segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Indignação


Hoje eu preciso desabafar! Uma dor me invade. A dor da impotência diante dos fatos. Da constatação real do quanto nos omitimos. Sim! Todos nós, em algum momento, fingimos que certas coisas não são conosco. Não podemos resolver tudo e nem ajudar a todos! Bem, peço licença para explicar-me melhor.
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Há algum tempo nossa família convive com uma doença poderosissíma chamada ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Trata-se de uma doença neuro-muscular, que compromete o sistema muscular e tem como característica central o fato de ser degenerativa e progressiva. Ou seja, uma vez a doença desenvolvida, a tendência natural é que ela evolua e leve o paciente ao óbito. É uma doença de difícil diagnóstico, pois se confunde com várias outras e principalmente com problemas ligados à ortopedia.
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Poucos médicos conhecem essa doença e menos ainda conseguem e se interessam em lidar com ELA. Na verdade, poucos se interessam em trabalhar com doenças irreversíveis. Afinal, o papel do médico é salvar vidas e não encontrar maneiras de apenas adiar a morte. Sim. A ELA não te cura. É fato!
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Pois é. Por outro lado, muito se tem feito, através de pesquisas e do trabalho incansável da ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), do Hospital São Paulo, da USP e tantos profissionais ligados ao estudo da doença.
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Com um tratamento adequado e com medidas tomadas logo após o diagnóstico, consegue-se prolongar a qualidade de vida do paciente e dos familiares. Por que essa doença afeta a todos que convivem com o paciente. A estrutura da casa é alterada e muitas adaptações são necessárias.
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Por conta disso tudo, resolvi empreender, junto com um grupo de voluntários e amigos, na criação de uma associação regional, com o objetivo de esclarecer a população e auxiliar os pacientes, familiares, cuidadores e profissionais que interagem com a ELA.
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A teoria é uma coisa e a prática é outra. Lutamos muito, corremos daqui e dali, tentando fazer o nosso melhor e é nesse ponto que hoje me sinto indignado, com lágrimas nos olhos.
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A ELA é uma doença que age rápido, se você não cria uma condição mais favorável para o paciente. É necessário, na maioria das vezes um atendimento domiciliar (home-care) e agora me respondam, vocês acham que os planos de saúde facilitam para conceder esse direito ao paciente, seu conveniado? É claro que não!
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Vocês acreditam que os governos municipais, estaduais e federal facilitam o acesso ao remédio de alto custo, necessário para o prolongamento da vida do paciente, bem como o do equipamento necessário para auxiliar no sistema de ventilação respiratório, inclusive, com direito previsto em lei?
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Vocês acreditam que os hospitais públicos se interessam e mais, priorizam o atendimento aos pacientes, que chegam aos seus leitos, na grande maioria dos casos, com insuficiência respiratória e ou pneumonia aguda?
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Claro que não. Os convênios se esquivam. Os governos se desculpam e jogam a responsabilidade para outro departamento, os hospitais dão desculpas que não têm estrutura e o paciente?
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Tem que entrar na justiça, pra fazer valer um direito dele. Junto aos planos de saúde e governos em geral. Isso mesmo. Pra essas pessoas é mais vantajoso uma briga judicial com um paciente. Afinal ele pode vir a óbito antes do resultado.
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Bem, nos hospitais o que vale são as estatísticas. Quantos foram e quantos sobreviveram. 
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Agora, experimentem perguntar sobre estatística para alguém que perdeu um familiar ou um amigo. Pra eles a perda não foi de "zero, alguma coisa, por cento". Não para eles! A perda é total.
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Nestes dois últimos finais de semana, eu perdi duas pessoas que tentávamos ajudar. Tentávamos com todas as nossas forças. E perdemos. 
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Em ambos os casos, os planos médicos se negaram pelas vias normais, prestar um atendimento domiciliar (estávamos montando os processos judiciais destas pessoas).
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Em ambos os casos, faltou um atendimento adequado, por parte dos hospitais públicos. Em um deles, (pasmem!) a paciente ficou num corredor de emergência e o médico teve a infelicidade minutos antes do óbito,  de dizer que a pessoa estava muito bem e até receberia alta. 
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Imagine esse médico, depois desses tais minutos, dando a notícia aos familiares. Imaginem a família dessa pessoa que faleceu. O mais triste é que tal fato ocorreu num hospital referência, inclusive no campo neuro-muscular. Se nem os profissionais de uma emergência, de um hospital referência sabem lidar com a doença, imaginem como será  nos hospitais que nunca ouviram falar nessa tal de ELA?
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Imaginem quantos casos acontecem dessa maneira, nos corredores dos hospitais.
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Minha indignação é com essas pessoas (não com aqueles profissionais e médicos que sempre dão o seu máximo pela vida, sem recursos, sem descanso, muitas vezes) que atendem de maneira simplista, que orientam seus funcionários a negarem o direito ao seu associado (no caso dos planos particulares de saúde), que num órgão público de saúde, atende o seu usuário (que inclusive paga seu salário) de maneira desleixada, muitas vezes reclamando das filas, das pessoas. Eu já passei por isso. Nós já passamos por isso.
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Sim. Nós tivemos que brigar na justiça, contra um plano de saúde, para conseguir nosso direito. Tivemos que brigar nos hospitais para ter um atendimento digno. Tivemos que brigar com governos para conseguir o que era nosso por direito.
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Desculpem. Mas hoje eu choro por essas duas pessoas queridas que perdemos. E sabemos bem por que perdemos. Aqueles que se negaram em cumprir suas atribuições também sabem.
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Ah! Eu falei no início deste post, que ELA era uma doença poderosissíma. E é mesmo. Só não é mais poderosa que o poder do AMOR! Isso não! 
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Para saber mais sobre ELA acesse: www.abrela.org.br ou www.tudosobreela.com.br


