quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tempos Modernos

Quem nasceu na década de 80, conheceu a internet, mais ou menos nos moldes de hoje, na sua adolescência. Já quem nasceu na década de 90, conviveu com a internet desde a infância. Os nascidos no novo século, pensam virtualmente.

No final do século XIX e início do século XX, o cinema foi a grande revolução da linguagem visual e como diria o meu amigo Luiz Biajoni, "Aprendemos a sonhar com o cinema. Os nossos sonhos tornaram-se muito mais dinâmicos  criativos após o advento do cinema". O mundo é como conhecemos graças ao cinema. Acreditem!

Pois bem. Uma nova revolução, agora na comunicação global, se processa desde o final do século passado. E se com o cinema aprendemos a ver o mundo e aprendemos a sonhar. Com o advento da web aprendemos a nos comunicar e principalmente a processar a informação de uma forma infinitamente mais dinâmica.

A forma como a nova geração encara a informação é digital. Aqueles que nasceram até a meados da década de 80 são totalmente analógicos e no fundo tentam se adaptar, com menos recursos, obviamente, a uma nova revolução global - a consolidação da internet.

Enfim, ao longo de um século, fechamos um ciclo, unindo o dinamismo do cinema (imagem) a velocidade da comunicação (web).

Muito se especula é claro. Dizem que essa nova ordem, afasta e aliena as pessoas, destrói pensamentos mais elaborados, cria leitores de manchetes. Por outro lado, aumenta o acesso à informação, amplia conceitos de liberdade e dinamiza a comunicação e as ações. Prefiro que cada um conclua por conta própria. É melhor assim.

O fato é que graças a esta nova forma de se comunicar é possível, por exemplo, escrever um cordel (Tempos Modernos) que fala um pouco sobre essa mudança (seus prós e contras), em pouco mais de duas horas, parceria de pai (Asa Branca do Ceará) e filho (Samuel Quintans), onde um dos lados está há mais de 3 mil quilômetros do outro. 

Também graças a web, conseguimos disparar eventos entre amigos reais, que se um dia foram virtuais, se tornam mais palpáveis a cada encontro, como este. 

E por fim é graças a estes tempos modernos que uniremos hoje, aqui em Campinas, no Empório Gabriel, a situação A (a parceria de um cordel) com a situação B (encontro de amigos). 

Certamente será uma grande celebração, regada a um bom papo, ao vivo e em cores, temperada  com poesia.

Sejam todos bem vindos aos Tempos Modernos.

CARPE DIEM 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Starbucks e cena chocante (do deslumbre ao desnecessário)

 Na última segunda-feira estive num shopping da cidade em que moro, próximo da hora do almoço. Primeiro uma experiência legal que foi tomar um café na Starbucks. Tudo personalizado, o café saboroso, o ambiente agradável com um aroma característico de uma cafeteria, ao fundo um bom jazz, no volume certo e pra fechar ao lado da companhia perfeita. Podemos afirmar que está é a melhor maneira para se fechar um almoço.
...
Corta!

Nova cena...

Na saída do shopping, estávamos seguindo animados, ainda pelo efeito do café e do ambiente, até o estacionamento do mesmo e uma cena nos  choca: Uma criança com uma coleira. Na verdade não era bem uma coleira. Era uma guia. Sim, como aquelas de cachorro mesmo. Só que presa numa bolsinha toda meiga

Fico boquiaberto e pra ser sincero, sem ação. Como costumo dizer, fiquei passado mesmo! Na minha cabeça, uma pergunta martelava: “Há que ponto chegamos?”

Eu já até tinha ouvido falar sobre tal situação, já lera em algum lugar e lembro-me bem de ter visto num destes filmes de comédia.  E no tal filme a situação era tratada mesmo como humor negro. Então, podemos supor que também é algo que choca até no cinema.

E a mãe calmamente com a guia enrolada em uma das mãos e  esta presa numa bolsa de bichinho, toda fofa e  o menino deveria ter um ano e meio, dois anos, no máximo. Ela puxava o pequeno pra lá e pra cá. Ele bem mansinho (perdoe-me o trocadilho), quer dizer, bem quietinho, andando na frente dela.

Onde estamos? O que pensam estes pais de hoje? Imaginem essa criança lembrando, no futuro, que andava de coleira pelo shopping? E quando a criança dispara, será que arrasta a mãe tal qual cachorro sapeca? E ela? E quais seriam os comandos da mãe? “Menino, pare já!” “Sentado!” “Agora!” “Pare agora!”

Na hora lembramos de uma das cenas, do filme Planeta dos Macacos - A Origem, lançado agora em 2011, quando o cientista Will (James Franco)  passeia no parque, com Cesar preso numa coleira. Detalhe importante, Cesar é um símio inteligente.

Já imaginaram as mães combinando um programa para o dia seguinte:

- Você vai levar o Luis para passear? Qual é a marca da “guiazinha” dele. Fiquei curiosa! É tão bonita e discreta, nem parece coleira!

