sexta-feira, 10 de julho de 2009

Viagens inesperadas

Outro dia estava falando sobre as viagens inesperadas e de como elas podem nos fazer bem. Simplesmente deixar-se levar. Que os nossos pés nos levem para os caminhos indicados pelo coração.

Refletindo sobre tudo isso e com uma vontade danada de colocar os pés na estrada, resolvi numa sexta-feira qualquer, fazer uma viagem inesperada. Apenas para sentir o clima de novas pessoas, novas paragens. Poderia ter escolhido um passeio ecológico ou cheio de aventuras, porém acabei optando por um turismo bem incomum, pelo menos para mim. Uma viagem urbana. Para uma metrópole.

Trocaria a minha por outra. De outro Estado. E a cidade escolhida, não a esmo, foi Belo Horizonte, onde mora um grande amigo meu e que há muito me convidava pra conhecer os encantos da capital mineira. Conversa vai e conversa vem, uma hora antes do ônibus partir decido realmente viajar.

Mochila feita e nas costas, direto para a rodoviária de minha cidade. Como a viagem era inesperada e tinha como intenção provar do novo, nada melhor que ir de ônibus. Virar um cidadão integrado, usufruir do transporte público e como diria os versos de Rômulo Paes sobre uma das esquinas famosas de BH, "subir Bahia e descer Floresta" a pé, sentindo-os firmes no chão, como se fôssemos árvores andantes, numa cidade cheia de graça e poesia.

Devo dizer que desde o início tudo foi improvisado, a medida que as ideias vinham, acompanhado do grande amigo, que servia como guia, numa cidade gigante, ia me deliciando com a beleza urbana de Belo Horizonte. Belas construções, praças gigantes arborizadas e limpas, largas avenidas, enfim, elementos comuns nas grandes metrópoles.

O sol sempre nos acompanhava e um dos pontos que me encantou nessa descoberta urbana foi passear no mercado municipal, com seu movimento contínuo, pessoas que falam ao mesmo tempo, bares antigos e simples, sempre lotados de bebedores matinais e vespertinos. Pessoas sempre alegres. O Mercado Central tem essa mágica qualidade de deixar as pessoas felizes. Eu creio que deve ser por causa do aconchego, da superlotação. Gente gosta de gente e ultimamente andamos tão isolados em prédios, condomínios e empresas, que quando temos a chance do convívio, esbaldamo-nos.

Outra coisa positiva dessas viagens é a beleza de conhecer novas pessoas. E claro que acabei conhecendo pessoas excelentes, boas companhias com aquele jeito característico do mineiro de receber. Dei muita risada compartilhada, conversei, conheci, me permiti conviver. Esse talvez seja um bom conselho pra dar, "permita-se conviver" sempre que lhe for possível.
Claro que foram muitos papos regados a cervejas geladas. De vez em quando uma boa cachaça mineira. Um trago, pra esquentar. E quando a prosa é boa e a cerveja está no ponto, o tempo voa! E no voo do tempo reaprendemos a dialogar de maneira leve. Sem compromisso. Apenas uma conversa amena. Cultura, pessoas, viagens e versos. Prosa também! E até teatro!
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E o acaso é tão bom que nos presenteou com uma apresentação gratuita do Grupo Galpão, tradicional e competente, lá da Geraes. O espetáculo Till, a saga de um herói torto, encenada numa Praça do Papa lotada e empolgada com o trabalho dos atores no palco dava graça àquela noite de domingo pra lá de especial. Pois é! Valeu mesmo estar ali, bem naquele final de semana!
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Como é mágico assistir a uma peça assim, no meio de uma praça, com pessoas com olhos atentos, riso solto quando da graça e atores integrados ao povo. É isso! O Teatro é do povo! Deveria ser sempre assim! Valeu, Galpão!
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E cidade grande é isso. São imagens importantes da história e construções graciosas. Entre praças, igrejas, soldado e cidadãos anônimos, vamos nos perdendo e nos encontrando. E a vida é exatamente isto! Um eterno perder-se e encontrar-se!
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Aqui, agradeço a Belo Horizonte, à sua graça, as pessoas que interagi, lá no mercado municipal, feira de artesanato, nos bares e aos meus amigos, novos e antigos. De longa data, escolhidos ou aqueles que me foram presenteados pelo acaso.
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E sugiro um brinde: Ao acaso e ao inesperado!
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Pois é. Sempre tem algo acontecendo. Aqui e na Geraes!
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E que tal você deixar a vida, pelo menos de vez em quando, conduzir teus passos? Deixe-se guiar pelo vento. Pela novidade. Pelo inesperado. E nem precisa ir pra tão longe. Sabe aquele bairro famoso ou gracioso de sua cidade? Sabe aquela cidadezinha pertinho aí da sua, que dizem que é um encanto? Então! Vai lá!
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Depois nos conta! Que muitas coisas inesperadas e boas aconteçam pra você!

Um comentário:

Mulher Arquitetando disse...

Que bom Sá , que você gostou ...
é sempre bom estar perto de amigos e recarregar as energias!
Agora da próxima vez quero ir junto para conhecer estas maravilhas!
Beijinhos
Amo você
Princesa da Lua

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