CARPE DIEM

domingo, 27 de setembro de 2009

O que mais importa?


Em cada fase de nossa vida valorizamos certas coisas e situações, por exemplo:


Quando somos bebês, o mais importante para nós é em primeiro lugar ter nossas necessidades fisiológicas (fome e sede) atendidas. Nessa fase também é importante que tenhamos o nosso porto seguro por perto, a nossa mãe, que ainda nem sabemos o nome, mas sabemos bem como chamá-la. Basta um choro e lá está ela do nosso lado! E aos poucos aprendemos a retribuir tanta dedicação da mamãe, ora com um olhar, ora com um sorriso.


Um pouco maiores, porém ainda crianças, começamos a valorizar nossos brinquedos. Nossas primeiras "posses". Nesta fase aprendemos muito sobre o ato de "TER". Nos chateamos se um coleguinha ou irmãozinho pega nossos brinquedos. Aqui entra o nosso primeiro aprendizado. Desapegar-se daquele brinquedo preferido. Mesmo com lágrimas nos olhos e a sensação de perda, que para nós crianças mais parece com um grande monstro, aprendemos. Ou não! Depende de quem aprendermos sobre o desapego? Depende de como papai e mamãe nos educa enquanto crianças. 


Ah! Nesta fase da vida, os pais também são importantíssimos para nós e temos medo também de perdê-los


Agora somos adolescentes e começamos a nos importar com o que vestimos, com quem andamos, com aquela menina ou aquele menino que queremos do nosso lado. O medo nos domina. Queremos, mas não sabemos como empreender uma conquista. O que importa nessa fase é fazer parte de algum grupo, é ser aceito. É a fase mais comum da grande integração ou da introspecção total. Do isolamento. Nossos pais, nessa fase, perdem a aquela aura de importância e de porto seguro. Nesta fase, há quem sinta até vergonha do pai ou da mãe. Afinal, eles são tão "velhos"! Como entender nossa cabeça?


Crescemos, nos tornamos jovens e logo chegamos a idade adulta. Nos importamos com nossos estudos, com nossas coisas (posses) de novo, como lá atrás enquanto crianças. Nossos brinquedos de hoje são outros. É o carro novo, o som novo, o novo videogame, o novo computador ou Notebook, aquela câmera digital de última geração, nosso super celular, com mais de mil recursos. Tem uma fase que ainda descuidamos de nossos pais. Aqui, no início da fase adulta, já com o nosso trabalho, estudando, podendo e tendo tudo(?) quem precisaria de pais? Sabemos tudo! Resolvemos tudo!


