quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Preconceito


Segundo o Michaelis:
 
Preconceito: sm (pre+conceito) 1 Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. 2 Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. 3 Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem. 4 Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões.
 
Após a eleição de Dilma Rousseff, uma onda de preconceito contra o povo nordestino se alastrou através das redes sociais e com o volume de informações que nos chegam através da internet, muitos leitores de manchetes, apenas reverberam aquilo que "acreditam" serem verdades absolutas: Dilma venceu por culpa dos nordestinos.
 
A liberdade de expressão está prevista na constituição, desde que esta liberdade não tenha cunho preconceituoso e comprovadamente danoso contra outros.
 
Vivemos num país com dimensões continentais e com diferenças regionais marcantes e nos tempo de hoje, com o acesso que temos a informação (o que não significa fazer bom uso dela ou ainda que quantidade significa qualidade) é inadimissível que ainda sejam alimentados movimentos separatistas, como se fossemos o país de A ou B. Somos um país só. De norte a sul. Do nordeste ao sudeste.
 
Por sorte, a sociedade tem acompanhado e agido contra estes desmandos nas redes sociais, enquadrando aqueles que incitam esse comportamento deprimente. Se por um lado existe o preconceito, não quer dizer que todos sejam preconceituosos. Tanto que algumas manifestações contra o preconceito vieram justamente das regiões onde ele teve início.
 
Creio que podemos fazer melhor. Podemos conviver melhor. Eu sei quem sou e sei de onde vim. Sou um nordestino, que vivo em São Paulo, desde a infância. tenho orgulho de minhas raízes. Porém tenho orgulho antes, de ser brasileiro.
 
Posso me considerar um sujeito de sorte, uma vez que conheço praticamente todo país e posso afirmar que existem pessoas maravilhosas em cada cantinho da nossa terra. Lindos lugares e costumes ricos.
 
Os radicais que me perdoem. Nada contra suas crenças e valores, porém façam isto dentro da legalidade e respeitando a individualidade e o direito do outro, combinado?
 
A ideia deste post não é levantar bandeiras regionais. É só esclarecer que preconceito é uma droga que faz mal a sociedade. Ele nos cega  e nos impede de ver o que existe de bom no outro.
 
Ah! Sobre a eleição de Dilma, vai uma informação relevante:
 
Dilma Rousseff não ganhou apenas por causa dos votos do Nordeste. Os nordestinos apenas aumentaram a vantagem que a futura presidente obteve no resto do País. Considerando o Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, ela somou 1.873.507 votos a mais do que o tucano José Serra. Dilma venceria sem os votos do Nordeste.



Mesmo no Sudeste, a petista teve 1.630.614 de votos a mais do que o tucano. Embora Serra tenha obtido 1.846.036 de votos a mais em São Paulo, ele perdeu no segundo e no terceiro maiores colégios eleitorais do país, Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente com saldo negativo de 1.797.831 e 1.710.186.

Bem é isso!

CARPE DIEM

Um comentário:

Van *-* disse...

O que importa se somos do sul ou do norte? Somos brasileiros! Eu me orgulho disso, apesar dos pesares.
Temos a sorte de morar num país pluricultural, com costumes diferentes, isso só nos acrescenta.
Saber respeitar a individualidade e as diferenças é exercicio de cidadania.
Grande abraço Sá!

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