quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Memórias de um caminhante...


Um caminho
Passos lentos numa estrada que me levam ao meu destino
O que será que existe ao final deste caminho?
Perguntas habitam o meu coração
Qual a distância entre o hoje e o amanhã?
Como medimos a distância entre um ser e outro?

Por alguma razão meus pés me levam para lá.
Lá onde a lua descansa e o sol nasce.
Existe um mundo onde duas pessoas, lado a lado
Vivem a cada dia, mais distantes
Realmente a distância não se mede
Se sente.

Meus pés continuam a conduzir-me
É preciso desprendimento para entender o outro
É necessário renúncia para que o amor triunfe

O fato é que a distância é apenas uma defesa
Ela se alimenta das diferenças, cobranças e expectativas
É sempre complicado esperar mais do que se deve
A isto damos o nome de falsas expectativas

Meus pés continuam a conduzir-me
Caminho sem volta
Renovar
Recomeçar
Para que todos sejam felizes

Começamos a perceber que para renascer
É preciso retroceder.
É preciso implodir...para reconstruir

Qual fenix, seguimos queimando
E no final, uma nova ave surge
Novas aves

Os poetas cismam em rimar amor com dor
E meus pés me levam
Sigo.

Parece sem lógica
Mas as vezes fazemos alguém sofrer 
e sofremos pelo bem
Pelo amor ao outro.
Pelo amor a si próprio.

CARPE DIEM

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