Chega um dia, em que viramos pais, como nossos pais. Os filhos chegam e repetem todo o ciclo e percebemos que tudo que mais importa, em nossa vida, são os nossos filhos. 


Que se dane se perdemos o nosso carro num acidente bobo. O mais importante é que nossos filhos estão bem! Ah! Nosso filho aprontou aquela confusão, quebrando mil coisas! A primeira coisa que se passa pela nossa cabeça, naquele milésimo de segundo é: " Será que ninguém se machucou?", "Será que está tudo bem?"


O alívio vem, em meio a qualquer confusão, quando você vê seu filho ou sua filha ali, sem nenhum arranhão. É como se nada mais importasse, quando se é pai e mãe.


Por isso, eu lhe pergunto: O que mais importa, pra você, no dia de hoje? Em que fase você se encontra? Por que no fundo, independente de nossa idade, podemos agir como bebês, crianças mais crescidas, adolescentes, jovens, adultos ou pais. Tudo é uma questão de amadurecimento e cultivo do amor.


Olhe a sua volta! Abrace aquele que você ama. Reconheça o esforço e o amor de seus pais. Abrace seus filhos e peça aos céus ou a quem quer que seja (conforme sua crença) que eles estejam sempre protegidos e aprendam sempre as melhores coisas da vida.


Coisas são coisas! Nada disso lhe acrescenta valor, no momento em que se deixa esse plano terreno. Independente da sua crença, mesmo que você creia que não existe um "Deus", uma coisa é comum à todos nós. quando partimos (ou morremos, como preferir) ninguém leva nada material daqui.


E sempre seremos aquilo que deixamos, como legado. Nossas lições e nossas atitudes!


O que mais importa?


CARPE DIEM

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Primavera chegou!




A primavera floriu! A cidade fica tão mais bela nessa estação! As flores dão um colorido especial aos jardins, calçadas, bosques e praças.
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Adoro praças floridas! A primavera deixa um perfume no ar. Uma delicadeza especial.
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Experimente ir até um jardim ou praça florida logo pela manhã. Quão belo é o brilho da flor orvalhada... Espelhos minúsculos que refletem a vida!
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Na primavera, amar é mais fácil e mais prazeroso!
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As pessoas sorriem mais! Estão abertas, talvez influenciadas pelo desabrochar das flores. É isso! Os corações estão desabrochados e prontos ao amor, carinho e fraternidade.
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Começa então a primavera da alma! Nossa essência também pede que sintam o nosso perfume. A nossa bondade. A nossa beleza! Somos todos “flores humanas”, num mundo primaveril!
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Tem uma música do Geraldo Azevedo que combina com essa estação. Chama-se Sabor Colorido e ela fala assim:

Mel... Eu quero mel
Quero mel de toda flor 
Da rosa, rosa, rosa amarela, encarnada 
Branca como cravo, lírio e jasmim 
Eu quero mel pra mim 
Mel...Você quer mel? 
Quero mel de toda flor
DA margarida, sempre-viva, viva!
Gira, gira, girassol 
Se te dou mel pode pintar perigo 
E logo aqui no meu quintal 
Cuidado, pode pintar formiga, viu? 
Mel...Eu quero mel 
Quero mel de toda flor 
Colorido sabor... 
Do mel de toda flor 
Antes que o passarinho aventureiro 
Que beija um beijo, doce sabor
Sabor colorido 
Mel...Eu quero mel 
Da assussena, violeta, flor de lís 
Flor de lótus, flor de cactus 
Flor do pé de buriti 
Dália, papoula, crisântemo 
Sonho maneiro, sereno, fulô do mandacaru 
Fulô do marmeleiro, fulô de catingueira 
Fulô de laranjeira, fulô de jatobá 
Das imburanas, baraúnas, pé de cana 
Xique-xique, mel da cana, cana do canavial 
Vem me dar um mel, que eu quero melambuzar 
Mel...Eu quero mel 
Quero mel de toda flor 
Antes que um passarinho aventureiro 
Que beija um beijo, doce sabor
Sabor Colorido


CARPE DIEM

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Somos TODOS brasileiros, SIM!