- Ah! Querida, trouxe de Miami. Se quiser posso te repassar uma para a Priscila. Ela é rosinha e vem com uma bolsa-ursinho que é uma graça! Você vai amar. Afinal, somos tão amigas!

Pois é. Esta conversa é totalmente possível de acontecer ou de estar acontecendo em algum lugar do país...

Cá entre nós...Tem algo errado com alguns pais modernos. O que serão destes filhos?

Para se inteirar mais e ver os dois lados da questão clique aqui.

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Em tempo: Meus quatro filhos nunca precisaram de coleira e sim, todos foram pequenos e sapecas um dia.

CARPE DIEM

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A falta de Conexão.

No sobe e desce das grandes avenidas, pessoas apressadas circulam, cruzando umas com as outras. Mais parecem formigas desorientadas com suas pequenas cargas diárias indo em busca, desesperadamente, do seu formigueiro. O que as difere das formigas, neste caso, é a total falta de percepção em relação ao outro. No caminhar apressado, cada um preocupa-se consigo e embora estejam cruzando tais avenidas, encontram-se muito distantes daquele lugar.
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Algumas pessoas pensam no que farão quando chegarem ao seu destino, outras no que fará após o expediente, outras ainda, pensam nos compromissos assumidos, nos amores perdidos, nas infelicidades diárias e assim por diante. O lugar onde elas menos estão é onde mais deveriam estar: naquela avenida específica, atravessando-a.
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Neste sobe e desce não se desperdiça tempo com sorrisos, cumprimentos e gentilezas. Tudo é cronometrado e esbarrões, sem pedido desculpas,  acontecem com frequência. É aquele senhor de idade que é deixado para trás, aquela senhorinha andando devagar que praticamente é atropelada por outras pessoas que cruzam com ela.
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A criança que a mãe puxa pelo braço, querendo impor um ritmo de passada que ela ainda não é capaz de acompanhar. Então, seu bracinho é puxado e ela reclama. E leva bronca.
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Pessoas alienadas e despreparadas para o convívio, conduzem seus veículos irresponsavelmente, jogando-os sobre as pessoas apressadas e ignoram as faixas sinalizadas para a travessia de pedestres. Buzinas, reclamações, xingamentos. Ouve-se de tudo do interior do veículo. Nas ruas, pedestres praguejam ou protestam contra à falta de respeito e também revidam, com má educação, atravessando em qualquer ponto da via.
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Nas paradas de ônibus pessoas vão para todos os lugares e  passam ônibus lotados vindos de todos os lugares, que ao pararem ficarão ainda mais lotados. É o milagre do redimensionamento do espaço. O que já está cheio, consegue-se encher mais ainda e ainda terá que ter espaço suficiente pra atender as demais paradas.
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Passageiros veteranos e graduados em ônibus lotados sobem praticamente atropelando pessoas com menos treino e com dificuldades de locomoção. E nestas paradas acontece de tudo, cotoveladas, apertos, falta paciência e de educação. Pessoas idosas em pé e bancos reservados para elas, com pessoas jovens. O trocador do ônibus, ocupado, finge que não vê. A pessoa sentada ignora a que está em pé.
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Neste aperto todo, cada um com seu fone no ouvido, escutando alguma coisa de sua preferência. Ruídos de todos os lados formam algo muito próximo a Torre de Babel. Também nos ônibus as pessoas se isolam com seu fones, que mais parecem “teletransportadores” de pessoas. Afinal, elas não estão mais ali. Estão na estação de rádio do celular. Alguns atendem, fazem ligações telefônicas e compartilham com os demais passageiros, as suas dificuldades, suas conquistas, suas frustrações, suas ideias e cada um, faz um julgamento particular daquela conversa toda.
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Lixos espalhados pelas ruas, praças mal cuidadas, trânsito caótico e desrespeito humano. Falta de diálogo e interação, neste movimento caótico de uma grande cidade. A verdade é que na era da conexão, vivemos desconectados.
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Reconecte-se!
...
CARPE DIEM!

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro - 10 anos depois...


Há dez anos atrás filhos, irmãos, pais e mães saíram para trabalhar e não voltaram
Enquanto isso:

Filhos brincavam normalmente em casa
Esposas esperavam
Pais ansiosos sofriam
Deus ficou abismado com o que fazem em seu nome
11 de setembro de 2001 - um dia para esquecer... ou para sempre ser lembrado.

Quantos heróis anônimos nasceram da solidariedade, da fragilidade humana. Apesar da intolerância religiosa, Deus se fez presente neste dia, amparando os sobreviventes e consolando aqueles que perderam pessoas queridas.

Lembro-me que neste dia eu estava voando pelo Brasil, trabalhando, quando chegou a notícia inacreditável de que um atentado estava sendo concretizado em solo americano. Perplexos eles. Perplexos o mundo inteiro. A pergunta que me fazia era de como alguém poderia arquitetar algo assim e mais, dizer que era em nome de Deus.

E peço licença ao islã e outras religiões fundamentalistas para falar da intolerância. Em primeiro lugar, saibam que respeito muito a religiosidade e a fé de cada um. Todos têm o direito de acreditarem naquilo que conforta-os.

