quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Agreste



Meu sertão da caatinga, do agreste
Palma cresce, o aveloz e a aroeira
Sertanejo, a coragem é  a sua veste
Num terreiro o vento brinca com a poeira
...
Lá no fundo, tem um céu azul celeste
A esperança matuta sem fronteira
Que observa as nuvens, lá do leste
Boa nova, e o céu chove qual peneira
...
Terra mágica, sangue nosso corre nela
Sol e chuva, vemos tudo na janela
De noitinha um céu brilha enluarado
...
Cantoria, repente e mote pra ela
Fala simples, tamborete, luz de vela
O sertão do matuto apaixonado.
...
Dedico este soneto a Marília Chalegre, que com sua foto inspirou estes singelos versos.
Quem quiser conhecer mais sobre seu trabalho é só clicar sobre seu nome.


CARPE DIEM

Um comentário:

blogdomacagnan disse...

E por falar em repente, eis aí uma coisa que admiro: o improviso do repente, as emboladas, a criatividade de um povo castigado pelo clima e pela geografia de eu local...

Abração do Macagnan!

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