Cenas do Espetáculo "Somos todos Brasileiros" - UNICIRCO em Campinas (21/09/09) - com a participação de Instituições que trabalham com pessoas com deficiência



Preconceito. Numa tradução livre, podemos entender  um  determinado conceito estabelecido previamente, antes de se conhecer o todo. E quantos preconceitos temos todos nós? Existe algo mais limitante que o preconceito? Existe.
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Ignorância. E aqui não tem a ver com o significado pejorativo não. Tem a ver com a falta de conhecimento sobre algo. É quando desconhecemos aquilo que nos rodeia e quem nos rodeia.Somos ignorantes quando achamos que uma doença física é transmitida pelo toque ou quando acreditamos que AIDS se contrai num simples aperto de mão ou de um abraço.
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Somos ignorantes quando desconhecemos os direitos de pessoas com deficiência física. Pior ainda, quando nem percebemos que existe uma deficiência maior que a física. Existe a deficiência moral.
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E somos deficientes morais quando ocupamos, sem necessidade e direito, uma vaga de estacionamento reservada a uma pessoa especial. Quando negamos passagem e auxílio a esta pessoa. Pelo contrário, passamos reto e rápido. Aquilo não é conosco. Ignoramos.
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Somos preconceituosos quando acreditamos que uma pessoa especial é incapaz. Mal sabemos o quanto essas pessoas, realmente especiais, são fortes e são capazes de fazer coisas que muitos que se conceituam como normais, jamais tentaram.
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E temos exemplos de atletas, artistas, pensadores, físicos, médicos e tantas outras profissões. , Todos nós somos brasileiros, sim.
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E aproveito para destacar um trabalho maravilhoso da UNICIRCO, a Universidade Livre do Circo, sob direção e comando do ator Marcos Frota. Ele é daquelas pessoas que quando falam, transmitem uma simplicidade, uma humildade, que só aqueles que evoluíram possuem. Sua prece elevada, sua preocupação com todos.
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Entre 20 e 25 de setembro de 2009, aqui em Campinas, está acontecendo a VIII Semana de Luta das Pessoas com Deficiência - "Nada sobre nós, sem nós". Hoje é o penúltimo dia dessa ação! E o primeiro que você pode considerar para uma maior conscientização de todos nós. Brasileiros!
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Todos nós podemos fazer mais. Podemos estar mais próximos. Podemos agir com menos preconceito e sermos menos ignorantes.
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Vamos dar um passo, rumo à solidariedade. Rumo à fraternidade.
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Aprenda e ensine. Supere os seus limites internos!
CARPE DIEM    

domingo, 20 de setembro de 2009

Um ano em um dia!



Se você tem bem mais que duas décadas de vida e se lembra de quando entrou na fase das decisões (16 anos em diante), certamente saberá do que falo neste post. Se você vive exatamente essa fase, também se identificará!

A fase das decisões complicadas aparecem num momento de nossa vida, em que tudo parece dificil e a nossa urgência pela felicidade é proporcional ao nosso desespero.

Por mais que alguém nos diga que tudo está bem e que seja lá o que for passará. Teimamos em não ouvir. Mais ainda, queremos ir contra qualquer senso de realidade.

Pensamos ter todas as respostas, com nossa magra experiência. Desrespeitamos à lógica e mesmo que tudo indique um caminho melhor, preferimos o mais dificil e o mais tortuoso.

Assim ocorre com adolescentes que se envolvem com drogas ilícitas ou lícitas. Se envolvem com pessoas erradas em momento errado. Desafiam a vida! Colocam em risco tudo aquilo que acreditam, apenas por querer viver, um ano em um dia!