Ninguém tem direito de tirar a vida de outrem, em nome disso. Ninguém tem direito de tirar a vida de um pai e aplacar os sonhos de um filho que ficou em casa. Esse Deus, dos radicais, tenho certeza que não é o mesmo Deus descrito no Alcorão ou no Velho Testamento.

Ninguém tem direito de humilhar, extirpar a honra de alguém, apedrejar uma pecadora(?), como se alguém fosse o guardião da retidão, da honestidade e da ausência de pecado (pra quem acredita nele). Somos todos aprendizes aqui e ninguém tem o direito de apontar este ou aquele.

Neste dia, lembremos bem do que somos capazes, quando ficamos cegos pela vingança, pelo ódio e pela intolerância.

Lembremos o quanto somos capazes de ser generosos para salvar a vida de semelhantes.
Lembremos o quanto podemos fazer um mundo melhor
Lembremos de cada uma das vítimas, familiares e voluntários que vivenciaram aquele 11 de setembro.

Oremos....

CARPE DIEM  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Retalhos da Menina Rosa (ou Conto das cores)

Era uma vez uma menina rosa, que tal qual sua pele, achava que a vida sempre seria dessa cor e desta forma, andava toda serelepe pelas alamedas de sua cidade encantada.

Vivia num conto também da cor da sua pele e para ela tudo se resumia a esta cor. Até o seu céu, quando despertava, ficava cor de rosa!

Um dia ela conheceu alguém, que se não era pintor, no mínimo tinha o dom de deixar pra ela, tudo na cor que ela mais gostava e isso a fazia muito feliz. Assim, os dias cor de rosa seguiam bem tranquilos. Realmente era uma vida perfeita.

Certo dia, ela recebeu uma noticia um tanto quanto cinza e as coisas para ela foram escurecendo, escurecendo e as nuvens ficaram bem negras, como carvão. Uma tempestade anunciada bem no fundo dos seus olhos, que aos poucos ficaram turvos e como chuva, num céu cinzento,  lágrimas transparentes e salgadas mancharam seu rosto com várias cores. Afinal, sempre que acordava coloria sua pele rosa, para ficar ainda mais iluminada.

Ela descobriu, que para uma menina cor de rosa a vida reservara algumas peças multicoloridas. Seu pintor encantado, na verdade, não era só seu. Ela descobrira, de forma nada cor de rosa, que seus pincéis, sua paleta, seu cavalete, suas telas e molduras eram de todas e não somente dela. Seu sonho, que era da cor da sua pele, de uma hora para outra se transformou num pesadelo, que transitava entre o roxo  e o grafite. Pela primeira vez, ela descobria que traição tinha cor. E não era aquela que ela mais gostava, com toda certeza.

Naquele dia de céu azulado para nós e rosa para ela, sua vida foi passando como um filme bem diante dos seus olhos, como num cinema antigo, em preto e branco. Numa esquina qualquer, em frente a um prédio antigo, de fachada bege, misturada à sujeira do tempo, ela chorou, gritou e só foi reconhecida por uma único detalhe, seu rosto continuava rosa! Um tanto avermelhado, é fato. Mas ainda lembrava aquela menina de pele rosada e isso era muito bom! 

Sob aquela nuvem negra ainda existia uma menina e ela continuava cor de rosa.

Num belo dia aquela menina voltará a ser rosa e sua vida também. Com certeza ela voltará a acreditar no amor e provavelmente ela comece a apreciar novas cores... 

Inspirado em fato real relatado por Sun Moretti.

CARPE DIEM

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Desejos

Hoje eu desejo o simples.
O canto dos pássaros
O vento no meu rosto
O sorriso de criança
Desejo saltar este muro
que me atrapalha a visão
Desejo encontrar o que me falta
Desejo pertencer aos que me ama
Desejo poder sonhar
E mais que contar os meus sonhos
Eu desejo compartilhar
Dividir
E fazer com que se apaixonem
Por este meu desejo

No fundo eu desejo ser grato
Pelas pessoas
Por todos nós
Por tudo isso!

E que essa inquietude se transforme em paz
E que finalmente eu descanse
Nos braços da mãe generosa
chamada vida!

CARPE DIEM 

sábado, 3 de setembro de 2011

Por do Sol e os sinais da natureza

Por do sol no sertão - Monteiro/PB
No final de tarde, quando a mata se prepara para recolher-se, chamando seus habitantes nativos para casa, o por do sol é o sinal escolhido para essa missão. E seja lá quem viva nela, de insetos aos homens, todos sem exceção, uma vez que a escolheram como lar devem atender ao chamado. Ao mesmo tempo, os estrangeiros da mata começam a bater em retirada, procurando seus lugares de origem.

Na mata, permanecem apenas aqueles autorizados por ela. É assim que deve ser, assim que sempre foi e assim que sempre será.

Enquanto nós, homens, alteramos o nosso ritmo a natureza continua imutável. Por mais que interfiramos no seu equilíbrio, dentro dela, no seu íntimo ela continua sendo a natureza que sempre foi.

