segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O menino que cultivava sonhos




 As cadeiras voavam e, por isso, além de pernas, tinham asas
Certa vez ele falou com uma lagartixa que lhe explicara tudo sobre como ficar grudado no teto.
 Formigas de manhã são mais mal humoradas
 Ele gostava de ver a lua na companhia do seu crisântemo de estimação
 A água do riacho em que nadava cismava em lhe fazer cócegas
 Possuía uma folha tão pequena que enganava pela idade que tinha
 Aquele sapato cismava em andar na cabeça
 O lixo sempre reclamava quando ele jogava comida fora
 Não gosta de pêras. Elas gemiam quando ele as mordia
 Pisar em ovos sempre foi uma coisa comum pra ele
 No momento ele acredita mais nas paredes, que nas portas
 Ele sempre cismava quando via aquela pomba que falava chinês
 Uma taturana lhe confidenciara que não gostava dos homens por causa deste apelido
 Ele descobriu depois que fora por causa de um tatu, que comera toda sua família
 Nas manhãs de sol ele preferia tomar banho naquela cachoeira que subia com grande força
 No fim de tarde ele perguntava muitas coisas para as raízes das árvores.
 Ele já presenciou a incrível batalha do caramujo com um louva-deus selvagem. 

O caramujo conseguiu fugir a tempo!
 Ele dormia sempre no galo daquela roseira. Pena que era muito alto
 Ele já caiu no sono. Levantou-se com uma dor no ombro, fruto da queda
 Um dia ele correu tanto do Pé de vento que foi parar onde Judas perdeu as botas.
 Ele tinha uma janela que a cada vez que abria, encontrava uma paisagem nova
 Ele não gostava de cometas. Falam pelos cotovelos!
 Nuvem é bom no café da manhã
 O urubu está na lista de seus melhores amigos
 Aquela vassoura cismava em almoçar mais cedo
 Ele não largava a chave que abria pensamentos
 Sempre fique atento aos liquidificadores. Eles adoram voar por aí e são muito estabanados.
 Aos domingos ele empinava chaminés. Fazia desenhos incríveis de fumaça
 Aquele travesseiro adorava ir à escola com ele. Sempre fora bom de matemática!

 A mãe dele ultimamente cismou com seu elefante. Reclamava que andava muito quieto
 Quem ria por ultimo sempre provocava risos nos que riam primeiro.
 Ele guarda num lugar seguro aquela calculadora que somava bolhas de sabão
 Certa vez ele foi ao espaço e voltou numa bolha bem pequenininha. No começo ele ficou surpreso. Só bem depois entendeu tudo!
Pra ir à escola ele preferia o caminho que andava por ele. Era bem mais rápido!
 Uma vez ele se perdeu na floresta. A sorte dele foi que um jequitibá começou a gritou bem alto e logo apareceram as lontras guerreiras que lhe indicaram o caminho de casa.
 As formigas são mais bem humoradas nos fins de tarde. Adoram dançar. Ele sempre achou graça na dança delas.
Um dia, o sol antes de se por, falou pra ele parar de rir da cara dele. Pediu desculpas, porém não se conteve. O sol resolveu rir também.
Embaixo da mesa a maçã tem outro gosto.
 Preguiça boa é aquela que fala baixinho e devagar. Dá um sono!
 No meio do sonho ele sempre tomava notas dos acontecimentos normais, como por exemplo, beber água num copo
Aquele travesseiro adorava ir à escola com ele. Sempre fora bom de matemática!

CARPE DIEM

2 comentários:

Vinicius.C disse...

Olá Poeta!!

Os meus parabens lindo texto muito bom mesmo!

Venho deixar declarada minha admiração e desejar um ótimo inicio de semana!

Abraços!

Van *-* disse...

Lindo texto Sá!!
bjks

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