E como temos certeza de tudo nessa fase! Quem não se lembra do inconformismo com os pais, professores. Onde já se viu? Alguém querer "mandar" na gente!

O bom é que à medida que amadurecemos percebemos que realmente a vida é bem mais simples. Percebemos que no fundo, tudo acaba bem.

Descobrimos que não se morre de amor ou por amor. Que não é o fim do mundo ficar sem esse ou aquele objeto do desejo. Que lutar pelas coisas que queremos é bem melhor que "tomar" na marra, antes do tempo.

Por isso, acredite. Seja lá o que for, irá passar. Mais cedo ou mais tarde, passará!

E Digamos que, quanto mais velhos nos tornamos, mais nos aproximamos da criança que fomos. A alegria, a tranquilidade, a paz necessária que cada um de nós precisamos para escolher e seguir um caminho iluminado está dentro do nosso ser!

Que tal viver um dia por vez!

Amore? Muitos virão! Melhores, maiores ou menores! Inesqueciveis, descartáveis, desejáveis, dispensáveis! Amores de todas as formas e intensidade!

Conquistas e derrotas. Virão igualmente!

E lá na frente, você perceberá, com um sorriso nos lábios, o quanto de tempo e energia foram disperdiçados, apenas por querer antecipar sentimentos e experiências. Por querer viver um ano em um dia!

CARPE DIEM

sábado, 19 de setembro de 2009

Encruzilhada


A hora da decisão. Mais de um caminho à sua disposição. Ambos incertos. Medo e insegurança lado à lado com a vontade de dar um passo na direção correta. E qual será a direção correta?

Você já se sentiu assim algumas vezes? Aquela sensação estranha, um frio na barriga, o sono que não chega, os pensamentos que cismam em acumular-se desordenadamente em sua cabeça. E as perguntas clássicas:
"E se acontecer isso?"; e "se acontecer aquilo?"; e "se eu me arrepender?"; e "se as coisas não forem como nos foi falado?"; e se...

Inúmeros "ses" habitam o nosso íntimo. Agora, pensando mais friamente, viver é um sucessão de "suposições". Acompanhem comigo.

Hoje você acordou cedo ou um pouco mais tarde, não importa. Quem de vocês tinha plena certeza de que tudo que aconteceu até o momento em que leu este post, aconteceria da forma que aconteceu mesmo?

Alguma coisa mudou de ordem? Algum compromisso atrasou ou adiantou-se? Todas as pessoas estavam com o humor que você esperava? O dia, a temperatura, o trânsito, tudo como você havia previsto e considerado? O restaurente que você almoça. A mesa que você se sentou, foi a que pensou que seria? O garçom falou as opções que desejava, sorriu como gostaria, atendeu como deveria...tantas perguntas...não é mesmo?

Logo, a vida é uma sucessão de encruzilhadas. E só decidimos quando estamos no ponto do cruzamento. Afinal, só podemos escolher uma direção diferente, quando temos outra opção. Enquanto seguimos em linha reta, na previsibilidade, tudo seguirá seu curso normal.

Hoje eu percebo, que as encruzilhadas são nossas aliadas de crescimento. É bom ter que escolher. É sabermos que "para se ganhar algo, teremos que abrir mão de algo também". É fato!.

Pra que eu esteja escrevendo neste momento, este post, eu tive que abrir mão de terminar algum projeto ou  de redigir algum e-mail. Uma encruzilhada. E escolhi o caminho de postar este texto!

Você escolheu entrar aqui e ler o que eu tinha pra lhe dizer. Certamente abriu mão de alguma coisa do seu cotidiano.

O que faz o caminho escolhido ser o melhor é a satisfação que ele nos proporciona. As alegrias advindas da escolha. O crescimento.

Estou feliz por ter escolhido escrever aqui. Estou feliz em dividir com vocês que hoje estou em mais uma encruzilhada de minha vida. Estou prestes a dar um passo em direção a algum caminho (sim, isso é importante! Afinal o pior e você ficar parado eternamente diante dos caminhos, sem coragem de optar ir ou não por ali ou por aqui). Meus olhos, meus pés estão preparados.