Quando o sol começa a se esconder atrás das serras, dourando vales, cerrados e caatingas, um balé de aves no céu, voltando aos seus ninhos começa a se desenhar. No solo, barulhos de pegadas de pequenos e grandes bichos seguindo rumo às suas tocas. Insetos noturnos começam a surgir, ora iluminando a mata, como os vaga-lumes, ora cortando o silêncio com o som dos seus barulhos, como as cigarras, grilos e tantos bichinhos barulhentos.

As corujas, os morcegos e alguns predadores de hábito noturno saem de seus esconderijos e de sua pasmaceira diária para finalmente explorar a noite das matas, atrás do alimento.

O por do sol é o divisor destes hábitos. O por do sol é o divisor da rotina dos moradores da mata.

Aqui na cidade, insistimos em ignorar a sabedoria da natureza. Deixamos inclusive de perceber que o por do sol  existe. Trancados em nossos escritórios, resolvendo coisas imprescindíveis, insolúveis e inadiáveis. Não voltamos mais para os nossos ninhos, nos jogamos na noite como corujas e predadores. Queremos ser seres do dia e da noite. A natureza sabe que isso não faz bem. Nós ainda não.

A natureza vive nos ensinando pequenas e valiosas lições. Quiçá aprendamos algo com o por do sol.

Aliás! Hoje o dia por aqui está super ensolarado! Certamente teremos um belo por do sol no final de tarde... E por aí como o dia amanheceu?

CARPE DIEM

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Muitas histórias neste quintal

Casa em que nasci no Sitio Anjiquinho
Uma volta às origens. Reencontrar a casa em que vivi os meus primeiro anos de vida, no sítio em que foi as terras do meu avô, pisar naquele chão de terra batida novamente me fez reviver um turbilhão de emoções antigas.
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Lembrança das lendas e causos contados por meu avô no terreiro (quintal para os paulistas), das corridas pela caatinga atrás dos cabritos, bodes e cabras, da comida feito no fogão à lenha e tantas outras coisas sentidas e vividas nesta casinha branca.

Asa Branca do Ceará e Carilhos da Prata
O caminho entre a cidade e a zona rural da cidade. As pequenas vilas, casinhas antigas e muita estrada de chão. Sem contar na simplicidade das pessoas. Como é bom gente do interior. O sertanejo não muda o que tem de melhor, mesmo com esse progresso todo. Que alegria foi reviver tudo isso.

Rever as cantorias dos repentistas afiados, provar dos tira-gostos comuns ao nordestino como por exemplo a galinha, costela de boi ou carne de bode ao molho, com cuscuz. Nada de  fritas ou bolinhos disso ou daquilo. Um peixe frito (uma piaba lá, um lambari aqui) também é bom. Queijo de coalho por todo canto. Cachaça pra quem gosta. Risos e brincadeiras para todos.
Vegetação típica da caatinga
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É mesmo uma pena que Cordel Encantado não passa um décimo disso tudo. Que desperdício de tempo, dinheiro e esforço de tantas pessoas que trabalham nessa novela. Como faz falta, numa equipe, um bom pesquisador ou historiador para auxilar quem escreve e dirige uma trama com esta temática especificamente. Porém isso serve para qualquer trama regional.
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Construção típica e a serra ao fundo
Deixando as coisas pequenas e desagradáveis de lado, cada segundo neste lugar foi especial. Comentava com alguns amigos, inclusive, que independente do tempo que estamos fora da nossa terra de origem, quando voltamos, tudo que nos pertence volta junto. E nada melhor que estar na terra da gente. Com as pessoas que nos entendem e que mesmo com a falta de prática nos costumes, no sotaque, na vivência, funciona como andar de bicicleta, para quem sabe. Não se desaprende a ser o que o que sempre fomos.

Viver tudo isso intensamente me fez muito bem e me fez resgatar alguns valores esquecidos aqui, por conta da correria, da cidade grande.
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Engraçado e triste que foi ao pisar em Campinas, a primeira pessoa que encontrei, foi um motorista de táxi, que tentei ajudá-lo, para que não voltasse vazio de uma corrida ao Aeroporto e o cidadão foi tão ganancioso que foi incapaz de negociar com justiça. Vale o que está no taxímetro (não o valor acordado comigo antes de entrar em seu carro). O que não se faz por dez reais a mais, nesta vida.  Bom pra ele. Melhor pra mim.
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Eu continuo sendo quem sempre fui. Eu trago comigo os valores que aprendi e se antes pra mim as pessoas já estavam em primeiro lugar. Hoje elas estão muito mais. 

Muitas histórias ainda pra contar...
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CARPE DIEM

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A grande viagem

Existem viagens e viagens. Algumas são à negócios. Outras são protocolares. Tem viagem para algum evento. Viagem para cidade próxima. Viagem diária.

Tem um tipo de viagem, em particular, que nos marca, mesmo antes de acontecer. A viagem começa a deixar marcas lá atrás, na decisão pelo destino. No simbolismo do lugar escolhido. Das razões escolhidas.

