estamos num país onde se comemora todos os anos o Haloween e ao mesmo tempo pouco lembramos de no mínimo prestar uma homenagem aos nossos ancestrais e sim, os verdadeiros brasileiros, os índios.

CARPE DIEM

4 comentários:

Alê disse...

Oi Samuel,

Eu trabalho diretamente com um assunto desconhecidíssimo: Guerra do Contestado (1912/1916), e fico muito triste, em minhas pesquisas, ver que muita coisa que sai sobre o assunto, não condiz com os fatos...

Infelizmente, a gente está mais aberto aos estrangeirismos, como se tivessemos vergonha de nossa própria história.

Mas todo dia é dia de plantar uma semente, e isso, um dia, há de mudar.

Ingrid disse...

com certeza ainda há muito caminhar..
beijos Samuel

Bela Bittencourt disse...

Olá Samuel! Sei que sou nova por aqui, mas como eu acho seu blog nota 10, peço que vá ao meu, pois lá há um presentinho para você!

http://toughsoul.blogspot.com/2011/04/premio.html

Abraços, Bela.

Van disse...

Adoro Almir Satter

Boa Páscoa, Samuel!

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