Aos poucos estou preparando o meu coração, minha mente e todo o meu sistema, para entrarem num acordo e me guiarem rumo à minha escolha.

Eu só quero ser feliz, fazendo outras pessoas felizes, com minha escolha!

CARPE DIEM!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Apego


Segundo o Aurélio, apego, do verbo apegar significa inclinação afetuosa, afeição

O apego está ligado diretamente ao materialismo. Você se sempre se apega a algo, alguém ou a alguma ideia.
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Tem uma expressão que uso, que no fundo não tem nada de sabedoria. É mais uma brincadeira proposital, que diz o seguinte:
"Tudo que é demais, é muito!"
  
E com o apego não é diferente. Afeiçoar-se a alguma pessoa de maneira exagerada não fará bem, nem a você e nem a outra pessoa.
...
Da mesma maneira que apegar-se ao seu carro, sua casa, suas coisas, roupas, ou qualquer item material de maneira incondicional também lhe trará sérios problemas.
...
Esse asunto me chamou a atenção esses dias, durante algumas noticias sobre enchentes, tragédias anunciadas e outros fatos de risco à vida, espalhados pelo mundo.
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Algumas pessoas, com a intenção de defender suas posses (provavelmente suas últimas posses) arriscam a própria vida, para não perderem nada. O mais triste é que algumas perdem a vida mesmo, com essa intenção e o resultado final qual é? A pessoa fica sem as coisas e sem a oportunidade de seguir em frente. É o fim.
...
Onde quero chegar com essa conversa?
... 
Quero lhe fazer um convite a reflexão:
... 
Imagine quem você é (refaça mentalmente sua trajetória até a leitura desse post). De onde vem. Como nasceu. Como cresceu. Dificuldades que passou. Coisas que valorizou ao longo dessa trajetória. Coisas que deixou de valorizar. Pessoas que foram importantes pra você e outras que ainda são. Analise tudo isso.
...
Perceba quantas coisas você se apegou de tal maneira, a ponto de sacrificar uma amizade, uma pessoa, uma oportunidade. Quantas ideias você defendeu, mesmo que isso custasse perder o apoio de alguém importante pra você. Quantas pessoas você deixou de considerar, em detrimentos de outas. Quantas coisas você deixou de aproveitar, só por que a coisa mais importante pra você era ter um bem de maior valor financeiro.
...
Perceba quantas vezes você se negou doar aquela roupa que você gosta tanto e, embora não a use mais, ela é especial. E esse exemplo serve para objetos, roupas, ideias, pessoas. Sim, pessoas!
...
Aquele namoro ou casamento que já terminou e você deseja a pessoa sempre presa a você. Os filhos que crescem. As pessoas queridas que partem para outro plano.
...
Quanto mais apegados nos mostramos, mais sofremos. A tranquilidade, a serenidade e a paz só é alcançada quando percebemos que todos os bens, pessoas, e situações conquistados ou vivencidos aqui são apenas meios e jamais serão fins.
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Um automóvel é apenas um meio de nos transportar do ponto A ao ponto B. Apenas isso. Ele não é a razão de nossa existência.
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Uma roupa é apenas um meio de nos proteger e nos "enfeitar". Não é a nossa essência.
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O dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho é apenas um meio de suprir nossas necessidades e nos proporcionar conforto. Não é a única coisa que existe no mundo.
...
Uma pessoa querida é apenas um meio de nos proporcionar companhia e não a unica razão de nossa felicidade.
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Tudo que temos ao nosso redor é importante e não é errado amar, ter bens, dinheiro. De maneira alguma. Pelo contrário. É nosso direito e saudável.
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Errado é considerarmos tudo isso mais importante do que nós mesmos. Mais importantes que o bem comum. Mais importantes que as amizades que você conquista. Mais importantes que sua própria vida.
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Agora que sabemos que tudo que é demais é muito. Que tal ir naquele ármario, quarto ou despensa onde você guarda um montão de coisas, que você nem sabe mais pra que serve e fazer uma boa ação?
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Presentei um amigo, um parente com  aquela roupa que essa pessoa sempre gostou de ver em você. Procure uma instituição aí mesmo, na sua cidade e leve essas coisas lá! Você fará muita gente feliz e perceberá que quem ficará feliz mesmo, com essa atitude é VOCÊ!
...

