domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amar - A moda da vez!


Eu prefiro ser mais otimista com o ser humano. Escolho acreditar ainda nos valores familiares, das amizades, da coletividade, ao invés de me conformar com os alarmantes discursos individualistas, do tipo, "eu prefiro viver só."

Não é porque meus pais vivem separados que vou deixar de crer que ambos são importantes na minha vida. Não é porque, as vezes, as familias se desentendem, que não vou me esforçar para o entendimento. Não é por que um pai ou uma mãe abandona um filho ou uma filha, que vou acreditar que o mundo está perdido e que este filho sofrerá para sempre. Não! Me recuso.

Tenho provas suficientes de que uma mãe pode criar seus filhos sozinha e com o apoio da família e dos próprios filhos transmitir valores para estes.

Tenho prova suficientes que os filhos podem amar pais que nunca viram e perdoá-los um dia, ao revê-los.

E o amor, no final das contas, é o grande mestre regulador disto tudo.

Uma pessoa que se isola, dentro de si mesma, atenta contra o amor. Por que ele só funciona para nós, quando distribuímos, compartilhamos, sorrimos e choramos juntos.

É bom ter manias? É bom ter momentos de introspecção? É bom termos o nosso "cantinho" e o "nosso jeito que todos devem aceitar"? 
Sim. É bom todos estes estereótipos que criamos para justificar a nossa falta de paciência com o próximo e com o trabalho que dá, manter relações.

Mas nada se compara a visão de ver uma família celebrando conquistas e mudanças de fases na vida dos seus. E por acreditar em tudo isso, eu ainda choro emocionado, quando vejo que as famílias são possíveis.

Que irmãs podem declarar amor mútuo publicamente. Que mães choram emocionadas com o crescer dos filhos. Que avós, tios, primos e amigos se reúnem só para celebrar algo importante para uma pessoa. Por que no fundo aquele momento é importante para todos. Isto é o amor.

Então, entre o discurso simplista, temperado com falta de atitude e a crença no amor, temperado com atitude e entrega, eu fico com a segunda opção.

Vamos combinar que ser indiferente a um carinho de alguém que nos ama, não está mesmo com nada. Um namorado ou uma namorada que se recusa ser amoroso e carinhoso numa relação é pra lá de egoísmo. Um pai que deixa de ser carinhoso e atencioso com seu filho é uma falta de prática amorosa daquelas. Filhos que acham que seus pais são máquinas de produzir desejos é no mínimo deprimente. Está na hora de amar e fazer papel de ridículo.

Sugiro que os adultos tomem algumas lições com as crianças, que são tão simples em amar e sabem que não tem nada de ridículo abraçar na frente de pessoas estranhas, cantar aquela musiquinha que aprendeu na escola para o papai e para a mamãe, no meio de um restaurante lotado (enquanto o incompetente do pai está preocupado em não passar vergonha e pede para que ele se cale ou cante baixo...) e por aí vai.

Venho percebendo que isolar-se e impor essa falta de vontade de conviver e se expor aos que nos rodeia está totalmente "démodé". 

É isso aí! Vamos entrar na moda, meus queridos!

CARPE DIEM

Um comentário:

Poeta Renato Douglas disse...

olá adorei o seu blog. Faça uma visita e seja mais um membro do nosso blog http://poetarenatodouglas.blogspot.com/

Abraços!

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