Neste tipo de viagem a bagagem mais importante não é a que você leva na mala. O importante é o que você traz consigo. Lembrança, expectativa, sonhos e muita vontade de viver ou reviver algo especial.

Neste tipo de viagem, pisar no solo já é um ritual. Caminhar nas ruas, por entre construções carregadas de memórias e histórias contadas e vividas ali.

Neste tipo de viagem a vegetação, os animais, a serra, a água de beber, as pessoas, os lugares, tudo tem um brilho especial.

Viagem como esta não é como viagem de férias em ponto turístico reconhecido e conhecido. Viagem como esta é sua. Só sua. Nada e nem ninguém será capaz de traduzir o sentimento que surge a cada acontecimento. 

Viagem como esta não se faz com veículo, nem com sapatos, nem com roupas especiais. Basta-lhe emoções, coração e muita vontade de explorar o que está bem dentro de você. Ela acontece de dentro pra fora.

A viagem que falo aqui é exatamente a que você está pensando agora: A sua viagem!

Certamente quem vive longe da terra natal, quem apenas nasceu num lugar e nunca mais voltou ou quem saiu cedo e sempre planejou um dia rever aquele lugarzinho onde tudo na sua vida começou, entende bem o que eu falo agora.

Acredite! Aquele lugar esquecido aí dentro tem um poder fantástico. Se você já pensou em fazer uma viagem assim, aproveite e planeje a sua aventura. Se você nunca pensou e nem sabe onde fica sua cidade natal direito, comece a pensar nisso, com mais carinho. O que você verá será incrível.

Viagens! Refazer caminhos, recontar histórias, relembrar memórias. Estou prestes a viver uma grande viagem. A minha viagem!

Que os caminhos sejam companheiros e que meus sentidos estejam prontos. A grande jornada começa agora...

"Quando a lama virou pedra 
e mandacaru secou
Quando ribaçã de sede
Bateu asas e voou.."

Boa viagem...

CARPE DIEM 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ser gentil é legal!

Você já experimentou ser verdadeiramente gentil? Aí você me pergunta: "Como assim, verdadeiramente?" Vamos lá. Eu explico.

Existem algumas gentilezas automáticas, ou seja, consolidadas e integradas ao nosso comportamento, como por exemplo, saudar as pessoas com "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite". Existem outras expressões do tipo "fique à vontade", "seja bem vindo", "por favor", "obrigado" e por aí segue.

Claro que se você faz isso sempre e de forma sincera pode-se afirmar que estamos diante de uma pessoa gentil e agradável. Parabéns!

Agora existem outras atitudes gentis, que são cada vez menos praticadas pela grande maioria das pessoas. Temos o hábito de entrarmos no piloto automático. Por isso puxe aí pela memória:

No caso dos homens, quando foi a última vez que você abriu a porta do carro ou do táxi para uma mulher? Ou abriu a porta de um estabelecimento, casa ou empresa para que uma mulher entrasse primeiro. Mais simples ainda, quando foi a última vez que você deu passagem para uma mulher? Seja no trânsito, no ônibus, numa passagem mais estreita.

Você lembra a última vez que se ofereceu para carregar um pacote que parecia mais pesado para aquela pessoa mais frágil? Auxiliou um idoso ou alguém com alguma limitação a realizar uma tarefa? Quando foi a última vez que teve paciência com aquela pessoa que não compreendia o que queria falar e ao invés de se irritar, você entrou no ritmo dela?

Para as mulheres poderíamos perguntar:  Quando foi a última vez que ela demonstrou-se grata pela gentileza masculina? Quando foi a última vez que você permitiu que fossem gentis com você? Quando foi a última vez que você preparou algo especial para uma pessoa que gosta?

Imagine-se num ônibus e você está sentado no banco da janela. Um assento livre ao seu lado e outro na fileira da frente. Entra um casa e ambos sentam-se, um numa fileira e outro em outra. Ficam conversando de costas. O que seria uma atitude gentil da sua parte?

Você poderia por exemplo, se oferecer, ou melhor, fazer questão que eles ocupem a mesma fileira. Desta forma, você proporia ao que se sentou ao seu lado a troca de lugar com o parceiro ou parceira da pessoa. Provavelmente ele lhe diria que não seria necessário. Porém, numa atitude gentil, você faria questão de prosseguir e agiria para que a troca ocorresse.

Complicado? Que nada! Isto é só gentileza. Pode ficar certo que você ganhará dois sorrisos gratos de volta. Ser gentil é legal. Faz bem aos que estão à sua volta.

Dizer eu sabia para alguém que se deu mal não é nem um pouco gentil. Ser solidário, mesmo sabendo que você avisou que tal coisa poderia acontecer é uma atitude que pode fazer a diferença. Afinal, ninguém gosta de ser tripudiado ou recriminado.

Enturmar uma pessoa nova na sua empresa, classe ou na turma de amigos é uma atitude muito gentil Coloque-se no lugar deste novato. Aliás, quem de nós não foi um novato em algum lugar. Lembre-se como se sentiu quando foi bem ou mal acolhido.
Ser gentil é legal mesmo e se resume numa coisa bem simples: Fazer para as outras pessoas aquilo que gostaríamos que fizessem para nós. Ser tão carinhosos e gentis como gostaríamos que fossem conosco.

