domingo, 23 de novembro de 2008

Amora


Engraçado como a gente escolhe algumas coisas. E vou contar uma escolha que fiz estes dias, por uma razão um tanto quanto inusitada.

Gosto de comida simples e correta no seu preço. Ah! Quem não gosta? Pois é. Me incluo entre os que gostam, então. E também tenho um outro hábito muito comum, ainda mais para um taurino, me apego fácil e pra trocar algumas coisas e alguns lugares, o novo tem que ser muito bom.

Estes dias, conheci um restaurante novo (pra mim, por que ele existe há alguns anos). Pertinho de casa. Tão pertinho que dá até prá ir a pé. E agora o motivo pelo qual resolvi conhecê-lo, pessoalmente: O seu nome. Apenas isso. O nome fantasia do estabelecimento comercial.

Mudando de assunto. Admiro incondicionalmente Renato Teixeira. Um sujeito simples no modo de falar, nascido em Santos e crescido lá em Taubaté, interior de São Paulo. E esse moço, é um poeta da música brasileira. Escreve e canta coisas lindas, simples de tudo, que tocam o coração da gente. Tem muitas músicas dele que me inspiram. Algumas são temas de minha vida, de uma amizade, de um amor, de um momento especial.

E tem uma música que me toca sempre, por sua simplicidade. Chama-se Amora. A letra tá no final deste post.

Ah! Estava falando do restaurante. Acham que já esqueci, não é mesmo?!
Eu tinha parado nesse ponto: O que motivou a minha primeira visita a este restaurante? O seu nome.
Um nome belo, simples e ingênuo como essa fruta tão pequena e delicada: Amora!

Quando li o nome do restaurante numa revista aqui da cidade, fazendo um comentário sobre um prato de lá, confesso que nem li a reportagem. Apenas me fixei no nome: "AMORA". Será que tem alguma relação com a música do Renato? E quando chego lá, não é que encontro, em cada mesa, um pequeno display com a letra da música Amora?

Pronto. Cliente conquistado! E a comida? Bem, a comida é digna do nome, gostosa, simples e delicada. E uma sobremesa maravilhosa: Sorvete de creme, com cobertura de calda de amora. Fantástico! Me senti cirança, com essa sobremesa. Voltei aquele tempo em que ficava horas num pé de amora (amoreira, pra ficar mais chique) me lambuzando e bagunçando. Por que amora lembra molecagens, brincadeiras.

Cliente mais que cativado.

O legal de um lugar assim é o atendimento. Pessoal, educado, simples. Seria tão bom se sempre fossemos atendidos dessa maneira. Me sinto muito bem "toda vez que passo lá".


Amora (Renato Teixeira)

"Depois da curva da estrada
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá
Sinto o coração flechado
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração
Vou contar para o seu pai
Que você namora
Vou contar pra sua mãe
Que você me ignora
Vou pintar a minha boca
Do vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora."


Engraçado como a gente escolhe algumas coisas...

Nos vemos por aqui!

2 comentários:

Helen disse...

Engraçado mesmo como a gente escolhe certas coisas... Eu agora escolho sorrir... dar risada... e deixar que os problemas se resolvam por si... no seu tempo certo...
saudade, Sá! voltei, viu? tô bem... logo apareço aí pra gente prosiá... dessa vez, com uma carinha melhor..

te amo muito! e obrigada por tudo... e tem gente q diz q família não se escolhe... pois bem... dei sorte, porque se pudesse escolher eu escolheria a minha... essa mesma!

Graz.Yann disse...

Sabe... Quando estava lendo...Logo pensei que o nome do restaurante estava ligada à música... E bem...
Inverta a palavra AMORA... Veja que palavra dará... Um bom nome para restaurante não?

beijos
;*

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