terça-feira, 17 de março de 2009

No seu lugar eu faria...


Vocês já perceberam como temos soluções para os outros? E falamos cheio de propriedade: "Eu no seu lugar faria..."
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E tem aquelas situações onde queremos saber o motivo da pessoa agir tão errado. O que a levou a tomar tal atitude. E claro que completamos com a nossa maneira de resolver aquele problema ou situação. E explicamos para o outro, que aquilo era óbvio de mais, pra se admitir tal atitude. Criticar aqui é mais importante do que entender.
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O que esquecemos aqui são três questões básicas:
1) O livre-arbítrio de cada um: O que faz com que cada um seja responsável pelos seus atos e claro, por todas as consequências advindas do tal ato.
2) A base emocional, social e intelectual da pessoa: Cada um resolve ou toma uma atitude conforme sua base nestes campos e para entendê-la deveríamos primeiro, pensar como ela, ou seja, a partir de tais parâmetros.
3) O contexto e momento do fato: Deveríamos levar em consideração, antes de sairmos julgando por aí, o contexto que levou cada pessoa a tomar tal decisão. Afinal, é fácil julgar o que já ocorreu. E como faria você, no momento exato em que ele tomou a atitude?
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Assim, cada um de nós se torna um verdadeiro Inspetor Bugiganga, com soluções pra tudo e para todos. Com verdades que servem em qualquer pessoa e ocasião.
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Problemas familiares, de trabalho, escolares, de relacionamento mais íntimo, entre pais e filhos e por aí vai. Reconhecemos logo, uma falha no outro. Justamente nesta palavra que reside todo o centro das questões que julgamos: FALHA ou ERRO.
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Algumas definições, segundo o Aurélio, para falha e erro:
Falha significa falta, defeito, omissão, lacuna, falência e
Erro significa juízo falso, desacerto, engano
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Claro que todos nós estamos sujeitos ou a falhar ou a errar. Agora, estamos muito mais propensos a acertar. Observem o seu dia e das pessoas em sua volta. Sendo bem minucioso você descobrirá que todos mais acertam do que erram. E que se observarmos os erros ou falhas de alguém sob o prisma do outro, perceberemos que a intenção daquela pessoa foi positiva. E o que é mais importante? O ato em si ou a intenção de alguém?
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Pra mim particularmente, eu acredito em intenções. É como um jogador de futebol, vôlei, basquete ou outro esporte coletivo. Aquele jogador tem a intenção de acertar e nem sempre acerta e por isso temos times que perdem e outros que ganham. Jogadores que fazem pontos ou gols e outros que não.
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Fala sério, você acorda cedo e fala assim, pra você mesmo:
"Hoje vou discutir com 3 pessoas no trabalho, com 2 no trânsito, com alguém da família e vou quebrar alguma coisa em casa. Pronto. É assim que vai ser!"
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Tenho certeza que isso não acontece. Pode até ser que você nem pense nada. Nem em boas intenções. Agora ninguém sai determinado a estragar algo ou o dia de outra pessoa.
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Por isso, antes de dizer "no seu lugar eu faria...", coloque-se mesmo no lugar da pessoa e perceba que tem mais coisa boa ali do que você mesmo imagina. Antes de perguntar "por que você fez assim?" comece acreditando que aquela pessoa tinha alguma boa razão inicialmente.
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Bem, eu no seu lugar leria este post e repensaria algumas crenças como a famosa "Errar é humano!".
Na verdade, "humano mesmo, de verdade, é acertar!"
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E claro que você já sabe que sempre tem algo acontecendo por aí... Pertinho de você.

Um comentário:

Anônimo disse...

Perdoar é divino.....!
Vivendo e aprendendo...
Beijos

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