Gentilmente eu desejo a cada um de vocês um dia especialmente maravilhoso e que acreditem sempre no poder da gentileza, amor e bondade. Aproveito para agradecer o tempo que dedicam ao "Sempre tem algo acontecendo".

CARPE DIEM

sábado, 13 de agosto de 2011

Síndrome das Datas Comemorativas (SDC)

Aniversário de nascimento, de casamento, dos filhos, dos pais. Dia dos pais, das mães, dos avós, das crianças. Páscoa, Natal, Ano Novo. Dia do amigo, da secretária, da mulher, do médico, do advogado, do arquiteto e por aí vai...Haja calendário!

Antes que pensem que eu não curto datas comemorativas, quero deixar claro que eu as adoro. Quem não gosta de receber um abraço de feliz aniversário? Uma mensagem? Uma ligação? Uma festa surpresa? Quem?

Quem não gosta de ver a família reunida na Páscoa, Natal e no Ano Novo. Trocar presentes, abraços e beijos? Quem?

Qual mãe não gosta de receber um abraço do filho no dia delas? Mesmo sendo uma data comercial e tudo mais... 

Qual pai não gosta de receber um abraço dos filhos no dia que escolheram pra ser dele? 

A secretária adora ser lembrada. Ganhar flores no seu dia, do mesmo chefe que lhe ignora os outros dias do ano... Isso quando não é um daqueles diretores grosseirões que vemos por aí.

Só que tem um fato curioso nestas datas. Existem pessoas que só se lembram das pessoas homenageadas nas respectivas, apenas neste dia. Sei lá, eu acho isso tudo muito estranho. Não consigo me envolver com algo assim.

Um ano sem falar com a outra pessoa. No dia do aniversário liga rapidinho. Um outro fica o ano inteiro ignorando a outra e aí aparece no Natal ou na Páscoa ou em qualquer uma destas datas. Fica meses sem falar com o pai ou a mãe e no dia das mães ou dos pais vai lá abraça-los e dizer que os ama. Isso quando não dá um presente caro, pra dar uma compensada. E não estou falando de distância física não. Por que, nos dias de hoje, com tanta ferramente de comunicação disponível é praticamente impossível ficar sem falar com alguém.

Eu penso assim. As datas são legais. Agora, para comemorá-las são necessários alguns rituais. Algum contexto mínimo. Não é a mesma coisa você receber um abraço de quem está tudo bem comparado em receber um abraço de quem até ontem te ignorava. Sei lá. Isso soa estranho. 

E aqueles que sofrem da Síndrome das Datas Comemorativas (SDC) se comportam como se tivessem recebido anistia por sua ausência. Naquele dia, por ser uma data comemorativa vale tudo. E vale mesmo!  Só que tem um detalhe. Depois da data comemorativa tudo volta como era antes. É uma mudança que vale por 24 horas ou pelo tempo em que ficarem juntos.

SDC tem cura. Basta você ser mais atencioso com as pessoas que estão a sua volta. Seja mais atencioso com sua secretária, com o profissional que trabalha contigo, com sua mãe ou seu pai, sua esposa ou seu marido, com seus filhos, com seus avós, irmãos. Participe mais da vida deles e se faça presente, mesmo quando ausente fisicamente. Você perceberá que encontrá-los ou reencontrá-los estas datas ficará muito mais interessante e será muito mais festivo e verdadeiro.

Invista mais tempo nos relacionamentos. Pode ser que chegue um dia que você reencontra alguém e ao invés de abraçá-lo naturalmente, você diz:

- Eu te amo...como é mesmo o seu nome? Ah! Lembrei...Eu te amo tio Augusto! (Cabeça a minha, como fui esquecer do fanfarrão do tio Augusto). 

É isso! Tudo começa e termina em você. Pense nisso.

CARPE DIEM



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pequenas escolhas

Você pode escolher olhar para tudo ao mesmo tempo
Ou dedicar-se completamente a um único ponto
Você pode fazer viagens e mais viagens sem sentido
Ou fazer uma só: Aquela que trará sentido à sua jornada
Você pode molhar os pés num riacho
Ou poderá deliciar-se numa cachoeira revigorante
Você poderá ver um voo de um pássaro
Ou simplesmente voar ao seu lado
Você pode ficar sentado, economizando energia
Ou pode gastar toda energia em algo que realmente valha à pena
Você pode cumprimentar as pessoas com um aperto de mão
Ou você pode olhá-las nos olhos e abraça-las
Você pode dizer que gosta de alguém
Embora você queira dizer que a ama
Você pode fazer algo para viver
Ou escolher fazer algo que  mude completamente o seu viver
Você pode cumprir metas
Ou pode buscar sua missão interior
Você pode ficar aí sentado com medo das consequências
Ou jogar tudo para o alto e correr atrás dos seus sonhos
Você pode ter sua vida toda planejada
Ou você pode permitir que ela lhe traga algumas surpresas
Você pode viver uma vida morna para sempre
Ou você pode escolher a intensidade de um momento
Você pode ser o que os outros querem que seja
Ou você pode ser você mesmo
Você pode aceitar a vida como ela é
Ou pode fazer de sua vida algo extraordinário

Afinal
Tudo na sua existência é único
As pessoas que passam por você
Os momentos que vive
Os segundos que passam
Tudo se resume no presente
....
O que você escolhe?
....
CARPE DIEM

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Insensato Coração Global


Este espaço foi criado para falar do cotidiano. Transformar o simples em fato marcante no dia de cada leitor. Porém este espaço não é alienado e não vive à margem das mazelas do dia-a-dia.

