segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A vida sempre continua!



Hoje ofereço esse jardim às pessoas que não passaram em branco, quando estiveram por aqui. Pessoas "famosas" ou "anônimas". Se bem que, fala a verdade, tem alguém mais famoso pra você do que seu avô ou sua avó. O que faz a pessoa importante não é o quanto ela é conhecida e sim o quanto ela nos acrescenta e o quanto amamos aquela pessoa. Esse jardim de girassóis é também para aquela pessoa querida que você recordar, quando ler este pequeno texto.
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Presenteio meu avô José Quintans (ou Zé Quintanhas, como era conhecido), nascido na época do cangaço, viveu lá na caatinga, no sertão da Paraíba, criador de bodes e agricultor, lá no saudoso Sítio Anjiquinho, na cidade de Monteiro. Devia ser bem mágico ter nascido em 1901, inicio do século passado, com bem menos recursos que hoje. Que aventura! Não é a toa que Zé Quintanhas era um excelente contador de causos de onça, Lampião, Antonio Silvino   e de  histórias fantásticas do além. Como dizia ele, era um homem "temente" a Deus!
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Lembro de minha avó Quitéria, fiel escudeira de Zé Quintanhas, que partiu há pouco tempo e que fazia comidas deliciosas, lá de nossa terra. Cozinhar era a maneira dela de dizer eu amo você. Mulher de poucas palavras, porém de coração grande. Viveu junto com minha mães muitas trapalhadas (que a turma de hoje chama de pagar mico). Claro que as trapalhadas eram criadas pela minha mãe. Suas histórias até hoje rendem muitas risadas entre nós!
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Avó Carmela (avó da Sônia) foi alguém que convivi pouco. A Nona, como ela se intitulava. Uma Italiana autêntica, cozinheira exímia e claro, amantes das massas. Mesa farta sempre foi com ela. Pena que convivi tão pouco com essa nona toda especial. Foi um prazer conviver com suas "maluquices" e sabedorias. E assim como ela nos chamava, quando falávamos de mais, tratava-se de uma mulher, muito "boa de bico".
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Essas três pessoas passaram mais de 80 anos entre nós. Imaginem o quanto contribuíram com o que somos. Hoje elas ensinam em outras escolas. E certamente são dignas das missões que receberam. Aqui vai uma dica. Desfrutem mais das presenças de seus avós. Sejam mais pacientes. Não se iludam, eles podem lá não entender nada de modernidade, de computador, de internet, dos "papos de hoje", só que entendem da vida muito mais do que vocês possam imaginar. Todos seriam bem melhores se ouvissem mais seus avós.
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Flores pra vocês, nossos queridos avós! Flores também para os nossos queridos tios que já partiram.
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Esse jardim é para os amigos especiais como o Saulo, que partem tão jovens  (sim, era jovem, tinha a minha idade!) e nos ensina tanto. Saulo era professor universitário e professor da vida. Imagino quantos alunos desprezaram seus ensinamentos. Preferiam tomar cerveja a ouví-lo, quando na verdade ele apenas tentava prepará-los para o mundo lá fora. Imagino quantos sentiram sua falta, quando partiu. Convivi com esse moço, de ritmo tranquilo e voz marcante. Convivi com seu jeito interiorano e suas palavras sábias. Girassóis pra você meu amigo! Que belas aulas você deve estar ministrando aos alunos do plano espiritual! Claro, que sempre com sua conhecida excelência!
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Quantos amigos a gente deixa passar em branco? Mestres da vida. Agentes de bondade. Os amigos são nossos protetores.
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E existem pessoas que não as conhecemos de pertinho, mas fazem muita diferença por seu talento, bondade, sabedoria e tantas outras qualidades!
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A nossa perda mais recente dessa categoria foi Mercedes Sosa, La Negra. Mulher generosa com o povo latino e com sua cultura. Suas interpretações emocionavam bem no fundo. Seu jeito simples de ser. Sua preocupação com as mazelas da nossa querida "latinoamérica". Flores Mercedes e Gracías a la vida!
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Ayrton Senna "do Brasil" era um Silva. Um autêntico brasileiro. Corajoso e inventivo. Talentoso e lutador. Nos deixou muitas lições e uma delas, talvez a mais importante é que "tudo é possível". Basta que acreditemos e claro trabalhemos duro!
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Chico Xavier, outro brasileiro que nos ensinou o poder da caridade e da bondade. Como é possível fazer muito pelo próximo com pouco. Como o amor é importante para a humanidade. Só o amor poderá mudar esse mundo. Só o amor constrói!
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Esse jardim também vai para Luiz Gonzaga e seu Gonzaguinha, Paulo Autran, Raul Seixas, John Lennon, Renato Russo, Cazuza, Madre Teresa de Calcutá, Ghandi e todos aqueles que você se lembrar na leitura deste post!
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O dia de hoje não é para chorar de tristeza. É sim, para sentir saudade. Enviar pensamentos elevados aos nossos entes queridos que seguiram seus caminhos. Mentalizem os jardins mais que mais gostam e presenteiem cada um daqueles que partiu. Eu escolhi esse aí de cima. O girassol pra mim é vida, é esperança de uma vida melhor e principalmente uma homenagem a todos que me ajudaram a ser uma pessoa melhor.
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Equilíbrio e lembrança boa!
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Afinal, a vida sempre continua!
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CARPE DIEM 

5 comentários:

Helen disse...

Adorei o post, Sá!
Não tive o privilégio de conhecer o vô, mas suas histórias sempre fizeram parte da minha vida. E Quiterinha deixou muita saudade!

Noemyr disse...

Sim, a vida sempre continua!!!!!!!!!! =)
Gostei do texto ^^
E fiquei encantada com a imagem...
Girassóis sempre nos passam coisas boas não é?
Beijokas, Sá :*

Dri Viaro disse...

Bom dia, vim desejar uma semana abençoada por Deus.
bjsss

blogdomacagnan disse...

Que bom que a vida continua! Porque assim mais e mais personagens passam a fazer parte da nossa vida, nos permitindo aprender algo mais que venha a acrescentar-se ao nosso maior tesouro: a nossa convivência com essas pessoas, a sabedoria que vamos acumulando aos poucos oriunda delas. E este tesouro ninguém jamais conseguirá nos roubar. Abraço do Macagnan!

Srta. Maay. =} disse...

pessoas que não foram anônimas!

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