sábado, 31 de outubro de 2009

Halloween - A história do Tesouro Enterrado

Em Histórias de Fantasmas, no Halloween do ano passado, eu falei sobre as histórias me avô nos contava e que ouvíamos encantados e assustados quando crianças. Hoje, somos adultos e guardamos dentro de nós, as histórias e brincadeiras do tempo de criança. Convido você a sentar no chão com seus pequenos e relembrar algumas dessas passagens da sua vida. Não tem filhos? Convide seus sobrinhos, priminhos, vizinhos e viva essa experiência, chamada "compartilhar!"
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Prontos? Aí vai uma das histórias do meu avô Zé Quintans (ou Quintanhas, como chamavam), que naquele tempo nos causava arrepios!
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O tesouro enterrado
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Era uma noite como outra qualquer. Após a lida, fui me recolher. Lá pelas tantas, um suador danado. Era um sonho que me atormentava! Um compadre meu, me pedindo pra desenterrar uma botija que estava enterrada na suas terras. 
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Lá, eu encontraria muitas moedas. Várias patacas e até ouro.
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Ele me implorava pra eu resgatar o tesouro, pois o “coisa ruim” tava atormentando a vida dele, atrás da tal riqueza e sua alma, vivia vagando, sem paz, por causa de dinheiro. Uma legião de almas traiçoeiras com inveja do tesouro enterrado. Afinal, ele tinha sido morto por causa desse maldito dinheiro.
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Apenas um homem poderia fazer aquele resgate. Eu, Zé Quintanhas. Numa sexta-feira de lua cheia, há meia noite, deveria ir apenas com meu embornal, uma pá e um enxada, desenterrar a tal botija.
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E assim fiz. Numa sexta-feira de lua cheia lá estava eu. Meia-noite começo a tarefa.
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Enquanto cavo, um boi com fogo saindo das fuças e com cheiro de enxofre tenta me atacar. Us acorrentados, pulam no meu pescoço e tentam me enforcar! Eu rogo a Jesus Cristo e faço três pai nosso!.
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Quanto mais eu cavava, mais o demo me mandava alma penada! Eu me agarro com a cruz e me ajoelho. 
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Uma voz me diz. Feche os olhos e cave até bater na botija! E assim faço. Rezando e de olhos fechados, cavando.
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Quando desenterro a botija. As moedas todas lá!.
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Ele fo claro. Eu nao poderia gastar nada. Tinha que doar para os pobres. Senao eu seria amaldiçoado.
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Levei tudo pra casa. Roguei ao Pai, lá de cima. O compadre me aparece em seguida, parecia vivo. Me agradece por ter cumprido a missão dele e disse que nunca mais iria me procurar. Agora sim. Ele descansaria em paz!
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E como diria meu avô, "foi assim que aconteceu! Sem tirar e nem por!"
Bom Halloween
Repleto de sustos e risadas
Ah! A propósito:
Doces ou travessuras?

CARPE DIEM

3 comentários:

Mulher Arquitetando disse...

Que delícia...histórias de vô, nada melhor em uma noite de lua cheia.....risos...
Amo você
Sua Bruxa

Niña disse...

E vc "puxou" o seu pai, né contador de histórias?! rsrs

Adooro. Tenho ótimas lembranças de infância!!

Samuka, tem um selinho pra vc lá no meu blog!

Bjinhos

Unknown disse...

Isso nao e lenda. Aconteceu com meu avô. Minha mãe é testemunha da aflição dele pra desenterrar a botija. É muito parecido mas em vez das almas foi uma porca com uma ninhada de pintinhos e uma galinha com porquinhos que o atacaram. Ele nao conseguiu desenterrar a botija. Depois de muita reza a alma o deixou em paz.

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