Nesta última quinta-feira, 04/08/2011 foi levada ao ar a cena de espancamento de um personagem gay da principal(?) novela da TV brasileira, no canal de maior audiência do país. A novela? Insensato Coração (nunca vi um nome mais apropriado para uma produção) O canal? Rede Globo de Televisão.

O que tem de errado nesta cena? Violência faz parte da trama! A questão aqui não é só a violência, mas é como este canal enxerga o certo e o errado. A censura econômica por trás de uma trama. 

Vejam que interessante: O canal reduz, esconde ou disfarça as cenas que denotam romance entre pessoas do mesmo sexo. Pergunto: Seria mais puro o beijo de um casal hétero do que de um casal gay? Beijo não é sempre beijo? Ao mesmo tempo, liberam sem pestanejar a cena de uma surra (até a morte) dada em um gay. E ainda mais. Tenta transformar o agressor em vítima, usando o seu passado como justificativa.

Agora, cárcere privado pode. Tortura pode. Traição deslavada entre os casais da trama está liberado. Irmãos que se odeiam também é super normal nesta novela. Humilhação de alguém com menor grau de instrução e menos abastada por aquele com maior poderio econômico também pode. Justiça que não resolve é normal. Nesta novela até assassinato é justificado. "Fulano é bonzinho. Matar alguém é consequência de um plano para provar sua inocência." 

Claro. Vamos combinar. Perdão, dá audiência? Honestidade? Bons modos? Respeito ao próximo? As respostas a estas perguntas nem são necessárias.

A Globo transformou nossa sociedade. Transgrediu valores. E nada como o poder econômico para manipular uma sociedade. Detentora dos programas com maiores audiências ela transmite os valores que bem entende e o que vale mesmo é o lucro pelo lucro.

Nos últimos anos a Globo resolveu entrar numa onda politicamente correta e em suas tramas sempre coloca alguma questão social que esteja em evidência. Claro, que os pobres telespectadores acham o máximo. Seu canal preferido é engajado. Sinto muito informar que tudo isso é fruto de pesquisa prévia e visa simplesmente trazer mais audiência, gerar mais receita e de quebra iludir a nós todos. Que tem muito pouco de nobre na atitude Global.

Desculpem, mas eu não vivo neste mundo global. Por que não entra na minha cabeça que se possa censurar um beijo ou qualquer demonstração de carinho entre um casal gay ou hétero e seja permitido um espancamento até a morte de alguém. Seja este gay ou não. E ainda vitimizar o agressor.

A Insensata Globo do coração de milhões de telespectadores por ter condições, inteligência e estrutura suficiente poderia mudar tudo isso. Poderia. Porém isto custa. Custa inclusive a audiência das milhões de pessoas manipuladas por ela ao longo destes anos todos. Ela criou um padrão globo de caráter. Um padrão globo de justiça. E está acima do certo e do errado. 

Apenas para documentar esta postagem segue um trecho da matéria publicada no Terra Notícias:

Novela com o maior número de personagens gays dos últimos anos, Insensato Coração fechou o armário. Nada de romance entre homens, nem de apologia homossexual. Por ordem da Rede Globo, os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares vão esfriar a temática homossexual da trama, principalmente o namoro entre Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo), que vinha ganhando destaque. Cenas do casal já foram cortadas.
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Em nota oficial, a Central Globo de Comunicação (CGCOM) afirma que não há censura e alega que suas histórias são levadas a todos os tipos de públicos. "Nossas tramas registram a afetividade e o preconceito, mas não cabe exaltação. Cabe, sim, combater a intolerância, o preconceito e a discriminação contra elas, o que temos estimulado cotidianamente inclusive por meio de campanhas", diz a nota.


Iguais! Independente de opções sexuais
Ou seja, segundo a nota, não cabe exaltação ao carinho. Explicitar a violência contra um determinado grupo, tudo bem. Está dentro do contexto. Nos enganem. Nós gostamos!

Bem é isso. Peço desculpas aos habituados com poesias e crônicas suaves neste espaço. Realmente não poderia deixar passar tal constatação. É uma pena que tenhamos tão pouco alcance. Por que não acredito que seja eu apenas, o único indignado com tudo isso.
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Leia também, no blog: "O Amor não tem regras"

CARPE DIEM

domingo, 7 de agosto de 2011

Pais apenas por um domingo?