CARPE DIEM!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Reclamar ajuda?

Vocês perceberam como adoramos reclamar? De tudo e de todos? Reclamamos de qualquer coisa!
Reclamamos do trânsito que pára, do ônibus que atrasa, do metrô que está cheio, dos preços daquilo que compramos.
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Reclamamos dos nossos amigos, dos nossos familiares, dos nossos colegas de trabalho. Reclamamos dos nossos superiores, na empresa.
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Claro que reclamamos dos governos, da temperatura, do calor, da falta de chuva, do frio, da falta de chuva.
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Reclamamos da falta de compreensão, da falta de amizade, da falta de qualquer coisa.
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Reclamamos! Ufa! Como reclamamos!
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Bem, até aqui eu contei 11vezes o termo "reclamar" (incluindo este aí do lado e o título do post).
Chega, não é mesmo?
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Por que no fundo, essa atitude não adianta muito, ou melhor, muitas vezes de nada adianta ficarmos usando deste artificio para justificar certas situações e atitudes nossas. Isso é um fato!
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Na verdade, essa atitude é uma forma de julgarmos o mundo, as circunstâncias, o outro e a vida.
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E até que se prove o contrário, nós não temos a menor capacidade de julgarmos nada com total sabedoria e imparcialidade.
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Para que possamos fazer um julgamento justo precisariamos conhecer todas as variáveis de uma situação, inclusive as emocionais. Vamos a um exemplo prático:
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Imagine que você está andando pela rua, e de repente você se depara com duas pessoas discutindo. Uma pessoa mais forte que a outra. No momento que você passa ao lado delas, a pessoa mais forte grita grosseiramente com a outra, que nesse momento começa a chorar. Qual é a sua reação ou no minimo pensamento natural?
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- "Nossa! Que pessoa grosseira. Como pode fazer isso a tal pessoa, que se mostra mais frágil e tem menor poder de reação!"
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Ou seja, você toma um dos partidos. Agora pense comigo. Antes disso, você conhecia as duas pessoas? Você sabe exatamente o que originou a ira (injustificável) de uma dessas pessoas? Você sabe o que a primeira pessoa disse ou fez a segunda para que ele respondesse de maneira grosseira? Você sabe qual a história de vida dessas duas pessoas, considerando aqui, formação familiar, cultura, crenças e valores?
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Percebe, como é dificil julgar. Percebe como nos lamentamos sem muita razão, na maioria das vezes?
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E se você, ao invés de reclamar, começasse a buscar dentro de si, algumas respostas. Mudasse suas atitudes em relação as coisas  e pessoas que muito lhe incomodam?
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E pra tudo tem uma solução. Acredite!
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O trânsito está insuportável? Saia mais cedo de casa, tente um caminho alternativo. Vá de carona;

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O ônibus atrasa sempre? Procure pegar um antes, pra que você não chegue atrasado ao seu compromisso.
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Aquela pessoa te incomoda? Reflita sobre o quanto você incomoda alguém. E descubra porque tal pessoa age dessa ou daquela maneira;
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Você acha que seus pais exageram nos cuidados contigo? Converse com eles, demonstre seu amadurecimento com atos e palavras maduras;
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Tudo começa e termina em você! Confie nessa premissa e muita coisa se resolverá e ficar bem mais fácil de conviver, a partir de então.
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Ah! Essa chuva! Com certeza reclamar não fará com que ela pare. Então? Que tal aproveitar e contemplar o que ela pode lhe oferecer!
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CARPE DIEM

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Compartilhando um sonho!

Hoje eu resolvi compartilhar um sonho que tenho com vocês. Escrever na revista "Vida Simples".

É um sonho mesmo! E o que é sonho? É algo que consideramos irreal, fantasioso, inverossímil. Uma utopia.