O Dia dos Pais, assim como o Dia das Mães, o Dia das Crianças, o Dia da Mulher e todos os demais dias que existem em nosso calendário baseiam-se em algum fato em particular, porém têm em comum aumentar a performance do comércio. 

São dias de pessoas importantes em nossa vida transformadas em artifícios comerciais. Afinal, pai, mãe, filho, avó, ou mulher não precisam de dias para serem amados, respeitados e homenageados.

Uma mãe é mais mãe no Dia das Mães? Alguém passa a amar mais um criança no Dia das Crianças? Alguém se lembrará de seus avós apenas no dia deles!

Assim também é o Dia dos Pais. Uma data, que nem é data (como o Dia das Mães), posicionado no segundo domingo de um mês. No caso dos Pais, no mês de agosto. Um pai estará com seu filho não apenas neste domingo e sim em toda a existência de um filho. Muitas vezes, além dela. 

Por isso, uma semana antes da grande data, vale à pena uma reflexão para quem é filho, para quem é pai.

Aos filhos eu diria, que prestassem mais atenção ao seus pais. Ele pode ser silencioso ou falante. Pode ser austero ou bem humorado. Pode ser presente ou ausente. Pode estar perto ou longe. Pode ser mais jovem ou mais velho que outros pais que você conhece. Talvez uma coisa que você não saiba é que muitas das escolhas deles. Das escolhas deste pai que está ao seu lado, muitas delas mudaram com sua vinda. Para um pai, nada é mais importante que seu filho. Quando ele só pensa em trabalho, no fundo ele está pensando no futuro de seus filhos. Quando ele é mais austero, no fundo ele quer um filho, uma filha digna de sua história.

Por mais que você se ache antenado, estudado, formado e tudo mais, seu pai sempre será mais inteligente, vivido e conhecedor da vida do que você, por mais simples que seja o seu linguajar.  Aliás, você já se perguntou por que muitas vezes seu pai é humilde e sem formação escolar, enquanto você detém inúmeros títulos? Percebe a mágica. Ele esforçou-se para que você fosse a extensão vencedora dele. Deve existir sabedoria nisso. Concordam?

Aos pais eu diria que fiquem atentos aos seus filhos. Pense antes de falar o que costuma falar. Você pode contribuir com seu desenvolvimento ou o contrário disso. Tudo começa naquilo que sai da sua boca. Nas suas atitudes. Nos exemplos que você deixa pelo caminho.

A ambos eu diria ame, curtam-se e aproveitem-se! A vida é muito dinâmica e por mais que queiramos controlá-la. Acredite, nós não temos controle de nada. Aquele pai que você esnoba hoje, por falta de tempo, pode não está por perto amanhã. Lamentar-se tardiamente não é nada fácil.

Bem. Temos uma semana ainda. Não deixe para dizer que ama seu pai só no segundo domingo de agosto. Ame-o todos os dias. Se estiver longe, pegue o telefone e dê uma ligadinha pra ele. Ele está perto? Libere sua agenda e faça uma surpresa. Seja mais filho!

Presente é o que menos queremos nesta data. Palavra de Pai!

Guardar mágoa nunca é bom. Guardar mágoa de um pai ou de um filho é muito pior. 



sábado, 6 de agosto de 2011

Admirável filho novo

Uma coisa que sempre admirei no meu filho mais velho foi a sensatez. Uma característica que já veio com ele. Além disso ele tem uma alegria que transcende e cativa a todos que estão à sua volta. Desde muito, sempre muito prestativo, educado e bem humorado. Nunca o vi guardar um ressentimento sequer.

Nem queiram imaginar a turbulência que foi quando descobri que seria pai aos dezoito anos. Eu nem sabia direito o que era ser pai na verdade. E quando tem que ser, sempre é. E foi!

Este garoto (que nesta foto me presentou com mais uma filha, sua esposa) mudou completamente a minha vida. Através dele fiz a transição de jovem à adulto. Assim, num piscar de olhos! Eu era um menino no dia 14 de julho. Amanheci um homem, no dia 15 de julho de 1988. E pai dele!


Aos poucos fui me acostumando a nova situação e fui aprendendo que ser pai é mesmo um barato. Ele cresceu e se tornou um homem. Como eu. Ainda não é pai. E eu ainda não sou avô. E ele, junto com ela, estão formando uma família muito querida. A família deles. Um pedaço da nossa família.


Ele continua querido. Mais responsável. Mais amigo. Do seu jeito, ou melhor, do jeito deles, vão escrevendo uma história muito cheia de amor, respeito e bom humor.


Eu aqui tenho muito orgulho de ser pai dele. De ter um pedaço meu, nele. Talvez seja impressão, mas vejo muito de mim no meu querido filho mais velho. Vejo nele muito de mim de quando tinha vinte e três anos. Me reconheço em seus atos, em seu jeito de ser. Enfim,  é a vida que se renova.


E ser pai é justamente isso. Vida renovada.


"Comporta-te com teus pais como pretendes que teus filhos se comportem contigo."
Giacomo Leopardi

CARPE DIEM




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