No sonho podemos ser diferentes, fazer coisas impensáveis no mundo "real".
Ok! Esse é um tipo de sonho.

Tem um outro tipo de sonho. Aquele que projetamos, que traçamos como objetivo mesmo. Aquele que buscamos meios de atingí-lo. De conquistá-lo! E uma vez realizado, a satisfação é imensurável! Impossível de ser medida, com medida de homens!

Ora, se o homem foi a Lua, descobriu que a Terra é redonda, produziu o fogo, inventou a roda, a energia elétrica, o telefone, o avião, o cinema, a internet e inventou rede sociais e meios de acessa-las, acho que não é tão dificil assim eu conseguir escrever um dia na Revista Vida Simples, não acham?

Pois é. Eu aprendi com a vida, que sempre temos que contar com os outros. Com o próximo.
Por isso, hoje eu conto especialmente com você, que gosta desse cantinho aqui. Do "Sempre tem algo acontecendo". 

Se você como eu, acredita em sonhos, escrevam para o Leandro Samartz, redator da Revista Vida Simples e diga que você também quer que esse meu sonho se realize. Convide seus amigos virtuais e reais. Convide seus familiares a criar um movimento de realizar um sonho, de um sonhador.

E como já nos disse Raul Seixas:
"Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Sonha que se sonha junto
É realidade." 

Vocês me ajudam?

Criem comunidades, convidem amigos de suas redes sociais. Convidem através de código morse, sinais de fumaça, tambores indigenas, rádio amador, celular, msn, twitter e tudo mais!

CARPE DIEM 

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pequenas reflexões...


Estamos todos aqui, neste Planeta, juntos. Isso é um fato.
Que tal pensarmos sobre pequenas coisas, que podem fazer toda a diferença?
  • Todos nós dependemos um do outro.
  • Egoísmo é quando queremos algo mais para nós, em detrimento dos outros;
  • Orgulho é quando enxergamos apenas as nossas verdades;
  • Ambição é quando almejamos o crescimento, sem desrespeitar o espaço alheio;
  • Ganância é quando queremos qualquer coisa e a qualquer preço;
  • Solidariedade é estar pronto a ajudar o próximo, em momentos e situações difícieis;
  • Fraternidade é amor distribuido de graça;
  • Respeito é o que todos nós mais jovens deveriamos dedicar ao mais velhos;
  • Pais são aqueles que fazem tudo para que trilhemos os melhores caminhos;
  • Filhos, normalmente não compreendem isso em sua totalidade;
  • Os laços que unem pais e filhos são construidos de amor, entrega e cumplicidade e respeito;
  • Casamento é quando duas pessas diferentes se unem e resolvem formar uma terceira pessoa diferente: o casal;
  • O segredo da felicidade de um casamento talvez seja compreender as personalidades e a individualidade dessas "três pessoas";
  • Conselho é algo que nos ofertam gratuitamente e geralmente recebemos de maneira preconceituosa
  • Deveriamos sempre agradecer, por mais ridículo que possa parecer, um conselho ou uma preocupação dedicada por alguém a nossa pessoa!
  • Imagine-se sempre feliz!
  • Entre reclamar e ser feliz, faça sempre a escolha pela segunda opção. Acredite, você sempre terá essa oportunidade;
  • Pense mais no próximo. Visite um Hospital, uma instituição dedicada a crianças carentes, idosos abandonados, portadores de doenças crônicas. Não é muito bom fugir das realidades que nos rodeia;
  • Pense mais no Planeta. Ele precisa de nós. Hoje, mais do que nunca.
  • Aliás, tudo anda muito descartável (até colher de mexer café é descartável!). Estamos muito preguiçosos.
  • Somos da geração do descarte. E descartamos inclusive pessoas e sentimentos!
  • Esteja de bem consigo. Você não é perfeito. Aliás, ninguém é perfeito.
  • A Terra vive uma transformação muito grande. Nos tornaremos mais solidários, amorosos e caridosos. Estamos evoluindo!
  • Acreditem em algo. Nem que seja em você mesmo!
CARPE DIEM!
Bom estar de volta!
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